Deadly Games
27 Pai
Notas iniciais
POV- Thalia
Dias se passavam quase tão rápido quanto começavam, a cidade continuava parada e meu pai tentava me fazer participar mais, por Anne estar machucada ela não ia comigo encontrar o Percy então nós dois estávamos meio que nos virando. Luke tinha acordado e já estava em casa, ele estava bem novamente e já conseguia andar sem precisar de ajuda de qualquer pessoa.
Estava treinando com Ares, mas minhas cabeça estava em outro lugar, eu pensava no quanto as coisas estavam desandando. Estava ficando com o Nico a uns dias, a irmã dele não parecia gostar da ideia e o Jason também não, já que a Hazel é do outro lado e aparentemente a Bianca também e o garoto não quer escolher um.
Ares me derrubou no chão e pulou em minha direção, rolei para o lado e levantei em um pulo, deferi dois socos em sua direção, acertando apenas o último, ele me socou fazendo com que eu recuasse, bati contra a parede e ele socou em minha direção, desviei o fazendo socar a parede atrás de mim, chutei sua perna e nesse momento Zeus entrou irritado.
— Alguém invadiu o sistema de segurança, os dois para a sala de controle agora.- Ele disse e saiu rápido.
Eu e Ares fomos em direção a sala de controle, uma sala que deveria ser branca, mas por estar tão repleta de eletrônicos nas paredes não tinha espaço para se ver as paredes, uma mesa mostrava o mapa de Donner Hill inteira, a única parte que não era detalhada era a área dos Jackson, a cidade inteira piscava como se ela tivesse tendo um ataque de raiva.
— Isso não é possível.- Comentei olhando aquilo abismada.
— Por isso Jason e Anne acham que o sistema foi invadido.
Recebi uma mensagem do Percy e me afastei um pouco para ler.
A cidade está piscando que nem louca?- Percy
Sim- Thalia
Respondi rápido e voltei a atenção a Anne que digitava rapidamente para ver o que era.
— Tem como ligar as câmeras de segurança? — Perguntei e ela assentiu.
Tudo explodiu, era tanta energia que tudo simplesmente apagou, as portas de segurança trancaram e nós estávamos presos ali sem energia.
POV- Nico
Fui jogado contra um carro, tudo estava parado sabia que ninguém nos via ali. O carro amaçou com o contato do meu corpo e o alarme começou a tocar meio desesperado.
— Qual o seu problema Nico? Está difícil cumprir uma ordem? — Meu pai perguntou claramente irritado, já tinha quase dois meses que estava na cidade e a Grace ainda estava viva.
— Se fosse fácil você mesmo teria feito não acha. — Disse e ele fechou a mão em punho e eu senti minhas pernas quebrarem, não gritei, não demostrei reação, não demonstraria fraqueza.
— Eu quero ela morta.
— Então a mate. — Disse alto. — Espera, você não é capaz.
Ele me jogou longe derrubando duas árvores.
— Nico Di Ângelo você veio aqui para fazer um serviço não para conseguir uma namoradinha.- Hades disse e eu revirei os olhos.
— Eu não estou namorando só para deixar isso claro, e eu estou fazendo o meu serviço até onde eu saiba não tem prazo de validade.
— Se ela se tornar imortal o que pretende fazer? Porque acho que as coisas estarão bem mais complexas se isso acontecer.- Meu pai disse irritado se aproximando de mim.
— Não vou deixar isso acontecer, eu não sou idiota, sei meu trabalho e sei o que eu tenho que fazer, agora pode parar de dar um de fodão e voltar para o seu lugar? — Disse e ele riu e meu ouvido estalou como se algo tivesse se quebrando.
— Arranje um monstro e faça ele matar ela, rápido.- Ele disse e eu revirei os olhos.
— Farei meu serviço quando achar que ela deve morrer, até lá cuide das suas coisas.- Disse e ele bufou.
— Voltarei em uma semana...
Ri alto o interrompendo e ele me fuzilou com os olhos.
