Deadline Circus: The Second Act
20 Parte 2: No final, tudo colide.
Notas iniciais
SAMANTHA
Ela olhou a Michael, que chegava mais perto dela com as mãos no bolso. Sentou-se com calma ao seu lado, entregou-a uma garrafa d’água e respirou fundo, verdadeiramente exausto. Ela sabia que tudo estava bem, mas continuava parada naquele mesmo lugar não acreditando em que o mesmo acusou a Irene de algo absurdo. Como ela iria se aliar ao cara que fez a vida de todos, principalmente a de sua família, um inferno?
Irene é meio sem coração de vez em quando? Sim. Mas ela nunca iria se aliar a um garoto de catorze anos que sequestrou o irmão dela, quase matou seu outro irmão e… Enfim, não vamos continuar.
Tinha que ter algum motivo por trás daquilo. Ela sentia isso.
— As pessoas nos surpreendem. – disse o mesmo. – Logo você se acostuma com aquela ideia.
— Você acha mesmo que ela se aliou ao Takuya?
— Sei que ela pode ser bem filha da puta de vez em quando, mas Irene nunca faria isso. – disse.
— Então porque você disse aquilo? – Sam falou, bebendo um pouco d’água.
— Não podemos ignorar o fato que Irene é uma caixa de Pandora. – o moreno pigarreou depois da fala. – Imprevisível, não sabemos o que irá sair de dentro dela até a abrirmos.
“Notícias de última hora: Ataque de vampiros na Escola Raimon para Futuros Caçadores.”
Sam se levantou, terminando de beber a água e olhou Michael, que jogou a chave da moto para cima e a pegou no ar, assim começando a andar a chamando com os dedos.
— O dever nos chama.
***
IBUKI
Ao chegar à Raimon junto a Lorelai e Yerik, o garoto pegou a arma em seu cinto e viu se estava carregada. O local estava muito vazio para um lugar sendo atacado. Nenhum repórter estava ali, já que como as coisas tinham ficado negras de uns dias para cá, ninguém chega perto.
Lorelai pegou sua adaga da bota e Yerik a arma, ajeitando o cabelo com uma jogada para trás. Estavam prestes a entrar no colégio quando viram que estava fechado, trancado com um cadeado e correntes.
Ele sacudiu um pouco, mas não conseguiu nenhum resultado. Fez bico e Lori o puxou para trás, se afastando um pouco e pegando um grampo do cabelo, abrindo e retirando a corrente que prendia as portas do colégio. Os dois a olharam.
— O que foi? Ah, eu sei… — Lori jogou o cabelo. — Mulheres arrasam.
— Agora eu sei por que o Nagumo é caidinho por ela. — disse Yerik e Ibuki riu.
Eles entraram na escola, com Lori no meio analisando todos os lugares, sem perder nenhum detalhe. Ibuki estava a sua esquerda, enquanto Yerik ficava atrás.
Eles entraram no colégio, no qual estava sem barulho algum. Ibuki engoliu em seco, se lembrando de vagamente de uma história de terror sobre a menina do corredor.
— Ah, eu e a Grace ficamos noivos. — disse Yerik aleatoriamente. — Estava pensando se você, Ibuki, poderia ser o meu padrinho?
— Você realmente quer falar de casamento numa situação dessas? — sussurrou Ibuki e Yerik fez que ia fechar o bico.
Eles continuaram em silêncio, olhando as salas vazias do primeiro andar e pensando se valia a pena subir para o segundo ou era melhor checar os banheiros. Yerik fez sinal para eles subirem e pegou um rádio do bolso, mandando que reforços do grupo de caçadores especiais venham logo para ajudá-los.
Ibuki subiu junto a Lori, mas logo tiveram que voltar a escutar um grito de horror do Yerik. Desceram os seis degraus que tinham andado até o tal grito e correram para o banheiro que era ali perto.
Ele estava parado na porta do banheiro feminino, no qual já dava para ver o chão ensanguentado.
— O que foi?
— Parece que os caçadores especiais vieram primeiro que a gente… — ele sussurrou, com as mãos na boca.
Ibuki olhou para frente, vendo três dos companheiros de Yerik estraçalhados. Não sabia o nome deles, nunca tinha sequer falado com eles.
