Deadly Games

2 Estamos de férias, não estamos?


Notas iniciais
Hey cerejinhas, boa leitura e espero que gostem!

POV- Thalia

Acordei com uma conversa relativamente baixa, meu corpo doía e a posição que eu me encontrava era com certeza era bem desconfortável, mas me concentrei em não me mexer, mantive minha respiração calma e apenas prestei atenção na conversa que vinha de algum lugar da casa.

— Ela podia ter morrido!- Escutei a voz de Afrodite, namorada de Ares.

— Não fale como se eu não soubesse, seria novidade se ela quase não morresse em um trabalho. — Meu pai falou em um tom elevado e claramente cansado.

— Eu pensei que ela já estivesse boa o suficiente para ir. — Hera disse e eu sabia que ela estava sendo falsa, ela nem se importava eu podia ter uma flecha na cabeça e ela me mandaria de qualquer jeito.

— E ela estava boa.- Ares me defendeu, era um dos poucos com quem eu contava naquela casa. — Thalia nasceu para isso e por isso não esperamos os poderes dela se despertarem, então Hera não fale como se ela fosse uma incompetente, porque ela é bem mais capaz do que você.

— Olha aqui...- Hera começou a falar, mas alguém bateu com força em alguma superfície.

— Chega!- Jason disse com um tom elevado- O que aconteceu afinal?

— Estávamos dirigindo até a fronteira, para matarmos aquelas criaturas, mas um tiro atingiu o pneu que explodiu e eu perdi controle do carro, que girou até a beira do penhasco, então aquele caçador me puxou para fora do carro e começamos a lutar, Thalia não saiu do carro, mas a pedra que o sustentava não aguentou e cedeu e ela caiu no mar, dei um jeito no cara e fui salva-la, ela estava morta quando a encontrei, mas voltou a vida em alguns minutos.

Ares contou a história e ela realmente começou a fazer sentido em minha mente, eu me lembrava de estar conversando com Ares que era meio arriscado atravessarmos a fronteira, por ser a área da equipe rival, eram ao todo duas equipes de caçadores, a liderada pelo meu pai e a liderada pelos Jackson e tínhamos um acordo, em que nenhum de nós podia atravessar para o outro lado e se alguém tentasse poderíamos usara a força, esse foi o jeito mais prático de cobrirmos a cidade inteira e de manter a paz, o problema foi que um amigo do outro lado da fronteira pediu nossa ajuda para investigar algo daquele lado e meu pai não conseguiu dizer nãos.

O tiro acertou em cheio o pneu que estourou e fez Ares perder o controle da direção, o carro girou inúmeras vezes e eu bati com a cabeça em algo, meu corpo amoleceu, consegui ouvir o barulho de uma luta, mas parecia tão distante, então estalos baixos e depois meu corpo sendo puxado para baixo, a água gelada em contato com minha pele, meus pulmões queimando o sinto me prendendo contra a cadeira, tudo escurecendo e aqueles olhos.

Abri os olhos e notei que estava no sofá da minha casa, me sentei e olhei em direção de onde vinha a conversa, estavam todos em volta do balcão da cozinha e o primeiro a notar que eu tinha acordado foi Ares que simplesmente sorriu para mim e um Jason preocupado voou em minha direção ao notar o olhar do outro.

Jason e Ares eram os únicos que me entendiam, mas Ares era quem me defendia, as vezes eu sinto que meu irmão sente inveja por ser o nerd de laboratório e eu ser a garota da ação.

— Me explica como você consegue sobreviver sempre? — Meu irmão perguntou com um sorriso leve enquanto me analisava.

Eu vestia apenas uma blusa e pelo cheiro deveria ser de Ares, Ares perdeu os pais para caçada o que o fez virar um ogro viciado em matança, mas não se iluda ele sim tem sentimentos e ele é muito racional, depois que tudo isso aconteceu meu pai o criou e ele é apenas alguns anos mais velho do que eu e foi ele que disse que eu tinha que ser treinada.

Minha família se resume em eu, meu irmão gêmeo Jason, meu pai e Ares, os outros membros da minha família com ligação sanguínea só são isso, pessoas no qual eu divido o DNA. Minha mãe largou eu e o Jason quando tínhamos sete anos, meu pai queria vingança pela morte da irmã e minha mãe era uma criatura não como ele, ela era algo diferente.

