Deadline Circus: The Second Act

19 Parte 1: Queime tudo que você ama...


Notas iniciais
*bem aleatório esse nome nessa parte desse cap, mas ok* ADIVINHA QUE FIC VOLTOU ANTES DO FINAL DO ANO??? ISSO MESMO, DLC! Sumida ela né... #apanhahard DLC: Sumida nada, to aqui ainda firme e forte. Você q nn quer atualizar pq ta com preguiça de escrever coisa difícil. *da uma voadora na autora* Só pra falar que: EU PASSEI DE ANO E DESCOBRI ISSO HOJE! #palmas Então decidi presentear a todos com um cap de DLC q eu terminei rapidinho a última cena (q estava faltando). Bem... Espero q gostem. Esse cap vai ser dividido em dois, e vocês irão entender essa porra toda de queimar todos que vocês amam no próximo cap, q é a continuação desse. O próximo cap só tem luta, pelo menos na maior parte. E umas duas cenas fofas e uma cena dark trevosa. -q Nn creio q vai ser o melhor cap q eu escrevi né... Mas... XOXO

JORDAN

O albino abriu as portas de uma grande casa de férias dos Salazar, sorrindo de canto. Era em Okinawa, e para quem gosta de enterrar segredos, aquela casa era uma boa cova. Olhou—a toda vazia e colocou as mãos na cabeça, entrando no local acompanhado por Lust. A mulher de um vestido preto que mais parecia uma segunda pele e sorriu olhando tudo.

— Parece que essa casa está vazia. — disse Lust de braços cruzados. Assim que a mesma terminou de dizer aquilo, as portas da mansão se fecharam. A morena olhou Envy por um tempo e cruzou os braços. — Foi só falar...

— Cale—se e venham fazer o que Takuya os pediu. — disse outra voz e Lust grudou—se em Jordan levemente, se perguntando de onde vinha aquela voz. Jordan reconhecia aquela voz, mas não achava que era possível.

Ia ser ruim demais para ser verdade. Lust hesitou antes de fazer o que a voz tinha dito, mas o vampiro cego tinha mandado—o seguir as ordens e tudo que a pessoa anônima dissesse.

Eles continuaram a andar pela a casa, a procura do que Takuya tinha pedido para eles buscarem e os fizeram entrar dentro daquele aterrorizante local que é a casa dos Salazar. Segundo o chefe, ele suspeita de que estaria em uma caixa antiga ou guardado em um cofre. Já que os Salazar são meio imprevisíveis, ele não sabia onde exatamente eles iriam guardar.

Ele entrou em todos os lugares possíveis e impossíveis da casa, assim como ele sabia que a sua companheira tinha feito o mesmo, já que se não fizesse a mesma estaria sentada na cozinha com uma taça de vinho. Jordan olhou a casa toda desarrumada por tanto mexerem e respirou fundo.

— Se eu fosse um Salazar, onde eu guardaria meus documentos e segredos? — perguntou em alto, fazendo Lust se sentar no sofá da sala e pensar se tinha algum vinho bom naquela enorme cozinha.

— Ah, desiste. — disse Lust.

— Pensamos primeiro que Violetta sobre isso, então precisamos achar para estarmos um pé a frente deles. — disse o mesmo. — Precisamos achar todos os registros das consultas deles.

— Mas porque ele quer esses arquivos? Desde quando os Salazar tem importância? — perguntou Lust em um tom de tédio, puxando Jordan para sentar—se do seu lado. Eles ficaram em silêncio por um tempo, até a vampira colocar as mãos na coxa do albino, que revirou os olhos. — Se quiser... Podemos fazer coisas mais interessantes, não?

— Nunca. — ele disse, se levantando. — Vamos continuar.

Jordan se levantou, e então pensou um pouco enquanto andava pelo o corredor. Depois parou e olhou uma instante para um quarto um pouco aberto e que parecia um escritório.

Havia várias caixas dentro do escritório, além de várias gavetas. Ele respirou fundo, olhou Lust entrando no local e estalou os dedos, dizendo:

— Mãos a obra.

***

Ele jogou as pastas no sofá dos Salazar e respirou fundo, mexendo neles calmamente e procurando o que Takuya tinha mandado procurar. O albino sentiu a morena vampira, Lust, se sentar calmamente ao lado da papelada com uma caixa em seu colo, olhando com cara de tédio para aquilo tudo.

— Antes tivesse alguma ação. — comentou baixinho Lust. — Quero lutar.

— Ele mandou a gente invadir a casa do inimigo para achar uma foto nos arquivos do Victor e do Benjamin no psicólogo... Só por uma foto deles no hospício que ficaram por uma semana aos doze anos? — disse Jordan se lembrando do Takuya comentando aquilo e revirou os olhos. — Já sabemos que o de cabelão queimou o pai vivo, os braços da mãe e a cara do Madonna. Achava que o nosso foco era na... — ele parou um tempo.

“Na sua família”? — perguntou Lust como se o completasse.

— Nos Morozov. — disse Jordan ignorando Lust e respirando fundo.