Um dos garotos estava jogado no chão com os quatro membros fora do corpo, no qual estavam dentro de uma das pias. Bem… Pelo menos parece ser deles. Os outros dois estavam jogados no chão em cima de duas poças enormes de sangue, um com uma parte do corpo toda deformado como se tivesse levado um tiro dentro da boca, e o outro com dois tiros na testa.
— Ele era ex da Grace. Sempre pensei em fazer isso com ele, mas… Queria apenas pensar em fazer isso mesmo. — disse calmamente.
Lorelai foi à única que entrou no banheiro, e seguiu um rastro de órgãos jogados no chão. Dois pulmões, um coração e algo que parecia ser dois pedaços de um rim. O último, que parava na cabine do meio do banheiro, provavelmente era um pedaço do fígado ou algo do tipo. Ela abriu a porta com a mão com cuidado para não pisar no fígado e de lado, e logo arregalou os olhos, fechando a porta do banheiro.
Ibuki não conseguiu ver quem era, mesmo que até tivesse olhado para o espelho que refletia a cabine. No entanto, só de ver a cara de espanto no rosto de Yerik e o mesmo entrando rapidamente no banheiro para abrir a cabine já dava para suspeitar de alguém.
— Não… Não…
Grace.
— Olha, ela foi complicada. — ele escutou uma voz vinda atrás dele, e então Ibuki se virou e se afastou de quem quer que fosse com um salto.
Lust.
A bela vampira estava com o corpo coberto de sangue, principalmente as mãos nas qual ela levava até a boca, os lambendo como se fosse chocolate.
— Foi divertido brincar com ela, só peço desculpas pelo o nudismo e pela a bagunça. Estava pensando em qual dos órgãos o Glutonny iria querer comer.
Yerik olhou a mim, olhou o corpo de sua noiva todo estraçalhado e aberto, logo apertando a mão e atirando na vampira, no qual se esquivou e começou a correr. O rosado foi atrás dela o mais rápido que pode, mirando em seus saltos altos e a fazendo tropeçar quando atirou em um deles.
Ela caiu no chão, mas logo se levantou e os dois começaram uma batalha. Yerik jogou a arma sem munição no chão e retirou o cinto, se mostrando um chicote e enrolou o pescoço da vampira, batendo-a quatro vezes na parede da esquerda e da direita. Ibuki pensou em chegar mais perto e ajudar Yerik em algo, mas Lorelai o impediu colocando a mão em seu ombro.
— Vamos subir. Ele consegue cuidar disso. — ela disse o puxando para as escadas.
— Mas…
— O abate é dele, e quando alguém define isso… Nunca perde. — ela falou seriamente. Seus olhos estavam tão sérios quanto os de Ben no meio de uma batalha, e isso o fez congelar por um tempo.
Eles subiram as escadas e assim que viraram para os últimos degraus, viram uma garota de cabelos cacheados e ruivos, com olhos verdes caída no chão, com uma mão na barriga onde estava sangrando visivelmente, já que manchava o seu uniforme.
Lorelai se abaixou e a pegou no colo, vendo que o machucado tinha acabado de ser aberto e estava sangrando muito. Não ia aguentar. Ela se levantou, começando a pensar em algo para ajudá-la.
— Isso… — sussurrou. — É uma armadilha.
— Oi? — perguntou Lori.
— O que eles estão fazendo… É uma armadilha… Protejam os diários de Ygor. — ela sussurrou. — Eu não vou conseguir sobreviver.
— Você vai. — Lori falou e a garota retirou um pedaço de sua blusa e pressionando contra o machucado da garota para interromper um pouco a saída do sangue.
Ela pegou a garota no colo e a colocou nas costas, mandando a mesma se segurar e fazer o mesmo com o pano em sua barriga.
— Você não vai subir as escadas, não é?
— Vou. — disse. — A enfermaria é no final do segundo andar, lá deve ter alguma coisa para improvisar e podemos fechar a porta para conseguir chamar algum médico.
Eles subiram as escadas, entrando no segundo andar.
— Quem fez isso com você? — perguntou Lori a garota no chão.
