De repente bilionária
6 Acompanhante
Era sexta feira e depois de tantas aulas eu me senti feliz por estar indo embora, não exatamente para a minha casa, eu já estava com uma mochila cheia de roupas e coisas necessárias. A mãe de Bea era estilista e costureira e então decidi fazer meu vestido neste fim de semana e mal estava aguentando a ansiedade, iriamos sair no sábado e no domingo ficaríamos na casa dela. O pai de Bea me olhou entrando no carro e deu um sorriso, retribui e então ele voltou a ligar o carro. O irmão de Beatriz tinha ido embora mais cedo, ele era um cara legal e eu tinha falado com ele só uma vez, mas era legal. Ela me convidou a entrar assim que chegamos, me deparei com aquela sala de estar enorme, mas tentei não demonstrar o entusiasmo de estar ali, era bom ter uma nova amiga. Taquei a mochila pelos ombros e começamos a subir as enormes escadas, e quando subia dei de cara com Felipe, ele deu um sorriso de lado e eu tentei retribuir, mas acho que saiu meio estranho.
Desviei dele e segui Beatriz, entramos no quarto dela que era enorme e cor de rosa, eu já imaginava já que ela amava rosa, nada contra se bem que me sinto nauseada ao ver aquela cor. A cama de casal era macia e enorme, taquei minha mochila no canto do quarto e caminhei olhando a enorme estante de livros dela, nada me admirou pois eu já sabia o nome da maioria dos livros dela. – Sua casa é linda. — Afirmei olhando em volta.– Tanto quanto meu primo? — Ela olhou pra mim com um sorriso no rosto e eu desviei meu olhar. — Vamos descer? Temos que falar com a mamãe, ela está louca para te conhecer e meu irmão tá jogando lá em baixo. Assenti e me dirigi até a porta, descemos as enormes escadas e avistei Felipe e Eduardo sentados no sofá com controles de xbox na mão, a mãe de Bea me viu e deu um sorriso largo e bonito. Ela me puxou para o meio da sala logo atrás do sofá e me fez girar umas três vezes, admirando meu corpo e provavelmente tendo milhares de ideias para o vestido. – Já tem uma ideia do que quer para o vestido? Como é o vestido dos seus sonhos? — Fiquei nervosa, eu sabia exatamente como queria, mas não queria falar na frente de Felipe. – Rosa? Azul? Roxo? Branco? — Bea me olhava com curiosidade, me deixando ainda mais constrangida. Felipe me olhou rapidamente e voltou a prestar atenção no jogo, já chega, agora ele teria de prestar atenção em mim, faria de tudo para ele gostar de mim, pois eu queria ficar com ele. – Acho que lilas é uma ótima cor, acho que curto é o ideal né? — Perguntei para a mãe de Bea. – Você pode fazer longo com saia removível. O que acham meninos? — Ela olhou para os dois que pareciam concentrados demais naquele jogo idiota. – Aham. — Eduardo nem fazia questão de responder algo convincente. – Acho que seria legal, é para o seu aniversario Manuela? — Felipe pausou o jogo e Eduardo deu um suspiro de raiva. Eles olharam para nós e não desviaram em nenhum momento.– Sim. — Respondi rapidamente.A mãe de Bea tirou minhas medidas e os meninos continuaram a jogar e suspirando a cada morte que acontecia naquele jogo bobo, cansamos de falar do vestido e combinamos terminar em outro dia. Bea me puxou e me fez sentar no sofá ao lado de Felipe, Eduardo se levantou e desligou o xbox caminhou até nossa frente e sorriu, pela primeira vez no dia. – Vocês vão na festa da Roberta? Bea me olhou e sorriu, não iriamos, até porque não tínhamos sido convidadas. Mas o olhar de Beatriz dizia outra coisa, dizia que iriamos. – Sim, vou com o Michael, ele foi convidado e ele pode levar alguém. O problema é a Manu, não achamos um par pra ela. — Vadia, nem tinha me avisado que iria em uma festa. – Sem problemas, posso ir pra casa. — Respondi e dei um sorriso olhando para os meus pés. – Você pode ir comigo, não tenho par. — Felipe me olhava sem expressão alguma no rosto, só com aquele rosto sem sorrisos, sem testa franzida, só sendo Felipe.