Enquanto revirava os arquivos no sofá, o mesmo encontrou uma pasta com o nome dos gêmeos e com a idade de doze anos. Ele estalou os dedos como chamasse a vampira, que revirou os olhos e foi até ele que ainda encarava a pasta. Ela revirou os olhos e pegou da mão dele.

— Lerdo! — disse abrindo a pasta. — Olha isso! — gritou Lust e Jordan tomou um leve susto, se levantando para ver o que tinha na pasta.

— Isso o que?

— O completo nada! — disse a mesma, o entregando a pasta vazia em suas mãos.

Foi então que eles ouviram uma risada vinda de trás deles, na direção da porta da cozinha dos Morozov. Olharam rapidamente para trás, vendo um garoto de cabelos ruivos ao lado de um garoto loiro que eles não tinham percebido a sua presença.

— Ora, ora... — disse Jordan olhando o loiro. — Greed e... Quem é você?

— Joshua Price. — disse o mesmo, erguendo um envelope pardo. — E eu acho que vocês estão procurando por isso.

Jordan olhou a pasta e depois o envelope, o fazendo sair correndo atrás deles. O mesmo viu Greed correndo até ele, e antes que o mesmo pudesse desviar, o loiro o jogou em cima da mesa da cozinha e enfiou duas facas em suas mãos. Ele tirou uma adaga do bolso direito e atirou na direção de Lust, que estava atrás de Joshua e quase o alcançando.

A adaga espetou em sua perna e a fez parar, cambaleando e se segurando na porta dos fundos da casa. Ele deu um sorriso travesso, e foi então que a mesma retirou a adaga e a jogou no chão.

— O que é isso?

Greed sorriu, fazendo linguagens de sinais. Jordan conseguiu entender, e percebeu o quão a vampira estava em problemas. Tinha que pedir ajuda naquele momento para Takuya, se não...

— Ele disse que era um simples veneno de vampiro caseiro dos Morozov. — disse o mesmo.

Lust começou a tentar andar, mas provavelmente não conseguia controlar seu corpo, e foi quando caiu no chão. Ainda acordada, mas não conseguia mais mexer nenhuma parte de seu corpo. Jordan tentou se soltar, mas não conseguia. Afinal, tinha duas facas atravessando a sua mão e as prendendo contra a mesa.

— Wrath sente saudades. — disse Jordan para o de cabelos loiros, que apenas revirou os olhos e se sentou, mexendo em duas pequenas adagas em suas mãos. Logo Jordan sentiu suas pálpebras pesarem, então viu o mesmo usar uma mão para descrever o que queria falar, e o resultado foi:

“É bom provar do próprio veneno da sua antiga família? Agradeça a sua sobrinha, Irene, por ter deixado algumas adagas envenenadas no quarto dela.”

***

JOSHUA

O ruivo bateu a porta do carro, colocou o cinto e olhou o homem ao seu lado no volante, lendo um livro que ele, pela a capa, reconheceu ser “A Culpa é das Estrelas”. Era impressionante como Tsunami conseguia ler algo daquele tipo numa hora daquelas, e isso fazia Joshua questionar o que ele poderia fazer quando estivesse na hora H...

Mas ele não queria morrer traumatizado pensando nessas coisas.

— Acelera. — disse o mesmo. O homem o olhou e jogou o livro em seu colo. — Você fez cursinho ou é irritante assim naturalmente

— Seu cabelo é natural? — perguntou colocando o cinto e aquecendo o motor, depois acelerando. — E o Greed?

Joshua fez sinal para o mesmo o deixar para lá. Afinal, o próprio loiro disse que queria se divertir com os antigos companheiros. O rosado continuou em silêncio por uma boa parte da viagem, onde o destino era um velho amigo da família Salazar que estava chegando de viagem para o entregarem o envelope.

— O que deve ter aqui dentro? Está cheio de coisas. — perguntou Joshua e o garoto o olhou por um tempo, depois parando rapidamente. — Cuidado, idiota. Quero estar vivo quando...

Ele olhou para frente, vendo um homem loiro e francês com mais cinco vampiros atrás deles. Obviamente, o garoto europeu com os cabelos dourados não é nada mais e nada menos que o nosso amado Tobias.

— Eu acho que deveria ter trago a cueca reserva. — disse Tsunami, pegando um machado que estava no banco de trás e colocando em seu colo. Olhou Joshua.

— Porque você parou? — gritou Joshua e Tsunami pisou com força no acelerador e com a maior vontade do mundo.

Joshua se segurou na alça que tinha no teto perto da janela e pegou as suas armas, as colocando no colo junto ao envelope. Ele olhou para frente no momento em que um dos vampiros tirara Thales da frente do carro e vários outros foram atropelados. Tsunami não deixava a sua “classe” atrapalhar das aulas de palavrões que o mesmo disse quando atropelou seis vampiros que tentaram parar o carro.

Por fim, ele freou e o carro girou, virando na curva da rua. Ele respirou fundo, olhou para a janela do Tsunami e mandou—o ir rápido, e assim o mesmo nem pensou duas vezes antes de ir.

— MEU CU ESTÁ MAIS LACRADO MAIS DO QUE JÁ ERA! — gritou Tsunami e Joshua teve que se segurar para não rir da fala do mesmo.

