De Volta Para Você
18 Prêmio
Notas iniciais
Edward me beijava profundamente. Seus lábios pressionavam os meus, sua língua roçava na minha e ambos me faziam sentir o poder do desejo sexual —e eu sabia que ele também sentia o mesmo.
Nossas mãos exploravam o corpo do outro como se fosse a primeira vez e cada carícia trocada fazia com que a intensidade entre nós dois aumentasse.
Abrindo os olhos o encarei quando sua boca se afastou da minha. A meia luz do quarto —proporcionada pelas velas— evidenciava sua silhueta perfeita.
—Vou pegar umas coisas. – avisou com uma piscadela antes de sair de cima de mim e se levantar.
Sugando meu lábio inferior me sentei na cama, observei cada movimento que ele fez até pegar a caixa com os objetos eróticos e vir até mim.
Exibia um sorrisinho sexy.
—Vamos ver o que eu vou usar em você... – ele soou pensativo e bastante sedutor.
—Talvez eu poderia usar em você. – dei a ideia casualmente. Edward ergueu a cabeça, os olhos estavam estreitos.
—Nada disso. – negou firme. —Eu ganhei o jogo, esqueceu? O prêmio é todo meu.
Curvando minha boca em um bico aceitei sua justificativa, o que eu podia fazer afinal?
—Acho que vou aproveitar esses óleos primeiro. – pegando os frascos Edward me olhou rapidamente. —Deite-se. – mandou dominador.
Mantendo nossos olhos conectados me arrumei na cama, deitada de barriga para cima fechei os olhos e relaxei. Estava pronta para receber a massagem.
Com a respiração solta e a boca entreaberta, ouvi o lacre do frasco ser aberto e logo a fragrância suave preencheu o quarto.
Edward se colocou entre minhas pernas e deslizou apenas as pontas dos dedos por todo o meu corpo. O toque era muito leve e isso me arrancou longos arrepios.
Ele começou a massagem pelas minhas coxas, subindo e descendo as pontas dos dedos por toda a extensão. Depois, desceu mais, pegando meu pé esquerdo e massageando-o com cuidado.
Como se estivesse descobrindo meu corpo, os dedos dele percorreram a área da minha pélvis, meu abdômen, o contorno dos meus seios, ombros, braços e pescoço.
Meu corpo ia vibrando sobre cada toque. Aquilo era muito bom.
Edward não se dedicava a uma área específica de mim, o que só me deixava mais sensível ao seu toque.
Com mãos firmes, ele me virou de lado e me fazendo esquecer todos os comentários negativos sobre massagens em zonas erógenas espalhou todo o óleo por minhas laterais. Era algo sensacional.
Quando Edward pediu que eu me deitasse de bruços meu corpo vibrava e “pulava”. Sentia arrepios por toda a parte e uma sensação de estar levitando. Espasmos involuntários da musculatura também aconteciam e eram muito prazerosos.
Com a ajuda do óleo de massagem, Edward massageou com um pouco mais de pressão toda a minha virilha, de cima a baixo. Ele então passou os toques para cada um dos meus grandes lábios e depois para os pequenos.
Aquilo era mais do que bom.
Então, Edward seguiu para o meu botão do prazer, o clitóris!
Me permiti sentir tudinho.
Seu dedo o contornou e o pressionou com movimentos circulares. Como se tivesse levado um grande choque meu corpo sacolejou na cama em resposta a grande onda de prazer que se acumulou em meu baixo ventre.
—Acho que um pouco do gel do comestível cairia bem agora. – eu quase gemi de frustração quando ele se afastou de mim.
Eu precisava de mais. Mais toque. Mais estímulo.
Edward retirou um segundo frasco, era o gel com sabor de morango, fui capaz de reconhecer mesmo com a luz baixa.
—Feche a boquinha, minha linda. – sua voz era tão envolvente que desobedece-lo era algo impossível.
Assim que uni meus lábios, Edward espalhou uma quantidade mínima do gel sobre eles. Deixou o vidro ao lado e então, voltou a deitar sobre mim.
Sua boca tomou a minha com paixão, nossas línguas se encontraram com luxuria e sede. O sabor do gel era suave, mais do que eu esperava.
As mãos de Edward corriam por meus quadris e eu podia sentir cada pedaço do seu corpo que estava colado ao meu —inclusive seu pal latejante que ainda estava coberto pela boxer.
Edward desceu sua boca por meu pescoço, seus lábios roçavam minha pele enquanto sua língua me lambia. Apertei os lábios ao receber sua mordida e as consequências dela: vibrações deliciosas em minha boceta.
