Dead Life
2 Well I Thought I Heard You Say "I Like You"
Notas iniciais
Curtinho, mas mantém atualizado, não é mesmo?
Beijos.
Beijos.
Conheci Amy por acaso em um bar, na verdade nos conhecemos de uma forma hilária.
— Oi... — ouvi uma voz feminina ao meu lado, melodiosa. — Oi — eu disse sorrindo levemente. — Posso te pagar uma cerveja? — Não devia ser eu dizendo isso? — ri. — Os tempos mudaram... Joe, duas cervejas aqui sim? — levantou a mão apontando para nós dois. — Então, como se chama? — Frank. — Oi, eu sou Amy. Não vou negar que Amy era uma companhia adorável. Até o momento em que ela me beijou. Não gostei nem um pouco do que ela fez. Na verdade, eu era gay. Fiquei assustado, paralisado, foi tudo rápido demais. — Olha, Amy, eu gostei muito de te conhecer, mas acho que você entendeu tudo errado... Eu não... — Não tudo bem, eu entendo sim... — ela olhou para o chão, envergonhada. — Olha me desculpa, eu não sabia que. — Não, tudo bem — sorri. — Desculpa mesmo, Frank, eu espero que nós possamos ser amigos. — Claro, amigos, sim... E a partir daquele dia nunca mais nos separamos. Comecei a morar com Amy, dividindo o aluguel de um apartamento pequeno e barato. Amy me ajudou muito me arranjando um emprego de garçom. O salário não era bom, mas ajudava a pagar as contas e me manter vivo. Trabalhava na lanchonete das 2 da tarde às 10 da noite. Nunca saia às 10, sempre depois de fechar a loja, eu tinha de limpar e fechar o caixa. E foi em um dia como qualquer outro que eu o conheci... — Oi, o que vai querer? — Hum... Acho que o de sempre, torradas, ovos mexidos, café... E o seu telefone — ele sorriu. — Hã?! — não dava pra negar, ele era o cara mais lindo que eu havia visto, com um sorriso cativante, olhos mel, cabelos claros. Mas eu estava a trabalho, então tentei ser o mais profissional possível. — Ah, sim... Já volto com o seu pedido. Atendi mais alguns clientes, mas pude sentir seu olhar queimando minha nuca, quase abrindo um buraco nela. Ouvi um chamado atrás de mim e Will, o ajudante do cozinheiro, colocava o pedido "dele" em minha bandeja. Andei até sua mesa e depois de colocar todos os pratos sobre a mesma, ele disse: — Hum... — ele crispou lábios. — Perfeito, só que... — Falta alguma coisa? — me preocupei levando os olhos a pequena nota com seus pedidos. — Sim... O seu telefone — sorriu olhando em meus olhos. — Desculpe, estou no meu horário de trabalho agora... — expliquei sem graça. — Posso te ajudar em mais alguma coisa? Ao contrário do que pensei, ele deu um sorriso encantador e disse: — Não, acho que já tenho tudo o que quero... No momento. — ressaltou. No final do expediente, ele estava lá. Que loucura, pensei comigo mesmo, mas ele não pareceu se abalar com o olhar gelado e enviesado que eu dirigi a ele. Simplesmente passei reto por ele para voltar para casa. — Hei, vai me deixar aqui sozinho? Fiquei te esperando todo esse tempo pra nem ao menos saber seu nome? Nessa hora lembro-me de ter parado, virado e dito: — Frank. Agora, boa noite. — Oi, Frank — sorriu meigamente. — Eu sou Matt, posso te acompanhar de volta pra casa? Foi irresistível não ter aceitado. Matt fora tão simpático que dispensá-lo depois daquele pedido tão gentil seria um suicídio. Por este motivo, o deixei me acompanhar até em casa. O problema foi que chegamos em casa mais rápido do que eu esperava. A partir daquele dia, ele ia me buscar toda noite depois do serviço na lanchonete, ele parecia realmente gostar de mim. E eu estava realmente gostando dele. — Hã... Não quer entrar e tomar um café? — perguntei meio receoso. — Claro — ele aceitou sorrindo. Me sentia muito nervoso, não que eu já não tivesse feito isso antes, mas sempre me sentia nervoso quando era a primeira vez com uma pessoa, nem ao menos nos havíamos beijado. Eu sei que parece estranho, mas ele parecia realmente querer algo sério comigo e respeitou o meu tempo. Quando ele entrou no apartamento, Amy estava acordada lendo um livro deitada no sofá da sala. — Hei Frank, já chegou... — ela disse sem tirar os olhos do livro. — Eu preparei macarrão pra você, é só esquentar e... — olhou para mim. — Oi. — Hã, oi, Amy — sorri sem graça. — Bom esse é o Matt, o amigo que eu te falei... — E aí, Amy, tudo bom? — ele sorriu para ela. — O Frank sempre fala muito de você... — Que bom... — estava estampado na cara dela de que ela não foi com a cara do Matt. — Bom, acho que já vou dormir — ela disse se levantando. — Foi um prazer, Matt. Até amanhã, Frank — deu um "tchau" com as mãos. Nós dois ficamos em silêncio, vendo-a se retirar da sala e entrar no quarto dela. Não havia gostado da reação de Amy, ela era a minha família em Nova York e era importante para mim que ela aceitasse o Matt. Enquanto pensava no que Amy havia acabado de fazer, senti Matt se aproximando por trás de mim acariciando minha nuca e dizendo: — Eu sei que é cedo pra dizer isso, mas... — ele riu em meu pescoço. — Eu te amo.
Fechei os olhos e absorvi cada palavra que ele disse como eu estava louco para ouvir aquilo. — Também te amo Matt. Aquilo foi o sinal verde. Matt virou-me com tudo e me deu um beijo ardente e apaixonado. Senti minhas pernas ficarem bambas, meu coração acelerar e senti meu corpo desejando mais. Não demorou muito e fomos para o meu quarto. Lá, me entreguei a Matt de corpo e alma, desejando apenas sentir o momento, desejando ser amado, ser completado. Entregar-me a Matt me fez o cara mais feliz do mundo. Senti-me completo, me senti amado. Sentir aquilo era tudo o que eu sempre procurei.
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