— Atropelamos seis vampiros... Deveríamos ter ido direto e sem parar, assim teríamos atropelado o... — Joshua olhou para o espelho do carro, vendo uma garota loira atrás deles deitada no banco de trás. Ele fingiu que não a viu, então apenas pegou uma caneta que tinha no carro e escreveu no envelope para Tsunami ver.

Tsunami olhou e viu a vampira sem ser visto, então abriu o teto do carro. Olhou Joshua, parou o carro em um posto de gasolina. Joshua pegou a arma e atirou para trás sem ver onde estava à mira, apenas escutaram o grito da mesma saindo do carro rapidamente e correndo pelo o posto. Tsunami levantou—se do carro ao mesmo tempo em que o ruivo e eles viram que tinham mais três atrás deles.

Wrath tinha sido baleada no ombro, mas parecia não se importar muito. Ela tirou a jaqueta que usava e jogou no chão. As pessoas em sua volta, ao verem que eram vampiros, arregalaram os olhos.

— Ah... Frase icônica? — perguntou Tsunami e Joshua afirmou. Ele jogou o machado para a outra mão e respirou fundo. — SOMOS CAÇADORES! TODOS PARA FORA!

***

ENZO

— Droga! — disse o mesmo, olhando para trás e vendo que um membro do Deadline Circus estava ali e um garoto avulso que ele nunca viu na vida de cabelo rosa. Além disso, estava Wrath e alguns vampiros fiéis a Takuya.

Irene estava tomando banho no banheiro dos funcionários da loja do posto de gasolina, assim como Enzo fez antes da mesma entrar. Assim que Irene saiu do banheiro, secando o cabelo, o mesmo ia se preparar para falar algo a respeito daquilo, mas arregalou os olhos ao ver que os belos e longos cabelos de Irene Morozova agora eram belos, mas um pouco mais acima do ombro. A mesma também colocou uma faixa preta com um laço no topo do cabelo... Como se ela fosse meiga daquele jeito.

Ela também estava com uma blusa branca e um casaco preto com zíper, além de calças jeans, tênis preto e luvas sem dedos da mesma cor que o tênis. Enzo a olhou de cima para baixo, depois batendo em seu rosto e logo se focando no que queria dizer.

— Irene...

— Queria mudar um pouco. —disse a mesma. — Faz algum tempo desde que imagino que o cabelo fica pesando na hora da luta, e ele também pode ser um problema. Só usei a situação de mudar um pouco para não se reconhecida como um gatilho para isso. — apontou para o cabelo.

Enzo escutou um estrondo vindo e Irene olhou o mesmo.

— O que está acontecen... — Enzo abaixou a mesma, mandando a mesma se calar.

— Um garoto ruivo do Deadline Circus e outro menino estão lá fora brigando com a Wrath e vampiros fiéis a Takuya.

O loiro olhou Irene pegar a arma que ele tinha no bolso e atirar em um vampiro ao lado do ruivo, entrando no carro rapidamente. Enzo fez o mesmo, entrando e a vendo colocar o cinto.

Eles olharam para trás, vendo alguns vampiros atrás deles e o loiro colocou o pé no acelerador, e assim os dois saíram rapidamente dali.

Enzo olhou Irene guardar a arma e fez gesto de negação com a cabeça. Ela revirou os olhos.

— Joshua não ia conseguir matar aquele vampiro antes de ser perfurado. — disse Irene.

— Eles poderiam ter lhe visto. — disse o mesmo.

A albina mordeu os lábios e sussurrou que sabia o que ela estava fazendo, e então o mesmo apenas revirou os olhos e virou na curva, a fazendo bater levemente na janela.

— Eu só não quero que, tentando fazer isso tudo sozinha, afaste as pessoas de você. — disse o mesmo. — Você ama algum deles? Além da sua família.

Irene ficou com um olhar vago para fora da janela, negando com a cabeça e fechando os olhos, provavelmente se aprontando para dormir.

— Como diz Cassandra Clare em um de seus livros: “Amar é destruir…”.

***

IBUKI

— “… E ser amado é ser destruído.” — disse Samantha com um olhar vago, o entregando o primeiro livro da saga dos Instrumentos Mortais para o albino. — É a minha frase favorita do livro.

E então, a australiana voltou a mexer em um colar velho que tinha em seu pescoço ao seu lado, enquanto o mesmo estava sentado dentro da van com Valdir dormindo em seu ombro.

— Você concorda com ela? — perguntou.

Sam o olhou por um tempo após o questionamento, colocando o colar por cima da blusa preta que estava usando.

— Não sei, acho que sim. — disse o mesmo. — Acho que o amor “destrói”, mas vale a pena.

Ibuki ia abrir a boca para perguntar se quem era o colar, mas sentiu Valdir se levantar de seu ombro e pular em cima de seu colo.

— Que cena mais linda, será que eu estou atrapalhando o casalzinho aí? — perguntou Valdir cantarolando e apontando para os dois.

Logo ele olhou o colar que Sam estava usando e a garota olhou na direção que o mesmo olhava, colocando as mãos no busto.

— Ei! — Sam disse e Valdir colocou q mão no colar, o analisando melhor. Era a pegada de um urso feita de ouro.

