Deadline Circus: The Second Act
21 A partida para o fim.
Notas iniciais
YASMIN
A luta não durou nem cinco minutos.
Yasmin não pode fazer nada, na realidade ela nem teve chance de se mexer.
Violetta respirou fundo e colocou as algemas de vampiro em Jordan após quebrar a sua coluna. Yasmin estava de olhos arregalados, enquanto Violetta arrastava o vampiro em direção ao carro que tinha na garagem da mansão.
— O que você vai fazer? — perguntou Dimitri olhando a situação.
Ela andou em silêncio ao lado da mesma, que colocou o vampiro de qualquer jeito no porta malas e o amarrou todo. As algemas aguentavam a força de qualquer vampiro, então Violetta aproveitou e colocou nos pés do mesmo também, além de enrolar seu pescoço e o amarrar por completo.
Fechou o porta malas e entrou no carro, retirando o casaco e o jogando atrás de si. Dimitri entrou no banco de trás, se espalhando e colocando os cintos.
— O que você disse? — perguntou Violetta colocando o cinto e Yasmin fez o mesmo após sentar-se no banco ao lado do que a mesma estava.
— O que você vai fazer com ele? — Dimitri repetiu a pergunta.
A azulada fechou o rosto, abrindo a garagem com um botão na chave e saindo com o carro, logo fechando novamente a garagem.
— Vamos o levar para a prisão da DLC. Vou adorar o torturar e o matar do mesmo modo que ele matou meu marido. — disse Violetta.
***
TAKUYA
Enquanto as pessoas estavam ocupadas tentando arranjar uma explicação lógica para o fato de que um avião pousou e todos os passageiros estavam mortos, Takuya estava passeando por Moscou como se aquilo fosse uma novidade.
Realmente, a capital da Rússia lembrava muito os Morozov. O cheiro de frieza, as pessoas pálidas, altas e que tinham um enorme sotaque que parece estar sempre brigando com você. Cada um com sua indiferença, na sua calma.
Era estranho não ver um local domado de vampiros. Muito pacífico, e isso fazia o pequeno vampiro e grande psicopata se sentir mal por não ter certo medo vindo deles. Talvez pelo o fato de que ninguém sabe quem ele é, provavelmente com a ideia errônea que ele é apenas mais um que veio de intercâmbio ver a arquitetura local.
Ser humano é trouxa mesmo.
— Com licença. — disse uma mulher colocando a mão em seu ombro. Ele parou junto a Gluttony e Shin. — Você sabe onde é a casa dos Morozov? Uma família de caçadores que...
— Morozov? — perguntou Takuya fingindo ter se assustado com o toque da moça, dando a mão a Gluttony com os olhos de uma criança. O mesmo sorriu. — Irmão, o que é isso?
Tobias olhou a mesma e sorriu ao garoto, dizendo baixinho que não deveria ter medo já que ela só estava pedindo ajuda.
— Sim, somos amigos da família. Quer vir com a gente? — ele perguntou sorrindo e a garota os olhou, logo sorrindo.
— Claro! — disse e os quatro começaram a andar. — Puxa, que sorte. Eu estou sendo encarregada de cuidar do Czar. Vocês o conhecem? Ele é paraplégico e tem uma saúde levemente frágil, então como está piorando, acabou que me contrataram para cuidar dele.
— Oh, interessante. — disse o mesmo.— Sim, conhecemos o Czar. Gente boa, nunca foi preso atoa.
Assim que eles viraram a esquina, Shin soltou a mão de Gluttony e a apagou em um ato rápido que ninguém viu, a fazendo cair no chão. Tobias e Takuya fingiram desespero e o mais velho a pegou no colo, indo na direção de um hospital, mas logo mudaram o caminho.
Assim que entraram em um beco sem saída, Takuya abriu a porta de uma caçamba de lixo e entrou, abrindo uma porta que tinha na parede ao lado do muro, mostrando um esconderijo secreto. Entrou junto aos outros, ajudando a Gluttony a levar a garota nos braços para dentro.
Quando finalmente entraram, Takuya acendeu e o local se mostrou um antigo quarto pequeno com duas camas e várias marcas de sangue e alguns objetos estranhos que o vampiro mais velho, pelo menos de aparência, não se atreveu a perguntar ou tocar. Eram afiados, e pareciam dolorosos.
