Dead Is Alive 2
5 Capítulo 5
Tudo parece perdido. Steve é o próximo alvo do Nemesis. Os olhos do monstro fixam os do polícia. Um olhar que insinua que ele vai explodir pelos ares. A poderosa arma é apontada e no momento em que ele se prepara para disparar algo acontece. A criatura cai sem uma aparente explicação, ficando inconsciente. Todos tentam encontrar o responsável por isso quando um homem misterioso se aproxima todos se surpreendem. Um indivíduo bastante musculado, alto, de fato e com uns óculos escuros. No emblema consegue ver-se “Segurança da Umbrella Corporation”. Ninguém sabe ao certo o que fazer, sendo Steve o primeiro a dar um passo. Aproxima-se do segurança e por alguns segundos ficam a olhar um para o outro. O clima está tenso quando subitamente, completamente do nada, ambos soltam uma gargalhada. Steve diz: “Alexandre Sama, meu amigo! Como vai isso?
O clima acalma quando os restantes percebem que são conhecidos. Alexandre explica tudo o que se anda a passar por lá e promete que irá ajudar os recém- conhecidos a entrarem, sem serem vistos, na Umbrella. Elaboram um pequeno plano para que tudo possa acontecer sem imprevistos. A empresa está minada de guardas e não será tarefa fácil. Para piorar, o que Alexandre injectou no Nemesis é apenas um tranquilizador. Em pouco tempo estará de novo acordado. O segurança explica que aquela criatura foi criada com o intuito de destruir todos aqueles que se ponham no seu caminho e para tal foi fornecido a cada um dos seguranças tranquilizantes para que se pudessem defender. Ele distribui alguns pelos S.T.A.R.S. e F.B.I. e encaminha-os para o local mais seguro. Ele só os poderá levar até certo ponto porque será muito arriscado prosseguir. Facilmente será descoberto se não voltar ao posto brevemente.
Resolve, então, levá-los até um dos laboratórios, uma vez que sabe que lá se encontram algumas das espécimes a que chamam zombies. Este tem conhecimento de que algumas experiências tem sido feitas naquele local e que certamente é um ponto de partida para o que eles procuram. Ao chegarem lá, algo de errado se passa. Os vidros estão partidos e os zombies que lá se encontravam fugiram. Observando mais atentamente apercebem-se que alguns cientistas foram atacados e morreram. Será uma questão de horas ou até mesmo minutos até ganharem novamente “vida”. Contudo existe um que ainda respira e quando ouve as vozes dos polícias pede socorro. Alexandre dirige-se até ele, seguido de Patrícia e de Leon. O segurança pergunta-lhe o que se passou mas o cientista está fraco e quase inconsciente. A única coisa que faz é apontar para uma das mesas do laboratório. Joana corre até lá e lê alguns papéis com uma suposta fórmula que, pelo que ela percebe, se trata da cura para o vírus que infectou a população. Patrícia tenta perceber se realmente se trata de uma cura ao que lhe responde o cientista afirmativamente. Ganhando algumas forças diz que testaram a fórmula num infectado e que ele recuperou a sua forma humana, contudo as suas memórias perderam-se e foram impossíveis de recuperar. Leon pergunta onde pode encontrar essa pessoa mas o cientista afirma que alguém o atirou para a sala onde estavam os infectados, os zombies. Patrícia interrompe, imediatamente, perguntando quem era esse indivíduo, quem agiu tão cruelmente. Matando com uma frieza inacreditável. No entanto, não obtém resposta pois o cientista acaba por morrer nas mãos de Alexandre, e nada adianta aos polícias.
O facto de existir uma cura agita um pouco a situação. Esta cura tem de ser descoberta. Começam a explorar o laboratório mas nada de importante encontram. Descobrem alguns relatórios de experiências como, o Nemesis, os zombies, os cerberus e mais algumas criaturas que enfrentaram. Contudo encontram, também, monstros nunca antes vistos e isto deixa-os deveras assustados. Relativamente à cura, nada! Absolutamente nada! Sendo imprescindível encontrá-la resolvem dividir-se. Patrícia, Alexandre, Joana e Motinha vão à procura da cura enquanto que Leon, Rebecca, Billy e Steve vão em busca do culpado. A Jim e Cindy é pedido que se escondam numa saleta do laboratório cuja entrada só é permitida a seguranças e onde é raro irem. Ali estarão em segurança. Prosseguem, desta forma, em direcção a diferentes objectivos.