— Esse colar é de um Morozov. Esses traços, você pode achar parecidos em vários lugares, mas não são iguais. — ele disse e virou o colar, vendo que tinha uma letra do alfabeto russo. — Todo Morozov tem um colar desse.

И.

— É da Irene. — disse o moreno no colo de Ibuki, que tentava o empurrar para o lado. — И de Ирэн. Ou melhor, Irene. Também poderia ser de Ivan, mas já que está no pescoço de Sam, eu divido muito.

A garota colocou o colar por dentro da camisa, os olhando.

— Eu encontrei esse colar do lado da minha cama na manhã do dia em que recebi a notícia que Irene tinha ido embora. — disse Sam. — Eu sabia que era da Irene, até porque eu já tinha visto esse colar antes com ela. Então, mesmo confusa de estar ali no meu quarto, decidi a entregar assim que eu chegasse ao trabalho, e como ela foi embora, decidi usar.

Ibuki olhou Valdir, que o empurrou para o lado e se sentou ao lado de Sam, o que o fez fazer uma careta e socar a cabeça do russo.

— Amo Samrene como amo Sambuki e Kariene, só não amo como Javel porque Javel é outro nível. — disse Valdir piscando os olhos pra Sam. — Porque você está usando? Com saudades dela?

Samantha riu do garoto e cruzou os braços.

— Talvez. Ela me disse, uma vez, que: — começou, mordendo o lábio e tirando uma pele dele. — As pessoas se sentem isoladas, mesmo amadas por muitos, pelo o simples fato de não ser “única” de alguém.

Ibuki olhou pela a janela, vendo um carro estacionar quatro vagas antes da dele. Ele o olhou sem muito interesse, escutando o que Sam dizia.

— Eu acredito que ela quis se referir a si mesma, mas… Honestamente, ela é única para mim. — disse a australiana. — Pode parecer meio lésbico, mas não é nesse sentido de amor. Ela é a minha melhor amiga, mesmo que no momento não considere isso.

Foi então que Ibuki viu um garoto de cabelo loiro amarrado em um clichê rabo de cavalo sair do carro, colocando um boné. Ele olhou para dentro da lanchonete, vendo Kidou e os outros pedindo algo para comer, e depois voltou a fitar o homem ate ele virar o rosto de um modo que o albino, daquela janela, pudesse ver.

Aquele rosto…

— Pride. — disse Ibuki e Valdir o olhou parando de apertar as bochechas de Sam, depois olhando para frente.

E assim que Sam viu o homem entrando, ela pegou suas duas armas no chão e colocou no cós da calça.

— Vamos.

***

NAGUMO

Ele passou no meio da multidão calada e surpresa, tentando abrir caminho junto a Goenji atrás dele. Quando viram, tinham quatro pessoas distintas analisando o local com tremenda calmaria. Ele mandou o menino atrás dele chamar Violetta rapidamente, mas não foi preciso.

Uma garota de cabelos azuis escuros e cacheados, na altura dos ombros, olhou Nagumo segurando dois socos ingleses, um em cada mão. Ela era tão baixa quanto Violetta, pálida como papel com lábios rosados. Parecia uma criança ao ver do ruivo.

— Anastasia. — disse ao ruivo, jogando um dos socos ingleses para ele. — Iriam mandar mais, só que ocorreram alguns problemas na Rússia e tiveram que deixar alguns caçadores de última hora.

O ruivo olhou a mesma, piscando os olhos.

— Somos da Bad Apple, a filial russa da DLC. — disse um garoto loiro com um machucado na bochecha tampado por um band—aid. Ele sorriu ao mesmo e se curvou. — Meu nome é Max, e essa é a Anastasia, como você sabe. Os outros três Jascha e Summer. — disse apontando para cada um.

Jascha era um garoto de cabelo rosa, olhos castanhos escuros e um corpo bem definido, além de alto. Ele era bonito, pelo menos as caras das caçadoras para ele diziam isso, e parecia bem simpático.

Ao seu lado estava uma garota de cabelos e olhos negros que lembrava Valdir, assim como não lembrava. Essa era, de acordo com o tal Max, Summer Ivazova. Baixa na medida correta, parecendo a mais nova dali e tinha “pouco corpo”, ou pelo menos parece com aquele moletom preto escrito “Avada Kedavra, Bitch” em branco, calças surradas e um tênis de quem passou um ano na selva.

E por fim, Haruya entendeu o que era. Foi abrir a boca, mas…

— O que estão fazendo os olhando como se fossem animais de circo? — perguntou uma voz feminina autoritária. Violetta, obviamente.

Violetta caminhou até Nagumo e colocou a mão em seu ombro, assim o mesmo deu um passo para trás, dando espaço para Violetta, que disse que o mesmo podia se retirar. Os quatro se juntaram na frente de Violetta, sorrindo.

— JASCHA?— gritou uma voz masculina.

Nagumo olhou e viu Pavel aparecendo no local e abraçando o garoto, que retribuiu. Jake vinha atrás sorrindo com a animação do garoto, indo para Nikolai e Souji. Niko parecia tampar o rosto, enquanto Souji ria que nem condenado.

Nagumo foi até eles, apenas para saber se Niko, já que é russo, sabia quem era quem e como eles eram.

