De repente princesa
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Por Grace.
Como eu pude ser tão burra? aaaaaaa que vontade de voar na cara daquela cobra e arrancar aqueles cabelos lambidos.
Agrh.
Como James pode fazer isso comigo. Ele disse que me amava, e eu burra, idiota e boba apaixonada acreditei.
Agrh.
Não sei se bato nele, nela ou em mim.
Agrh.
Burra, burra, burra Grace.
Pudia sentir as lágrimas querendo sair dos meus olhos quando esbarrei em alguém, vi quer era Oliver.
Ótimo! incrível! só pra melhorar o meu dia!
—Grace? porque está com essa carinha de triste?- Ele perguntou de um jeito tão meio que até achei por um momento que ele realmente se importava.
—Nada.-Disse seca, afinal, não acredito que ele possa desenvolver algum sentimento por algum ser humano, nem mesmo o de compaixão.
—Claro que é alguma coisa, querida. Me conte.-Disse acariciando minha bochecha.-Julie, pegue uma água pra Grace, ela não parece estar muito bem.
Olhei pra Julie e vi que ela ia responder e que não queria me deixar sozinha.
Obrigada Deus por ter me dado uma amiga tão maravilhosa.
"Tudo bem" eu sussurrei ela me olhou feio e saiu deixando eu e Oliver sozinhos.
—O que foi que te deixou assim tão triste?-Ele perguntou se aproximando ainda mais, mas eu dei dois passos pra trás.
—Já disse que não foi nada.
—Como nada, meu amor? você está quase chorando. Me diga o que deixou você assim que tomarei providências.
—Eu não sou seu amor, e não se preocupe pois tenho tanta autoridade quanto você, se for preciso tomar providências não se preocupe que eu mesma tomarei e farei o que for adequado.
Ele fez careta com a minha resposta.
—Não seja tão dura comigo, eu só quero te ajudar.
—Então fique longe de mim.-Disse séria.
—Com licença, altezas. Mas sua majestade solicita a presença de sua filha.-Disse James surgindo do nada.
Dei a última olhada pra Oliver e me virei indo em direção ao escritório do meu pai, James me seguia.
—Pode continuar o que estava fazendo, como eu disse, não quero atrapalhar, já deu o recado pode ir, aproveita e tira o dia de folga, não estou a fim de ver você perto de mim tão cedo.
—Grace... me deixa explicar.-Disse ficando mais perto de mim e eu parei de andar.
—Explicar o que, James? o quanto eu fui idiota por acreditar em você? não se preocupe eu entendi muito bem sozinha.
James me puxou elo braço e me empurrou para dentro de uma sala vazia e fechou a porta assim que entrou.
—Abre essa porta.-Disse entre os dentes.
—Não.
—James, abre essa porta, agora!!!
—Não. Não enquanto não me ouvir.-Disse sério.
—Ouvir o que? mais mentiras? não estou a fim de ouvir, tá legal? então facilite pra gente e abre essa porta!
—Ela que me beijou, Grace. Eu te amo, não duvide disso.-Disse calmo e eu o olhei pasma.
—Você acha mesmo que isso vai se resolver com "eu te amo, nunca duvide disso"? faça-me o favor, James, como você quer que eu acredite que foi ela que te beijou? de repente não tinha forças pra afastar ela? ou será que estava realmente gostando? porque essa é a única explicação lógica pra isso.
—E você foi logo correndo pros braços de Oliver, não é?
—Se eu corri pro braços dele ou não, não é da sua conta. E eu não estava beijando ele ao contrário de certas pessoas.-Disse cruzando os braços.
—Ela me beijou e eu fiquei sem reação, Grace, acredita me mim, por favor.-Ele disse com uma carinha de dar dó.
Foco, Grace, você está brava com ele.
—Ficou sem reação? como ficou sem reação, James?-Disse já falando mais calma.
—Acredita em mim.-Ele disse se aproximando.
—Fica longe, que você está fedendo a Molly.-Disse séria e ele riu.-Qual é a graça?
—Você fica linda com ciumes.-Disse disse se aproximando de novo tentando me beijar mas eu o afastei.
—Sai que você está com veneno de cobra!-Disse voltando a ficar brava.
