Notas iniciais
Oi, oi, oiii gente :D Como vocês estão? Boom, antes de tudo queria agradecer a Bels Cullen pela recomendação! Muito obrigada por ter recomendado, eu amei *---* Agora, vamos ao capítulo :D Espero que gostem, boa leitura ^^

Tomei ar pela boca quando parei o carro em frente à casa dos meus pais. Estava bastante nervosa, sabia que seria bem mais fácil fazer aquilo com Edward, mas não podia fugir.

Não podia seguir pela rua, virar o quarteirão e voltar para casa, esperar mais os dez dias que faltavam para que Edward voltasse e contássemos juntos sobre nosso namoro.

Tamborilando os dedos no volante pensei um pouco.

Não, eu realmente não podia fugir disso mais.

Soltando o cinto, encarei Heron pelo retrovisor. Ele estava sentado no banco traseiro, meio reclinado por causa de todo seu comprimento gigantesco.

—Hora da verdade, Heron. – murmurei recebendo sua total atenção. —Vamos lá?

Seus botões brilhosos e expressivos permaneceram em mim durante todo meu percurso entre tirar o cinto e sair do carro para lhe abrir a porta.

Heron saltou para o passeio e logo peguei sua coleira azul marinho.

Tomei folego pela boca tentando me encher de coragem.

Vai dar tudo certo.

Garanti mentalmente.

São apenas seus pais.

Aquilo não melhorou a situação, pois eu sabia como eles podiam ser assustadores quando queriam, inclusive minha mãe.

Enquanto caminhava pelo passeio de pedras que levava até a porta de entrada, vaguei todos meus pensamentos para a ida de Edward a Denver.

Já faziam cinco dias, esses que pareceram décadas, e eu estava morrendo de saudades.

Nos falávamos todos os dias pelo telefone e por duas vezes, até usamos um aplicativo para fazer chamada em vídeo, mas seu trabalho andava tão estressante que ele mal tinha tempo.

Ficar longe dele me fez perceber como eu estava, tão ou mais, dependente do que quando éramos adolescentes.

Não tinha certeza se aquilo era uma coisa boa.

Heron era uma boa companhia. Alice, Emmet, Jéssica e seus elétricos trigêmeos também, e agora, depois de tanto fugir de meus pais, eles também foram inclusos na lista.

Com o ar preso na garganta, bati na porta. Abaixando o olhar encarei Heron, ele estava sentado ao meu lado, encarava a madeira chocolate com uma atenção vibrante.

Sorri coçando sua cabeça. Ele era o cachorro mais comportado e inteligente que eu havia conhecido. E fofo, é claro.

—Bella! – a voz de Charlie atraiu minha atenção. Erguendo os olhos recebi seu sorriso doce e logo seu abraço forte. —Como você está querida?

Fechando os olhos recebi seu beijo na testa antes de deixar um em seu rosto.

—Estou bem pai e você?

Ainda sorrindo, ele maneou a cabeça e não demorou a notar a presença de Heron ao meu lado.

—Ual, comprou um cachorro? – meio receoso, Charlie deu um passo para trás. Contive o riso com um pigarro, a grandeza de Heron realmente assustava. —Isso é um cachorro?

Dessa vez, não consegui prender a risada.

—É claro que é um cachorro. – me abaixando afaguei a cabeça de Heron deixando um leve beijinho sobre seus pelos macios. —E não, eu não o comprei. Estou cuidado dele por uns dias. – expliquei com certo cuidado. —Ele é muito dócil, pai. Não precisa ter medo.

Charlie encarava Heron como se ele tivesse três cabeças. Era cômico.

—Ele é tão grande... – ainda temeroso, maneou a cabeça e num segundo de coragem, esticou a mão para tocar a cabeça de Heron. —É, parece bonzinho. – disse por fim, ao ver que Heron aceitara seu carinho. —Qual o nome?

—Qual o nome?

—Heron.

—Heron. – repetiu com um sorriso casto. —Bonito nome. – respirou fundo antes de voltar a me olhar. —Entre filha.