Assim que chegou perto, Nikolai o puxou para ficar na frente dele, como se quisesse se esconder de alguém. Ao lado direito estava Jake e no esquerdo, Souji rindo que nem uma hiena.

— O que é isso? — perguntou.

— Camuflagem. — disse Souji no meio de risos, logo parando.

— Estou me escondendo do Jascha. — Niko respondeu. — Eu não gosto dele. Sou alérgico a ele, nem sei como ainda respiro o mesmo ar que ele. Se eu e ele fôssemos um signo, ele seria o meu inferno astral com certeza.

Jake riu de leve do mesmo.

— Porque você tem tanto ódio no coração por ele assim? — perguntou Jake olhando o namorado. – Ele parece gostar do tal Jascha, então o mesmo deve ser confiável.

— Pavel era amigo do Takuya, e olha com quem nos estamos lutando quase todos os dias? — disse Nikolai. — Ele é amigo de todo mundo que dê “Oi” para ele. Todos gostam do Pav, e o idiota gosta de todo mundo.

Jake arqueou a sobrancelha e o sorriso no rosto dele começou a ficar melhor provavelmente preocupado com o namorado. Uma luz veio nos olhos de Niko quando ele disse aquelas palavras sobre Pavel e olhou Jake.

Não sabia por que, mas Nagumo viu chifres e um rabinho aparecendo em Nikolai.

— Além disso, Pavel já gostou do Jascha. — disse Nikolai ao Jake, que arqueou a sobrancelha. — Teve uma época que eles quase namoraram, quando o Pav morava em Macao com a gente, acho que foi durante Natal do primeiro ano que passamos lá. No Natal, quando ele voltou para a Rússia, eles se beijaram e tudo. Ficaram em um romance à distância, mas não deu muito certo e eles terminaram.

Jake passou a língua na bochecha, mordendo o lábio arqueando a sobrancelha.

— Até mesmo antes disso, acho que o Jascha foi o primeiro garoto que o Pavel gostou.

— Ok, cala a boca Niko. — disse Nagumo vendo que daqui a pouco Jake ia explodir.

— Ele não tem ciúmes, e eu só estou comentando… — disse Nikolai provocando, sorrindo de canto e adorando deixar o mesmo daquele jeito.

Nagumo olhou para trás e viu Jascha pegar Pavel no colo e girar, logo o soltando. O albino deu uns breves socos no mesmo e riu, enquanto Violetta olhava aquilo com os outros comentando algo e rindo.

— Vai marcar o seu território. — disse Nagumo a Jake, que ficou sem entender. — Considere—se uma ordem da Giulia ou sei lá, da própria Violetta. Sei que sou mais bonito que elas, mas ok… Vai marcar o território.

Jake olhou Nagumo e estalou os dedos e saiu andando, sussurrando:

— Vou marcar meu território... – Nagumo viu Pavel sair de perto do rosado e ir à direção de Jake, abraçando-o. — Outro dia.

— Outro dia o que? – perguntou Pavel, mas Jake apenas retribuiu o abraço bagunçando o cabelo do albino, sem responder a pergunta do mesmo. – Depois eu vou lhe apresentar aos caçadores que chegaram. Eles são grandes amigos meus!

— Não sei como você é amigo do Jascha. – disse Nikolai. – Anastasia não é muito legal, mas da para aturar. O Max é mais lerdo que você, mas também da para aturar. E a Summer... Ela é um amor, todos a amam. Mas o Jascha? Sério? Ele é horrível.

Nagumo olhou os quatro caçadores e depois Pavel.

— Eles são bons?

— Bem, Max e Ana formam uma dupla bem impressionante, Jascha é um bom estrategista, mas a Summer, pelo o que eu sei, entrou há cinco meses na Bad Apple. Ou seja, é a mais... Inexperiente, digamos assim. – disse Pavel. – No entanto ela é a mais legal dali. Afinal, é uma Ivazov, e os Ivazov sempre são muito legais e amáveis.

Jake olhou Pavel.

— Eu ou Jascha? – perguntou em um tom de brincadeira e Pavel ficou calado por um tempo, mas logo sorriu e deu um beijo em Jake. – Acho bom.

Nagumo deu uma última olhada aos russos e depois a Jascha, que conversava sorrindo com Summer, até ela se virar para falar com Anastasia. O rosado deu uma encarada neles, acenando e...

Talvez fosse da mente do ruivo aquele sorriso psicótico que surgiu nos lábios do russo.

***

KIDOU

Assim que Kidou ia pedir o de todos ao lado de Yerik, Samantha se mete no meio dos dois e puxa o de cabelos encaracolados para a mesa da lanchonete que estava o resto do povo. Por um momento, ele viu o Sokolov ficar os encarando confuso, mas logo voltou a prestar atenção nos pedidos e fazer o de todos.

— Samantha, o que houve? – perguntou Rosmery abraçada por Vanilla, que estava ao lado de Hikaru. Quem não conhecesse, acharia que Hikaru estava olhando para Rosmery, e não para a namorada, mas como Kidou não está com suas lentes de contato para corrigir seu um grau de miopia e meio de astigmatismo, ele provavelmente estava olhando errado.