Meu pai é um dos imortais, ele é bem mais velho do que parece, existem dois imortais e ambos foram feitos para a caçada, mas quando uma mulher surgiu no meio dos amigos eles se tornaram inimigos e foi assim que se dividiram em dois grupos, nós e os Jackson.

Minha mãe era uma criatura, nunca cheguei a descobrir o que ela era, quando meu pai descobriu a deixou fugir, e com isso uma maldição surgiu, foi dito que por um dos imortais ter renegado o seu dever de matar a fera um dos filhos da fera iria encontrar o mundo dos mortos antes de conseguir alcançar seus poderes, ou seja, eu e Jason poderemos morrer antes de conseguir nossos poderes.

Se querem saber eu já morri, inúmeras vezes, a sensação de ter seu coração parado, o seu corpo não ser mais seu domínio, o ar não entrar e nem sair de seus pulmões e o seu sangue não circular mais por entre suas veias não me incomoda, até já me acostumei, mas nunca irei me acostumar com a volta, sempre é a pior parte, você é puxada da liberdade com tanta intensidade que seu corpo não sabe como reagir, a dor de tudo voltando, de seus problemas e de um mundo aonde os monstros são reais é sempre a pior, e essa é a minha realidade.

Me levantei do sofá e senti meu corpo cambalear, a tontura me atingiu e eu senti uma fome absurda.

— Quanto tempo eu apaguei?- perguntei e Annabeth Chase entrou no cômodo com um sanduiche e um refrigerante na mão.

— Um dia e meio- ela disse me entregando ambos.

Anne é minha amiga, umas das únicas, meu pai e a mãe da Annabeth se conheceram na faculdade, porque sim meu pai ama estudar e já fez milhões de faculdades. Eu e Anne crescemos juntas e ela me conhece melhor do que ninguém.

Depois que eu me alimentei devidamente eu me sentei na mesa, sim na mesa, da cozinha para participara da conversa que eles estavam tendo.

— Então não cumprimos a missão, como faremos? — Perguntei tomando café, precisava de cafeína nesse momento.

— Ares deixou claro que vocês estavam atravessando a fronteira porque eles não cuidam direito da parte deles e que soubemos de uma suspeita, resumindo eles vão assumir. — Meu pai disse e eu assenti.

Vi Jason e Annabeth pegando a mochila e eu olhei confusa, estávamos de férias, não estávamos?

— Não precisa ir hoje- meu pai disse confirmando, não estávamos de férias.

POV- Nico

Eu juro que se um dia eu descobrir como matar meu pai eu o faço, puta merda eu tenho cara de quem nasceu para viver entre humanos? Talvez com eles mortos, mas como eu odeio isso.

Entrei no prédio aonde eu estudaria, apesar de eu nunca ir para a escola eu tenho noção das matéria então não seria difícil passar por um garoto do terceiro ano do ensino médio. Caminhei até a secretaria e uma mulher sorridente me entregou o horário e disse que meus livros estariam no meu armário, então eu apenas peguei o livro da minha aula e fui para sala.

As pessoas me olhavam de muitos modos diferentes, algumas com curiosidade, outras com medo ao estranho, outras como se perguntassem de que mundo eu venho e algumas até com desejo.

Não demorou para eu achar a minha sala e logo fui para a última carteira de umas das fileiras, pessoas entravam aos poucos e começavam a abitar suas cadeiras com seus grupos de amigos e eu não a encontrava, ela não estava ali e eu juro que se meu pai me mandou para a porra do lugar errado eu vou é matar ele.

Logo quase todas as cadeiras estavam abitadas, menos uma no final da sala que e o professor entrou empurrando sua cadeira de rodas até o centro da sala.

— Bom dia alunos! — Ele disse pegando uma pasta em cima da mesa.

— Bom dia Quíron!- Os alunos responderam em uníssono e eu apenas fiquei observando.

— Vou fazer a chamada e já começaremos a matéria.- Ele disse e começou a chamar os nomes ali escritos.

—Nico Di Ângelo! — Ele chamou pelo meu nome.

— Aqui! — Disse e todos me olharam, aparentemente eu era o único novato da escola.

— Seja bem-vindo! — Ele disse e eu assenti e ele continuou a chamar.

— Thalia Grace. — Ele chamou e ela não estava aqui, mas pelo menos estava no país certo.

