Notas iniciais
Obrigado a você, caro leitor fantasma que leu até aqui. Estou muito feliz.

–Quem são vocês? –Indagou John.

–Sobreviventes – Um homem de bigode falou. – Batam palmas, eles conseguiram!

–Vocês me ouviram? Quem são vocês?!

–Eu acho que – Um homem de boné deu um passo a frente – vocês não deveriam saber.

John olhou para a roupa preta que todos usavam. Não pareciam ser sobreviventes. Era como se eles “caíssem” aqui de propósito. Eles tinham crachás. John agora tinha certeza, eles eram da...

–BioSyn!

–BioSyn? – Rana agora tinha certeza de que ele escondia algo. As localizações, o comportamento dos animais, as informações do parque, e agora essa tal de ByoSin.

–BioSyn, a empresa rival da InGen – John disse se segurando para não pular nos homens.

–Eu acho que já sabem.

–E eu acho que já sei o porquê de estarmos aqui – John olhou para eles pedindo respostas.

–Explicar agora seria desnecessário. Mas vocês não têm chances de sobreviver mesmo.

–Isso vai acabar em briga... – Disse Mike.

–Há quatro anos, enviamos dois homens até a Isla Nublar, em um helicóptero para roubar embriões. Mas a área era restrita e eles acabaram sendo pegos. O governo presumiu que eles estavam mortos por não conseguirem detectar qualquer veículo não autorizado indo até a ilha. Nossos planos foram totalmente frustrados. Passamos quatro anos tentando negociar com outras empresas. Até que conseguimos manipular uma agência de viagens. A única coisa que deveria acontecer era que: um avião que passasse pela América Central devesse apenas desviar o caminho, passando pela Isla Nublar. Os agentes escondidos sobre os passageiros pegariam seus paraquedas em uma área secreta do avião e pulariam na ilha. O avião iria sair rapidamente do local e não deixariam pistas.

–Vocês planejaram isso extremamente mal – Disse John.

–Como iriamos saber que aqueles dinossauros iam atacar o avi...

–Pteranodontes, e não são dinossauros.

–Isso não responde a minha pergunta.

–Vocês botaram todas aquelas pessoas em risco por causa de sua estupidez! Vocês nem ao menos estudaram a localização das espécies! O avião passou pelo noroeste, onde estava a maior concentração desses animais. Vocês poderiam passar pelo sul e sair pelo nordeste. Mas vocês foram idiotas de mais para fazer isso!

–Escuta aqui! Você quer...

–Se me deem licença, eu vou tirar água do joelho – Um homem com cabelos grandes saiu dos fundos e foi até uma porta de grade vaivém a abrindo.

Mike olhou para tudo aquilo e viu que John tinha coisas a esconder. Lembrou de que sempre quis ir ao Jurassic World quando criança. Mas isso passara quando se tornou adolescente e seus estudos começaram a ser mais rigorosos. Quando alguém falava de dinossauros para ele, ele dizia que era coisa de criança. À medida que crescia, começou a esquecer totalmente de seu sonho de criança. Mas agora – agora mesmo – se lembrara de tudo. Decidiu parar seus pensamentos e olhou para o lado.

–Você não acha melhor fechar a porta?

–Ah, eu me esqueci disso – Jonathan teria esquecido a porta aberta. Quando foi fechá-la, vários passos foram ouvidos e um dinossauro – provavelmente da mesma espécie que atacara eles mais cedo – pulou nele, abocanhando a cabeça de Jonathan ao mesmo tempo em que pisou na barriga dele.

Os homens da BioSyn que estavam armados apontaram as armas para o dinossauro e atiraram.

–NÃO ATIREM! –Ordenou John, mas já era tarde demais. O dinossauro rosnou e passou pela porta de grade que estava aberta.

–Fechem as portas! Nós o intimidamos, mas outro animal deve ter sido atraído pelo barulho! – John ordenou novamente.

Mike fechou a porta da entrada e Rana a de grades.

–Jonathan? Você está bem? – rana correu até ele.

–Ele teve o pescoço quebrado – Um homem o examinou.

–Como você acha que iremos sair? – Um homem usando óculos de grau perguntou.

–Existe uma saída no andar de baixo. Iremos pegar armas e sair daqui!

–Mas nos já...

O homem foi interrompido quando algo causou um enorme tremor e a porta se tremeu suavemente.

–Vamos sair logo daqui! –Murmurou Rana.

Todos foram até uma porta nos fundos. Ela dizia:

ÁREA RESTRITA

ACESSO SOMENTE PARA PESSOAL AUTORIZADO

John abriu a porta e todos começaram a descer por uma escada. Entraram em corredores com placas que diziam:

ARMAS NÃO LETAL

ARMAS LETAIS

ARMAS DE EMERGÊNCIA EXTREMA

Mike pegou um rifle de ar comprimido. Viu as “munições” na prateleira e cerrou os olhos. Pegou qualquer uma e quando abriu os olhos viu que era veneno de Conus purpurascens.

Rana, por sua vez, pegou uma arma pistola tranquilizante. Pegou dardos de 20 e 100 ml.

