Notas iniciais
Então, eu não postei esses dias por falta de criatividade, tempo e preguiça. Mas principalmente pela falta de reviews. Se continuar nesse ritmo, eu terei que abandonar essa fic.

Dois dias antes do capítulo anterior

–E então nossos heróis conseguem desbravar a imensa floresta de bambus e agora estão presos em uma floresta pré-histórica, correndo sérios riscos de ser pego por um furioso predador! Será que eles conseguirão sobreviver? Saiba disso e outras coisas hoje, em Per... – Um homem, com camisa branca, de manga rasgada, moreno, shorts amarelos e olhos negros estava imitando a voz de um narrador.

–Da pra parar com essa merda e continuar andando? – Outro homem, um pouco mais jovem, com cabelos também pretos, olhos azuis, com uma vestimenta totalmente branca o interrompeu.

–É a única coisa que me distrai e me permite esquecer desses frangos gigantes.

–Você não vai querer se distrair agora.

Três homens e duas mulheres estavam andando por uma floresta, procurando algum lugar para ficar.

–Há quanto tempo estamos andando? — Uma das mulheres – de cabelos e olhos castanhos encaracolados, que iam até seus ombros, usava uma blusa azul e shorts que iam até seus joelhos; possuía uma cicatriz feita recentemente em sua nuca que parecia ter sido feita por mordidas – indagou.

–Dez minutos – Um homem – que aparentava ser mais velho que todos; possuía cabelos loiros e grisalhos, usava uma camisa de botão e uma calça jeans escura – a respondeu.

–Dez minutos?! Parece que estamos caminhando a cinco horas!

–Calma Jane – A outra mulher – morena, olhos verdes, blusa e shorts verdes – falou – Você se lembra de quanto andamos para achar aquele lago até que fomos atacados por um deles?

–Lane disse a verdade – O homem de branco falou – Se não fosse por Fred nós não estaríamos aqui.

–Foi só o acaso – Fred – o homem de cabelos grisalhos – falou.

–Ei, Luke, vem ver isso aqui! – O moreno olhava para o céu como se estivesse olhando para um avião cair em sua direção.

–O quê? – Luke — o homem de branco correu até ele – Oh, Deus... Se isso cair daí tem sérias chances de explodir.

–O que vocês acharam aí? – Lane foi até eles.

–Foi aqui que você aterrissou? – Luke perguntou a Fred, que foi até eles junto com Jane.

–Não, eu pulei dele antes – Fred olhou para o avião partindo os cipós e galhos de uma árvore.

–Pulou antes? – Indagou Jane – Eu também vim parar aqui por ele.

–Alguém abriu uma passagem no ataque.

–Ataque? – Perguntou Luke.

–Um bando de pássaros furiosos atacou o avião e fizeram uma abertura, alguns passaram por ela, eu acabei caindo em uma árvore, foi quando encontrei vocês.

–Eu também pulei, mas acabei recebendo uma pancada na minha perna quando caí na água do rio e fui levada pela correnteza – Disse Lane.

–Eu... – Jane foi interrompida pelo barulho de cipós se partindo e todos olharam para cima. O avião estava caindo.

–Acho melhor sair de perto – Bunch – o moreno – deu um passo para trás.

–Acho que temos companhia – Lane olhou para as árvores se movendo violentamente.

–Rápido, vamos! – Jane gritou enquanto todos começaram a correr.

–Droga, cadê aquele idiota?! – Luke parou derrapando, olhou para trás e viu Bunch caído no chão.

–Me ajudem! Me ajudem!! – Bunch estava em condições de correr, mas por um motivo não se levantava.

–Droga! Sai daí! Agora! Sai e corre!

Bunch soluçou pedindo ajuda, até que viu uma coisa enorme aparecendo entre as árvores, Bunch se levantou rapidamente e correu. Mas foi pego pelas mandíbulas brancas do animal, ao mesmo tempo em que avião que se soltou, e acabou batendo nas costas do mesmo, fazendo o para-brisa se trincar — quase quebrando e fazendo voarem vidros para todo o lugar – e se ensanguentar. O animal branco logo se distanciou do avião, e o mesmo bateu seu tanque de combustível violentamente em uma pedra, explodindo. O lagarto branco de olhos vermelhos foi levemente atingido, e se não se apoiasse em suas patas dianteiras, teria caído.

O restante do grupo parou e olharam para trás. E mesmo com muita carne em sua boca, voltou ao caminho e rugiu para eles.

–Ele vai nos atacar mesmo já tendo comido? – Perguntou Luke.