Minhas unhas desenharam riscos por suas costas largas. A necessidade que eu sentia por ele aumentava a cada segundo.
Ajoelhando entre minhas pernas, Edward voltou a pegar o vidro do gel.
Delicadamente, jogou uma gotinha de gel no meu seio, se abaixou lentamente o que só aumentou minha expectativa. Beijando meu mamilo, ele chupou a gotinha, fazendo um carinho delirante com a língua.
Meus dedos se embrenharam em seu cabelo, puxando-o quando Edward repetiu o processo em meu outro mamilo.
Edward desceu um risco e gelado de gel por toda minha barriga, se abaixando o espalhou com a língua por meu abdômen para então sugar cada pedaço da minha pele.
Suas mordidas eram provocantes e me faziam gemer baixinho com a expectativa cada vez maior.
Quando desceu para minhas coxas sugou cada gota de gel com uma vontade intensa e dominadora.
E então, se apossou de minha virilha.
Sua língua subiu e desceu roçando em meus lábios maiores.
Me remexi na cama quando Edward derramou mais uma gotinha em meus lábios menores e os chupou com veemência.
Variando a intensidade e a direção da língua, ele me lavava a loucura com sua boca e quando passou a dar toda sua atenção ao meu clitóris, praticamente saí de orbita.
Edward era bom no que fazia. Usava a língua para lambidas, os lábios para pequenas sucções e os dedos para me penetrar e massagear as áreas sensíveis próximas da minha vagina. Sempre com movimentos intercalados e feitos de forma excepcionais.
—Hora de usar minhas bolinhas. – ele disse e se afastou me fazendo afundar no colchão de frustração. Estava quase gozando.
Cada célula do meu corpo tremia, com dificuldade sentei na cama para ver qual delas ele escolheria. Havia tantas opções, afinal.
—Azul, rosa, vermelha... – foi então que seus olhos pararam em uma especial. Mesmo meio aérea não deixei de sorrir.
Edward me fitou com os olhos cerrados, um sorriso safado estampava seus lábios.
—A preta. – disse provocante.
Mordendo meu lábio inferior, apenas o olhei sorrindo descaradamente. Edward e eu havíamos usado muito as bolinhas pretas quando namoramos pela primeira vez.
O motivo? Elas eram as melhores para o sexo anal.
—Podíamos usar a preta hoje. – sussurrei a Edward que não demorou a retirar uma delas do potinho.
—Você não presta. – falou contra a minha boca.
—Eu sei disso. – lhe lancei uma piscadela antes de beijá-lo com volúpia.
Nossos corpos se esfregavam um no outro, o que só aumentava nossa excitação. Ele mordia e chupava meu pescoço enquanto eu o arranhava por toda a parte.
A pressa ditou cada movimento ali. Edward se livrou finalmente de sua boxer e no segundo seguinte vestiu o preservativo. Usando o gel anestésico não contive o sorriso ao ver que ele escolhera a camisinha certa, seu lubrificante também tinha poder anestésico o que era bastante útil naquele momento.
Edward se encaixou sobre mim e nós voltamos a nos beijar. Minhas pernas estavam enlaçadas em sua cintura e sentir seu pau duro roçando minha boceta me deixava cega de prazer.
Mordendo meu lábio inferior, ele pegou a bolinha preta e com cuidado a introduziu em meu ânus.
Fechando os olhos senti cada pelinho em meu corpo ficar eriçado.
—Se começar a doer você me fala e eu paro, ok?
Acenei rapidamente erguendo a cabeça e sugando seus lábios. A língua de Edward penetrou em minha boca lambendo a minha de um modo bastante excitante.
Uma de suas mão segurava em minha nuca mantendo nosso beijo cada vez mais profundo a outra guiou seu membro até a minha entrada mais “apertada”.
Minhas unhas fincaram com força em suas costas quando o pau de Edward começou a entrar em mim.
Ele ia com cuidado entrando e parando para que eu pudesse me acomodar.
Sexo anal proporcionava um prazer totalmente diferente dos demais. Era mais intenso e selvagem que os convencionais.
Soltamos um gemido juntos quando se colocou todo dentro de mim e eu tive consciência do qual grande e grosso ele era.
Sugando minha língua, Edward começou a estocar. Ia e vinha de vagar. O lubrificante juntamente com o anestésico só auxiliava tudo. Não existia um filete de dor, apenas o prazer que crescia dentro de mim.
A bolinha, composta por substâncias afrodisíacas, estourou e aqueceu toda minha região, sem esquecer é claro, do pau de Edward.