— Olhe para o garoto que está a quatro pessoas antes de Yeri.

Kidou fez o mandado e olhou um garoto de boné com rabo de cavalo. Cabelos loiros e longos, olhos dourados, alto e forte: Enzo Santiago, ou melhor, Pride.

O garoto fechou o punho e mordeu o lábio fortemente, até fazer uma ferida. Vassilisa, que estava na mesa, tirou uma pele do lábio e respirou fundo.

— Pride. – disse Vassilisa cruzando os braços. – Nós estamos atrás da Irene, acho que não devemos se distrair com ele.

— O que é aquilo que ele está segurando? – perguntou Ibuki e todos olharam o mesmo com um cachecol preto e branco em mãos. – Um cachecol qualquer.

— Não... Aquele cachecol fui eu que fiz para a Irene de amigo oculto no Natal. – disse Samantha, olhando melhor. – Eu lembro, tanto que no final, ao invés de estar listrado, ele está uma metade preta e a outra cinza, pois a linha preta estava acabando e a branca já tinha acabado.

Kidou deu uma breve olhada e confirmou o que Sam disse, vendo que o cachecol estava bem mal acabado e com aquele defeito que a mesma falou. Logo o menino pediu alguma coisa, pagando e indo pegar o pedido em outra fila.

— Ele está com a Irene. – disse Samantha sacando a sua arma.

— Sam, não aja impul... – Ele nem conseguiu terminar a frase.

Tarde demais.

Samantha pulou a mesa da lanchonete e atirou na direção do de cabelos loiros amarrados em um rabo de cavalo, saindo correndo atrás do mesmo. Vassilisa foi logo atrás, deixando o mesmo sozinho meio atordoado com os outros.

— Fiquem aqui. – disse assim que entendeu o que estava acontecendo.

Kidou colocou a chave da van na mesa e saiu correndo, passando por uma Yerik sem saber o que estava rolando e cheio de lanches em mãos. Algumas cenas da tortura vieram em sua mente, mas o mesmo apenas respirou fundo e tentou manter o controle.

Assim que chegou ao local, ele viu Samantha correndo para atacar Enzo, e então o garoto pegou o machado de suas costas e jogou na frente da mesma, quase a acertando. A garota arregalou os olhos.

— Ele está com as roupas da Irene. — disse a mesma. — Aquele cachecol nas mãos dele, fui eu que a dei em um dos mil amigos ocultos em que participamos juntas. ELE ESTÁ COM A…

E então o garoto pegou o machado do chão e olhou a mesma.

— Eu cuido dele. Vá atrás dos outros e me traga a van. — disse. — Vou o torturar até ele dizer onde ela está.

Kidou olhou para o loiro, com um cachecol em mãos. Ele olhou para o objeto em sua mão e sorriu de canto, sussurrando alguma coisa em outra língua.

Enzo jogou o cachecol no chão e pegou uma coisa de seu bolso, sorrindo e jogando para o alto. O pequeno bastão se tornou uma enorme lança, no qual o garoto não usava faz tempo.

— Kidou, nós já fizemos isso. Já sabemos o resultado.

— O resultado vai ser diferente. — disse Kidou, girando o machado. — Eu não estou desarmado dessa vez.

— Kidou... Eu sou bem mais forte que todo o seu grupinho junto. Treinei mais que todos enquanto estive ausente há três anos. – disse Enzo. – Eu vou te vencer rápido.

Ele estalou as costas e o pescoço, então correu na direção de Enzo, que foi na dele rapidamente. Kidou pegou o machado com força e com confiança, jogando na direção do vampiro loiro, que abaixou e pegou pelo o cabo atrás dele em uma velocidade surpreendente, jogando o machado na parede.

E quando Kidou pode reparar, ele sentiu a ponta da lança de Enzo em sua barriga, e desviou de uma morte dolorosa. No entanto, deixou um corte em sua barriga.

Sorriu por ter conseguido desviar, e logo Enzo riu do mesmo, colocando a lança nas costas.

— Impressionante como sempre sou eu que tenho o prazer de acabar com a sua felicidade. — disse Enzo.

E então Kidou sentiu uma tontura enorme, além de dor e ardência no local machucado. Sua visão ficou turva e ele não conseguia ficar em pé direito, o fazendo cair de joelhos no chão com uma das mãos na barriga.

Olhando para Enzo, ele sentiu uma pancada na cabeça e caiu totalmente no chão, ficando sem conseguir se mexer ou falar apenas ouvir, sentir a dor, respirar e ver. O loiro abria e fechava os olhos repetidas vezes.

O loiro foi ate o garoto em passos calmos e sem pressa. Uma menina de cabelos albinos e curtos, com olhos vermelhos e uma máscara preta tampando sua boca e seu nariz apareceu. Como estava com os óculos, ele podia fingir que estava desacordado enquanto via tudo.

A misteriosa mulher pegou alguma coisa de seu bolso, um frasco contendo um líquido verde, e o virou. E então o mesmo, olhando para o tênis surrado da garota, sentiu uma ardência em seu machucado, como se a mesma tivesse o abrindo mais ou algo do tipo. Quando terminou, ela o jogou no chão de qualquer jeito e colocou o frasco no bolso, olhando Enzo.