Alexandre acompanha os três membros do F.B.I. defendendo-as das criaturas que vão encontrando. Ambas ficam impressionadas com o físico e inteligência do segurança e agradecem a ajuda prestada. Conseguem chegar a um outro laboratório, um pouco mais pequeno, e encontram alguns cientistas a trabalhar. Alexandre, ao verificar esta situação, afirma não poder continuar. Será muito arriscado para ele comprometer a sua posição na Umbrella. Contudo assegura que se descobrir algo tentará informá-las. As agentes avaliam a situação e deparam-se com três cientistas, completamente concentrados no seu trabalho. Optam por esperar um pouco. Ver o que se segue. Aguardam cerca de 10 minutos e tudo se mantêm. Desta forma decidem interromper o trabalho dos cientistas e interrogá-los. Entram bruscamente na sala e rapidamente chegam junto destes, impedindo-os de fazer qualquer tipo de acção. Patrícia começa a interrogar os indivíduos relativamente à cura para o vírus. Num primeiro instante ninguém lhe responde mas percebendo que as agentes não estão ali para brincadeiras abrem o jogo. Revelam que o vírus foi concebido na Umbrella e que a cura foi recentemente descoberta mas que o responsável pela investigação a levou, não permitindo que ninguém pudesse usufruir desta. Inclusive proibiu mais produção da cura uma vez que queria um produto exclusivo. Apenas ele tem acesso à cura caso o vírus o ataque. Todos os restantes estarão em risco. Joana questiona o cientista. Se será possível eles produzirem novas amostras e quanto tempo demoraria a estarem prontas. O cientista responde-lhe que será impossível uma vez que estão proibidos de o fazer e além disso demoraria cerca de um mês para fazerem uma simples amostra.
As agentes ficam desoladas mas ainda há mais uma questão para ser feita. Quem é esse tal indivíduo? O único com acesso à cura. Motinha toma a iniciativa e faz a pergunta. Todos ficam em silêncio. Esta ergue a arma e pergunta novamente. Os cientistas olham uns para os outros e decidem nada dizer. Motinha perde a cabeça e dispara numa tentativa de assustá-los mas automaticamente percebe que errou ao fazê-lo. Este tiro atrai um cientista que se encontrava próximo do local, que quando observa as três agentes foge para avisar alguém. Motinha corre imediatamente atrás dele. Joana fica sem saber o que fazer mas Patrícia acena-lhe para segui-la. Patrícia acaba por ficar sozinha e com aquela confusão toda perde o controlo dos cientistas. Quando dá por ela, um deles já accionou um botão cuja função desconhece. Subitamente um barulho por trás dela atrai a sua atenção. Esta distracção permite que os cientistas fujam e a tranquem lá dentro. Algo começa a subir revelando uma sala vidrada. À medida que a escotilha de titânio vai subindo a imagem vai-se tornando cada vez mais clara. Um grupo de zombies enfurecidos e aparentemente esfomeados tentam partir os vidros numa tentativa de chegarem à F.B.I.. Patrícia tenta sair do local quando nota os vidros a racharem. Percebendo que será impossível prepara-se para a batalha. Os zombies acabam por partir definitivamente o vidro que os separava da agente e partem para cima dela. Patrícia consegue, por momentos, aniquilar algumas criaturas mas o número é tão elevado que percebe que não terá hipóteses.
Entretanto, Joana e Motinha conseguem chegar ao cientista e voltam ao laboratório. Deparam-se com o local trancado e as janelas embaciadas. Joana tenta espreitar para o local e fica em choque. Motinha percebendo a aflição deixa o cientista fugir e olha para dentro do laboratório, ficando enojada e completamente transtornada. A sua colega e amiga de infância está a ser devorada à sua frente. Ambas reagem, automaticamente, rebentando com a porta e aniquilando os zombies restantes. Joana aproxima-se e Patrícia ainda respira mas está demasiado fraca. As lágrimas escorrem-lhe pelo rosto. Joana não consegue controlar a tristeza e implora à irmã que não a abandone. Patrícia diz-lhe que ela tem de ser forte e encontrar o responsável por tudo aquilo, que ela não o poderá fazer. Quase sem forças pede que a irmã se aproxime e as últimas palavras a serem ditas da sua boca são “Eu amo-te!”
O corpo da F.B.I. perde toda a vida que possuía. A agente morre nas mãos da irmã. Dentro de alguns minutos, talvez horas, irá se transformar nas criaturas que tanto tentam destruir. E agora o que fazer a seguir?
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