A excitação só ficou maior. Afundando o rosto em seu pescoço eu o mordi com força quando ele passou a estimular meu clitóris com os dedos.
Aquilo era muito, muito bom.
Meu corpo tencionou por completo antes de relaxar nas ondas fortes do orgasmo. Toda a excitação que eu havia acumulado durante a noite, fora finalmente liberada me proporcionando um prazer indescritível.
Edward logo me acompanhou, chupando minha garganta ele conseguiu abafar um pouco seu urro de prazer.
Ele não demorou a sair de mim e se livrar do preservativo. Quando voltou, me puxou para seus braços e me beijou durante longos momentos.
O quarto estava pouquíssimo iluminado, visto que a maioria das velas já haviam se apagado.
Estava cansa e realizada. Aquela noite havia sido a melhor e mais prazerosa de toda a minha vida.
Com um suspiro satisfeito me mexi na cama erguendo o corpo para arrumar a cabeça sobre o ombro de Edward.
—Confortável? – seus dedos correram por minha espinha em uma caricia leve.
—Sim.
—Sabe, eu estava pensando. – parou um momento para beijar minha testa. —Deveríamos ter contado para os seus pais que estamos juntos, se eles descobrirem pela boca dos outros não vai ficar legal.
Soltando o ar pela boca apoiei a cabeça no braço para olhá-lo.
—Vou contar a eles. – disse, havia tomado essa decisão mais cedo após pensar sobre a grande chance de Renée ficar chateada. —Depois quando você voltar, a gente combina um jantar ou algo do tipo.
Edward ficou um tempo em silencio, sabia que aquilo o desagradava tanto quanto a mim.
—Isso é meio chato. – murmurou acariciando meu braço. —Mas já que não temos outra saída...
—Eles vão entender. – apoiando a mão em seu rosto, me inclinei para frente e o beijei.
—Minha mãe não poupou palavras ao dizer como estava feliz por nós dois. – suas palavras me fizeram sorrir.
—Ela me disse também. – confidenciei. —Disse que fazia tempo que não te via tão feliz.
Seu riso saiu baixo e pude constatar um pouco de amargura nele.
—Uns dez anos para ser mais exato.
Aquilo me deixou com o coração apertado. Saber que ele sofrera tanto quanto eu, me deixava ainda pior.
Tomando fôlego pela boca deixei alguns beijos por seu queixo.
Aquilo me deixou com o coração apertado. Saber que ele sofrera tanto quanto eu, me deixava ainda pior.
Tomando fôlego pela boca deixei alguns beijos por seu queixo.
—Como foi sua vida durante esses dez anos? – não evitei a pergunta, realmente estava curiosa.
Ele novamente ficou um tempo em silencio.
—O começo foi bem ruim. – soltou baixo. —Os primeiros meses foram realmente difíceis. Muitos amigos pararam de falar comigo por causa da... – parou quase em cima da palavra tão angustiante. —Terminei o ensino médio praticamente obrigado pelos meus pais e depois, não tinha a menor ideia do que fazer. – traçando linhas imaginárias por seu peito permaneci em silencio. —Mas depois que eu comecei a seguir carreira militar, as coisas melhoram um pouco. – sua voz ficou um pouco mais leve. —Os anos foram passando e eu fui levando.
Prendendo o ar na garganta percebi que sua vida fora tão vazia quanto a minha.
—Agora é sua vez de me contar como foi sua vida nos últimos dez anos. — rindo baixo deixei mais um beijo em sua boca.
—O começo foi bem ruim. – usei suas palavras. —Todos os dias me perguntava se era ali mesmo que eu deveria estar, se era aquilo mesmo que eu queria. – limpando a voz em um pigarro fiz uma pequena pausa. —Só hoje eu percebo que a resposta era não. Se eu quisesse mesmo estar ali não ia ficar me perguntando a cada segundo. – tomando ar pela boca, continuei. —A faculdade me distraía, passei a viver afundada nos livros até me formar e entrar em um grande escritório de advocacia. Com o tempo fui me adaptando e aceitando minha nova realidade.
—Não fez nenhuma amizade por lá?
—Nenhuma que valesse apena manter. – respondi baixo.
—E quanto a sua vida amorosa? – indagou me pegando de surpresa. —Nenhum cara especial?
Maneando a cabeça, ri irônica.
—Nenhum. Só alguns idiotas. – mesmo com a luz baixa, pude ver o sorriso em sua face. —Tive uns namorados durante esses anos. Nenhum passou de um ano.
Edward riu contente, ergueu a cabeça e deixou um trilha de beijos por meu pescoço.