— Wow. — disse Gluttony. — Gostei do style deste local. Bem… Jogos Mortais. Adoro a franquia. Cadê o boneco? Qual o nome dele mesmo…?
— Billy. — disse Shin com uma voz feminina tirando o capuz e mostrando o rosto da garota, assim como o cabelo mudou de cor e aumentou. Gluttony arregalou os olhos. — Sou um vampiro original, idiota. Consigo trocar a minha aparência.
— E a sua voz?
Shin pigarreou.
— Melhor? — sua voz tinha voltado ao normal.— Eu cresci imitando as vozes de algumas pessoas, então… Vai ser fácil passar por essa garota aí.
Gluttony colocou a garota em uma cama, e Takuya começou a vasculhar as coisas na bolsa dela. Então, Shin se levantou e começou a tirar as roupas da mesma, e Gluttony pensou um pouco, logo fazendo Takuya revirar os olhos.
— Sim, Gluttony. Você pode a matar e depois a guardar para o jantar. — disse o mesmo. — Quer usar um dos brinquedos?
Shin parou enquanto tirava a roupa e colocava o vestido em si, sorrindo ao mesmo de um modo assustador. O de cabelos longos jogou a bolsa aberta em cima da mesa e se ajoelhou debaixo da cama que tinha a garota, retirando uma maleta e colocando uma senha.
A maleta marrom abriu na hora, revelando vários objetos estranhos.
— Esse aqui dói muito. — disse Shin pegando uma dos objetos. — Foi inspirado em Jogos Mortais, você deve saber como funciona.
— Ele nunca chegou a usar na gente, apenas naquele humano esquisito que, depois, serviu de comida para a gente. — falou Takuya e Gluttony se ajoelhou, pegando o objeto. Ao analisar, ele arregalou os olhos. — Esqueci o nome dessa coisa em Jogos Mortais.
— Armadilha de urso invertida. — disse Gluttony sorrindo. —Eu adoro essa. Tem até o mecanismo de contagem de hora.
— Exatamente. — disse Takuya sorrindo.
— Quem fez isso foi uma mente mais sociopata que a sua. — disse Gluttony ao seu líder.
— Foi aqui que eu, Shin e Saligia passamos quase 12 anos trancados. — disse o de cabelos longos. — Todos esses objetos foram usados na gente, menos esse e outro, cujo o homem não terminou porque o matamos.
Gluttony sorriu e Shin voltou a trocar de roupa, colocando a sua no corpo da mulher apenas para ela não ficar nua. Colocaram o objeto na cabeça da mesma, e Shin amarrou o cabelo longo e loiro em um rabo de cavalo.
— Vamos? — disse Shin dando jeito no vestido. — Se ela não achar a chave e abrir o feixo em um minuto, a armadilha abre e a boca dela rasga na hora.
— Mas ela ainda não acordou. E cadê a chave?
Takuya sorriu.
— Esse é o mais divertido. — falou calmamente. — Não tem chave.
E foi quando um estalo aconteceu e Gluttony olhou para frente, vendo a boca sendo aberta a ponto de quebrar a mandíbula e rasgar as bochechas. Ele não teve expressão, vendo Shin caindo na risada com aquilo e Takuya respirar fundo, falando que o sangue ia sujar o colchão.
***
ALLY
Assim que Ally chegou após ser liberada por Dimitri quando a luta com o vampiro que os seguiu até dentro de casa acabou, ela olhou os membros do Pierrot todos juntos depois de um grande tempo. Bom, nem todos. Sorriu a Benjamin ao lado de Joshua, que parecia ter chegado agora também. E correndo.
— Tão bom todos juntos novamente! — disse Rosmery sorrindo e Sam estalou a língua, parando de encarar Lisa comentando sobre Irene. — Digo, nem todos.
—Todos sim, a Irene é uma traidora. — falou a garota, jogando o cabelo para trás. — Ela se aliou ao Takuya!
— Ela não é uma traidora! — exclamou Sam, batendo na mesa. Benjamin olhou-a seriamente quando fez aquilo. — A Irene tem que ter o seu motivo, ela nunca se aliaria ao cara que está matando, pouco a pouco, a sua família! Você tem noção do que é isso?
