Dead Is Alive

3 Capítulo 3


Joana começa a ficar nervosa com a demora da irmã, contudo prometeu que não se ausentaria. Richard continua vivo mas a pulsação está demasiado fraca. A cobra que o mordeu deixou uma marca muito profunda e o veneno já percorre o sangue, as suas veias, o seu corpo. Apenas um antídoto o poderia salvar. Eis que Joana recorda uma pequena sala da mansão. Apesar de não ter a certeza do que vira, quase podia jurar que havia lá um antídoto, as memórias de criança levam-na de volta a um local próximo, um local que poderá ser a salvação do S.T.A.R.. Uma corrida contra o tempo inicia-se. Resta saber o que será mais rápido, a sua chegada lá ou a propagação do veneno pelo corpo de Richard!

Após um momento algo embaraçoso Patrícia relembra-se que deixou o S.T.A.R. ao cuidado da irmã e que talvez seja melhor voltar ao corredor. Quando retornam apenas encontram Richard que, apesar de ainda estar vivo, encontra-se inconsciente. Leon apressa-se a verificar o estado do colega mas ao olhar para a agente percebe que algo não está bem. Esta ficou pálida e quase desmaia pensando no pior. Leon agarra-a não a deixando cair e tenta perceber o que lhe provocou tal emoção. Sem saber o que fazer Patrícia abandona ambos, deixando o novo conhecido preocupado. Este tenta alcançá-la mas não consegue. Num impulso repentino a chefe do FBI relembra-se do mesmo pormenor que invadiu a memória de Joana. Existe um antídoto naquela casa e de certeza que é lá que a sua irmã estará. Patrícia tenta chegar o mais depressa ao local e quando consegue chegar finalmente ao destino encontra a irmã, a chorar, a olhar para um canto, desesperada. Patrícia desce as escadas e fica com a mesma expressão, as lágrimas começam a escorrer-lhe no rosto. Oh Dave! Diz Patrícia. O colega encontra-se completamente mutilado. O corpo está inteiramente mordido e a cabeça mal se segura. Em 6 anos de serviço nunca tinham visto nada tão macabro. Patrícia aproxima-se do colega mas Joana chama a atenção para Richard. Uma última lágrima solta-se e uma nova força renasce.

O antídoto ainda ali está, após tantos anos, mas o stock parece ter aumentando. Impossível pensa Joana, talvez na altura lhes parecesse menos. Tudo naquela casa está muito confuso. As memórias podem ser traiçoeiras, não há tempo para pensar, Richard precisa do antídoto. Joana pega neste e, uma vez mais, começa a correr. Patrícia pára por um momento, ainda a pensar no que havia sucedido com o colega quando ouve a sua irmã gritar. Rapidamente se apressa a socorrê-la. Dave retomou dos mortos e surpreendeu Joana, agarrando-a. Esta não consegue soltar-se e começa a ficar desesperada, o coração desta dispara e o medo impede-a de reagir. Subitamente, quando tudo parecia perdido ouve um estrondo. Um esguicho de sangue cobre-lhe a cara. Joana mal consegue ouvir. A bala que perfurou o crânio do colega foi ouvida com uma intensidade tal que nem se apercebe que lhe questionam se está bem. Joana ainda incrédula agradece à colega. É neste momento que se apercebem do que se passa. As mordidelas provocadas pelos zombies fazem com que os mortos retomem à vida. Acima de tudo têm de impedir qualquer tipo de mordidela. Um erro será fatal, não haverá volta a dar se forem mordidas.

Depois do susto uma nova missão começa. Contudo a chefe da equipa duvida que estes ainda se encontrarem lá mas é o primeiro local onde têm de ir. Joana fica furiosa quando se apercebe que a irmã tinha razão. Apesar de terem o antídoto falta-lhes chegar ao S.T.A.R. pois se não o encontrarem rapidamente morrerá. Tudo o que lhes ocorre é a sala pequena onde conheceram os restantes polícias. É a única pista que têm e é para lá que vão. Um impasse interrompe-lhes o percurso. Alexander ainda está vivo mas está tenso e fica completamente surpreendido por ver ambas. Apesar de estranharem a atitude não há tempo para perguntas. Alexander acompanha-as mas está impaciente, como se escondesse algo. Patrícia suspeita da atitude e a certa altura questiona-lhe relativamente ao problema que o atormenta. Este acaba por lhe revelar que John morreu. Quando tentaram alcançá-las foram atacados por um grupo de zombies e John não conseguiu escapar. Ambas ficam de rastos e revelam a morte de Dave também.

