Dead Is Alive 2
4 Capítulo 4
O nevoeiro da noite impede Leon de perceber quem se aproxima. Um infinito de possibilidades percorrem a sua mente, contudo, o seu coração apela para que seja alguém familiar, alguém que ele recusa perder. A cara do S.T.A.R. está quase colada ao vidro do bar mas a visão continua demasiado difusa para avistar o que aí vem. A sombra começa a desvanecer e a imagem de uma pessoa torna-se mais clara. Leon imediatamente pensa em Patrícia mas quando avista um segundo elemento e posteriormente outro conclui que estava errado. Estes indivíduos vão se multiplicando e quando a imagem é totalmente visível o polícia entra em pânico. Uma multidão de zombies aproxima-se do j’s bar e será completamente impossível escapar, ainda por cima tendo ao seu cuidado dois sobreviventes. Leon corre até Cindy e Jim sendo obrigado a acordá-los bruscamente. Ambos despertam, completamente atordoados, e quando lhes é explicado o perigo iminente que irão enfrentar, entram em pânico. O S.T.A.R. pede calma a ambos mas Jim está desesperado e comete uma loucura. Sem pensar sai disparado do bar pelas traseiras. Os restantes correm atrás dele mas não o alcançam de imediato. O problema maior surge porque o acto inconsciente do motorista denuncia a presença dos sobreviventes. A carne fresca pela manhã atrai os zombies até ao beco por onde se dirigiram os três indivíduos, beco este que se revela não ter saída. O desespero é maior, estão completamente perdidos. Sem qualquer volta a dar, Leon começa a disparar, descartando do seu caminho algumas das criaturas. Contudo a enorme quantidade não irá desaparecer por uma só mão. Se ninguém os acudir serão devorados brutamente, sem dó nem piadade. A carne que preenche os seus corpos será consumida até aos ossos. Tudo o que der para ingerir será ingerido, até o mais pequeno rasto de sangue.
No posto de gasolina um som desperta o sono de Rebecca e Billy. Quando se apercebem do perigo é quase tarde demais. Um zombie está praticamente em cima de Rebecca e por um triz que não a morde. Billy consegue antecipar o movimento da criatura e espeta-lhe uma faca na face. Não sendo suficiente volta a espetar a faca no crânio, resolvendo de vez o assunto. Rebecca olha para o colega extasiada, um olhar de quem viu a sua vida passar-lhe à frente. Billy apercebe-se do desespero desta e apressa-se a desculpar-se pelo erro cometido. A colega não o censura e prefere continuar o caminho sem discutirem o que acabou de se suceder. Contudo no seu coração a confiança que sentia desvanece. Aquele acto poderia ter sido o seu fim. No entanto, tendo em conta tudo o que se passou anteriormente a S.T.A.R. decide dar mais uma oportunidade àquele que sempre a apoiou. A dúvida irá persistir mas com o tempo esquecerá.
Joana e Steve, por sua vez, tiveram uma noite tranquila, sem quaisquer percalços. Com a protecção do ex F.B.I. poderam descansar e obviamente a atracção que sentiram um pelo outro, no primeiro instante em que se viram, estava mais acessa do que nunca. Quando amanhece Joana acorda sobressaltada, lembrando-se que a sua irmã ainda andava pela cidade. Completamente desprotegida e possivelmente ferida ou até mesmo morta. Este pensamento leva a polícia a abandonar o local praticamente de imediato. Depois de agradecer a hospitalidade e oferecer protecção na sua demanda pela verdade sai com uma recusa e a esperança de um novo reencontro com aquelas pessoas que tanto a ajudaram. Promete ainda vir buscá-los mais tarde, com uma equipa de resgate e assegura que encontrará um local ideal para terem como nova casa. Posto isto a família agradece e despedem-se brevemente (esperam).
Jill e Chris ao acordarem deparam-se com a ausência dos advogados. Procuram por alguns instantes mas chegam à conclusão que estes abandonaram o edifício. Não percebendo a decisão continuam em frente. Discutem algumas ideias mas nada faz sentido. A imaginação leva-os até mais longe. Será que estes sabiam algo mais sobre o incidente, sobre o vírus que detonou mais de metade da população? Muitas questões e nenhumas respostas levam os S.T.A.R.S. a prosseguir. Se encontrarem mais alguém da equipa irão partilhar o que descobriram e aí tirarão algumas conclusões mais sólidas. Portanto, sem saberem ao certo para onde ir, dirigem-se à Umbrella, visto que este seria o ponto onde combinaram chegar.
