Dead!
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Capítulo 4 – Gerard’s POV
Após o que aconteceu no teatro, me arrependi da promessa idiota que eu havia feito. Como é que eu ia tomar conta de uma garota de quase 20 anos? Parecia uma coisa até idiota. Mas promessa é promessa. Eu ia ter que vigia-la primeiro... Depois seguir os passos dela e... E até impedi-la de fazer algo... Idiota.
Já era tarde. Eu tinha mais gente a perseguir, não ficaria no teatro a noite toda. Saí de lá feliz pelo que tinha feito e fui pra “casa” passar o resto da noite.
********
Cheguei.
Minha “casa” não era bem uma “casa” e muito menos um lugar arrumado. Era mais pra um lugar parecido com um cemitério à noite, só que mais enfeitado e sem o “pessoal morto.” *Tenho que redecorar esse lugar... Está com uma aparência horrível. *. Mas, antes que eu pudesse fazer alguma coisa, eis que surge alguém... Alguém suficientemente corajoso pra me parar num momento tão importante.
Be: Está atrasado... De novo...
G: Oi pra você também, Bert.
Be: Ah, Olá. Que você pensa que está fazendo com isso nas mãos? Fui eu que coloquei aí!
Eu estava segurando um crucifixo dourado. Odiava crucifixos.
G: Eu vou tirar essa merda daqui, ta legal. Odeio isso e você sabe!
Be: Por que você acha que eu coloquei aí?
G: Vagabundo.
Be: Aham... Bem... Mudando de assunto...
Eu sabia o que ele queria dizer com esse “mudando de assunto”. Ele queria é saber se eu tinha feito o que ele me mandara fazer.
G: Que que foi?
Be: Foi ou não foi?
G: Foi.
Be: Aonde?
G: No teatro, ué.
Be: Não acredito... Vão achar que foi a garota, seu merda! Não sabe fazer porr* nenhuma direito!
G: Não sei fazer porr* nenhuma direito? Vai se ferrar! Eu que tive que ir lá enquanto você ficou aqui, fazendo merda nenhuma! Vai tomar no c*!
Eu não devia ter dito isso. Não devia...
Be: Como é que é? *olhar sério*
G: O quê? Como é que é o quê?
Be: Repete o que você disse. Repete. Fala na minha cara seu viadinho! Você sabe que eu acabo com você se não fizer o que eu mando. Então cala a porr* dessa sua boca e faz o que estou mandando você fazer! E se você reclamar de alguma coisa, eu juro que eu coloco o Mike nessa história.
Mike era meu irmão. Ele só escapou do mesmo destino que eu, porque eu não quis que acontecesse o mesmo com ele. Vender a alma ao diabo tem o seu preço...
Be: Agora... Ela te disse alguma coisa antes de “ir”?
G: Disse. *má vontade*
Be: O quê?
G: Me fez prometer que eu ia tomar conta da garota.
Be: Cuma?! Você? Tomando conta da garota? Ah, Gerard,... Piadista você, em!
G: Eu não estou brincando!
Be: Cara... Eu não acredito! Gerard Way, uma babá quase perfeita...
Fez-se um minuto de silêncio e de repente ele começou a gargalhar. Não tinha a menor graça.
G: Dá pra parar de rir?
Be: Espera... Deixe-me ver... Você foi mal educado comigo, me mandou ir tomar no c*... Então... NÃO. – E voltou a gargalhar. – Só paro se você pedir desculpas.
G: Quê? Nem morto!
Be: Gee... Sinto em te informar, mas você já está morto. E eu também! E eu vou contar pra todo mundo que você vai ser a babá da “garotinha” se você não me pedir desculpa agora!
G: Bert, as vezes você parece uma criança, sabia?
Be: Sabia, claro... Só sou criança pros meus amigos mais... Digamos... Íntimos... Pros outros eu tenho que ser mais sério... Botar moral... Sabe como é, né!
G: Você me deprime...
Be: Pede logo, Gee... Minha paciência e o meu tempo estão a-c-a-b-a-n-d-o... Acabando! *cantarolando*
Isso era deprimente de verdade. Eu ia ter que pedir desculpas.
G: ... Humm... *sussurrando* Desculpa...
Be: Quê? Ah, foi mal... Não ouvi direito! Repete por favor!
G: Ah, sua bicha! Desculpa... Pronto!
Be: Que bom que você é tão educadinho! A propósito... Posso contar pro Mike?
G: NEM PENSE NISSO!
Be: Tarde demais... Já pensei!
Era um milagre vê-lo pensando. Quer dizer, no inferno não tem milagre... Ou tem?
G: Que diabos você está pensando em fazer?
Be: Que bom que você perguntou! Eu estava mesmo pensando em fazer uns diabinhos com a Kate... Você sabe né...
G: Não, seu ninfomaníaco! Não sei de nada! Eu quero saber... O que você vai fazer agora!
Be: Ah, ta explicado! Eu vou mandar uma carta pro Mike avisando o seu mais novo “emprego”.
G: Bert... Você é meu melhor amigo, mas... VAI TOMAR NESSE SEU...
Be: Opa! *interrompendo* Que modos são esses, em? Eu tenho certeza de que não foi assim que titia Donna ensinou! Nem titio Donald!
G: Pára, ta legal. Nem começa com isso de novo.
Be: Ok, ok... E olha, mais uma coisa antes de você subir.
G: O que foi?
Be: Sua lista de hoje. Tem até o meio dia pra azarar esses, até uma hora pra matar esses e... O resto do dia você pode... *rindo*... Tirar com a sua nova profissão...
Começou a gargalhar de novo. *Vagabundo... Desgraçado... Viadinho de merda!*
G: Não teve a menor graça, sabia...
Be: Pra mim teve e... Oba! A Kate chegou!
G: Como é que você sabe?
Be: Eu... Eu “sinto”, cara... Hehehehe... Eu já vou, se é que você me entende!
G: Você só pensa nisso, cara! Que horror!
Be: E você não?
G: Sim...
Be: Então cala a boca e sobe logo!
G: Beleza... Tem umas coisas que eu tenho que fazer aqui primeiro... Mês eu já subo...
Be: Não se atrase... Seu merda!
G: Eu não vou.
E é claro que eu iria. Eu sempre me atraso.
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