–Esse deve ser o território dele – Lane arriscou – Alguns predadores atacam qualquer um que chegar perto.

–Ou então deve estar nos espantando.

–E ele conseguiu – Jane olhou para o lagarto abrindo e fechando a boca, indo até eles com passos cada vez mais rápidos, e então todos começaram a correr novamente.

–Eu não vou conseguir! – Lane começou a perder o equilíbrio e caiu em uma derrapada. O lagarto logo percebeu e foi até ela.

–Aqui! –Fred gritou balançando o braço – Vem me pegar! – O lagarto olhou, mas não deu atenção, então Fred pegou uma pedra grande com as duas mãos e jogou no lagarto, que deixou Lane de lado e foi até ele.

Fred começou a correr até se juntar com Luke.

–Olha, cara – Disse Luke correndo – Eu não posso morrer aqui! – Luke colocou o pé na frente de Fred, o fazendo cair, mas se desequilibrou um pouco e acabou caindo debaixo de alguns troncos caídos. Luke apenas ouviu o barulho de passos, deduziu que Fred teve uma morte rápida. Debruçou-se e foi até a saída. Mas quando olhou para trás, viu o enorme dinossauro branco olhando para ele. Ficou paralisado. O dinossauro apenas olhava e mexia o focinho para a saída. Luke saiu do lugar e se levantou. O dinossauro teria lhe dado uma chance? Ele tinha evoluído o bastante para “gostar” dele? Ele iria o deixar sobrevi...

Então o dinossauro o pegou com suas garras e o jogou para cima, abocanhou suas pernas e o jogou-o violentamente em uma rocha. A pancada foi na cabeça, Luke morreu na hora.

Lane se levantou rapidamente e correu pelo meio da floresta. Ouvia passos e não sabia do que eram; apenas corria como se algo estivesse a perseguindo. Suas pernas doloridas e bambas a faziam cair a cada cinco minutos. Depois suas dores ficaram surdas, como se estivesse sentindo-a pela vida inteira. Quando percebeu, estava caída na grama verde e clara de uma planície regada pelo sol. Olhou seu relógio de pulso, ele marcava meio-dia. Se continuasse ali iria morrer de insolação. Tentou se levantar, mas caiu logo em seguida. Na sua segunda tentativa, ela conseguiu. Sombreou seus olhos com a palma de sua mão esquerda e viu uma área urbana perto dali. Céus Ela pensou Devo ter corrido durante horas. Andou até lá mancando, não aguentaria ficar muito tempo acordada, mas se ficasse ali iria morrer pela radiação solar, sem contar o cheiro de seu suor, que poderia atrair predadores. Chegou até a avenida, se desequilibrou e se apoiou na parede. Andou até a porta com passos lentos, até abri-la e entrar no local. Caiu de bruços no chão, mas se levantou para fechar a porta. Olhou ao redor e percebeu que estava em uma praça de alimentação. Estava com muita sede, foi até uma máquina de refrigerante, mas ela funcionava com energia. Lane cambaleou para trás e se apoiou numa cadeira para não cair. Andou pela sala, tonta, quase desmaiando, com uma enorme vontade de dormir. Então finalmente achou um gerador. Abriu o bloqueio e viu uma alavanca. Ao lado dela, algo estava escrito:

Energia Principal: 90%

Energia Reserva: 40%

Em uso: ---

Apoiou sua mão sobre a alavanca, e usando toda sua força, a puxou para baixo. Olhou para o lado da alavanca novamente.

Energia Principal: 90%

Energia Reserva: 40%

Em uso: Reserva

Fechou seus olhos e se sentou no chão. Mas logo se levantou, mesmo com dificuldade. Foi até a máquina de refrigerante e ela finalmente funcionou. Lane pegou seu copo e o levou a boca. Quando o líquido tocou seu paladar, Lane sentiu um gosto quente e amargo, cuspiu tudo que estava em sua boca e acidentalmente bateu em uma mesa, fazendo todo o refrigerante se chocar contra um cartaz. Sua sede agora estava pior, olhou em volta, até que viu um filtro. Foi até ele e selecionou a torneira de água fria. Tomou três copos. Andou até a parede, então tudo começou a balançar, Lane não conseguia mais controlar suas pernas, e então sentiu a pressão do ar batendo em sua cara e tudo ficou escuro. Acordou com a cabeça doendo, olhou para seu relógio e ele marcava três horas. Levantou-se e foi em direção da saída. Abriu as portas e olhou para a enorme passarela. Andou procurando algum lugar para ficar. Lane tinha a intuição de que algo ruim iria acontecer se ela continuasse ali. Ela nunca duvidou de sua intuição, aliás, como duvidar de alguém que já te salvou tantas vezes? Como em um dia, sábado para ser mais exato, estava acontecendo uma balada. Lane foi convidada por seus amigos para ela ir no carro deles junto com eles. Mas ela recusou. De manhã, no noticiário, ela ficou sabendo que seus amigos se acidentaram, haviam ultrapassado o semáforo e bateram em um carro. Por que agora seria diferente?