— Só porque você não entende, não significa que não tenha chances de ela ter se aliado ao inimigo! — exclamou Vassilisa se levantando e Joshua deu a famosa revirada nos olhos, reclamando baixinho.
— Meninas, se acalmem. — disse Ally a ambas.
— ELA É NOSSA AMIGA!
— ELA NÃO É AMIGA DE NINGUÉM! — gritou Lisa. — Está no DNA dela ser uma vadia. Afinal, não tem um Morozov que se virou contra a família?
Quando Samantha se levantou e pulou a mesa, começando a atacar Lisa, todos se levantaram para parar a mesma. Benjamin respirou fundo e, aproveitando que ninguém estava perto da mesa, a virou com facilidade, chamando a atenção de todos. Joshua deu uma cotovelada discreta que Ally só notou por ter ficado atenta em ambos.
Ben balançou o envelope em mãos.
— Vocês se consideram responsáveis? — perguntou o mesmo e todas afirmaram. — Então porque não estou vendo essa responsabilidade agora?
Ele levantou e balançou o envelope novamente.
— Temos uma missão. — disse o garoto e saiu andando na frente. — Não temos tempo para falar sobre a crush eterna da Sam agora.
Enquanto as outras, depois de um tempo vendo que ele estava saindo da DLC, todas se levantaram seguidos de Joshua, que ficou atrás andando calmamente pelo os corredores do local. Assim que saíram da empresa, algumas meninas conseguiram o alcançar junto a Joshua.
— Ben, você está legal? — perguntou Rosmery ao lado dele junto a Ally e o garoto a olhou, logo parando e apontando a Vassilisa, que cruzou os braços.
— Vê se muda esse seu jeito, ok? Ninguém aqui é obrigado a escutar uma voz chata vindo de uma pessoa mais chata ainda falando mal dos outros por falta de rola. — disse o mesmo. — Eu achei que vocês seriam mais legais com a minha volta, eu realmente achei. A única pessoa que perguntou se eu estava bem, até me cumprimentou, foi o Joshua. Notaram?
Todas arregalaram os olhos e olharam o mesmo, que apenas deu de ombros.
— Não, pois estavam ocupadas reclamando da vida. “Irene é traidora”, “Irene não é traidora”, “desde que entrei aqui a minha vida é um inferno”, “alguém podia matar esse Takuya agora”... — disse o garoto imitando as meninas cochichando. — Sério? Se vocês estão incomodadas com algo, chega e faça! Pare de sentar e reclamar, discutir e perder o tempo!
— Estamos perdendo tempo com você falando.— disse Lisa.
— Não estamos não. — disse o mesmo. — Estou esperando o Tsunami chegar para nos levar até o local. Ele teve que ir tirar a roupa do varal, está ameaçando de chover hoje de noite e não sabemos se ele vai chegar cedo ou não.
— Que seja.
Ben respirou fundo e sorriu.
— Espero que tenham entendido. — disse e olhou Rosmery e Ally. — Sim, eu estou bem. Estou ótimo.
— Não parece. — sussurrou Ally.
— Foda-se. — disse o mesmo mantendo o jeito e olhou uma van. Ele entrou na frente junto a Joshua, enquanto as meninas entraram atrás.
Quando olharam o motorista, Tsunami acenou as mesmas.
— Eu sou o Tsunami, prazer em conhecê-las, garotas! — disse sorrindo. — Desculpe a demora.
— Tudo bem. Tirou a roupa do varal? — perguntou Ally meio tensa sentada no meio de uma guerra: Lisa e Sam.
— Sim.— Tsunami olhou as garotas meio desanimadas. — O que houve com elas?
— O líder chamou a atenção.— disse Joshua e o rosado olhou o de cabelos negros.
— Que merda de atuação. — disse Tsunami em alto e começou a dirigir, e as meninas pararam. — Eita, elas não sabiam.
— Iam descobrir depois mesmo. — disse Ben apertando as bochechas para parar de sorrir e as olhou.
Ou melhor… Victor.
— Oi, sou Victor Salazar, mas continuem me chamando de Benjamin. — disse o garoto, mudando toda a postura. Naquele momento, Ally sentiu uma aura poderosa atingindo-a levemente.
— Pera, você nos deu bronca? Nem nosso líder é! — exclamou Mey Yuri. — Idiota.