— Vamos antes que os outros voltem e ele acorde. — ela falou. Sua voz era reconhecida de longe por Kidou.

A voz da garota que “enfiou” uma faca em seu braço quando se estressou por ter cortado uma longa parte de seu cabelo.

Era Irene, sem sombra de dúvidas.

Pride olhou o mesmo e Kidou controlou a sua respiração, parecendo a de alguém desmaiado. Logo ele escutou um tiro e o loiro olhou para trás, pegando a alta mulher no colo e saiu correndo em uma velocidade incrível. Outro tiro foi escutado.

E então o mesmo, depois de segurar a respiração por um longo tempo, soltou a mesma e respirou muito forte, aliviado por sentir o ar em seus pulmões.

Isso não pode estar certo.

Ele deve ter se enganado.

Como assim Irene e Enzo estavam juntos? Não sabia o que Irene colocou no machucado dele, mas ela o atacou. Ela ajudou Enzo.

E uma coisa que ele sabia era que Enzo nunca usou veneno em suas lanças, e que apenas os Morozov sabem como usar veneno em lâminas e outras coisas assim. Não era muito fácil, principalmente veneno de vampiro.

Ele desistiu de tentar evitar essa ideia, então sua mente chegou a uma conclusão, que ele torce muito para estar errado, antes do mesmo apagar completamente.

Irene, agora, era aliada de Takuya.

***

ENZO/PRIDE

— Eu literalmente odeio, de todo o meu coração, a pessoa que decidiu dar uma arma ao Yerik – disse Irene gaguejando um pouco. – Continuava só com apenas o chicote. Deve ser influencia da namorada e... Enzo Santiago diminui a velocidade porque vamos bater e é vai ser assim que vou morrer de vez!

Enzo estava com as mãos sujas de sangue enquanto corria em uma velocidade enorme com o carro, mas logo parando em uma área que eles não poderiam ser vistos.

Pelo o caminho ele tentou convencer a menina que o método de ir ao médico era melhor, mas a garota negou e disse que eles teriam que se virar.

O garoto tirou o cinto e saiu do carro, dando a volta por trás e abrindo o porta—malas. Depois disso, foi ate a porta que estava Irene apoiada e a abriu, pegando Irene no colo. Ela segurava o machucado no braço com um papel que, algum dia, já tinha sido branco. Hoje, estava vermelho com o sangue da mesma.

Ele fechou a porta do carro com o pé e a levou até o porta—malas, colocando—a sentada em cima de duas malas de roupa dele. O mesmo pegou quatro caixas de emergência, as abrindo e procurando alguma coisa para parar a dor da mesma.

— Enzo, tem que tirar a bala do meu ombro. — disse Irene com a voz fraca, soando frio.

— Isso vai doer e eu não tenho nada que possa servir de anestesia. — disse Enzo, e Irene pegou uma arma com o braço não ferido, deixando grudado o papel ensanguentado no machucado, e o apontou a ele.

Enzo levantou as mãos e se olhou através de um dos espelhos laterais do carro. Os olhos brilhavam em vermelho por conta da quantidade de sangue que estava perto.

Então sentiu algo queimar em seu corpo e ele engoliu em seco, serrando os dentes e notando suas presas aparecendo.

— Não chega… Perto. — disse Irene.

O mesmo a olhou com a arma, mas o garoto apenas correu para o meio das árvores e pegou um passarinho que tinha ali perto, quebrando seu pescoço antes de beber o sangue.

Após saciar a sede, voltou a Irene, que segurava a arma meio bamba. Assim que seus olhos voltaram ao normal, ela deixou a arma cair no chão. O garoto correu ate ela e a segurou para não tombar para o lado, colocando—se encostada a seu ombro.

Retirou o papel do machucado, vendo o buraco que a bala entrou. Seus olhos vermelhos voltaram, e então ele pode ver melhor onde estava à bala dentro do braço da garota.

Ele respirou fundo, pegando outros lenços e segurando com força.

— Tira isso logo antes que eu perca mais sangue? Eu estou com a visão turva e nem sinto mais esse braço. — ela falou em um sussurro. — Nossa… Eu odeio depender de alguém.

Enzo riu da última fala dela. Bem, quando se leva um tiro do nada, não há quem exatamente seja independente.

E por parte foi culpa dele, que não saiu rápido o suficiente para conseguir isso.

— Calma. — disse Enzo. — A solução mais rápida é te dar um pouco do meu sangue, para parar de sangrar e começar a curar por dentro, e depois tiraria a bala e daria ponto.

Ela negou.

— Não posso. É proibido um caçador beber sangue de vampiro por conta própria. — disse.

— E se for obrigada?

— Eu não quero beber sangue de vampiro.

— Irene… Desculpe por isso, mas…

Ele colocou-a sentada sem ser apoiada nele e esticou as costas por dois segundos antes de abaixar e pegar um bisturi em uma das mochilas, fazendo um corte enorme em seu braço.

Ele foi até Irene, segurando-a e tentando a fazer beber o sangue. Colocou a boca da mesma no machucado, mas ela o empurrou com a cabeça e cuspiu o sangue.