– Não precisa, serio. — Eu não queria ir, não conseguiria ficar com ele a noite inteira sem sentir vontade de puxa-lo para perto de mim e roubar um beijo daquela boca perfeita. – Precisa sim, obrigada primo. Ela vai adorar ir com você, precisamos nos arrumar, então vamos logo. — Bea me puxou e corremos pelas escadas direto para o seu quarto. Ela tirou milhões de vestidos daquele enorme guarda roupa, a maioria era rosa então a maioria estava descartado, olhei um azul que era lindo demais e provavelmente pegaria emprestado. Tinha alças grossas que tampavam os ombros, era justo e cheios de detalhes na parte de cima e a parte de baixo era rodado e cheio. O tipo bem princesas na disney, eram na altura dos joelhos. Bea negativou com a cabeça e eu levantei minhas sobrancelhas. – Tem tantos melhores que esse, nunca gostei desse vestido. – Não, eu quero esse!Beatriz colocou um vestido justo e rosa, fiz alguns cachos nas pontas do cabelo, mas falhou e ficaram caídos e apenas ondulados. Fiz uma maquiagem simples do jeito que sabia, ou seja, nada de mais, coloquei um sapato alto que eu tinha na mochila e dei uma ultima olhada no espelho. Ouvimos Michael, Eduardo e Felipe conversando e então decidimos descer, os olhos de Felipe automaticamente perseguiram por meu corpo e um sorriso se abriu naqueles lábios bonitos, ele caminhou até as escadas e me esperou descer, Beatriz estava logo atrás e quando desceu correu para os braços de Michael e deu um selinho demorado naquele garoto estranho, realmente achei que ele fosse mais bonito, não sei, só não parecia o tipo dela.
Felipe se aproximou de mim e colocou uma das mãos na minha cintura e quando os lábios dele se aproximaram perto do meu rosto eu me senti como em um conto de fadas, os lábios dele eram quentes e eu sentia eles através da minha bochecha. – Você tá linda. — Eu sorri e ele retribuiu. Os pais de Beatriz levaram para a casa de Roberta que estava lotada de adolescentes, principalmente gente da escola. Caminhamos até a entrada e quando estávamos lá, não vi nem Beatriz e nem Eduardo, eu estava a sós com Felipe e o nervosismo deixava meu corpo dormente como se eu fosse cair. Ele segurou a minha mão e me levou até um ezopor em cima da mesa, tirou duas cervejas de lá e as abriu, uma foi parar em minha mão e a outra já estava na boca dele. Eu nunca tinha colocado uma gota de álcool na boca, mas não queria parecer uma medrosa pra ele, coloquei a boca naquela garrafa e dei um gole, Felipe deu uma risada ao ver minha cara quando bebi aquela coisa amarga. – Você não precisa, serio. — Ele tentou tirar a garrafa da minha mão, mas eu segurava a garrafa com força. – Eu quero. Bebi aquela cerveja rapidamente e Felipe fez o mesmo, como se estivéssemos competindo e quando acabamos gargalhamos muito, ele me puxou para a pista de dança e dançamos umas três musicas, e então um garoto chegou perto de mim. Parecia ter uns vinte anos, Felipe franziu a testa quando o viu se aproximar bem de mim, o garoto colocou a mão na minha cintura e eu sorri para ele, o garoto era bonito e tinha olhos bonitos. – E ai gatinha? – Sai fora cara, ela é muito nova pra você.- Felipe colocou a mão no ombro do garoto e o afastou de mim. – É o seu namorado? — Negativei com a cabeça. – Eu tô com ela, sai fora. — Ele olhava para o garoto com raiva, de um jeito que eu nunca tinha visto.O garoto me olhou e foi embora, Felipe pegou na minha mão e me levou a mesa, bebemos umas cinco cervejas e nunca me senti tão tonta, eu devia ter bebido rápido demais. Era uma festa do ultimo ano da escola, não era para uma garota de quatorze anos estar lá e principalmente bebendo cerveja. Felipe foi ao banheiro e eu fiquei sentada o esperando enquanto continuava a dar uns goles na cerveja, uma garota se aproximou e deu um sorriso para mim, ela devia ser veterana também, ela estendeu a mão com alguns comprimidos e eu peguei sem entender. Aspirinas talvez, não liguei, hoje eu iria curtir apesar de tudo. Coloquei na boca e engoli. Felipe chegou em seguida e eu me levantei, ele me olhou com a testa franzida e eu dei um riso alto. – O que você tem? — Perguntou. – Acho que me droguei. — Ri.
Notas finais
Tá complicado de postar, tentarei postar todas as semanas galera. Espero que estejam gostando, esse capitulo continuara em breve. Beijinhos galera.
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