Liberando nossa passagem, Charlie fechou a porta assim que a atravessamos. O cheiro de frango assado estava deliciosamente espalhado por toda a sala.

Um jogo de beisebol passava na TV e sobre a mesa de centro, havia uma lata de cerveja ao lado de um pote com bacon fritos.

—Onde está a mamãe?

Perguntei ao me sentar em uma das poltronas, Heron sentou ao lado de minhas pernas, quieto e comportado.

—Está no banho. – Charlie respondeu após encarar Heron por vários segundos. —Ele tem uns dois metros quando fica em pé, não tem?

Mordendo o lábio inferior, analisei Heron. É, ele deveria alcançar essa marca e se não o fizesse, chegava bem perto.

—Acho que sim. – dei de ombros.

—Quem é o dono dele? – Charlie indagou esticando o braço para pegar a vasilha com os bacons fritos e estender em minha direção.

—Obrigada. – neguei com a espinha gelada. Hora da verdade!

Meu subconsciente cantarolou.

—Bom... Ele é...

—Filha! – a voz doce e alegre de Renée me calou e com um suspiro aliviado, me coloquei de pé para ir receber seu abraço apertado. —Como eu estava com saudades de você... Se esqueceu de sua mãe, não é?

—Eu também estava morrendo de saudades, mamãe. – fechando os olhos, inalei seu perfume de frésias.

Como eu amava o perfume dela. Uma das coisas mais gostosas do mundo, era o perfume da minha mãe.

—É claro que eu não me esqueci de você. Só andei meio ocupada. – nos afastamos um pouco para que pudéssemos nos olhar. —Vou voltar a trabalhar então estava procurando vagas.

—É sério? – seus olhos brilharam. —Fico feliz por você amor... Oh meu Deus! – Renée exclamou se afastando de mim. —De onde saiu esse cachorro?

O espanto em sua voz era cortante. Coçando a cabeça sorri amarelo quando seus olhos vieram até mim.

—É seu?

—Não diretamente. – fui cuidadosa ao responder. —Estou cuidando dele por uns dias.

—Ah! – soltou cismada. —Ele é muito bonito. – um sorriso ameaçou surgir em sua boca. —Morde?

—Não. – neguei sentindo orgulho. —Heron, vem cá.

Obediente, ele se levantou e caminhou em nossa direção. Charlie nos observava atento do sofá enquanto tomava sua cerveja.

Meio temerosa, Renée chegou mais perto de mim.

—Pode acaricia-lo, mãe. – disse, olhando-a.

Pensativa, Renée mordiscou sua boca antes de dar o braço a torcer e afagar a cabeça de Heron.

—Awn! – soltou encantada quando ele recostou sua cabeça em suas pernas. —Você é muito fofinho, posso roubar você para mim?

Ela então se abaixou e recebeu a lambida no rosto com uma rizada de diversão.

—Que cachorro mais lindo! – afinando a voz, ela encarou Heron com encantamento. —De quem ele é, filha? – ainda encarando Heron, Renée me encarou.

Minha espinha voltou a ficar gelada. Coçando a nuca, soltei o ar pela boca.

—Então, disse que tinha algo para contar a vocês, lembram? – ambos assentiram com a cabeça. —Será que nós podemos conversar agora?

Renée logo ficou de pé e segundos depois estávamos os três sentados. Meus pais no sofá maior, me olhavam ansiosos enquanto davam uns pedaços de bacon para Heron que estava amando ser paparicado por minha mãe.

Me encolhendo na poltrona, entrelacei os dedos, contorcendo-os tamanho meu nervosismo.

—Então... – comecei com o timbre trêmulo. —Eu estou namorando. – fui direta.

Renée e Charlie se encararam, trocaram um sorriso antes de voltarem sua atenção a mim.

—Isso é incrível filha! – mamãe comemorou.

—É mesmo, estamos muito felizes por você. – algo na voz de Charlie me indicava que ele já sabia. De tudo.