Andando para lá e para cá, nem percebeu que já estava quase de noite. Ouviu alguns barulhos estranhos, rosnados, grunhidos etc. Ela retirou rapidamente sua roupa e se cobriu com um pano de mesa sujo, que poderia disfarçar seu cheiro. Andou olhando para os lados. O tom de laranja no céu era cada vez mais empurrado pelo preto predominante. Encontrou uma escada perto de um edifício e a escalou. Os barulhos ficavam cada vez mais perto e vinham de todos os lados. Lane olhou para baixo e viu um lagarto, bípede, pele escamosa e marrom ,de dois metros de altura, olhos amarelos, cauda longa e dentes e garras afiadas olhando para ela enquanto pulava e se apoiava nos degraus da escada, mas sempre caia no chão. Lane tentou subir as escadas sobre pressão daqueles barulhos infernais. Logo o barulho se multiplicou, e então triplicou! Lane, quase na superfície, olhou para baixo e viu três lagartos brigando entre si. Um deles mordeu a coxa do outro, enquanto seu pescoço era preso nas presas de um outro. Até que um deles cortou a barriga de um com sua enorme garra, liberando suas tripas e outros órgãos internos. Lane segurou o vômito e finalmente chegou à superfície. Tentou dormir, mas os rosnados não deixavam. Até que, depois de quase cinco horas, os barulhos cessaram e Lane novamente dormiu.

Lane acordou com um rugido vindo do sul. Rapidamente ela desceu as escadas. Na metade dos degraus, um deles quebrou e Lane despencou, caindo no chão. Andou até onde tinha deixado sua roupa e a vestiu. Correu até o oeste, passou por uma enorme piscina e, depois de algumas horas chegou a um lugar que parecia ser lotado nos dias de julho. Olhou ao redor e encontrou uma placa:

Vale da Girosfera

Sentou-se no chão para recuperar seu fôlego e então viu algo saindo das folhas. Era uma pessoa. Então logo se levantou.

–Quem é você?! – Lane não hesitou em perguntar.

–Rana — A mulher saiu das sombras, ela era ruiva e usava roupa safari – Meu nome é Rana. –Ela se apoiou em um corrimão.

–E-eu Lane – Lane se enrolou – Quer dizer, eu me chamo Lane!

–Graças a Deus – Rana andou até Lane – Eu achei que iria me perder e ficar sozinha para sempre nessa ilha.

–Você estava com alguém? –Lane apoiou sua mão em seu ombro.

–Sim – Afirmou Rana – Acabei me perdendo em um ataque de... Dirano... Não... Tiranossauro! É, um ataque de tiranossauro. E você?

–Me perdi em um ataque de... Eu sei lá que bicho era aquele.

Rana deu uma risada leve.

–Então, acho que não vai querer ficar andando por aí, não é?

–Com certeza.

–Então, o que faremos?

–Você já ouviu falar da girosfera?

–Girosfera? – Rana franziu a testa.

–Um veículo em forma de esfera, nós podemos usar para achar mais alguém.

–Ok; como podemos acessá-lo?

–É só puxar... – Lane apoiou sua mão em uma alavanca – Essa alavanca... – logo ela tentou puxá-la – Aqui! – A alavanca fez um estalo e faíscas saíram de seu suporte – Droga.

–Bem... A girosfera deve ser puxada por uma corrente no subsolo, certo?

–Acho que sim.

–Então, é só puxar essa alavanca com toda a força! – Rana puxou a alavanca, até a mesma se soltar do suporte e Rana cair no chão.

–Você está bem?! – Lane foi socorrer Rana.

–Sim. – Ela se levantou.

–Olha! – Lane apontou para duas correntes saindo por uma brecha do suporte – Deu certo!

–Me ajuda a puxar isso! – Rana correu até as correntes e as puxaram. Lana a ajudou.

Elas ouviram um rangido, olharam para o lado e viram uma girosfera.

Notas finais
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