Perto de j’s bar estão Leon, Jim e Cindy completamente em apuros. O polícia vai eliminando alguns zombies mas a multidão é tão grande que será impossível detê-la com apenas uma arma. Os mortos-vivos estão cada vez mais perto. O que fazer a seguir? Confrontá-los não é uma boa opção, morrerão em vão. Jim por momentos propõe servir de isco, uma vez que, ele é o responsável por tudo aquilo. Leon recusa-se a compactuar com tal plano e diz que não vão ser alvos fáceis. Pede que alcancem o que poderem para se defenderem e que sejam certeiros no alvo. A cabeça é o único ponto que interessa atingir. A luta começa mas nada parece correr bem. Os zombies estão famintos e não se deixam atingir. Cada vez mais perto e mais perto até que a distância entre os sobreviventes e os mortos-vivos é quase inexistente. Mais uns passos e estarão mortos. Subitamente um clarão cega, por momentos, os sobreviventes. O som de duas bombas faz estremecer os ouvidos. Contudo os zombies são completamente dizimados, não havendo qualquer sobrevivente. Quando o clarão começa a desvanecer e o som é recuperado Leon levanta-se, avistando duas pessoas. Uma delas bastante familiar. O olhar do S.T.A.R. cruza-se com o da F.B.I. e tudo muda. Ambos aproximam-se e cumprimentam-se com um aceno curto. Ambos sentem uma vontade imensa de se beijarem mas controlam-se não achando aquele momento o mais adequado para tal acção. As apresentações são feitas e quando Patrícia explica o sucedido Leon cumprimenta Andreia com um aceno de cabeça, demonstrando a sua gratidão. Decidem não voltar atrás, confiando que os restantes colegas se dirigem para o local combinado.
Ao virarem a esquina um grito surge do nada. Patrícia imediatamente dirige o olhar, reconhecendo a voz. Joana está extasiada, a irmã está viva. A emoção é tanta que corre até ela, dando-lhe um abraço tão forte que levou a F.B.I. a recordar a infância que passaram juntas. Após esse momento continuam a sua aventura rumo à Umbrella, local onde julgam que vão encontrar pistas que os levem ao verdadeiro responsável por tudo. O dia mal começou e o terror já fez algumas vítimas. Uns quarteirões mais à frente observam dois corpos já sem vida. Leon aproxima-se e reconhece o rosto dos advogados mais conhecidos de Raccoon. Os polícias ficam um pouco desiludidos pela sua impotência. Duas vidas que poderiam ter sido salvas e não o foram. Ao contrário destes, Cindy e Jim demonstram um ar de contentamento. Ambos haviam sido vítimas daqueles impostores e sentiram que alguma justiça tinha sido feita. Cindy revela ter contratado Anderson Hamilton após ter sido assediada pelo patrão mas tudo o que recebeu foi uma dívida e uma carta para se apresentar em tribunal por ter difamado um dos mais famosos empresários de Raccoon. Passou, assim, de secretária a uma simples empregada de mesa, num dos bares mais rasca da cidade. Quanto a Jim, esteve preso cerca de um mês, pois acusou a sua patroa de ser completamente maluca. Estas opiniões não tiveram grande sucesso perante a alta sociedade e os desacatos provocados por este levaram-no a ir para a prisão. Contratou George que nada fez para o defender, sendo descoberto pelo motorista, posteriormente, que a patroa o havia subornado.
O que acaba por chocar mais os polícias é a forma como são encontrados. Apesar de apresentarem algumas mordidelas, características dos zombies, apresentam uma sequela nunca antes vista. Os olhos foram retirados da cara bem como a boca parece ter sido dilacerada. Um novo inimigo? Será? Esta nova descoberta preocupa deveras os sobreviventes mas têm que continuar. Algum tempo depois chegam à Umbrella mas deparam-se com um problema. Está completamente minada por seguranças. Apesar disto, todos ficam satisfeitos pois julgam estar no sítio certo. Optam por outra entrada. Uma que esteja menos protegida e mais distante da entrada principal. Dão uma volta pelas traseiras da empresa e chegam a um campo completamente isolado, nenhum guarda. Mas porquê? Porquê deixar uma entrada completamente livre? Algo de grave se passa. Caminham com cautela e apenas uns passos são dados até que o perigo se revela. Uma arma mortífera apresenta-se perante eles. Um ser de dimensões consideráveis e com uma poderosa arma ao ombro, cujo o único objectivo é eliminar os S.T.A.R.S. ou qualquer outra pessoa que se ponha no caminho contra o mal. O primeiro míssil é lançado e Cindy quase é atingida ficando um pouco ferida no braço. O segundo míssil é apontado na direcção de Leon deixando Patrícia em pânico. Esta corre até ao S.T.A.R. enquanto o míssil é disparado. A F.B.I. atira-se na tentativa de evitar a colisão do míssil no corpo do amado, ficando gravemente ferida numa das pernas. O próximo alvo é fixado, desta vez, Steve. O polícia congela e nada faz. Joana está distante e não o conseguirá alcançar. Será o fim para ele?
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