Deadly Games
53 Festa
Notas iniciais
POV- Thalia
Estava quase no horário da festa que eu tinha me comprometido em ir, afinal eu tecnicamente também era anfitriã da mesma. Tomei um banho demorado tentando não pensar no que tinha acontecido hoje, mas Nico era a única coisa que me vinha a mente nesse momento e toda a conversa.
Eu não estava irritada por ele não ter me contado a maldição, na verdade esse foi só apenas o motivo que eu tive para dar a ele uma desculpa, mas eu não queria machuca-lo e se eu ia fazer isso teria então que evitá-lo, porque eu realmente me preocupo com ele.
Me sequei e vesti a roupa já programada e desci as escadas encontrando Percy e Annabeth se beijando no sofá. Sorri de leve e fiz um barulho de vomito alto o que fez com que Anne corasse e interrompesse o beijo e o Percy me desce um dedo no meio me fazendo rir.
— Vamos? — Anne perguntou e eu assenti e caminhei com ela e Percy porta a fora em direção ao carro.
A festa estava acontecendo em um deposito antigo que tinha fechado, Piper reformou para parecer uma festa descente. Assim que chegamos já foi possível começar a ver as pessoas se pegando na frente da festa, algumas já bêbadas demais para se manterem em pé por muito tempo, a música alta me fazia querer dançar e tirava um pouco meu pensamento do Nico.
Assim que entrei peguei algo para beber e me dirigi a pista de dança deixando a música me levar. Meu corpo se mexia com facilidade de acordo com a música as luzes me impossibilitavam de ver direito, mas eu realmente não me importava com isso, queria me divertir.
POV- Nico
Entrei na festa olhando as pessoas ao meu redor, mas meus olhos não demoraram a achar quem eu realmente procurava. Thalia tinha seus olhos fechados, seu corpo se mexia de acordo com a música em sua roupa justa em tons diferentes de preto, seus lábios vermelhos chamavam a atenção demais para mim, me faziam querer ir até eles e a beija-la, mas me contive.
Caminhei até um canto aonde pudesse vê-la sem problema, ela não parecia irritada, nem preocupada, ela parecia calma e serena sem problemas algum. Ela era o único motivo de eu estar ali naquele momento.
Alguns caras foram falar com ela no decorrer da festa, mas nenhum conseguiu algo, mas todos já tinham imaginado que estávamos “brigados” afinal estávamos no mesmo ambiente e não nos aproximamos em nenhum momento.
Um tempo depois vi minha irmã entrando na festa, ela passou pelas pessoas com facilidade recebendo algumas cantadas no meio do caminho até chegar perto de mim.
— Não vai ficar com sua namoradinha Nico? — Ela perguntou olhando para Thalia.
— Não se finja de idiota, eu sei que está envolvida.
Ela me olhou surpresa e eu revirei os olhos.
— Vou fingir que você não tem nada a ver com a conversa do pai com ela.- Disse e ela ficou boquiaberta.
— O pai conversou com ela e a mesma ainda está viva? — Perguntou Bianca levando a mão sobre o peito e eu revirei os olhos.
— Vai curtir sua festa Bianca e me deixa.- Disse e ela revirou os olhos e saiu indo até o bar.
Voltei os olhos para onde a Thalia estava anteriormente, mas a mesma não se encontrava mais lá, procurei ao redor, mas não a vi em nenhum canto. Desencostei da parede e comecei a andar em sua procura quando ouvi sua risada e segui o som.
Thalia estava encostada na parede rindo da Silena que estava com um cara que também ria, mas tentava se conter, Silena bateu no menino que fechou a cara como se soubesse que tinha feito merda.
Thalia desviou os olhos da menina para minha direção e sua cara fechou e isso foi notado pelos dois outros no local que viram que aquela era a deixa para ambos saírem dali. Thalia caminhou em minha direção com os braços cruzados abaixo do seio.
— Não imaginei que viria.- Disse ela e eu sei de ombros colocando a mão no bolço do casaco.
— Fui convidado não fui? – Perguntei e ela assentiu.
Seus olhos desceram pelo meu corpo e depois subiram até me encarar nos olhos novamente.
— Você sabe que essa maldição claramente é um mito não sabe? — Perguntei e ela levantou uma sobrancelha em questionamento.
— Porque diz isso?
— Se fosse verdadeira eu não estaria aqui, estaria dominado pelo que meu pai e Bianca tanto temem.- Disse sério e levou as mãos a cintura.
— Porque diz isso? — Ela repetiu a frase e eu sorri.
— Porque no estado em que eu estou não tem mais volta.- Disse me aproximando dela e a puxando pela cintura selando nossos lábios.
Ela demorou alguns segundos para corresponder, mas assim que ela o fez senti como se meu coração disparasse e eu notei que aquilo que eu disse realmente era verdade, o que eu sentia por ela não tinha mais volta e eu farei de tudo para que nada atrapalhe a gente novamente.
Ela levou as mãos até meu cabelo o puxando mais para ela e intensificando o beijo, coloquei a mão em sua cintura e colei nossos corpos o máximo que era permitido sem que nos fundíssemos pela eternidade.
Depois de separar o beijo ela parecia confusa, sem saber o que fazer, talvez com medo de me machucar, talvez com medo de se machucar.
— Vai ficar tudo bem no final.- Disse e ela assentiu, como se esperasse que eu estivesse certo.
POV- Piper
Passei parte da noite conversando com minha irmã, Silena, fiquei incrivelmente feliz dela ter vindo e não estar mais tão irritada, talvez ela tenha visto a mesma possibilidade que eu enxerguei. Por fim Charles, o namorado da minha irmã, a chamou e ela foi me deixando sozinha com bebidas.
Não demorou muito para que o lugar de Silena fosse ocupado por Jason que estava despreocupado, vestindo um jeans e uma blusa branca colada, seu all star surrado e seu cabelo bagunçado, típico estilo, mas que combina tão bem com ele.
— Bela festa, que pena que a anfitriã fica sentada o tempo inteiro.- Ele disse falando com naturalidade, porém mais alto que a música.
Revirei os olhos e levantei esticando a mão para ele que a segurou e caminhamos de mãos dadas até a pista de dança. Colei meu corpo ao dele e comecei a rebolar ao ritmo da música e ele começou a dançar comigo com a mão em minha cintura deixando que a música nos levasse.
E assim se passaram, uma, duas, três, quatro músicas e assim sucessivamente até que meu corpo estava bambo de tanto dançar e eu não tinha mais consciência dos meus atos, tá talvez um pouco isso só foi desculpa para o que eu fiz a seguir.
Me virei para o Jason e o puxei colando nossos lábios e pedindo passagem com a língua que foi concedida sem hesitar. Jason puxou meu corpo mais contra o dele deixando assim que separamos o beijo continuamos colados um no outro e nossos corpos a serem guiados pelas músicas que se sucederam.
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