Deadly Games
28 Me senti bem
Notas iniciais
POV- Thalia
Estávamos trancados dentro da sala de controle, tudo tinha se apagado o que significa que o gerador não estava funcionando. Jason começou a mexer na fiação para ver se ele conseguia ligar o gerador, mas ele usava apenas a lanterna do celular.
Ele cutucava aquela porra tinha cerca de meia hora e eu não aguentava mais, bufei e me aproximei dele pegando o cabo que ele segurava e conectando a outro aleatório.
— Ei, Thals você não pode sair.
Uma outra explosão aconteceu e faíscas começaram a sair da fiação recém mexida e a luz voltou e meu pai destravou a porta para que pudéssemos sair.
— Não foi ninguém que invadiu o sistema.- comentei com Annabeth baixo enquanto saiamos.
— Imaginei que não, mas não teria como provar.- Anne disse e eu assenti e caminhamos até a cozinha aonde todos nós nos reunimos, com exceção do Luke.
— Nosso sistema deveria ser o mais bem protegido de todos.- Meu pai disse furioso, afinal não era todo dia que nosso sistema dava pane.
Meu pai passou horas reclamando e gritando com qualquer um que ele tivesse com vontade, esse é outro dos lados negativos do meu pai, ele se acha no direito de culpar qualquer um por erros que não são das pessoas, e sim de coisas irrelevantes que fizeram que isso acontecesse.
Depois do discurso do meu pai eu acompanhei a Annabeth até a casa dela, afinal eu queria conversar com a mesma.
— O que acha que aconteceu?
— Eu não sei, mas o sistema do computador do Percy também deu surto, ou seja, temos três opções, ou alguém hackeou os sistemas, ou tinha realmente todas as criaturas que o programa indicou ou algo muito forte fez com que o sistema desse pane.
— Somos obrigadas a descartar as duas primeiras opções, já que seria impossível ter tanta criatura assim e a cidade estar devastada e não seria humanamente possível alguém invadir os dois sistemas simultaneamente, nos deixando apenas com a última opção.
— Logo seria a criatura que fomos avisados?
— Acho que sim, mas como não notaríamos algo assim?- Anne perguntou frustrada.
Era verdade, estávamos enfrentando algo que basicamente estava na nossa cara, afinal como não notar um monstro com uma aura gigante... Por algum motivo a frase do Nico me veio a mente.
“ O que te torna um monstro são suas atitudes, não sua espécie.”
Estávamos procurando algo pelas suas ações, ou por sua espécie? A ideia de que o “monstro” não fosse um veio a minha mente, estamos procurando ele por ações, poderes, se ele não o usar não o encontraremos, e se ele não o usa para cometer atrocidades ele merece mesmo morrer?
Balancei a cabeça para afastar essa ideia da cabeça, ele é uma criatura independente de quem seja, é um monstro perigoso e merece a morte igual a todos os outros, ele uma hora ou outra vai matar, ele vai vacilar e eu vou estar lá para ataca-lo.
POV- Percy
Desde que o sistema deu pane tudo ficou uma loucura, as portas trancaram automaticamente, ficamos cerca de duas horas presos na cede até que por fim a luz voltou e a porta se abriu. Leo foi vê o porquê do gerador não ter funcionado e eu fui treinar. Já tinha escutado gritaria demais.
Meu pai tem a mania de se achar sempre certo, ele disse que provavelmente esse tipo de coisa não aconteceria com os Grace, era sempre o discurso dele, tínhamos que ser melhor, se eles podem fazer isso porque nós não podemos?
Meu corpo já estava acostumado com o treino intenso, mas ultimamente meu corpo tem fraquejado, tenho dormido duas vezes menos do que o normal, eu quase nunca tinha fome e os problemas estavam abarrotando minha mente, como o fato do traidor estar entre nós e do fato de eu as vezes me sentir culpado por estar trabalhando com a Thalia e com a Annabeth, mas na verdade não me importo com isso quando estou com elas, sei meus motivos, mas me sinto mal por mentir.
Sentia meu corpo implorando por descaço, mas tinha tanta coisa me incomodando recentemente que sabia que assim que deitasse na cama tudo viria a tona, minha mente começaria a trabalhar mais e mais em buscas de resposta me trazendo em mais uma noite em claro.
— Percy vai dormir! — Leo disse estalando o dedo na frente dos meus olhos, como ele tinha chego ali?
— Hã? Porque?
— Porque você tá dormindo em pé!- Ele disse e eu assenti e fui para meu quarto.
Um cômodo simples já que não passava muito tempo no mesmo, tomei um banho e me joguei na cama... O que tinha acontecido? Não fazia sentido, algo tão poderoso que desse um pane nos dois sistemas?
Eu tinha tantas perguntas, mas de todas a que mais me incomodava, era e se não tivesse um traidor antes e eu me tornasse ele?
Balancei a cabeça e a coloquei no travesseiro, meu corpo estava tenso, mas cansado, precisava relaxar.
Me levantei pegando o casaco e o carro e dirigi para a praia, era perto e do meu lado da fronteira, a água parecia gelada, parecia quase impossível de se entrar. Coloquei meus pés na água e olhei para o céu, a lua cheia brilhava como se me observasse e falasse que eu não estava sozinha.
Será que tudo isso estaria acontecendo se aquela mulher não tivesse aparecido? Se ela não conquistasse o coração de dois melhores amigos? E se ela não tivesse morrido antes mesmo de escolher um, ela aparentemente escolheu a morte do que um dos Imortais.
Tirei o sapato e puxei a calça para cima colocando os pés na água, o mar estava bravo, a água gelada, mas nada que me incomodasse, senti meu corpo relaxando com a água e entrei mais fundo no mar, a água agora já batia na minha cintura então eu mergulhei, nadei para o fundo sem me importar com nada, meu corpo estava melhor quase que automaticamente, senti como se eu estivesse livre a culpa e a dor de talvez ter feito algo errado passou e eu me sentia bem pela primeira vez em meses.
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