— Não, sou sincero e falo na cara mesmo. Mais que o Benjamin, que deve ter engolido essa putaria de vocês por um bom tempo. — disse o mesmo. — Sendo eu o Ben ou não, não muda o fato de vocês terem sido bem irritantes. Sério, se o Jester fosse assim eu acho que já teria matado um. Por sorte esse disfarce é temporário, até acabar essa missão.
— Estação que fica perto do sorvete, não é? — disse e Victor afirmou.
— Espera, você ainda não falou a missão…
— Vamos encontrar com a “traíra”. — disse Joshua calmamente.
***
TAKUYA
Takuya olhava aquilo tudo de longe, vendo o estado da casa dos Morozov na Rússia. Mesmo com a aparência de nova, provavelmente com a ideia de a deixar sempre mais “atual”, ele sabia muito bem como era aquela casa. Tinha, estranhamente, boas memórias naquele local, mas manteve-se longe na luz do dia. Quem sabe, a noite, ele poderia visitar sem que ninguém note?
Assim que Shin, fingindo ser Anya Volkova, uma mulher de vinte anos com cabelos loiros e olhos azuis, além de uma pele muito branca e um ser bem atraente, entrou na casa o mesmo respirou fundo e saiu andando, pensando no que faria naquele momento.
Andando sem rumo, fingindo ser apenas mais uma daquelas crianças que estavam indo na casa de um padeiro comprar pão para a sua família, o mesmo sentiu uma aura estranha vindo perto da dele.
Olhou para trás, vendo as pessoas da multidão e para os lados. Usava maquiagem para ninguém notar a cicatriz no meio dos olhos que tinham acabado de se recuperar, e assim que avistou alguém, memórias horríveis vieram em sua mente enquanto uma voz ecoava por todos os lados.
— Droga. — sussurrou. Mesmo que parecesse, o garoto não se importou tanto daquela situação e continuou a andar. Já estava acostumado com aquele tipo de alucinação.
“Vamos, Takuya. Grite, esperneie, ninguém nunca sentirá falta de vocês.”
A imagem do garoto sendo torturado pela a primeira vez veio em mente. O quarto, a banheira que dava choque, a “anjo Caído”... Lembrava de todas elas, e que ele e Shin eram seus cobaias daquele projeto de tortura estranho.
Fechou os olhos e virou a esquina, sendo seguido pelo o homem até uma área, no qual ele mudou o caminho ao ver que o Tachibana tinha notado. Pegou o telefone e ligou para Gluttony, dizendo que provavelmente iria chegar tarde hoje.
— Porque?
—O embaixador do show de horrores. —disse Takuya. — Ele está aqui. Ele está vivo.
***
ROSMERY
Rosmery seguiu os membros pela a estação de trem toda, vendo que ela estava toda vazia. Tsunami tinha comentado no meio do caminho que a estação, por ser pouco movimentada e ser de uma parte considerada perigosa devido a alguns vampiros, apenas tem movimento de manhã e quase umas cinco da tarde.
— Onde vamos a encontrar? Não estou vendo nenhuma cobra branca. — disse Joshua e Victor respirou fundo, ajeitando a blusa do ruivo que estava um pouco amassada e o mesmo o olhou estranho.
— Foi mal, mas ainda tenho que fazer papel de Benjamin. — disse o mesmo forçando um sorriso.
Assim que entraram na estação por completo, os olhos da pequena garota se iluminaram ao ver uma figura sentada no banco da estação com o famoso sobretudo preto, uma blusa rosa e calça jeans, além de usar botas sem salto. Afinal, já era alta o bastante.
— Irene! — disse sorrindo e andando até ela, mas logo parou ao ver Enzo encostado em uma pilastra perto do banco da mesma. A garota os olhou, acenando brevemente e voltando seus olhos a frente, como se esperasse um trem.
— Irene, você… — disse Sam e a garota a olhou. — Louca.
— Ela ficou preocupada.
— Normal. — disse a albina. — Ela me ama.
— Você nos deve respostas. — disse Vassilisa e a albina respirou fundo, estalando os dedos e Enzo colocou uma mala no colo de Irene. — O que ele faz aqui?
— Apenas cumprindo o meu dever: Proteger essa aí. — disse Enzo cruzando os braços e Lisa ficou sem entender.