— Um vampiro que estava no terceiro andar. Eu tranquei todos lá. — disse a garota. — Menos a Lust, que chegou depois. Ela passou por mim e eu fingi de morta, e então ela voltou lá para baixo quando alguém chegou. Achei que ela tivesse matado vocês…
— Ela matou… — disse Lorelai. — Ela matou três caçadores especiais. Onde estão os outros alunos?
— Dentro das salas. Alguns foram mortos tentando os atrair para o terceiro andar.
Eles foram até a enfermaria e Lori colocou a garota na cama, retirando a blusa da mesma e mandando Ibuki pegar as coisas.
— Escutei a Lust falar no telefone que o plano estava dando certo e que, em breve, estariam com a posse dos cadernos de Ygor.
— Os diários? — perguntou Ibuki.
Ele abriu o armário e pegou tudo o que Lori pediu assim a entregando aos poucos. Ela observou o machucado e jogou algo para limpar por dentro, fazendo a aluna urrar de dor.
— Então eles estão querendo que a DLC se distraia. Ibuki reporte isso para a Violetta. — disse a mesma amarrando o cabelo. — E se puder, pode não olhar?
Ibuki piscou os olhos e afirmou, fechando a cortina e pegando o celular para ligar para a chefe, logo escutando um grito da paciente. Quando a mesma atendeu, o garoto a cumprimentou e disse:
— Os diários de Ygor são o alvo dos vampiros. — começou. — Eles vão tentar distrair todos os caçadores da DLC para pegarem o diário sem que eles notem.
Violetta respirou fundo do outro lado da linha, mandando o mesmo esperar. Depois de escutar quatro coisas quebrando, um chute e alguns gritos, logo uma porta batendo, a mesma disse:
— Obrigada por avisar. Estou indo para lá agora.
— Está levando alguém com você? É muito perigoso.
— Ah, por favor, Ibuki! Atualmente até respirar perto de alguém está perigoso. — falou calmamente. — E eu rio na cara do perigo.
Desligou a chamada em sua cara e o japonês fez bico, olhando a porta que foi logo aberta por Yerik todo coberto de sangue. Estava com um machado em mãos, mas logo o jogou no chão.
O sangue não era dele.
— Onde arranjou esse machado?
— Um dos caçadores do banheiro estava usando. — o mesmo falou.
— E a Lust? — perguntou o garoto, olhando para Yerik indo até a pia de a enfermaria lavar as mãos.
— Ela não será mais um problema.
Ibuki ficou travado por um tempo, vendo o garoto pegando o machado do chão e o limpando. Já imaginava o estrago que ele tinha feito na vampira.
Mas, na realidade… A imaginação de Ibuki não conseguiu pensar em uma imagem tão horrível quanto a que Lust se encontrava.
***
JOSHUA
Joshua se sentou na cama do hotel em que tinham parado para ver o conteúdo do envelope. Ele trancou a porta, olhando Tsunami pegar uma adaga e abrir o envelope delicadamente para não rasgar.
E, claro… O ruivo pegou o envelope e rasgou o resto com um puxão, jogando as coisas na cama.
Doze pastas finas e brancas caíram, além de uma fita antiga. Ele olhou o local, vendo que tinha uma entrada para colocar a fita na televisão, o que o fez ficar surpreso por Ben ter indicado esse local.
Provavelmente ele sabia que era o único lugar que ainda usam aquele tipo de aparelho antigo.
Ele colocou as pastas em ordem de anos, deixando Tsunami terminarem e foi colocar a fita.
Pensou um pouco em qual dos lados era para cima e a colocou, depois apertando o play e ligando a televisão. Sentou—se na cama novamente, xingando mentalmente Benjamin e torcendo para aquilo tudo ser algo importante.
— Eu vou ver a fita, fica olhando as pastas. Não as embole, por favor. — disse entregando uma pasta, e decidindo abrir outra apenas para fazer algo a mais.
E então a gravação na fita começou. Estava com tudo em russo, e por sorte tinha aprendido a língua assim como milhares de outras.
— Cruz credo. — disse Tsunami, piscando os olhos. — Por sorte alguém traduziu essas coisas, a maioria é russo, japonês e inglês. Pelo menos o japonês eu consigo enten...
— Cala a boca, Tsunami.