—Obrigada. – sorri ainda aflita.

—Quem é o rapaz? Ele é daqui? Já o conhecemos? – Renée soltou a enxurrada de perguntas.

—Sim, ele é daqui. – pulei sua primeira indagação. —E sim, vocês já o conhecem. – ainda afagando a cabeça de Heron, minha mãe se mostrou mais animada. —Antes de tudo, quero deixar claro que ele queria vir aqui comigo, queria que contássemos juntos, mas teve um compromisso no trabalho e não pode me acompanhar.

—Totalmente compreensível. – Charlie analisou e Renée logo concordou.

—Heron é dele?

—É sim. – respondi a ela. —Meu namorado é o... É o Edward. – contei por fim dando início ao longo e chato silencio que se instalou.

—O Cullen?

A pergunta de Renée me arrancou risos, nervosos, mas sinceros.

—É mãe.

—Ele é um ótimo rapaz. – Charlie foi o primeiro a falar. —Já era hora de vocês se acertarem. Fico muito satisfeito por ver que estão finalmente juntos.

Sim, meu pai era o melhor do mundo!

Abrindo um sorriso, não deixei de me emocionar.

Charlie era tão compreensivo e amigo, o pai mais incrível que alguém poderia ter.

—Ah, Edward é realmente um homem muito bom. – Renée falou sério, mas o sorriso era terno. —Também acho que já estava mais do que na hora de vocês darem uma nova chance um ao outro. – se levantando, ela caminhou até mim e me puxou para um abraço. —Estou muito feliz por você, querida!

Retribui seu abraço com total intensidade.

—Obrigada, mãe. – pelo canto dos olhos, recebi a piscadela de Charlie.

É, ele já sabia!

Nosso jantar foi muito mais agradável do que eu esperava. Durante as horas que passei ali, percebi como fui idiota.

Meus pais eram incríveis e eu com medo das reações deles!

Ambos não pouparam palavras para me dizer como aprovavam meu relacionamento com Edward.

O frango de Renée estava surpreendentemente gostoso, após o jantar eu a ajudei a lavar a louça enquanto Charlie assistia mais um de seus jogos na companhia de Heron.

—Nós pedimos comida japonesa e depois do jantar, ele me ofereceu um biscoitinho da sorte. – os olhos de Renée brilhavam, podia ver sua expectativa em saber como Edward me pedira em namoro. —Ele abriu o dele primeiro, tinha uma frase sobre amor... – mordendo o lábio inferior, tentei me lembrar das palavras exatas. —O amor está mais perto do que imagina. – estalei os dedos ao me recordar. —E ai foi a minha vez. Parti o biscoito e quando desenrolei o papelzinho estava escrito, com a própria letra dele, o “namora comigo?”

—Awn! Que lindo filha!

—Sim, foi muito lindo. – concordei com um suspiro.

—Hm, agora eu entendo seu sumiço. – brincou terminando de secar o prato em mãos.

—Rá, rá. Engraçadinha. – respondi retirando os copos da lava-louças, sua risada foi alta. —Mas, é... Meu sumiço está ligado a ele sim.

—Também, dez anos de atraso... Precisam mesmo recuperar o tempo perdido! – me lançando uma piscadela, Renée bateu com o pano de prato em meu braço.

—Mamãe! – exclamei sentindo meu rosto arder. Renée sabia ser indiscreta.

—O que? Vai dizer que não é verdade?

Rolando os olhos, lhe entreguei mais um prato.

—Mas falando sério, filha. – a olhei quando percebi a mudança de tom em sua voz. —Estou muito feliz. Você merece ser feliz. Edward também. – sorri concordando com a cabeça. —Vocês ficam bem juntos.

—É, ele me faz muito bem. Muito feliz. – assumi recebendo seu sorrido maternal.

—Então. – começou contente. —E quem sabe agora, namorando com o Edward, você se anima e me dá um netinho...

—ih, começou. – soltando o ar pela boca, deixei que ela sonhasse.

