Dead!
2 Capítulo 2
Capítulo 1
Umas semanas se passaram desde o ocorrido e o clima lá em casa mudara muito. A imagem do homem não saía da minha mente... * Quem era ele? O que ele fez com a minha mãe???* As perguntas vinham, vinham... Mas as respostas ficavam pra trás... E eu ficava cada vez mais curiosa pra sabe o que estava acontecendo.
Os dias estavam passando cada vez mais rápido. E com os dias vinham os meses... Três messes se passaram desde o incidente com o homem. As coisas ainda não haviam mudado. E quando eu fui parar pra ver, já era segunda feira.
No teatro, estávamos indo de mal à pior. Precisávamos escolher uma peça pra apresentar até a sexta feira. No teatro, nós escolhíamos a peça antes de começarmos a fazer o texto e etc. e tal. A votação era feita com sugestões... E Romeu e Julieta estava ganhando. Mas ninguém agüentava mais Romeu e Julieta. Foi aí que a coisa mais sombria e estranha aconteceu... Uma voz fria veio ao meu ouvido. Ela dizia “O Fantasma da Ópera...”.
S: O Fantasma da Ópera?
Nesse instante, a moça que fazia a inspeção falou comigo.
-: O Fantasma da Ópera é uma boa sugestão... Nunca fizemos esse musical aqui, não é?
E foi o que escolheram. Pelo menos era melhor que Romeu e Julieta. * O Fantasma da Ópera? De onde eu tirei isso?* Voltei pra casa correndo. Não queria nem comentar o fato.
Cheguei. Tomei banho. Assisti TV. Fiz um lanche. Minha mãe chega em casa (com aquela cara de preocupada). Ding dong, a campainha estava tocando.
M: Vai lá atender, Saphira!
S: Ta bem, ta bem...
Eu preferiria jamais ter atendido. Quando abri a porta, tomei um susto.
Um homem vestido com um jeans e uma blusa preta, tinha cabelos negros que batiam até o ombro e olhos verdes penetrantes, estava parado em frente à porta chupando pirulito. Ele era tão branco que parecia até estar morto. Era “aquele” homem.
S: Pois não?
Ele não respondeu por um minuto. Ficou parado na minha frente sorrindo. Embora o visual um tanto estranho, ele tinha um sorriso encantador. De repente, ele tirou o pirulito da boca (era aquele pirulito de coração) e começou a falar.
-: Posso entrar?
E que voz sinistra.
S: Desculpe-me... Mas não faço a menor idéia de quem o senhor seja e... Bem...
-: Não pode me deixar entrar? Imaginei que fosse dizer isso. A sua mãe está me esperando.
Minha mãe não disse que estava esperando ninguém. Era melhor conferir...
S: Como você disse que se chamava?
-: Eu não disse.
S: Então, como é que você se chama?
-: Gerard. Gerard Arthur Way. Prazer, Saphira. Agora que você já me conhece, posso entrar?
* É óbvio que não! Quer dizer... Não sei... *
S: Ah... Claro, entre.
Ele entrou e mamãe tomou “aquele” susto. Não entendi nada.
G: Boa tarde Olívia. Quanto tempo!
Já o Gerard parecia animado.
M: Boa tarde Gerard... * voz tremida * Pois é né... Quanto tempo...
G: Estava eu passeando pelas ruas, quando me dei de cara com você... Sei que isso já tem um tempinho... Mas você não falou comigo, Olívia... Resolvi fazer uma visitinha. Em nome dos velhos tempos.
*Velhos tempos? Que velhos tempos? *
M: Velhos tempos, é... Pensei que você fosse esquecer...
G: Esquecer, Olívia? Esquecer jamais. Esquecer jamais e... Nós temos uma dívida.
Ela estremeceu. A voz de Gerard ficou pesada. *Dívida? Que dívida?* Eu não entendia o que e nem do que eles falavam. Senti-me deprimida quando mamãe me pediu pra sair da sala. “Ela e o Gerard tinham que conversar.”
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