Dead Moon- Dark Sunset
1 Prólogo
Notas iniciais
Releitura de uma outra história minha que não deu muito certo: Dead Moon.
Espero que gostem!
A noite estava fria, enregelando meus dedinhos.
Eu não tinha conseguido dormir. Estava indo em direção do quarto dos meus pais. Tudo bem que é estranho uma menina da minha idade ter medo de dormir sozinha, mas aquela noite estava assustadora. O tempo lá fora era ruim, não chovia, mas havia algo estranho lá fora. Havia uma nevoa densa espalhando-se por toda a cidade. Queria muito ter pelo menos uma noite de paz, mas como de normal os pesadelos eram terríveis, ainda com medo me lembrei do que tive esta noite...
Estava dentro de uma igreja, era tarde da noite e os vitrais deixavam o clima mais sombrio ainda. A nevoa invadia o lugar, ao meu lado um garoto, caminhava, ele era mais alto que eu. Ele tinha vestes longas e negras, sua longa capa preta arrastava-se no chão, se fundindo com a escuridão do local.
O clima era sombrio e o garoto balbuciou algo que não consegui entender, estava muito assustada. Meu coração faltava sair pela boca. Algo ruim iria acontecer...
Andamos juntos na escuridão, não sabia para onde estávamos indo, mas de repente ouvi gritos. Eram terríveis; a voz rogava por socorro, o garoto ao meu lado começou a correr mais rápido, fomos em direção da voz, descemos por escadas e chegamos a uma porta, está estava entreaberta, olhei por entre a brecha.
Havia um homem preso em uma mesa de pedra, seus cabelos lisos e marrons estavam molhados com o sangue escarlate, o seu corpo estava muito ensangüentado, era sangue de mais para vir de uma só pessoa. Ele estava muito ferido, ferido de mais para ser humano.
De repente um homem entrou na sala, era um padre, ele tinha os cabelos cor de terra, olhos azuis opacos, era alto e não muito forte, sua postura era firme o que mostrava o quanto era confiante.
−Então Aamon, o que sente estando aqui?
− Haaa! Duque! An diga-me o que vai fazer comigo?
− Torturar?
− Hahaha! Não vou morrer; nunca morro!
− Ah, mas vai sofrer, vai sofrer muito. −O tal Duque disse.
Então Duque foi até uma mesa bem próxima dali, pegou uma adaga.
− Aamon, já ouviu falar no metal dos deuses? Este metal vem da junção de milhares de estrelas, o nome do metal é L\'éternel, conhecido como Kiasto.
Então o terror tomou conta do rosto de Aamon.
− Aamon, olha você não é tão burro quanto pensava... Ah é mesmo, você sabe tudo. Agora vai conhecer algo que não conhecia: o quanto dói para um demônio ser ferido por Kiasto.
Aamon começou a se contorcer, então Duque pegou a adaga e foi fazendo um corte que ia do pescoço até a virilha. Aamon gritou desesperadamente, seus olhos se arregalaram, os urros que saíam de sua boca eram aterrorizantes.
Então o garoto ao meu lado me puxou.
Mas quando estávamos saindo acabamos fazendo barulho, Duque correu para nos pegar... Então para minha sorte meus olhos se abriram.
E eu sempre acordava nessa hora. Já havia sonhado milhares de vezes com a mesma coisa, tinha medo de maus sonhos.
Quando saí andando pelo corredor senti um arrepio, essa noite me lembrava àquela igreja, lá fora a nevoa se intensificou... Quando olhei para o chão uma fina nevoa se formava a meus pés...
Sentia o frio invadindo meu corpo, estava com uma fina camisola.
Meus pés tocavam o chão com delicadeza, porem quando o tocavam calafrios percorriam meu corpo, meu coração acelerava, o medo invadia-me, a porta do meu quarto bateu; quase me matando de susto!
Me virei para trás e olhei para a porta... A nevoa saía toda de lá. De repente ouvi o barulho de gelo se quebrando.
Ele vinha da janela no fim do corredor.
Meu coração quase pulava de meu peito, agora sim estava com medo.
Resolvi ir até a janela, havia uma camada fina de gelo do lado de fora da janela. Limpei um pouco do gelo para tentar ver o que tinha lá fora. Lá fora o nevoeiro cobria como um manto a cidade, deixando tudo branco, provavelmente não se dava para ver a um metro na sua frente.
De vez em quando a nevoa se dissipava levemente, em um momento pude perceber um homem na nevoa.
Era o garoto do meu sonho!!!
De repente a nevoa se dissipou deixando visível somente seus olhos; estes que eram da cor da grama na primavera. Ele olhou para mim. Por meio do vento pude ouvir suas palavras...
− Lira... Logo nos veremos...
Estava desesperada.... Então fiz o que podia fazer:
Corri...
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