Não ia adiantar nada cortar seus devaneios. Renée era assim, quando colocava uma coisa na cabeça, nada tirava.

Já era bem tarde quando voltei para casa e passar em frente a de Edward e ver tudo apagado e fechado me deixou bastante deprimida.

Como eu queria controlar o tempo!

Saindo do banheiro, secava meu cabelo com a toalha quando meu celular tocou. A expectativa que cresceu em mim logo fora substituída pela felicidade ao ver que era ele. Edward.

—Oi amor. – atendi radiante, caindo sentada na cama ao lado de um Heron quase adormecido.

—Oi minha linda. – sua voz rouca fez meu coração bater mais forte. —Tudo bem?

—Hm, sim. – soltei abaixando o volume da TV com o controle. —E com você?

—Tirando a saudade que eu estou de uma certa morena... – o sorriso aumentou em meu rosto. —Estou bem sim.

—Eu também estou com saudades com você. – suspirei mordendo meu lábio inferior. —Morrendo de saudade, para ser mais exata.

—Em dez dias estou de volta, amor. – tentou me reconfortar. —Eles vão passar rápidos. – Edward não tinha tanta certeza.

—Estou torcendo para isso. – soltei um risinho ameno. —Como foi seu dia?

—Nada animador. – refutou rápido. —Dormi praticamente o dia inteiro, acordei para comer e tomar banho, depois dormi mais um pouco antes de me preparar para o plantão.

—Está cansado, não é? – podia sentir a resposta em sua voz fadigada.

—Não, não. – rolei os olhos com sua negativa. —Só meio entediado. – riu roucamente. —Mas e o seu dia? Foi melhor que o meu, espero.

—Ah, acho que sim. – nossas risadas se misturaram. —Passei a manhã entrando em contato com alguns escritórios de advocacia depois fui almoçar com Jéssica e as crianças. Corri a tarde com Heron e jantei com meus pais.

—Já disse que posso te ajudar a arrumar um emprego. – Edward proferiu antes de bocejar. —Mas falamos sobre isso quando eu voltar. Me conte, como foi seu almoço com Jéssica? E o jantar com seus pais?

—Foi ótimo. Os trigêmeos dela são bem danados, mas foi divertido. – Edward voltou a rir. —E quanto ao jantar com meus pais, foi muito bom. – prendi o ar na garganta por uns instantes. —Contei a eles que estamos juntos.

—Sério? E eles?

—Amaram saber. – ouvi seu suspiro de alívio do outro lado da linha. —E já te convocaram para jantar lá.

Edward soltou uma risada animada.

—Eu vou adorar.

—Devo dizer que Heron também os conquistou. – voltei meus olhos para o cão adormecido ao meu lado correndo meus dedos livres por seus pelos.

—Ah, você o levou?

—Levei sim. – concordei. —Minha mãe se encantou e ele não aproveitou nem um pouco.

Edward riu alto.

—Imagino, Heron nem gosta de ser paparicado. – ao fundo, pude ouvir barulho de vozes e sirene.

Respirando fundo, senti um leve incomodo no peito. Edward fazia um trabalho maravilhoso, que também era bastante perigoso.

—Só um momento, amor. – pediu antes de sair da linha por alguns minutos.

Não deixei de me preocupar. Eu tinha muito medo de que ele se machucasse em algum acidente grande.

Sabia que isso era comum. Bombeiros morriam para salvar vidas.

O pensamento amargou minha boca. Maneando a cabeça, tentei me concentrar em outra coisa, por sorte, Edward logo me chamou.

—Algum problema por ai?

—Não, o de sempre. – murmurou apenas. —Amor, tenho que desligar. Hora de bater ponto.

Murchei na cama querendo a todo custo negar e pedir que ele não fosse, contudo, não fiz nada daquilo.

—Tudo bem amor, eu entendo. – mentira, não entendia nada. —Tome cuidado, está bem?

—Vou tomar, minha linda. – concordou com a voz carinhosa.