—Para, Grace, acredita em mim eu não gosto dela, se eu gostasse não teria terminado com ela a tanto tempo. Acredita em mim, eu amo você, não ela. Meu coração é seu, não dela.-Senti as lágrimas vindo de novo e não pude impedir de algumas -talvez muitas- caíssem.-Não deixa ela estragar nossa relação.
—Já foi estragada, James! o que eu vi não pode ser mudado.
—Não fala assim.-Ele acariciou minha bochecha mas eu dei um passo pra trás e ele me olhou triste.-Eu te amo.
—Me ama? você me ama, James? se você me ama mesmo como pode fazer aquilo?.
—Me diz o que tenho que fazer pra fazer você acreditar em mim.-Ele perguntou com a voz vacilante, o que fez olhar pra ele e perceber que ele também estava chorando.
James chorando?
—Eu quero sair, meu pai está me esperando.-Disse séria mas ainda chorando com os braços cruzados.
—Era mentira, eu que inventei aquilo pra você sair de perto do Oliver.
O olhei indignada.
—Era só o que me faltava.-Percebi que ele não segurava mais a porta então fui até ela pra poder ir embora, mas antes que eu pudesse até mesmo abri-lá ele segurou meu braço.
—Me diz que a gente ainda está junto, por favor.-Pude ver outras lágrimas saindo do olho dele.
—Não existe mais a gente, James.
—Não, não faz isso.-Ele tentou se aproximar de novo mais eu me afastei novamente.
—Tire essa semana e a outra de folga. Não se preocupe que eu me resolvo com meu pai.
—Grace, não faz isso, não quero ficar longe de você.
—Mas eu quero ficar longe de você.-Disse seca.- É uma ordem, vá para casa, só volte daqui a duas semanas, se quiser libero a Molly também.
—Para, eu quero você, eu amo você, preciso de você.
—Não precisa comunicar meus pais, eu mesma aviso.
—Você não pode ficar sem segurança, é perigoso.
—Não me importo! só quero você longe de mim.
—Eu te amo, Grace.
—Tchau, James.
—Grace, não faz isso, eu te amo.
Sai e nem olhei pra trás, só segui pro meu quarto quando cheguei lá Julie já estava lá me esperando. Corri e a abracei e me permiti cair aos prantos em seu ombro.
—Grace,preciso te contar o que aconteceu hoje, eu estava com a Nana e conheci o filho dela e você não acredita no que.....-Sophia perguntou entrando no meu quarto e se assustando quando me viu chorando.-O que aconteceu?- Ela perguntou vindo até nós.
—O James e a Molly estavam se beijando.-Julie Disse e eu comecei a chorar ainda mais.
Sophia me abraçou também formando um abraço coletivo.
—Ai meu Deus, o James? foi por isso que Molly estava tão alegre. Nunca gostei dela! nem da mãe dela. Aquela família é problema, já disse isso pra mamãe, mas ela não acredita.-Sophia disse rápido.
—Grace, não chora, me conta o que aconteceu. Vocês conversaram?
Contei a elas tudo o que aconteceu.
—E o que você vai dizer pro papai?-Perguntou Sophia.
—Eu pretendo que ele nem saiba.-Disse.
—É meio que impossível. Alguma hora ele vai perceber que James não está aqui.-Disse Julie.
—Eu só preciso de um tempo longe dele pra pensar direito. Preciso analisar pra saber se ainda confio nele.-Disse e Sophia me olhou triste.
—Grames juntos ou separados eu sempre estarei aqui pra você.-Julie disse e eu a abracei.
—Acho que eu amo mais você do que a mim mesmo, Julie.-Ela sorriu.
—Eu sei.-Nós rimos.
—Estamos juntas e isso nunca vai mudar, independente de qualquer coisa.
—Não sei o que seria de mim sem você.-Disse nos abraçamos de novo.
—Não sei que conta muito mas eu também estou aqui, pra o que precisar.-Disse Sophia.
—Claro que conta. Você é minha irmã.-Disse e ela sorriu.
—Agora vamos limpar esse rosto, colocar uma maquiagem e mostrar pra bruaca da Molly que você arrasa.-Disse Julie.-Vamos mostrar pra ela como se brilha.
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