Ele piscou os olhos, começando a ver o conteúdo da fita com atenção e o de cabelos rosados começou a ler as fichas, arqueando as sobrancelhas e fazendo algumas caras e bocas.
Takuya se sentou na cadeira, onde as pessoas prenderam seus pés na mesma e o garoto, com o cabelo cumprido jogado na cara, olhava para um canto aleatório do local. A câmera desfocou a imagem um pouco, mas logo foi ajeitada pelo o psiquiatra ao lado dela, e eles puderam ver uma mulher de branco prendendo as mãos dele uma na outra.
— Olá Takuya.— disse o homem no vídeo. Estavam falando na língua natal do garoto. — Como está se sentindo?
— Eu quero falar com o Shin.
— Só poderá vê-lo quando vocês dois melhorarem, Takuya. — disse o mesmo, ajeitando umas coisas e retirando uma ficha que Joshua segurava em mãos. — Podemos começar?
Takuya não respondeu, apenas olhou para a câmera. Poderiam perceber isso por conta da brecha entre a divisão dos cabelos, onde se podia ver claramente um dos olhos olhando para a mesma, e depois para o homem.
— Takuya, você pode me dizer o motivo de você ter atacado a enfermeira? — perguntou o homem.
— Eu quero o Shin, por favor. Eu estou com medo e ele também deve estar. — disse Takuya.
— O que? Não vai me dizer que o Takuya também é gay e é apaixonado por esse Shin aí. — disse Tsunami olhando aquilo.
— Cala a boca e procure algo sobre esse tal Shin.— disse Joshua e o começou a olhar as outras pastas.
— Você não pode falar com o Shin agora, Takuya. Por favor, entenda. — disse o mesmo. — Os dois machucaram seus pais. E você acabou de matar uma enfermeira.
— Eu sei.
— Você não sente muito? — perguntou o homem. Joshua coçou a cabeça, sentindo um leve arrepio enquanto esperava Takuya responder. — Takuya, você não sente muito?
— É um psicopata de doze anos imortal, você queria que ele sentisse muito? — perguntou Tsunami e o ruivo o repreendeu com o olhar. — Eu sei, eu sei! Procurar algo sobre esse tal de Shin.
Ele olhou a televisão, vendo o garoto de cabelo roxo olhar para o médico mostrando um pouco de seu rosto.
— Eu sinto muito. — Tsunami teve que segurar o riso e Joshua se sentiu muito feliz por não precisar perder a paciência com o garoto naquele momento.
— Eu sei que você não quer machucar ninguém… — o homem falou e Tsunami caiu na gargalhada o chamando de trouxa, o que fez Joshua o repreender com o olhar. — Você quer?
— Não.— ele falou rapidamente. Quando levantou seu rosto, assim o podendo ver por completo, Joshua viu que a sua outra parte do rosto estava cheia de cortes. — Mas eu faço e eu sinto muito. Não vou parar.
Joshua sentiu um breve calafrio no corpo por um momento, e ele parou a fita, encarando o rosto do vilão que tanto conhecia. Logo Tsunami o cutucou com o cotovelo, fazendo-o se virar para o mesmo.
— O que foi? — perguntou Joshua. — Quer fazer alguma piadinha com…
— Achei a papelada sobre o Shin. — disse, mexendo nas folhas grampeadas e logo arregalando os olhos, assustado. — Ah não…
— O que? — perguntou.
— Eu acho que deveria ter trago uma cueca, para início de conversa. Esse é o maior plot twist que eu já vi na minha vida, apenas perdendo para Bakugan, onde a Alice era o Mascarado.
Joshua pegou as folhas da mão dele e, quando bateu os olhos no que Tsunami tinha visto, ele piscou os olhos para ver se estava vendo bem e, ao ter certeza, ele olhou Tsunami.
— Adam Sandler tinha razão. — começou. — Cada um tem o gêmeo que merece. ·.
***
YASMIN
Respirou fundo, sentando no balanço que tinha no jardim e olhando Dimitri treinando Ally. Ela parecia exausta, mas insistia em continuar até o final do dia, tentando acertar o loiro de cabelos amarrados. Ele atacava e a garota tentava defender do modo em que ele ensinou, mas mesmo que a ruiva conseguisse os primeiros…
Lá estava ela, novamente, jogada no chão. Dimitri a ajudou a levantar com as mãos e passou a mão na lateral do corpo, onde tinha levado o tiro.
