De repente princesa
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Por Grace.
James e eu estávamos ainda dançando no imenso salão quando a Julie me puxou repentinamente e começou a gritar e a dar uma pulinhos eufóricos e extremamente ridículos.
—Mulher, para de pular que nem doida e me diz o que aconteceu.-Disse e ela me parou e pular ne encarando feio.
—A pessoa nem pode mais demonstrar felicidade?!-Ela disse indignada.
—Se você me falar qual é o motivo dessa felicidade toda talvez eu pule junto com você.-Disse e ela riu.
—O que você acha do príncipe Daniel?
—Como assim o que eu acho do príncipe Daniel?.-Disse já com um sorriso cúmplice.
Ela corou.
Mas ela não é de corar, corar é uma coisa minha!
—Julie... desimbucha.-Disse colocando a mão na cintura como se eu fosse a mãe dela.
—Quando você tirar a mão da cintura talvez eu te leve a sério.-Disse rindo.
Fiz uma careta e tirei as mãos cintura.
—Não é nada demais. É que ele me chamou pra dar um passeio no jardim amanhã.-Ela disse olhando para as unhas como se não desse importância.
—O que?!! Não, por essa eu não esperava, você dando trela pra um príncipe? Quem te viu quem te vê, Julie! Pra quem dizia que nunca se deixaria encantar por um principezinho qualquer em um cavalo branco parece que não está seguindo muito as suas próprias palavras.-Disse e ela bateu no meu braço.-Ai, agressiva! Se continuar assim não vai conquistar o Príncipe.-Não adiantou de nada porque ela me deu outro tapa.-Ogra!-Disse e ela deu uma risadinha.
—Dá pra você parar de ser assim e me responder o que acha dele?!-Ela perguntou fingindo uma seriedade enquanto segurava o riso.
—Não sei o que você quer que eu diga, nunca nem conversei com ele. Só sei que ele é bonito e educado.Disse sincera e ela assentiu.- Vá encontrar ele no jardim amanha e me diga você como ele é.-Disse e ela sorriu satisfeita.
Olhei ao nosso redor e pude ver meu pai conversando com outro rei e me lembrei que eu tinha algo a fazer.
—Julie, eu preciso fazer uma coisinha,já volto.-Disse e nem esperei sua resposta, só fui em direção a meu pai.
Quando cheguei perto deles o suficiente disse:
—Majestades.-E me curvei.
—Alteza, creio que não é necessário toda essa formalidade. Mas me de o prazer de conhece-lá devidamente, sou rei Vinter de Falzland.-Disse pegando minha mão mão depositando um beijo na mesma.
—O prazer é todo meu, majestade! Sou a princesa Grace.- Disse e ele sorriu de forma amigável.
Gostei dele.
—Sua filha é um doce de princesa.-Disse olhando para meu pai que sorri todo orgulhoso.
—Minha filha é realmente incrível.-Ele disse me puxou para me dar um abraço de lado.
—Princesa, com todo o respeito, mas não acho que veio aqui para nos acompanhar sobre política.-Disse o rei Vinter me lembrando do que eu tinha realmente vindo fazer aqui.
—Ah,Sim! Pai... preciso falar com o senhor.
Ele me olhou surpreso e curioso.
—Vinter, nos dê um minuto.-Meu pai disse e o rei saiu indo sentar perto de sua esposa.
—Primeiramente quero lhe parabenizar pelo seu discurso, foi diferente, mas incrível.-Ele disse e eu sorri agradecendo a Deus por ter ele em minha vida e acima de tudo me aceitar como eu sou.
—Obrigada, mas não é sobre isso que eu vim falar com o senhor.-Disse olhando para o chão escolhendo mentalmente as palavras corretas convencê-lo de que o que estava preste a pedir era uma boa ideia.
—Então diga, o que quiser será seu.
Opa.
—Gostaria de ir visitar a família do James.
—O que?-Ele disse estupefato.
—Pai, o pai dele está muito doente, com leucemia. A família dele precisa dele agora.
—De jeito nenhum! Você estará correndo um grande perigo, tem noção disso?! Grace, essa ideia não tem cabimento.-Ele disse passando a mão no rosto nervoso.
—Pai, eu estarei com meu guarda. Não vai haver perigo algum, e se houver James estará pronto pra me proteger. E pense como será bom para os súditos se vissem como somos generosos, eles variam que nos importamos com eles, pai.