—Saber disso é muito bom. – rolando os olhos, pousei dois dedos sobre sua boca.
—E para você? Não apareceu nenhuma garota especial? – minha voz vacilou um pouco e no fundo eu sabia que podia me arrepender por ter feito tal pergunta.
Edward correu a mão pelo cabelo, deixou um beijinho sobre meus dedos antes de segurar minha mão.
—Bom... – começou com cuidado. —Eu tive uns relacionamentos sérios, um durou quase cinco anos.
Prendi o ar na garganta com aquela revelação.
Cinco anos namorando uma pessoa é muita coisa.
—Outro chegou a um ano e o terceiro, pouco mais de oito meses.
—Você namorou bastante, hein? – indaguei com os olhos cerrados. —Ficou quanto tempo solteiro?
—Bastante nada. – respondeu rápido. —Um ano e alguns meses.
—Esse seu relacionamento de cinco anos...
—Quase. – me interrompeu. —Quase cinco anos.
—Ok, quase cinco anos. – concordei com a boca amarga. —Porque não deu certo?
—Ficou sério demais para mim, ela queria casamento e... – fez uma pausa me puxando para mais perto. —Ela não era você.
O sorriso voltou a aparecer em minha boca, abaixando a cabeça o beijei longamente deixando aquele assunto sobre o passado ser esquecido.
—Que horas você vai amanhã? – indaguei mudando de assunto.
O pensamento de que iria ficar quinze dias sem vê-lo me deixava agoniada.
—As nove. – fiz uma careta com sua resposta. —Tenho que estar lá as dez em ponto.
Erguendo a cabeça encarei o despertador ao lado. Eram quase três e meia da manhã.
—É melhor a gente dormir senão é bem capaz de você cochilar no volante. – as palavras fluíram por minha boca de uma vez e logo me arrependi por ter dito-as.
—Pode ficar tranquila. – Edward riu descontraído. —Dirijo muito bem.
—Quando não está com sono...
—Até quando estou com sono. – alegou me interrompendo.
Rolando os olhos ergui a cabeça e o beijei rapidamente.
—Boa noite, Edward. – sua risada fez minha cabeça vibrar em seu peito. Conforme esperado, ele não me contestou, apenas me acomodou melhor em seu peito.
Soltando um suspiro satisfeito fechei os olhos pronta para cair no sono. Esse que pareceu não durar nem cinco minutos.
O despertador soou em um volume mediano pelo quarto o que já me deixou meio desperta, mas fora a ausência do corpo quente de Edward na cama que me fizera acordar por completo.
Esticando os braços e as pernas me espreguicei na cama enquanto Edward se vestia a minha frente.
Tive de conter o gemido de desgosto ao ver que eram menos de sete horas. Estava tão cansada.
—Te acordei? – Edward questionou se sentando a minha frente na cama.
Correndo a mão pelo cabelo neguei com a cabeça antes de arrumar o lençol sobre meus seios.
—É tão cedo, porque não volta a dormir? – sua mão tocou meu rosto com carinho.
—Perdi o sono. – justifiquei sorrindo, virando o rosto beijei a palma de sua mão. —Porque levantou tão cedo, não vai só as nove?
—Tenho umas coisas para arrumar antes de ir. – explicou com os olhos nos meus. Eles eram tão ternos que só aumentavam minha angustia.
—Hm. – soltei me colocando de pé e deixando o lençol cair por meu corpo. Pude sentir os olhos de Edward queimarem em mim durante todo o trajeto até meu robe preto abandonado no carpete do meu quarto. —Vou fazer um café para você. – disse amarrando as fitas de cetim em minha cintura.
Se pondo de pé, Edward parou a minha frente.
—Não precisa, amor... – erguendo a mão, pousei os dedos sobre sua boca.
—Precisa sim. – fui firme. —Pode ir arrumar suas coisas enquanto isso eu faço seu café.
Abrindo um sorriso lindo, Edward abraçou minha cintura e me puxou até ficarmos da mesma altura.
Meus braços passaram por seu pescoço o que só nos deixou mais próximos.
—Eu te amo, sabia? – perguntou me deixando boba.
Mordendo meu lábio inferior recostei minha testa na sua assentindo com a cabeça.
—Sabia. Eu também te amo. – deixei um rápido beijo em seu queixo. —Muito.
Edward me beijou profundamente antes de ter que se afastar para ir se arrumar. Aproveitando sua ausência, corri para o banheiro e tomei um rápido banho.
Enquanto me secava não deixei de notas as manchas vermelhas e meio roxas espalhadas por todo o meu corpo.