Yasmin se levantou e o garoto foi até a mesma, dizendo para a Ally que era a hora da pausa após olhar o relógio. Sentou—se ao lado de Yas no balanço do jardim, que sorriu ao mesmo e viu Ally se deitar por completo no chão do jardim.
A morena o olhou sorrindo.
— Ainda dói?
— Não dói… Mas o curativo incomoda. — disse calmamente. — Minha mãe disse que você tinha algo a falar.
Ela engoliu em seco e pensou um pouco de um modo de contar sem que o garoto desse um pulo do local. Já tinha pensado em várias reações dignas de Dimitri, e em todas, o garoto perguntava se era alarme falso novamente.
— Bem, eu não sei como começar. É algo meio sério. — ela disse se virando para o mesmo.
— Você não quer terminar, né? — perguntou e ela negou. — Ótimo, porque era só o que me faltava.
— Calma, as coisas vão melhorar. Na realidade, eu tenho uma…
E então eles puderam escutar o barulho do telefone da casa. O garoto se levantou, pedindo para a mesma esperar um pouco.
Ficando sentada enquanto olhava Dimitri entrar, a mesma se levantou e foi até Ally que estava caída no chão, se sentando ao lado dela. A garota sorriu a mesma, continuando estirada no chão.
— Dimitri é um whatta man.
— Oi? — perguntou Yas, confusa.
— Nada. — disse. — Piada interna minha e do Yuri.
Ela pensou um pouco e logo deixou de lado. Cruzou os braços.
— Como está indo o treinamento com o Dimitri?
— Ótimo! — disse sorrindo. — Eu não consigo o derrotar em tudo, mas estou aqui para aprender. Já estou sentindo até efeito. Ontem eu consegui o golpear no braço.
— Oh, que ótimo!
— E ele me jogou no chão usando esse mesmo braço. — comentou Ally e Yasmin riu.
Logo escutaram um barulho. Ally se sentou alerta, já que com tudo que estava acontecendo, seria estranho se não tivesse nada “surpreendente”. Com o passar do tempo, elas viram apenas o gato dos Morozov passar correndo por elas e miar ao chegar à porta que dava ao jardim, entrando por ela.
— Que susto, Vadia. — disse Yas e Ally a olhou, surpresa. — O nome da gata é “Vadia”.
— Oh… Nome legal.
E tudo a partir de agora aconteceu muito rápido. Um saiu de uma das árvores do jardim e foi na direção delas com uma velocidade sobrenatural.
Nenhuma das duas estava com armas. O reflexo de Yas foi agarrar Ally, na qual ficou parada sem nenhuma reação por ter sido algo rápido. Fechou os olhos, esperando o vampiro atacar.
“Droga, e tinha alguém dentro de mim.”
Foi quando ela viu uma silhueta azul aparecer no meio dos dois é cortar a garganta do vampiro com os dedos. O vampiro recuou, e Yasmin pode localizar Violetta.
Ela tinha um soco inglês em cada mão, com quatro lâminas de espadas saindo do mesmo.
A mulher olhou as duas e depois o vampiro, sorrindo enquanto tirava o sobretudo marrom que sempre usava. Ela amarrou o cabelo mais forte e sorriu.
— Saudades de lutar. — disse Violetta, com um sorriso no rosto. — Vocês duas! Ally vai lá para dentro vê se o Dimitri tem companhia. No sofá tem duas pistolas. E Yasmin… Fique comigo.
Ally olhou Yasmin, e ambas se soltaram e se levantaram. A ruiva as olhou antes de correr para dentro da casa, enquanto o vampiro olhou as duas em sua frente.
— Vim atrás dos diários de Ygor.
— Ninguém se importa. — disse Violetta.
Ela avançou no vampiro, que fez o mesmo. A mulher deu um pulo, enlaçou as suas pernas no pescoço do vampiro e torceu o seu corpo enquanto girava no mesmo. No final, Yasmin pode ver um gesto rápido do braço da mais velha enfiando as lâminas no crânio do vampiro.
Ela voltou para o chão e torceu novamente o pescoço do homem, logo conseguindo arrancar a sua cabeça que ficou presa nas lâminas do soco inglês da esquerda.
