Dead!
4 Capítulo 3
Capítulo 3 – Saphira’s POV
Mamãe saiu tarde da noite. Não disse aonde ia e muito menos quando voltava. Aquilo era muito estranho levando em conta os acontecimentos mais recentes. *Que diabo de dívida era aquela? Por que ela saiu tarde? Como ele sabia o meu nome?* Verdade. Eu não reparara na hora, mas a verdade é que ele disse o meu nome mesmo antes que eu pudesse me apresentar.
O sono foi mais forte que eu. Caí no sono.
Na manhã seguinte, mamãe ainda não tinha chegado. Era a primeira vez em anos que ela passava a noite fora. Tentei ligar, mas não adiantou... Ela não atendia e não revelava sinais de vida. *Vida?* O sexto sentido e estava apitando. E ele dizia pra eu ligar a TV. Liguei. Não deu outra.
-: ...uma Morte no Teatro Nacional. Acredita-se que tenha sido assassinato, mas não há provas ainda. Alguns policiais afirmam que foi suicídio...
Desliguei. Meu coração quase parou. Corri até o teatro (que não era assim tão longe de casa).
Estava mais cheio que em dia de apresentação. Policiais, fotógrafos, repórteres e todo tipo de curiosos. Tentei chegar ao palco pra ver o que havia acontecido. Uma poça de sangue jazia ali, junto de um corpo completamente mutilado. *Meu Deus! Que horror! Quem será que...* Vi quem era. Era ela. Era minha mãe. Ela estava ali... Totalmente esfaqueada e ensangüentada... Desmaiei.
Bruna’s POV
Cheguei ao teatro. Ia arrumar tudo pra começarmos os ensaios.
B: Acende a luz aí, Ray!
Ele acendeu. As lâmpadas e holofotes apontavam pra um só lugar. O palco. Sujo de sangue... Completamente ensangüentado. Fiquei sem ação... o que fazer numa hora dessas. Ray desceu da cabine de iluminação e correu ao meu encontro.
R: Que porr* é essa? O que houve aqui... O que é quilo ali na frente!?
Era um corpo. Tinha um corpo esfaqueado no meio do palco. No meio do MEU palco.
B: Ray... O que que eu faço?
R: Sei lá... Chama a polícia!
Foi uma excelente idéia. Uma idéia tão boa que no desespero começamos a nos beijar.
B: A gente não pode fazer isso aqui... Olha pro palco!
R: Eu sei, eu sei... Mas eu também quero um pouquinho de atenção d minha namorada, posso?
B: Agora não. Vou ligar pra polícia.
Liguei. Aquilo ia virar um escândalo. E virou. Em menos de trinta minutos já tinha um milhão de pessoas diferentes no teatro. O pessoal que tinha chegado pra começar o ensaio de O Fantasma da Ópera estava aterrorizado. Eis que de repente aquela tal de Saphira aparece. Ela parecia meio desorientada. Tentei chama-la, mas não adiantou, ela pareceu não escutar. Ela se aproximou do palco... Dava pra ver a expressão de pânico em sua face... E aí, ela desmaiou. Tentei leva-la pra algum lugar que não fosse aquele,... Era de fato uma cena triste.
Levei-a até minha sala. Algumas pessoas e o Ray estavam lá.
R: Quem é essa?
B: É uma tal de Saphira... Acho...
Eu não conhecia muito bem as pessoas do teatro. Eu era nova lá. Só conhecia o Ray porque já tínhamos trabalhado juntos anteriormente e, também porque nós estávamos namorando.
Demorou um tempo pra menina acordar. Acordou gritando e fazendo pirraça. Devia ter sonhado com alguma coisa realmente ruim.
B: Você está bem?
S: Você é aquela menina que gostou da minha idéia d’O Fantasma da Ópera, não é? *fala chorando*
B: Sou eu sim. Me chamo Bruna. Você é a Saphira, não é?
S: Sim... *pausa* O que houve com a minha mãe?
B: Sua mãe?
S: É... Aquela que está lá no palco.
A princípio não entendi. Havia milhões de pessoas no palco. Mas depois de observá-la soluçando, eu entendi. A mãe era a que tinha morrido.
B: Não sei... Cheguei aqui e estava tudo assim...
A pobrezinha começara a chorar. Fiquei com pena dela. Mas o que eu poderia fazer?
B: Tem alguma coisa que eu possa fazer?
S: Tem... Sim... *soluçando*...
B: E o que seria?
S: Você me ajuda... A encontrar... *ainda soluçando* Um homem... Chamado Gerard. Gerard Way...
*Quem é esse cara?*
B: Tudo bem... Mas descanse agora... Você parece cansada.
E realmente estava. Ela deitou numa poltrona e dormiu.
Fale com o autor