Dead Moon- Dark Sunset
2 Loren
Depois do que havia acontecido na noite passada fui para o quarto da mamãe e do papai. Acordei sem saber se o que tinha acontecido era verdade ou mentira.
Ainda me lembrava daqueles olhos verdes que pareciam querer entrar em minha alma.
Lá fora o maldito nevoeiro continuava deixando o clima meio sombrio. De dia era menos místico do de noite. Ainda estava bem frio.
− Lira!!! − Minha mãe me chamou − Venha tomar seu café!
− Lir mãe me chama de Lir − Falei nervosa.
Eu definitivamente odiava meu nome. Imaginem o tanto que eu era sacaneada na minha escola.
− Olha Lira pare com essas besteiras de não gostar do seu nome − Minha mãe disse desaprovadora.
− Mãe é muito feio!
− Não é minha filha! − Como sempre meu pai disse.
− Ahh! Pai é sim!De onde vocês tiraram esse nome?
− Vamos parar com essa conversa que não vai dar em nada! − Disse meu pai − Amor? Tenho ver no meu trabalho como vai ser. A escola da Lira entrou em greve.
− Claro pai ta fazendo -02º lá fora− Disse nervosa.
− E você vai ficar aqui sozinha viu?! − Minha mãe disse − Estou deixando a comida na geladeira.
− Fique aqui dentro certo filha? − Perguntou meu pai me olhando nos olhos
− Certo...
Um calafrio atingiu-me , se aquilo ontem não foi um sonho...
Ta, vocês podem realmente me dizer que é estranho uma menina de quinze anos ficar com medo de estar sozinha; mas saibam que é terrível ficar sozinha em uma cidade que está completamente coberta por um denso nevoeiro, e ainda para me matar mais ainda de susto na noite passada vi uma pessoa que provavelmente não existe.
Subi até meu quarto e fui trocar de roupa, normalmente costumo passar o dia de roupa de dormir, mas minha mãe estava brigando comigo para que eu fosse trocar de roupa. Entrei no banheiro e faltei morrer de medo com a criatura terrível refletida no espelho. Meus cabelos castanhos estavam embolados em uma bucha só, fui correndo pegar a escova de cabelo e comecei a pentear a bucha. Para minha sorte meu cabelo era fácil de cuidar, em poucos estantes ele já estava perfeito. Gostava de meu cabelo ondulado, todo mundo amava a cor mel dele.
Escovei os dentes e troquei de roupa.
Admito que sempre fico um pouco perturbada com meus sonhos, eu tinha muita curiosidade de saber quem era aquele menino que sempre estava ao meu lado. Mas hoje como não tinha tarefas eu iria pesquisar para saber quem é Aamon.
Liguei o computador e fui ao Google. Coloquei “Aamon” e é claro vieram milhares de sites, cliquei no primeiro que é claro era a Wikipédia.
Assustei-me com o que li.
Aamon era um demônio...
Perturbadamente assustada desliguei o computador sem mais nem menos e desci para a sala.
Fiquei sentada no meu sofá da sala, e fiquei durante um bom tempo assistindo TV. Numa terça-feira não tinha nem um programa bom, então fiquei mais entediada ainda.
Durante a tarde uma tempestade substituiu o nevoeiro, a água caía às baldes lá fora. O nevoeiro continuava denso e isso era algo que definitivamente não era possível. Corri para o quarto e troquei de roupa e desci de novo. Estava com medo.
Estava muito escuro lá fora, nuvens quase negras tomavam o céu, olhei pela janela e estremeci mais uma vez. O telefone tocou de repente me fazendo cair de cima da escada.
Eram meus pais.
− Filha! Olha nem eu nem o papai poderemos ir por agora. A chuva ta muito forte o nevoeiro muito denso, a cidade toda ta em estado de emergência. Fica bem quietinha em casa, se quiser pode lanchar − Minha mãe disse muito desesperada.
− Mãe, quando vocês voltam?
− Não sei... − Ela estava chorando − Olha Lira, só te peço uma coisa filha: Fica bem quietinha, não sai de casa.
− Tudo bem.
Então ela desligou o telefone. Estava com mais medo ainda... Imagina se eles não conseguirem voltar pra casa ainda hoje e eu tiver que dormir sozinha?
Continuei deitada no sofá rezando para que aqueles malditos sonhos desaparecessem.
