Deadly Games
52 Maldição
Notas iniciais
POV- Thalia
Acordei com muita dor, uma luz batia contra o meu rosto, meu corpo tremia de frio. Me sentei olhando ao meu redor, estava em uma sala de trono, tinha um gigante em tons de preto com caveiras e ossos por toda parte o mesmo me dava agonia.
Olhei em todo o redor e tinha tochas que iluminavam o local que era incrivelmente gélido, meu corpo estava amarrado ao chão por uma corda de material estranho.
— Thalia Grace, finalmente nos encontramos pessoalmente.- Uma voz grave surgiu alto demais o que fez com que meu corpo inteiro se arrepiasse.
Olhei ao redor e não demorou muito para que eu visse o dono da voz, um homem alto magro, porém musculoso, com uma pele incrivelmente branca como a de alguém que nunca viu a luz do sol, seus olhos e cabelos tinham tonalidade negra e de um certo modo ele me lembrava o Nico, mais velho e mais cansado e com certeza não tão gato, mas ainda sim charmoso.
— Morte? — Perguntei e ele riu divertido.
— Fico feliz que me reconheceu, mas pode me chamar de Hades.- Ele disse se aproximando de mim.
— Hades não é o deus do mundo dos mortos? — Perguntei e ele revirou os olhos.
— Sim, sim, mas isso é mitologia grega, estamos falando da realidade.- Ele disse não gostando muito da comparação.
— A desculpa, não sabia que isso era ofensivo.- Disse sem jeito.- Mas então o que eu estou fazendo aqui? Eu morri?
— Infelizmente não, isso foi apenas um feitiço que eu usei, acho que precisamos conversar um pouco. – Ele disse levantando uma mão fazendo com que uma cadeira aparecesse atrais de mim.- Sente-se.
Fiz o que ele disse e o trono dele se aproximou e ele sentou no mesmo, agora a poucos centímetros de distância de mim, apenas mais alto, talvez para tentar se mostra superior, mas eu sou a adolescente que ele não consegue matar.
— Acho que você sabe que a maldição é sobre você e não sobre seu irmão.- Ele disse e eu assenti.- E nós dois sabemos que sua ligação com meu filho deixou de ser brincadeira de criança a um tempo, ele não está mais lá para te matar e você nem cogitou essa hipótese mesmo ele sendo uma criatura e você sendo uma caçadora.
— Aonde quer chegar? — Perguntei já com sono, porque as pessoas têm mania de enrolar demais?
— Resumidamente estou preocupado com o Nico, como meu filho me importo com ele e quero você longe.
— O que acha que eu vou fazer com seu filho?
— Você vai morrer uma hora ou outra e se estiver mais próxima dele a maldição sobre ele vai se ativar e não passei anos da minha vida cuidando para que ele não se apegasse a ninguém para matar a garota que ele ama. – Disse ele irritado.
— Maldição do Nico? — Perguntei sem entender.
— Imaginei que ele não te contaria.- Disse ele revirando os olhos.- Para resumir eu me apaixonei por uma humana morta, como já deve saber, transformei ela em uma forma viva e me casei tendo dois filhos com a mesma, Bianca e Nico, porém durante a gravidez do Nico meu chefe descobriu e como punição me impediu de viver com minha mulher e jogou uma maldição do Nico o destinando a você, mas obviamente seu nome não estava escrito tão obviamente, as coisas se tornaram claras quando tudo começou a conspirar para que você e o Nico se aproximassem.
— E o que diz a maldição do Nico?
— Basicamente você vai quebrar o coração dele e algo muito ruim vai domina-lo e eu me importo com ele e espero que você também.
— Mas o que quer que eu faça? — Perguntei surpresa e confusa.
— Se afaste dele enquanto é cedo, então vocês ainda podem o fazer sem que vocês se firam mais do que vai acontecer, pois você vai morrer Thalia isso é algo que não tem volta, você chegará ao fim uma hora ou outra, mas meu filho não precisa ir junto.
Me empurrei mais contra a cadeira, pasma demais para entender tudo aquilo, era algo tão estranho e perturbador. Porque o Nico não me contou que tinha uma maldição sobre ele? E porque ele não me contou que eu estava envolvida nisso.
Olhei para o homem a minha frente, ele parecia realmente preocupado com o filho e também em cumprir seu dever, ele provavelmente não tinha me matado ainda porque não tinha como o fazer, mas ele parecia alguém que leva seu trabalho a sério e mesmo que não pudesse proteger o filho me mataria independente de ativar a maldição do filho dele ou não.
Não sei por quanto tempo fiquei ali, porém senti meu corpo esquentar subitamente, da ponta dos meus pés até minha cabeça fazendo com que meu corpo se arrepiasse. Tudo se escureceu novamente.
Acordei deitada em uma cama confortável, logo reconheci como o quarto do Nico. Olhei ao redor o procurando, porém não o encontrei. Me sentei na cama e como estava devidamente vestida apenas comecei a sair tentando fazer o mínimo possível de barulho.
Não encontrei o Nico em nenhum lugar enquanto ia para o lado de fora da casa, comecei a seguir pela caminha já decorado da floresta até a estrada.
— Vai aonde? — A voz do Nico surgiu ao meu lado me fazendo levar um susto.
— Eu não te vi, pensei em ir para casa.- Disse o encarando, ele sustentou meu olhar se aproximando de mim.
— Você está estranha.- Ele disse e eu dei de ombros.
— Eu acabei de acordar de um desmaio.- Disse como se esse foi o real motivo, mas eu me lembrava muito bem da conversa que eu tive com o pai dele.
— Você mente mal Thalia.- Ele disse e eu levantei uma sobrancelha surpresa, nunca tinha ouvido isso de ninguém.
— Porque não me falou da sua maldição? — Perguntei cruzando os braços abaixo dos seios a encarando irritada.
— E que diferença isso faria? — Perguntou ele se aproximando de mim.
— Provavelmente seu pai não me chamaria para conversar.- Disse séria.- Eu quero ir para casa e ficar sozinha.
Passei por ele e o mesmo bufou. Nico virou e me puxou fazendo meu corpo bater contra o dele, ele selou nossos lábios deixando-me sem reação, retribui o beijo até que meu corpo teve um choque de realidade. Eu me importo com ele, talvez até mais que isso. Talvez eu goste dele mais do que deveria, talvez, mas só talvez eu o ame.
Separei do beijo e me virei de costa sem olha-lo e ele entendeu a mensagem e não me impediu novamente.
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