— Ela não vem hoje senhor. — Um garoto loiro disse e ele assentiu e prosseguiu a chamada.

Como a Grace não vinha eu sai assim que a aula de história acabou e fui para a minha casa, porque sim eu tinha me virado e achado uma.

Assim que cheguei na casa que eu tinha me estalado me joguei no sofá e tentei tirar a raiva que eu estava sentido do meu pai.

Eu sempre fui um bom filho, tudo bem que eu não quis me tornar ceifeiro, mas estou no meu direito e a Bianca tem bem mais vocação para isso do que eu, sou péssimo em conversar com as pessoas e eu sei que não levaria jeito em trazer as pessoas para o outro lado, ou seja, o lado dos mortos.

O trabalho até que era simples, quando a pessoa morria tinham algumas opções o meio termo, que era aonde eu e minha família morávamos que é quando uma pessoa morre, mas ainda tem ligação ao corpo então o ceifeiro o convence a desistir, é esse ser que o convence que lutar não vale a pena e que está na hora de descansar e a pessoa vai para a fila, depois que entra nela não tem volta a não ser que você reviva, tem o mundo dos humanos, que é esse aqui, que é quando uma pessoa não aceita a morte, mas ela não pode ficar no meio termo, então ela vira os famosos fantasmas, e tem o lado em que você revive, mas esse é o mais complexo e você tem que ser foda.

Meu pai é a morte para quem ainda não entendeu e ele odeia terem de colocado a morte como feminino, tem que ver quando alguém chama ele de Dona Morte é hilário e antes que alguém pergunte eu não estou morto, eu nasci podendo transitar por todos os lados do mundo, escolho a idade que eu quero ter, mas eu gostei de crescer e eu realmente tenho dezessete anos, meu pai não entende isso e ele vive reclamando por causa da Grace.

Desde que eu me lembro meu pai quer a trazer para o mundo dos mortos, mas a garota tem pacto só pode, porque ela não morre por nada, tipo nada mesmo. Tiro, afogamento, estrangulamento, acidente de carro, avião, trem, atropelamento, meu pai já causou qualquer tipo de acidente e ela sempre sai ilesa e isso quase o mata de frustração e sobrou para mim a mata-la afinal alguém tem que fazer.

— Oi maninho. — A voz de Bianca me assustou.

— O que diabos faz aqui? — Perguntei e ela riu.

— Soube da missão do pai, não deveria estar na escola?

— A garota não vai hoje, não tem porque eu ficar naquele lugar. — Disse enquanto ela se sentava ao meu lado.

— Fui ver a Hazel. — Ela disse e eu sorri.

Eu e Bianca somos filhos do meu pai, a morte, e uma fantasma, meu pai concedeu a minha mãe a forma fixa e eles se casaram, porém o chefe do meu pai e não me perguntem quem é porque eu não sei, proibiu meu pai de viver com ela então meu pai teve que tirar o feitiço dela e ela foi para o mundo dos mortos, Hazel é minha irmã, só que a mãe dela é humana, a mulher ficou louca após meu pai sumir, porque com a relação dos dois ela consegue ver os dois mundos, mas a Hazel é um amor de pessoa.

— Como ela está? — Perguntei e ela sorriu.

— Crescida e você sabe que ela mora aqui não sabe? — Ela perguntou e eu arregalei os olhos.

Não me julguem eu nunca fui bom em detalhes então sempre que eu queria ver minha irmã eu só aparecia na casa dela e quando queria ir para casa aparecia em casa, simples e prático.

— Falou que eu estou aqui? — Perguntei e ela negou.

— Vocês vão se esbarrar na escola uma hora ou outra, deixa ela descobrir sozinha.

Assenti e a Bianca se levantou se esticando.

— Que tal dar uma olhada na cidade, quanto mais rápido fazer amizades e conhecer o local mais fácil vai ser fazer a missão, mas não crie laços, assim que tiver cumprido o trabalho você vai ter que ir.

— Eu sei Bianca, não precisa bancar a irmã mais velha comigo. — Disse e ela riu.

— Eu sou a mais velha. — Ela disse e me abraçou sumindo no ar em seguida e eu optei por dar uma volta.

Notas finais
O que acharam? Quero saber para vê se eu continuo ou não. Beijos e até!