— Longa história. — disse Irene abrindo a bolsa e pegando vários livros velhos e desgastados dentro da mesma. — Eu peguei os diários do meu pai.
— Mas eles não foram queimados? — perguntou Samantha. — Eu lembro de você ter falado algo assim no passado.
— Não, eles queimaram as cópias. Os verdadeiros estão bem aqui. — disse Irene. — Minha avó estava escondendo algo de todos nós para nos proteger. Ou a proteger, ainda não entendi muito bem.
—O que houve? — perguntou Tsunami. — Ah!
O garoto pegou um envelope que estava embaixo de seu braço o tempo todo e a entregou, que o abriu e respirou fundo, colocando dentro da bolsa. O olhou e afirmou, enquanto Victor cruzou os braços.
— Odeio quando os outros sabem e eu não. — disse Mey Yuri.
Então o barulho de trem chegando começou no local e Tsunami pegou a mala, dizendo que levaria para um lugar seguro. Irene o olhou severamente e concordou, respirando fundo. Assim que o trem parou, eles entraram no mesmo. Estava vazio, como um breu.
Sentaram-se, enquanto Enzo ficou em pé se segurando ao lado de Irene, que dava leves olhadas ao mesmo e mexia o ombro de vez em quando, coisa que Rosmery não tinha ligado de primeira. Só na segunda vez que ela fez isso que a menina começou a se preocupar com aquilo.
— Irene… — cutucou a albina de cabelos curtos, que a olhou. — Está tudo bem?
A mesma afirmou com a cabeça e parou de mexer o ombro, encostando-se no banco. O trem começou a se mexer.
— Então… — Sam cruzou os braços. — Não vão nos contar o que descobriram?
Irene respirou fundo e olhou a todos, começando a contar desde o início. Ele e Ygor se conheciam, mas o seu bisavô era um vampiro. Devido a um incidente, Takuya foi mordido para o salvar.
Falado todas aquelas informações rapidamente, Rosmery sentiu seu cérebro fritar. Como assim Takuya era amigo do falecido Morozov? E se ele não fosse vampiro, apenas um humano, será que ele seria o tio legal deles?
— Depois desse incidente, Ygor ficou assustado e começou a ter medo de vampiros, e por algum motivo parou de escrever no diário. Provavelmente foi quando as suas memórias foram apagadas. — disse a mesma. — Minha mãe disse que ela contratou um vampiro para queimar e apagar as memórias do meu pai. O nome dele era Arthur, algo assim.
Enzo abriu os olhos.
— Saligia. — disse o de cabelos loiros amarrados em um rabo de cavalo. — A arma secreta do Takuya, mas atualmente eu não sinto tanto a presença dele.
— Presença?
Enzo coçou a nuca com a dúvida breve de Ally, sorrindo.
— Quando um vampiro foi transformado por outro, acaba que você sente a presença de todos aqueles que foram transformados por ele e da pessoa que transformou tal vampiro. — disse Enzo sorrindo. — Por isso que eu sei que ele é o Victor e não o Benjamin. E quando não sentimos mais, ou ele está se escondendo ou foi…
— Morto. — disse Victor. — Vindo do Takuya, acho que ele morreu mesmo.
Joshua pigarreou.
— Também descobri algo com aquele envelope que o Tsunami lhe deu. — disse Joshua olhando Irene. — Pelo o que me parece, Takuya tem alguma ligação a Mayumi Salazar, além de que…
E então o trem começou a ter uma movimentação estranha no outro vagão. Enzo andou até a porta, vendo uma grande quantidade de vampiros seguidos de uma garota loira que ele ainda considera desnecessária no mundo. Ele trancou a porta e os olhou.
— Vampiros. Corre.
Todos se levantaram e saíram correndo. Mesmo que fossem caçadores, estavam em um veículo em movimento e estreito, não iam conseguir acabar com uma grande quantidade de vampiros. Enzo pegou a mão de Irene rapidamente e começou a puxar, mesmo que a garota soltou-se do mesmo depois e começou a correr mais rápido ao lado de Victor. Lisa olhou para trás e viu que estava os alcançando, o que a fez apertar o passo.
— Vamos! — disse Enzo e um som de estalo, como se uma bomba tivesse sido ativada foi feito. Rosmery tentou apertar o passo, mas acabou caindo.