— Pai. — Disse me levantando, já estava curado.- Vai me ameaçar ou a ela? Porque eu sei que você não pode me matar já que sou imortal e ela você não consegue, então o que pretende fazer? Farei tudo na hora que eu quiser e ponto.
Meu pai rugiu e eu senti quase que a Terra tremer, mas eu não tinha medo do meu pai, sabia como irrita-lo e sabia que ele não me mataria ou me aprisionaria, ele era protetor demais para isso e ele aparentemente sabia que eu falava a verdade, ele não era capaz, ele não tinha conseguido matar a Thalia em todos esses anos, desde que a maldição foi lançada ele simplesmente não conseguiu fazer isso e eu sabia que ele se irritava por causa disso, sabia que ele queria entender o que estava fazendo de errado, será que algo mais poderoso estava protegendo a Grace ou o destino dela tinha sido traçado de outra forma?
Arrumei a bagunça do meu pai e sumi dali a energia da cidade tinha caído e agora tinham pessoas andando de um lado para o outro meio que perdidas, elas não podiam ver meu pai a não ser que ele quisesse então provavelmente ninguém tinha visto nada do que tinha acontecido.
POV- Bianca
Meu pai me empurrou contra o chão e aquilo me irritava, sabia que o que ele ia dizer, a Grace já deveria estar morta, mas ele acha que é fácil? Nico é bem mais forte do que eu e Cronos simplesmente me irritava, na época não sabíamos o porquê do mesmo ter sido tão cruel, mas agora depois de tanto tempo eu simplesmente entendia, entendia o porquê de Cronos ter soltado a maldição e isso me assustava, porque não podíamos deixar o Nico ser dominado por algo que ele não conseguiria controlar.
Eu me lembrava de quando minha mãe chorava por causa da maldição descrita, eu apenas olhando meu pai consola-la, Cronos olhava para aquilo como se pedisse desculpa, mas como se tivesse que ser feito, como se fosse um bem maior para a sociedade.
Alguns dias depois o grande desastre aconteceu, terremotos, maremotos, tudo pelo nascimento do meu irmão, como a maldição descreveu, minha mãe assumiu o mundo dos mortos e aquele menininho veio ao mundo com aqueles olhos negros e um sorrisinho no rosto e o símbolo foi cravado em suas costelas, prendendo a maldição a ele.
Esconder a verdade do meu irmão era algo que lutávamos a anos para fazer, sabia que se contasse tudo para ele seria o mesmo de dizer para ele ir buscar a discórdia, algo muito arriscado, algo como cutucar a curiosidade inevitavelmente grande do meu irmão e agora tudo desandava.
— Ela tem que morrer. — Meu pai disse irritado.
— Eu sei pai, mas sabe como é o Nico ele quer fazer isso com as próprias mãos e ele está fazendo de tudo para impedir que eu faça, como espera que eu a mate? — Perguntei irritada.
Meu pai tinha sido o idiota que tinha esquecido daquela merda de maldição que estava quase na cara que falava da garota e tudo parecia estar andando para esse caminho, apesar de eu não saber o que significa, sei que é algo maior do que aparentemente é.
— Você disse que Cronos não o quer viva não é, peça ajuda para ele, ele pode derrotar ela e a matar de vez, sei que ele é seu chefe e não quer que a maldição se quebre tanto quanto todos nós, peça ajuda para ele pai.
Ele negou, meu pai era orgulhoso demais para pedir ajuda para o chefe dele, o mesmo que tinha se casado com a bruxa que fudeu tudo e como eu queria matá-la, mas a mesma nunca mostrou a cara, mas ela foi a que criou os imortais, que fez todos os monstros nascerem, que criou meu pai das cinzas de todos eles, criando quase a criatura mais forte, perdendo apenas para o chefe dele, afinal ele não criaria algo que pudesse mata-lo.
— Pai, sabe que precisamos da ajuda dele.
— Nós somos a união de tudo que é vivo na face da terra Bianca, nós podemos matar uma adolescente e nós vamos matar, seja pelas mãos do Nico, ou pelas minhas próprias mãos, aquela garota vai morrer.
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