—Prefiro que nos vejam como esnobes e você estando segura.-Disse entre os dentes.
—Mas pai....
—Grace, é muito perigoso.
—James estará comigo.
Eu vou estar com ele, na verdade.
Ele suspirou.
—Podemos sair logo ao amanhecer e voltar quando já tiver anoitecido, não sairemos da casa da família dele e ninguém nos viria, o que diminuí quase totalmente o risco.-Disse tentando ser persuasiva.
Ele suspirou novamente.
—Tudo bem,Grace.-Eu me joguei no seu pescoço o abraçando.
—Obrigada,obrigada.-Disse beijando sua bochecha.
—Na próxima vez me pede algo mais fácil.-Ele disse e eu ri.
—Não prometo nada.-E fui em direção alguama cadeira vaga.
Quando finalmente achei me sentei sorrindo satisfeita. Alguém sentou ao meu lado.
Que isso, não posso mais sentar sozinha?
Olhei e vi Oliver. Ótimo!
—Pensei que levaria em conta o meu pedido para sua primeira dança.
Olhei e disse:
—Pensou errado. Não danço com o noivo da minha irmã.
—Não dançou comigo pro causa da Sophia? Esquece ela! Vamos viver nós dois.
—Oliver.-Massagiei minha testa tentando me controlar.-Não foi por causa da Sophia, foi justamente pelo fato de não ter um nós. E de ainda está com dúvidas vou deixar bem claro nunca haverá um nós.
—Então quer dizer que você tem alguma coisa com aquele soldadinho?
—Tenho, uma coisa chamada amizade. E ele não é um soldadinho, ele é um guarda honrado e deve ser tratado como tal.-Disse brava.
—Grace, eu soube que você morou em um orfanato, não conhecia seus pais... Mas agora você é uma princesa e precisa andar com gente a sua altura. Precisa se lembrar que agora é da realeza, precisa se comportar como tal-Disse como se estivesse me ensinando algo fantástico.
— Oliver, eu acho que é você que precisa saber que não é uma coroa que vai mudar quem eu sou. Mas tem uma coisa que eu acho que você tem razão.-Ele sorriu.-Eu deveria andar com gente a minha altura.-Ele assentiu.
Me levantei.
—Alteza, aonde vai?-Perguntou Oliver confuso.
—Encontrar alguém a minha altura.-Disse e fui em direção a mesa de doces.
Meu Deus, era tanto doce que não sabia qual pagaria primeiro. Gente que vontade de nadar nesse mar de açúcar.
—Recomendo o beijinho trufado. -Disse James surgindo ao meu lado e apontando pra uma parte da mesa. Peguei um dos que ele apontou e comecei a comer.
—Realmente.. hmmmmmm, é uma delícia.-Disse fechando os olhos para me concentrar melhor naquele sabor divino.
—Vi você conversando com Príncipe Oliver.-Ele disse pegando um brigadeiro.
—Não sei que aquilo pode ser chamado de conversa.-Disse fazendo careta.
—Quando eu o vi se aproximando me aproximei também, fiquei meio que em alerta sabe?-Eu assenti.-E acabei ouvindo a conversa.-Arregalei os olhos.-Obrigado.- Ele disse a sorriu.
Por um tempo na permitir admirar aquele sorriso incrível que ele tem, mas me lembrei que deveria contar pra ele a novidade.
—James, eu falei com meu pai.-Ele me olhou confuso mas depois pareceu entender do que ele está falando.-Partiremos antes do amanhecer e voltaremos assim que anoitecer.
Ele abriu um sorriso ainda maior e me abraçou,ficamos um tempo ali abraçados. Eu com a cabeça encostada em seu peito ouvindo as batidas do seu coração e ouvindo o ar entrando a saindo dos seus pulmões.
—Grace, você não imagina o quanto estou feliz.-Ele disse assim que nos separamos.
Sorri em resposta.
—Só queria ter algum jeito de retribuir.-Ele disse olhando em meus olhos.
—Fique comigo pra sempre, seja meu amigo que estará retribuindo.
Ele me abraçou novamente.
—Eu não conseguiria mesmo ficar longe de você.-Ele sussurrou, mas pude ouvir.
E não consigo descrever o quanto essas palavras me alegraram. Sei lá, era diferente essa alegria.
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