— Eu disse que não vou beber!

— E eu disse que você vai beber, pois o meu dever é fazer o que seu pai me pediu. — disse tentando novamente, mas Irene o mordeu no machucado, o que o fez recuar e cuspiu o sangue novamente.

— Dê pontos sem anestesia, da para aguentar ate chegarmos à casa da Nana. — disse Irene, parecendo mais cansada e pálida. — Ou faz um curativo e amarra muito forte para eu não perder mais… — ela começou a tossir.

Enzo logo teve uma ideia. Viu o machucado se fechando, então o abriu novamente e o levou até a sua boca.

Depois que pegou uma boa quantidade de sangue, ele segurou o queixo de Irene após a menina parar de tossir e selou os lábios nos dela. Apertou com força para a menina não se separar dele, abrindo a boca da mesma com a língua e despejando o sangue dentro de sua boca.

Separou—se da mesma, que tossiu como se tivesse se engasgado. No entanto, tinha engolido. Enzo se certificou disso.

— Já sabe o esquema, certo?

Ele podia ver que a cor da pele da mesma voltava mais para o pálido de normalmente da garota, além dos lábios ficarem mais rosados. Ela tirou o papel ensanguentado, vendo que tinha parado de sangrar.

A Morozov o olhou.

— Eu só posso morrer daqui a um ano, caso contrário… — ela começou a respirar melhor. — Me tornarei uma vampira quando morrer.

Enzo afirmou com a cabeça e pegou uma pinça.

— Bem… Mesmo com o sangue, você sabe que vai doer, então… — ele sorriu a mesma e enfiou a pinça dentro do machucado sem aviso, fazendo—a soltar um grito. — Isso é pela a mordida.

***

VIOLETTA

Assim que os caçadores russos saíram de sua sala, a mulher retirou a ficha de cada um deles de sua mesa e as colocou dentro de uma gaveta com tranca e respirou fundo, pegando a sua caneca de “melhor mãe do mundo” e bebendo um pouco do café que tinha dentro.

Enquanto lia um caderno preto com escritas em russo e bebia sua amada cafeína, uma garota entrou sem bater no local e fechou a porta atrás de si. A mulher arqueou a sobrancelha e levantou o olhar para a garota, reconhecendo—a.

Yasmin Atsuki.

— O que a trás aqui sem bater na porta? – perguntou Violetta. Logo viu a menina com uma cara enorme de desespero e que iria chorar a qualquer instante. – Eu sei que sou mil e uma utilidades, mas sou péssima em ser psicóloga.

A morena parou e limpou as lágrimas antes delas se prolongarem. Ela respirou fundo, se sentou na cadeira na frente de Violetta, que a perguntou se ela queria café, que negou depois de pegar na caneca parecendo que ia vomitar só de sentir o cheiro.

“Parece eu quando estava grávida.”

Esse foi o pensamento da azulada, que apenas pegou a caneca e voltou a beber. Assim que terminou, Yasmin gaguejou um pouco e entregou a ela uma caixa de teste de gravidez.

— Já fui ao médico e ele disse que o teste está certo. O Dimitri está treinando a Ally e eu não queria atrapalhá—lo, então achei melhor contar a você. – disse a mesma e Violetta retirou o teste da caixa, vendo dois pauzinhos na tela. – Eu estou grávida.

***

TAKUYA

Ele olhou Gluttony, mesmo que não conseguisse vê—lo adequadamente. Eles estavam sentados, assim como alguns outros vampiros, dentro de um avião que saia de Inazuma para Moscou.

Dez horas e meia de viagem. Isso ia ser interessante.

— Como os russos conseguem pronunciar isso? – perguntou Gluttony. – Só você mesmo para me obrigar a aprender russo.

— Eu não quero que você dependa de mim para ir a todos os locais. – disse Takuya, colocando os óculos de sol em cima dos olhos enfaixados. – Pelo menos aprenda o básico do básico.

Gluttony fechou o livro com força, já que fez barulho. Logo eles escutaram o aviso de que era para colocar os cintos e assim Gluttony ajudou Takuya, provavelmente colocando o dele também.

— Mas me diz... Qual o motivo de estarmos indo para a Rússia? – perguntou o loiro confuso a Takuya.

— Você verá. – disse o mesmo, o entregando uma foto amassada que tinha no bolso do casaco.

Takuya deixou seus olhos vermelhos e viu Gluttony com os olhos arregalados tentando acreditar no que estava acontecendo. Enquanto isso, do outro lado do avião, tinha um garoto com boné e óculos de sol, além de um casaco de frio grande e preto, tampando seu rosto com um capuz.

Ele o olhou, dando um breve aceno ao de cabelos roxos, que retribuiu com um sorriso de canto que o vampiro ao seu lado não reparou.

— Você sabia que a Rússia tem um grande índice de gêmeos? – perguntou sorrindo a Gluttony, que arqueou a sobrancelha.

— Bem aleatório você falar isso. — disse o mesmo.

— Meu caro, nada que eu falo é aleatório.

Notas finais
Espero q tenham gostado. Tenho q ir rápido pq eu vou comemorar a minha aprovação...YAAAAY! XOXO