Já estava de noite; estava muito frio e a chuva continuava forte. Perguntei-me de onde vinha tanta água. O nevoeiro continuava do mesmo jeito. Olhei no relógio e já eram 21h03min PM
Levantei-me para ir pro quarto quando aconteceu...
BLACKOUT!!!
Quando tudo escureceu quase gritei de medo, estava de noite e a casa tava muito escura. Subi as escadas da minha casa, estava muito escuro mesmo, sombras invadiam a sala. Estava tremendo não só de frio como de medo, não sabia se subia as escadas e ia para meu quarto que provavelmente estava mais escuro, ou se ficava aqui em baixo onde sentia mais medo.
Virei-me para avaliar a situação de repente vi uma silhueta humana na sala, meu coração quase pulou pra fora do peito. Não conseguia ver mais do que os contornos negros de alguém que provavelmente era um homem. Estática perguntei.
− Q-q...quem é você?
A pergunta havia saído um pouco mais embolada do que o planejado. Preparei-me para correr qualquer coisa e perguntei de novo só que mais autoritária.
− Vou repetir... Quem é você? − Disse pausadamente.
− Lira...
− Como sabe meu nome?
− Ora, sabendo, você sabe que já me conhece...
Então o garoto foi para frente, onde a pouca luz que tinha o iluminava.
Ele era perfeito....
Seus olhos eram maravilhosos, pareciam ser feitos de porcelana, com duas grandes esmeraldas pregadas, suas feições masculinas, porem delicadas. Ele tinha um nariz afilado, sua boca... Continha um sorriso irônico, mas encantador. Seu cabelo era negro e batia nos ombros.
Ele era um pouco mais alto que eu, e seu corpo... Forte!
Eu percebi que estava com a boca aberta e estava com o olhar fixo eu suas calças.
− Lira, vá se acostumando, você ainda vai me ver muito. Para falar a verdade acho que já me viu bastante em seus sonhos.
− Quem é você? − Perguntei, me concentrando em nossa conversa e nos olhos dele, o que não era difícil!
− A pergunta não é quem sou eu, mas o que sou eu.
− Ta, então o que é você?
− Ah isso eu não vou responder agora − Disse ele com um sorriso cínico.
Olhei para ele com impaciência.
− Então qual é seu nome?
− Logan... − ele veio andando até mim e subiu as escadas.
− Não chegue perto!!! − Gritei nervosa.
− O que vai fazer se eu chegar? − Ele me olhou com um olhar malicioso.
− Ahn...
Antes que pudesse responder ele já estava a minha frente, ele me puxou e me subiu ate o corredor. Então ele me imprensou na parede do corredor.
Meu coração acelerou-se. Ele aproximou sua boca do meu ouvido.
− Em? O que vai fazer agora? − Ele aproximou sua boca da minha e mantivemos nossos olhares fixos, provocando em mim calafrios intensos.
Ele me beijou; se fosse como qualquer outro beijo, eu o teria impedido, mas esse... Esse era quente, intenso. Suas mãos escorregavam por meu corpo facilmente, era o beijo mais intenso e mais maravilhoso que já tinha experimentado.
Ele interrompeu, deixando o beijo com gostinho de quero mais!
− Tenho que ir− Ele me olhou. Então se virou para descer as escadas.
− Ei... Porque você estava aqui ontem? E porque sonhei com você? − Perguntei curiosa como sempre.
− Vamos nos encontrar outras vezes, vim ontem para que você me conhecesse, e sonha comigo porque está vendo o futuro! Tenho que ir!!!
Então assim ele desapareceu, aquele fora meu primeiro beijo...
Estava confusa, muito confusa!
Então a luz voltou. Fui à cozinha pegar uma água e vi que a chuva havia diminuído e o nevoeiro se dissipado.
Logo depois meus pais chegaram e fui dormir.
Como era de se esperar na manhã seguinte eu teria aula, dormi tranquilamente. Pela primeira vez em seis meses eu não havia sonhado com nada terrível.
Na manhã seguinte acordei bem descansada e me arrumei para ir à escola. Meu pai me deixou na escola e eu corri para encontrar meu melhor amigo, Chase. Logo o vi; Chase era médium via espíritos.
Quando cheguei perto dele pude ver a preocupação nos seus olhos
− Oie! − Disse sem entender.
− Lira, temos que conversar...
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