De volta ao Jurassic World
7 Blue
Notas iniciais
O grupo divido da BioSyn, constituído por Hard – o homem de boné – Marck – o homem que usava óculos de grau – William e Billy estavam descansando no meio da avenida principal, pois já haviam caminhado durante horas.
–O que que cê tá fazendo aí? – William, que estava tomando água de seu cantil, perguntou para Billy, que estava se segurando em uma estátua de triceratops, erguendo seu rádio para o ar.
–Tentando pegar sinal – Billy tentou subir mais um pouco – Estou tentando há horas todos os canais disponíveis, mas parece que não há nenhum sinal aqui – Ele apoiou seu pé direito na cauda da estátua e segurou o chifre da mesma com sua mão esquerda – Consegui!
–Tentando pedir socorro, Billy? – Perguntou Hard.
–Não, ele deve estar tentando ligar pra mãe dele. – William brincou com a situação – Deve ter umas cinco chamadas perdidas.
–Sim, Isla Nublar, as coordenadas? – Billy estava falando ao rádio — Perto de umas estátuas aqui... Ah, não é isso? –Ele afastou o rádio e olhou para William – As coordenadas! Passa as coordenas!
–Deve ser... Uns 100 ao... – William foi interrompido por Hard.
–Fala pra eles nos procurarem, provavelmente não estaremos aqui dentre alguns minutos.
–Estamos correndo sérios riscos de vida aqui... Não, não, não fomos ameaçados de morte... Ah, Juanito se lembrou de algo? Claro que não, pura lenda – Ele deu um leve riso – Só procure permanecer no ar enquanto nos procura, ok? Sim, tudo certo. Três horas, sem interferência? Ok, ok. – Ele desligou o rádio e caiu da estátua – Eles chegaram dentro de três horas. – Ele se levantou.
–Rápido, gente, não podemos ficar aqui a vida toda, vamos, vamos – Marck os ordenou a voltaram a caminhar.
–Acho que minha perna tá doendo de tanto ficar parada – Reclamou William.
–Diz isso pras minhas costas – Billy estava mancando.
Eles andaram pelas estátuas espalhadas, até chegarem a uma estátua de velociraptor.
–Olha só – William olhou para um enorme pano cobrindo uma passagem.
–Wil, dá pra você parar de ficar olhando pra tudo e continuar andando? –Disse Hard.
–Andar pra onde? Não poderíamos esperar o helicóptero?
–Pare de ser infantil, droga – Marck ficou estressado.
–Eu vou só... – William colocou a mão no pano, mas Hard o impediu de fazer outra ação – Tá bom, eu não vou puxar isso. – Hard soltou a mão dele e voltou a caminhar, mas ouviu um barulho cortando o ar vindo de trás.
–PORRA, WILL! – Ele se estressou olhando para trás.
–Calma, são só estátuas – William olhou para quatro estátuas de raptores. Uma Branca acinzentada com listras azuis que iam de seus olhos a sua cauda, uma marrom, outra verde claro, uma verde forte com listras verdes mais fortes ainda, e por último, uma branca acinzentada com listras azuis que iam de seus olhos a sua cauda. Só que essa parecia mais real.
–Aí, é impressão minha ou tem duas estátuas iguais? – Indagou William apontando para as estátuas.
–Só continua andando – Disse Hard.
–Tá bom...
Eles andaram um pouco, até que Billy saiu de perto da última estátua. E então um vulto passou pelo mesmo e o levou para o outro lado da estrada. Billy deu um pequeno grito.
–BILLY?! — Willian logo pegou sua arma e apontou para trás, os outros fizeram o mesmo.
–Cadê ele? – Indagou William.
–Deve estar brincando com a gente – Marck estava de mau humor – Ele tem quase a mesma idade mental de William.
–Marck, isso é sério. – Hard se abaixou e pegou a arma de Billy — Algo deve ter pego-o de surpresa.
–Mas... o quê? – Indagou Marck.
–A estátua... A estátua repetida! Ela sumiu! – William exclamou apontando para o espaço livre.
–Animal inteligente...
–Façam um círculo, se ele aparecer, não hesitem em atirar! — Hard ordenou e os outros obedeceram.
–Fiquem atentos a tudo – Murmurou Hard.
Então William percebeu algo se mover em um monte de lixo, ele apontou para lugar. E de repente, algo avançou nele, William atirou e foi ferido por vários cactos de vidro, só percebeu que tinha atirado nos restos de um espelho quando o mesmo chocou-se com ele e o mesmo caiu.