Ela retirou a cabeça do soco inglês com a outra mão, jogando em cima do corpo e olhou Yas, que estava surpresa com aquilo que a mesma tinha feito. A mulher retirou uma arma de trás do seu corpo e apontou na direção da árvore.
Esperou cinco segundos e atirou loiro caindo um vampiro em sua frente que ia começar a se mexer. Ela sorriu, tirou as lâminas dos socos ingleses e colocou a arma atrás da mesma.
Outro vampiro a pegou por trás, e a mesma deu uma cotovelada, se soltou e o chutou três vezes no rosto, pegando uma caneta que tinha no bolso do casaco que estava usando e enfiando na orelha do vampiro.
Jogou—o no chão, pegou a arma e atirou no crânio do vampiro apenas para ter certeza de que o vampiro não iria sobreviver. Ela guardou a arma novamente e olhou Yasmin.
— Você está inteirinha, ein...
— Porque você acha que eu e Ygor tivemos quatro filhos? — brincou.
Yas se levantou com a ajuda dá sua “sogrinha”, olhando os três vampiros e depois a mesma.
— O que tem o diário do Ygor de tão importante? — questionou.
Violetta fechou o rosto, passando a mão no cabelo e pensando um pouco. Nada.
— Eu não sei. — ela disse e olhou o pequeno depósito da casa no canto do jardim. Aquela coisa dava arrepios. — Venha comigo. Vou descobrir isso agora.
— E o Dimitri e a Ally?
Foi então que um vampiro caiu do segundo andar da casa. Yasmin olhou para cima, vendo Dimitri recarregar a arma e dizer que está tudo limpo.
Logo Ally jogou mais um e fez high-five com o mais velho.
— Creio que eles não precisam de ajuda. — a mais velha disse, andando na frente para o depósito.
Mas logo parou, olhando para o depósito atentamente. Aquele ato fez Yas se perguntar se tinha outro vampiro ali. Ela pediu uma arma que Violetta tinha e a mulher a entregou.
— Tem alguém no depósito. — disse Violetta. — Alguém que sabe a senha.
— Ela é fácil?
— Quantas teclas o piano de Rose tem? — perguntou e a garota sorriu, entendendo o recado. — Jordan, pode sair daí. Você sabe que eu odeio pique esconde.
***
GREED
O garoto jogou o braço do vampiro que tinha arrancado sem querer no chão da DLC. Puxou Summer, que estava ao seu lado, para mais perto e pegou a arma que ela tinha no cinto, atirando no vampiro que ia a atacar no pé.
Ele soltou a garota, que disse algo em russo que provavelmente era apenas agradecimento. Ela olhou em volta.
— Nossa, que cansaço. — disse. — É sempre assim por aqui?
— Mais ou menos. — disse. — E Takuya mandou poucos vampiros, creio que deve ter sido algum tipo de armadilha.
— E foi. — uma voz feminina apareceu atrás deles. Savannah. — Eles queriam os diários de Ygor, então fizeram isso para ninguém ficar alerta na casa dos Morozov e pegar os diários dele.
— E afinal, cadê o Takuya? — perguntou Summer. — Se ele estivesse na casa dos Morozov, Violetta ou os outros que estão lá já teriam ligado para reforços.
— E a Raimon foi apenas dito que Lust e mais trinta vampiros estavam lá, mas nenhum deles era Takuya. — comentou Savannah.
— Será que o Takuya fugiu para a Rússia novamente? — perguntou uma voz masculina se metendo no assunto.
Jarcha. Ou algo parecido com isso. Era um dos caçadores novos junto a Summer, mas diferente dela era mais antipático.
— Novamente? Ele já fugiu antes? — perguntou Summer confusa.
— Ah… Sim. — disse Savannah. — Mas a gente não sabe para onde ele foi. Digo, ele rodou o mundo, mas não sabemos para onde ele foi primeiro. Como sabe que foi a Rússia?
Greed fez linguagens de sinais para Summer, que logo traduziu aos outros.
— Vocês não sabiam que ele tinha fugido para a Rússia? — ela disse imitando uma voz masculina que fez os outros rirem levemente. — Se ninguém sabe... Como você sabe?