Não contive o suspiro.
Nossa noite havia sido mesmo maravilhosa.
Coloquei rapidamente um vestido solto estampado em verde escuro, com as mangas ombro a ombro. Ele era preso na linha da minha cintura o que só realçava seu modelo.
Já na cozinha preparei ovos mexidos, bacon e panquecas com caldas de olhos no relógio. Faltavam cinco para as oito quando Edward apareceu, estava colocando a garrafa de café na mesa e precisei me segurar ao vê-lo.
Era a segunda vez que eu o via de farda, mas me pareceu a primeira tamanho deslumbre que me abateu.
A cor bege não diminuía em nada sua beleza. A camisa de botões estava justa em seu tórax e por dentro da calça do mesmo tom.
Seus coturnos militares o deixavam mais imponente, assim como o cinto chocolate em sua cintura.
O cabelo estava arrumado, a barba mais cerrada. Ele estava lindo, como sempre.
—Não precisava ter feito tudo isso.
Rolando os olhos, sentei ao seu lado.
—Precisava sim. – erguendo o queixo encerrei o breve assunto. —Vou aproveitar esses dias para ir atrás de um emprego. – contei cortando um pedacinho da panqueca. —Preciso voltar à ativa.
—Pretende trabalhar em escritórios? – Edward soou interessado olhando-me e bebericando seu café.
—Escritório, empresa, fórum... – citei dando de ombros.
—Hm. – ele soou pensativo. —Acho que eu posso te ajudar.
Cerrando os olhos, o encarei.
—Como assim?
—Te conto quando for a hora. – soou misterioso me lançando uma piscadela.
—Edward!
Rindo, ele apenas arqueou as mãos. Seus olhos encontraram o relógio e instantaneamente sua cara ficou fechada.
—Oito e vinte, já. – engoli o suco de laranja com dificuldade. —Tenho que ir, ainda vou passar na casa do Mike para pegá-lo.
Apenas assenti com uma careta no rosto.
Eu ia odiar ficar todo aquele tempo sem vê-lo, mas o que eu podia fazer? Era seu trabalho, seu dever, só me restava aceitar e ficar orgulhosa de sua honrada profissão.
Prendendo o ar na garganta o observei colocar as malas no carro.
Um aperto forte em meu peito me deixava com uma vontade enorme de chorar.
Quando o porta-malas fora fechado e Edward se virara para mim, tive de respirar fundo para evitar as lágrimas.
—Você vai ficar bem? – ele perguntou com carinho.
—Vou. – minhas mãos ficaram em sua cintura. —E você? Vai ficar bem, não é?
Seu sorriso torto quase me desfaleceu.
—Vou sim. – erguendo o corpo, passei os braços por seu pescoço e colei minha boca na sua.
—Eu te amo. – sussurrei em seu ouvido, ainda meio sem fôlego por causa do beijo.
—Eu também te amo. – fechei os olhos ao receber seu beijo na testa. —Olhe, se Heron se comportar mal é só mostrar a aranha de plástico, ok? Ele morre de medo daquela aranha. – Edward relembrou mais uma vez enquanto caminhávamos até o carro.
—Ok, amor. – concordei querendo fechar a porta quando ele a abriu. —Pode deixar que Heron vai ficar muito bem comigo.
Sorrindo, Edward abaixou a cabeça para me beijar novamente.
—Vou sentir sua falta. – murmurou com os olhos nos meus.
Engoli o choro que se acumulava em minha garganta.
—Eu também vou sentir a sua. – minhas palavras se misturaram com suspiro que escapou por minha garganta.
Edward me deu mais um rápido beijo antes de entrar no carro.
—Vai com cuidado. – pedi com os braços apoiados na janela aberta.
Colocando o cinto ele apenas concordou com a cabeça.
—E me liga quando chegar, só para dizer que chegou bem.
—Ligo sim. – esticou a cabeça para beijar meu rosto. —Mais alguma coisa, senhorita Swan?
Rolando os olhos com sua brincadeira apenas neguei com a cabeça.
—Não, só isso.
Colocando os óculos escuros Edward ligou o carro.
—Se cuida, minha linda. – pediu com a voz terna.
Sem dizer nenhuma palavra somente assenti com a cabeça, me afastando para que ele pudesse sair com o carro.
Edward deu a partida em seu Volvo potente e segundos depois acelerou saindo pela rua.
Erguendo a mão acenei sabendo que ele me via pelo retrovisor.
Engolir o choro foi difícil, mas me mantive firme ao ver seu carro desaparecer pela rua.
Quinze dias.
Quinze longos dias sem ele.
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