John pegou uma escopeta de combate e três suspensórios de armas para guarda-las.

Os três se encontraram na saída junto com os homens da BioSyn. John entregou o suspensório para Rana e John. Rana pegou a mochila de medicamentos [Que eu me esqueci de mencioná-la].

–Vocês sabem usar isso? –Perguntou John.

–Eu aprendi em uma expedição à África – Disse Rana.

–Na verdade, não – Confessou Mike.

O homem de boné abriu a porta e saiu cautelosamente seguido dos outros. Todos estavam com suas armas na mão. Mas Mike estava com as duas mãos segurando o cano. Eles estavam em uma floresta com poucas árvores.

–Acho melhor você dizer logo o que você está escondendo, John – Rana murmurou para John.

–Eu também acho – Mike apoiou Rana. Os três estavam a frente dos homens da BioSyn.

–Eu acho que esconder isso será desnecessário... – Disse John. – Eu trabalhei para a InGen.

–Uhh, o que você fez pra ficar escondendo tudo isso?

–Na verdade... nada.

–Então por que escondeu? – Indagou Rana.

–Vocês nunca guardaram segredos desnecessários de suas mães?

–Acho que ele tem razão – Mike coçou a cabeça.

–Eu ia contar isso em um momento mais...

John foi interrompido quando uma pata gigante com três dedos pisou na frente deles causando um enorme tremor.

–A-a-a-a-a-a... – Mike gaguejou.

–Não se mexam – John murmurou.

Todos olharam para a cabeça quadrada do réptil que se aproximava deles. John tinha certeza, aquele – ou melhor, aquela- era o único tiranossauro restante. Apelidada gentilmente de Rexy pelos funcionários da InGen. Tremia ao olhar para seus olhos amarelos e intimidadores. O dinossauro finalmente desistiu deles.

–Não atire – Ordenou o homem de boné, abaixando o braço de um dos seus companheiros. O tirano foi até eles e os encarou. Todos tremiam, até que um homem pegou sua arma bruscamente e atirou nele. O dinossauro se irritou e rugiu. Eles correram desesperados enquanto alguns atiravam nele. Ele teve êxito ao devorar um dos homens.

–O que vocês fizeram?! – John ficou irritado enquanto se juntava aos demais.

Rana tropeçou em um galho e acabou rolando e caindo em uma poça de lama. Ela olhou para o lado e viu o dinossauro desistir e ir para seu canto. Rana tentou se levantar, estava um pouco ferida e tonta. Não conseguiu ver para onde eles foram e então seguiu reto pela floresta.

–Vocês ficaram doidos? – John colocou suas mãos nos joelhos. – Quase fomos mortos aqui!

–Ahn... Onde a Rana foi parar? – Indagou Mike.

–Ela deve ter sido devo... – O homem foi interrompido.

–Não. Ele deve ter desistido de correr atrás da gente antes de comer alguém por causa de vocês!

–Olha aqui! Não somos culpados por um cara que desesperado que não consegue obedecer ordens! E se não dependesse de nós, vocês estariam mortos!

–Mortos?! Quase todo aquele pessoal foi morto no avião! E por quem? Por vocês!

–Vocês vão continuar brigando ou vamos fazer algo para continuar sobrevivendo aqui? – Mike separou os dois, que estavam quase batendo a cabeça um no outro.

–O garoto tem razão — Um homem de cabelo preto, que usava um óculos escuro deu um passo a frente – Não vamos ganhar nada fazendo baderna aqui. No máximo atrair um predador. Podemos nos separar para encontrarmos essa mulher.

–Sim, você tem razão – John concordou. – Mike, você – já que é o único que tem noção de onde estamos — e eu vamos pela floresta, o resto vai pela avenida.

–Quem você acha que é para organizar o grupo? – O homem de boné perguntou.

–John Murphy Hammond. Bisneto do homem que começou tudo isso.

–Está bem – O homem ficou um pouco nervoso.

–A propósito, meu nome é Mike, se vocês quiserem... saber...

–Está bem, vamos começar a procura.

Continua...

–Pessoal? Tem alguém aí?! — o homem de cabelo longo agitava a grade tentando abri-la.

–Consegui! — Ele finalmente conseguiu abri-la. Ela devia estar quebrada devido ao tempo.

Ele andou pela sala procurando algo, até que ouviu o barulho de uma porta sendo aberta.

–Oh, não...

Um dinossauro saiu da porta aberta e correu até ele, mas o homem foi mais rápido e entrou em uma passagem estreita, que possibilitava a entrada apenas da cabeça do dinossauro.

–Vo-você não pode me pegar! — Ele olhou para uma mecha de cabelos seu pendurado em um prego perto do dinossauro. — Não, não, não... — Antes que pudesse fazer algo, o dinossauro mordeu a mecha e o puxou ferozmente para fora da brecha.

–NÃO! NÃO! AHH! NÃO! AAAAAHHHHHH!

Notas finais
Eu achei esses capítulos meio pequenos. Vocês acham que eu devo deixá-los mais grandes ou assim está bom?