–Droga! – Hard e Marck tentaram o ajudar — Se levanta! se levan...! – Hard foi interrompido quando algo mordeu os pés de William e o arrastou até o monte de lixo.
William gritou, e Hard, que quase caiu também, pegou sua arma e tentou atirar no animal. Mas vacilou errando todos os tiros e então William foi levado até o monte, fazendo com que seus gritos de socorro se transformam em gritos de dor cada vez mais fraco, até se silenciar.
–Vamos sair daqui! – Marck se desesperou, Hard apenas assentiu e os dois começaram a correr pela estrada.
A cabeça do animal apareceu no monte de lixo. Sua boca estava coberta de sangue. O mesmo, em um salto, foi para o meio da estrada e correu por ela pelas sombras das barracas, derrubando quase todas as mesas e cadeira. Ele subiu no teto de uma cabana quase rasgando sua superfície. Adquirindo um pouco de equilíbrio, saltou em uma janela. Ela estava um pouco aberta e o lagarto se apoiou nela. Olhou pelos lados, farejando o ar. Mas o vento ia contra o seu favor. Então ele pulou no chão, escorregando na queda. Olhou para trás e sentiu o cheiro de suor, junto com alguns sons de passos. O mesmo se escondeu nas sombras de uma cabana.
–Acho que o despistamos. – Disse Hard ofegante.
–Eu não aguento mais correr – Marck se sentou no chão.
–O que é aquilo? – Hard olhou para o céu e viu um pássaro, semelhante ao que atacou o avião.
–Está caçando...
O pássaro deu meia-volta no caminho e foi em direção a eles.
–Droga, que péssima hora pra hora de caça! – Hard e Marck começaram a correr.
–Ele vai pegar um de nós pri... – O pássaro pegou Marck, seus óculos caíram e quebraram no chão.
O pássaro não voava muito alto com aquele peso. Então Hard pegou sua arma e atirou, mas estava sem munição.
–Droga!!
Ele pegou uma pedra e jogou no pássaro, que soltou Marck e caiu no chão.
–Você está bem?! – Hard foi até Marck.
–Só com uma dor de cabeça. – Marck levantou-se.
Os dois olharam para o pássaro, se levantando e dando passos vacilantes com a iniciativa de voar. Até que o mesmo raptor de antes pulou nele. O raptor rasgou sua pele em várias partes. O pássaro gritava muito. Até que o raptor quebrou seu pescoço e o barulho de gritos se silenciou. A essa altura, Hard e Marck já tinham corrido.
O raptor olhou e viu os dois chegando cada vez mais longe. Então o seguiu, sem perceber o grande corte que havia em sua coxa.
–Por ali! – Hard apontou para uma escada com um dos degraus quebrados. Os dois subiram e chegaram até o teto.
–Parece que finalmente estamos livres. – Marck se jogou no concreto.
O raptor subiu em uma lata de lixo e logo após saltou em um andaime. Saltou de degrau em degrau por uma escada diagonal até chegar ao teto. Começou a pular de teto em teto, ficando cada vez mais fraco.
–Droga, ele está vindo! – Disse Hard.
–Onde? – Marck não conseguia ver direito.
O raptor se aproximava cada vez mais, movendo a cabeça para os lados.
Hard correu até o outro lado do edifício e percebeu que ele separava a avenida da floresta.
–Vamos ter que pular – Disse Hard enquanto Marck ia até ele.
–Eu não vou pular!
Hard olhou para trás ao mesmo tempo em que o raptor pulou no outro lado do edifício.
–Mas eu vou! — Hard pulou sem pensar, sentiu uma enorme dor quando tocou o chão e não conseguiu se levantar.
–M-merda... – Marck se distanciava do raptor que se aproximava lentamente dele.
–Pula! Pula! – Murmurou Hard se arrastando até um mato alto.
Então, Marck pulou, o raptor tentou pegá-lo, mas se esborrachou na superfície.
–Isso! – Murmurou Hard.
Mas a alegria durou pouco... Um outro pássaro o pegou enquanto ele caía. Marck gritava, mas dessa vez Hard não podia fazer nada. Então os dois finalmente desapareceram da vista de Hard.
Hard olhou para cima e viu o raptor. Ele fechou os olhos esperando o pior. Mas o raptor recuou. Hard percebeu e se arrastou até o mato, se camuflando. Ele não desistiria tão fácil pensou, e então acabou desmaiando.
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