Levantou-se, mas naquele momento todo o local ficou escuro e sem ninguém, apenas uma garota baixinha no canto, arrancando seus olhos. A garota fechou os olhos e os abriu várias vezes, mas nada acontecia.
— ROSMERY! — gritou alguém com sotaque russo, puxando-a pelo o pulso e a segurando no colo. Ela abriu os olhos e pode ver o rosto de Irene, que mordeu o lábio com tanta força enquanto a segurava que começou a sangrar.
— Vamos! As bombas vão explodir.
— Bombas?! — exclamou Sam.
— Ideia da Lorelai. Sabíamos que a Wrath ia nos seguir até aqui, então… Ah, eu explico depois. — disse Enzo baixinho.
Rosmery escutava aquilo e ficava mais desesperada. Os movimentos de Irene foram surpreendentes, era a única pessoa que ela tinha certeza não olharia para trás ao ver que ela não tinha ido.
Uma bomba explodiu na entrada. Irene entregou Rosmery ao Victor, que a levou para dentro do vagão, e jogou quatro adagas em quatro vampiros, assim entrando. No entanto, foi bloqueada quando uma flecha atingiu suas costas. Rosmery viu, no meio de uma visão levemente turva, a flecha atravessar o corpo da mesma e, com um ato de Wrath, ela puxou a garota por uma linha que estava presa na flecha que tinha no corpo de Irene.
Samantha tentou puxar de volta, mas um barulho foi escutado e a peça que prendia os dois vagões explodiu, a fazendo tomar leve susto de surpresa. E foi quando a menina viu, novamente, a albina se afastando junto ao vagão.
Ela arregalou os olhos, ainda sentindo seu corpo pesado.
— IRENE! — gritou junto a todas.
Enzo ia pular do vagão, mas Joshua o segurou com força e o puxou, o jogando para o outro lado do vagão no momento que eles escutaram um barulho enorme. Victor olhou a situação e gritou:
— VAI EXPLODIR!
E Rosmery não viu, mas escutou o barulho em seus ouvidos de uma grande explosão junto a um grito agudo de Ally com a situação. Naquele momento, ela apagou, não conseguindo distorcer a realidade da fantasia quando olhava aquela menina em sua frente retirando seus olhos azuis e a entregando.
— Rosmery… Rosmery… — ela escutou uma voz diminuindo em seu ouvido, provavelmente de Yuuna.
***
PAVEL
Pavel parou por um segundo, deixando a caneca azul que tinha café cair no chão e o mesmo se segurou no braço de Nikolai, que estava a seu lado. Jake o olhou, parando de falar com Summer no momento e colocando uma mão em seu ombro.
— Pavel… — o chamou. — Está bem?
Niko o olhou, passando a mão na cabeça dele. Temperatura normal.
— Nada, foi apenas uma tonteira.
Realmente foi uma tonteira? Perguntou-se enquanto sentava e Niko dizia que ia pegar água ao mesmo, enquanto Jake fazia um leve carinho em sua cabeça, e o mesmo sorriu. Normalmente ele tinha esse tipo de tontura quando coisas aconteciam com um dos russos, talvez de tanto conviverem juntos.
— Eu estou bem, Jake. — disse sorrindo. — Não se preocupe.
Perguntava-se, no momento, como estava a sua irmã. No entanto, assim que viu a sua mãe segurando um homem enorme nas costas com a ajuda de Dimitri e Yasmin, a situação mudou de figura e o seu foco foi ao homem.
Jordan Morozov.
— Tio Jor… — ele parou na hora, se levantando e indo atrás deles. Jake o olhou, e o albino sorriu ao mesmo. — Já volto, são negócios de família.
— Ok… — disse Jake e ele pegou o copo que Nikolai pegou para o albino e bebeu, arqueando a sobrancelha.
Algo tinha dado errado, muito errado, Jake notou isso no olhar de Pavel quando ele se recuperou um pouco da tontura. O loiro, no entanto, acabou por deixar esses pensamentos para trás quando recebeu uma mensagem no celular de sua irmã, que o fez deixar o copo de plástico sem nada cair no colo de Niko ao seu lado.
— Ei! — exclamou o de cabelos negros, e olhou a mensagem sem querer de Samantha, arregalando os olhos. — Meu Deus….
“ Avise a Violetta que a Irene está morta.”.
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