Jarcha ficou confuso por um momento, como se quisesse sair daquela situação o mais rápido possível. Ele abriu a boca e disse:
— Palpite.
E então saiu. Savannah e Summer se entreolharam e Greed assistiu o garoto se afastando aos poucos. Sabia quando alguém mentia. E bom…
Jarcha era o pior mentiroso que ele já tinha visto.
***
TAKUYA
Ainda no avião, ele viu Glutonny terminar de comer e continuar praticando seu russo. Depois de um tempo, mandou-o parar e descansar um pouco que logo teria uma refeição que saciará a sua sede.
Afinal, tantas pessoas… Eles tinham que aproveitar.
— Você até hoje não terminou de contar a sua história, Takuya. — disse o mesmo. — O que rolou?
— Muita coisa. Iria levar muito tempo para contar. — disse o vampiro de olhos fechados.
— Temos muito tempo aqui, sentados.
Takuya respirou fundo e o mandou se encostar, além de não demonstrar tanta emoção ou tiver ataques de surpresa. Aquilo irritava profundamente o de cabelos roxos.
— Depois daquilo, as memórias de Ygor foram apagadas junto à de todos os Morozov. Os diários falando sobre mim foram queimados ou perdidos. — disse. — Eu vivi por anos com Saligia em uma sintonia perfeita, quase nunca fazíamos o matávamos, e tínhamos conhecidos em um hospital que estocava muitos sacos de sangue para nós não perdemos o controle.
Ele abriu os olhos, olhando o teto.
— Até que um dia nós fomos sequestrados. — disse, e parecia querer continuar, mas logo o mesmo garoto que estava longe se sentou ao lado vago do mesmo. — Estava chegando à parte da história que você aparece.
— Oh… Isso vai ser complicado de explicar. — disse o mesmo em voz baixa. Masculina e calma.
Lembrava a voz de certo alguém.
— Vai ser mais confuso ainda se ele vir o seu rosto. — disse Takuya. — Mas de qualquer modo, eu e Saligia fomos expostos a várias torturas junto a esse garoto ao nosso lado, no qual você pode chamar de Shin.
Glutonny viu tal Shin o estendendo a mão. Ele a apertou, enquanto olhava o rosto tampado do homem com a maior vontade de retirar a máscara do mesmo.
— Na realidade, eu estava desde os meus oito anos sendo torturado. — disse Shin, se aconchegando na cadeira e colocando os cintos.
— Que droga. — disse Glutonny.
Takuya logo pigarreou e continuou.
— O homem que nos torturou foi Aleksandr Ivazov. Ele era louco, e nos tornou loucos que nem ele. — disse. — Fomos para a Espanha e depois para a Rússia, presos a ele como se fôssemos cachorros. E teve um dia que ele tentou me matar, no dia do Natal.
— E não conseguiu. — disse Shin sorrindo brevemente. — Ele estava me obrigando a fazer comida, então peguei o óleo quente que tinha para fritar as batatas e joguei no rosto dele. Depois disso, Takuya pegou a faca que eu tinha na outra mão por estar também cortando cenoura e o esfaqueou dezoito vezes em vários locais.
— Saligia fugiu naquela noite, nos deixando sozinhos com um cadáver. Só tive notícias dele dez anos depois. — disse Takuya. — Uma das vizinhas entrou na casa na hora que estávamos tentando esconder o cadáver e ligou para a polícia na hora.
— E fomos jogados dentro de um hospício. E você sabe que os hospícios russos não são lá a coisa mais legal do mundo. — disse Shin. — Eles nos davam choques, calmantes e nos mantinham presos por sermos vampiros e estarmos diagnosticados como… Sei lá, crianças loucas que mataram o “pai”.
— Ah, esquecemos-nos do principal. Nós fomos à casa dos Morozov na Rússia as escondidas pedir ajuda. — disse. — Quando chegamos lá, Ygor atendeu a porta e perguntou se podia ajudar em algo. E ele nos olhou e não nos reconheceu nem um pouco. Mesmo tentando o lembrar, ele apenas ficava confuso. Sua mãe, Rose, chegou e mandou-o entrar. Virou para nós dois e disse: “Fiquem longe dos meus filhos, muito longe! Ambos são pragas desse mundo horrível.”.