Tudo isto leva a uma nova reformulação do plano. Tendo em conta que existem mais agentes na mansão, Patrícia põe em hipótese uma aliança. Alexander apressa-se a discordar afirmando que será mais seguro a missão ficar em segredo. Joana, por sua vez, concorda com a irmã e fica decidido que se irá recorrer aos S.T.A.R.S., situação que deixa Alexander extremamente irritado. Discordando o membro do F.B.I. afirma que prefere prosseguir sozinho do que ter de recorrer à ajuda de terceiros, e é mesmo isto que acaba por fazer. Joana e Patrícia não têm tempo para uma birra nesta altura e continuam sozinhas o que haviam iniciado, encontrar Richard. Conseguem alcançar o objectivo, chegar à divisão onde se depararam com os primeiros membros dos S.T.A.R.S., onde verificam o que suspeitavam. Richard está lá, apesar de fraco ainda está vivo. Joana apressa-se a aplicar o antídoto no corpo do polícia mas o estado deste não é promissor. Rebecca, antiga enfermeira, aproxima-se do colega e encarrega-se de cuidar dele. Patrícia acena afirmativamente com a cabeça, demonstrando o apreço pela acção desta e por fim começa a justificar a razão que os levou ali.

Flashback

Uma chamada local, de um indivíduo que afirma que o seu pai, já tinha devorado a irmã e que ele seria o próximo. Inicialmente todos pensaram que seria daquelas chamadas que as crianças fazem para se divertir mas o desespero parecia tão real que Patrícia responsabilizou-se a ir investigar. Joana detectou o local da chamada e de seguida ambas deslocaram-se até o local em questão. Uma pacata casa da cidade Raccoon, uma família claramente com poucas posses. Joana inicia a busca, cautelosamente, na sala, primeira divisão onde entram. Nada encontram. Prosseguem. Na cozinha também nada de suspeito. Entretanto entram num dos quartos e ficam chocadas e meio enjoadas. Uma criança completamente dilacerada. Joana aproxima-se e reconhece as marcas. Canibalismo é a primeira opção que lhes surge. Segundo o que havia sido dito esta seria a irmã do indivíduo que as contactou. Percorrem de seguida um pequeno corredor e dão com um quarto de duas crianças. Além de sangue nada mais encontram, nenhum sinal da criança que lhes havia telefonado. Investigam um pouco mais e Patrícia apercebe-se que o fio do telefone termina num armário. Aproximam-se, temendo o que poderão encontrar. Um passo de cada vez até que chega o momento decisivo. A chefe abre a porta com atitude e leva de seguida a mão à cara. O indivíduo estava morto, também ele completamente despedaçado.

Acabam por retornar à sede do F.B.I. e organizam uma equipa para ir investigar o local. Nenhuma delas se junta a esta missão mas prometem estar atentas ao seu decorrer. A equipa começa a fazer questões aos cidadãos e apercebem-se que algo não está bem. As pessoas dizem que os mortos retornaram à vida e recusam-se a abrir a porta a quem quer que seja. O medo apoderou-se de tal maneira destes que se recusam a abandonar os seus lares. A equipa comunica o sucedido à chefe que demonstra alguma admiração mas pede-lhes que prossigam. Tudo muda quando os colegas, um atrás de outro, vão deixando de contactar. A primeira morte foi comunicada. Um canibal, hipótese declarada por ambas, mata um dos polícias. Seguidamente outro, até que o contacto se perde definitivamente. Isto leva-as a organizar uma outra equipa e a ponderarem as afirmações dos cidadãos.

Os S.T.A.R.S. não mostram grande admiração. Esta era uma situação que já viviam a alguns meses, o medo de sair à rua, o tentar proteger os familiares, conhecidos ou até mesmo pessoas cujo as caras nunca haviam visto. O único facto que desconheciam seria o que o tinha originado e por isso começaram a investigar tudo o que os rodeava, tendo as pistas os levado até ao mesmo local onde se encontravam os membros do F.B.I.. As agentes revelam ainda que viviam na mansão vizinha e que desde crianças tinham uma percepção que algo se passava, na obscuridade, desta mansão contudo desde cedo também abandonaram a cidade e não estavam a par dos eventos recentes, não esperando que o seu retorno pudesse ser por estas razões. Sem mais demoras as irmãs propõe a aliança, que haviam discutido antes, que acaba por ser aceite por Leon, chefe da equipa dos S.T.A.R.S.. Ambos os representantes se unem e iniciam o plano que os levará ao fundo da questão. Duas sub equipas são formadas. Uma liderada por Leon (equipa Alpha – Leon, Steve, Jill e Chris) e outra por Patrícia (equipa Beta – Patrícia, Joana, Carlos e Barry). Rebecca e Billy acabam por ficar junto de Richard e aguardam que o décimo membro dos S.T.A.R.S. retorne, Kevin, que desaparecera há horas atrás. Uma nova jornada se inicia, objectivo principal, descobrir a verdade…