Glutonny se remexeu na cadeira, olhando o rosto tampado de Shin que logo mudou. Mudou para a sua verdadeira forma.
Takuya sorriu. Gostaria de ver a reação do loiro com aquela revelação. Na realidade, a de todos.
— Porque a Rose chamou os dois de pragas, sendo que ela conhecia apenas o Takuya? — questionou.
— Ninguém disse que ela só me conhecia. — disse o garoto calmamente.
Shin pegou o livro que tinha em mãos, abrindo no meio do livro certinho e o entregando uma foto. Glutonny analisou tudo nos mínimos detalhes, mas não conseguiu terminar.
— Ai. — disse uma aeromoça.
Ela cortou a ponta do dedo sem querer. Glutonny olhou a mesma e depois Takuya, dizendo que estava morrendo de fome pelo o olhar.
O de cabelos roxos pensou um pouco e afirmou, fazendo sinal de que ele poderia se divertir. Encarou Shin quando Tobias saiu do seu lado.
— Estamos quase chegando à Rússia. — disse calmamente. — Quer começar de trás para frente, ou o contrário?
O mesmo retirou a máscara, trocando de rosto para qualquer e cutucou a senhora ao lado dele, logo atacando o seu pescoço. Takuya se levantou, pensou um pouco e olhou para trás.
Um homem com a barba um pouco falhada, olhos azuis e o cabelo curto e preto. Ao lado dele tinha um garoto de menos de oito anos, moreno de olhos dourados, e ambos tinham uma expressão assustada vendo Shin atacando todos ao seu redor.
Eles levantaram para correr, mas Takuya pegou o mais velho e sorriu.
— Não se pode fugir das marcas do destino.
As presas apareceram. E, mais rápido como o adormecer, atacou o pescoço do homem. Havia muito tempo que não pensava em fazer tantas vítimas sem motivo algum.
Não estava com sede de sangue.
Estava com sede de gritos e rostos de pavor ao seu redor. E, aquilo só deixava uma coisa cada vez mais certa para o pequeno vampiro: É melhor ser temido do que amado.
***
YURI
O albino se sentou na frente de Victor, olhando para o vidro onde outra pessoa os olhava. Naquele momento, ele deveria ter quebrado no total de doze regras da DLC e uma de casa, na qual era: “Não desobedeça à mamãe poderosa”.
— Precisamos que você saia daqui. — disse o albino diretamente.
— As câmeras estão ligadas, gênio Morozov. — disse Victor ironizando o “gênio”.
Ele sorriu e jogou o controle que desativava as câmeras na mesa, logo sorrindo e brincando com ele, depois colocando no bolso.
— Eu tenho uma ideia. Na realidade, o seu irmão tem. — disse e o vampiro o olhou nos olhos pela a primeira vez. — Ele precisa que alguém cuide do Pierrot e os ajude com algo.
— Porque ele não ajuda?
— Porque ele não é tão estrategista como nós dois, e tem coisas que você sabe que ele não sabe. E afinal, porque eu iria querer ser o líder dos Pierrot sendo que eu tenho o meu próprio grupo?
O moreno pensou um pouco e logo o olhou.
— Você não era o rei da estratégia?
— Eu sou o Deus da estratégia, você é o rei. — disse Yuri. — Porque eu iria querer ser rei, se eu sou um Deus?
O garoto revirou os olhos.
— Fala logo o plano de Ben.
Ele respirou fundo e fez sinal para alguém entrar, olhando para o vidro. Depois de um tempo, seu irmão entrou o olhando. Estava de cabelo curto, como o dele.
Obviamente. Victor finalmente cortou aquele cabelo de Pocahontas que o garoto tinha. Daqui a pouco ele estava se tornando Picasso, pintando com as cores do vento em uma tela em branco.
Ok, aquela foi a pior piada que Victor tinha feito em mente.
— Você já ouviu falar em Operação Cupido? — perguntou Yuri.
Só de dizer aquilo, Victor já pensou na ideia e negou.
— Vai, elas não são tão ruins... — disse o mesmo, sorrindo.
— Para início de conversa, eu não vou fingir que tenho paciência com gente mimada que tem costume de ter Benjamin como líder.
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