—Quando acabar o plantão me avisa? Pode ser só uma mensagem...

—Aviso, pode deixar.

—Ok, bom trabalho. – desejei traçando linhas imaginárias pela cabeça de Heron.

—Obrigado linda. – mesmo pelo telefone, ouvi alguém chama-lo. —Tenho que ir agora. Beijos.

—Outros.

Edward desligou e eu fiquei ali, encarando o iPhone como se ele fosse me ligar a qualquer momento.

Aquela noite foi estranha. Quase não consegui dormir e a cada instante verificava o celular a procura de alguma mensagem de Edward, o que era ridículo, visto que seu plantão era de doze horas seguidas.

Quando despertei pela última vez, o quarto estava claro, mas ao contrário do que eu pensava, eram apenas seis e meia.

Olhando mais uma vez no celular, senti um calafrio correr por mim quando notei a ausência de mensagens da parte de Edward.

Indo para o chuveiro tentei me manter ciente de que ele só terminaria seu plantão ao meio dia. Ainda faltavam seis horas.

O longo banho não me deixou menos apreensiva. Ou tinha algo errado ou eu realmente estava muito deprimida com sua ausência.

Depois de tomar um rápido café e alimentar Heron com sua ração de carne, saí para correr em volta do parque.

Heron me seguia tranquilamente, mesmo estando sem coleira.

O sol estava tão quente que depois de duas voltas, já me sentia tonta e ofegante demais.

—Você está com sede? – perguntei olhando para Heron. Ele bufava com a língua caída para fora da boca.

Podia ver que ele estava tão sedento quanto eu.

—Já estamos chegando. – minhas unhas coçaram sua cabeça enquanto esperávamos o carro passar para que enfim, pudéssemos atravessar a rua.

Dobrando a esquina, fiz a curva com Heron ao meu enlaço e logo captei um carro diferente parado em frente de casa.

Cerrando os olhos sabia que já havia visto o modelo alto, largo e prateado em algum lugar, só não me lembrava onde exatamente, havia sido.

Nós nos aproximamos mais e a poucos metros da entrada, deixei todas as perguntas se diluírem ao ver Emmet e Alice voltarem para o veículo.

Não deixei de reparar em como a barriga de Alice estava maior, mais redonda e levemente caída. O parto estava cada vez mais próximo.

O vestido rosa bebê de alças finas, delineavam seus seios e caia solto por todo seu corpo. Seu cabelo liso estava solto, a franja longa puxada para o lado e colocada atrás da orelha.

Ela estava realmente linda! Alice, era uma gestante maravilhosa.

Ela foi a primeira a notar minha presença, sorrindo, acenei em sua direção, contudo assim que ela retirou os óculos escuros percebi que tinha algo errado.

Meu coração perdeu o compasso das batidas e conforme eu me aproximava, mais preocupada eu ficava.

A cara de Emmet me deixou ainda mais aflita.

Algo sério estava acontecendo e de imediato Edward me veio à cabeça.

—Oi gente. – cumprimentei deixando rápidos beijos no rosto de cada um, o fato de estar suada me impediu de abraça-los. —Que caras são essas?

Os dois se entreolharam e minhas dúvidas se confirmaram. Certamente tinha algo errado.

Apoiei a mão no carro sentindo minha espinha gelar.

Mentalmente pedia que nada grave tivesse acontecido.

—Aconteceu alguma coisa? – voltei a indagar, minha voz vacilou um pouco.

—Bella... Acho melhor a gente entrar....

—Alice. – a cortei sentindo o desespero crescer. —O que aconteceu?

—Emm? – ela encarou o marido, que logo tomou frente a situação.

—Bella aconteceu uma coisa meio chata. – ele começou com cautela. —É melhor a gente entrar, podemos conversar melhor lá dentro.

Mordi meu lábio inferior com força. Nem sabia se ia conseguir caminhar para dentro de casa.

Sabia que tinha acontecido algo com Edward. Meu coração batia tão rápido que incomodava.

Puxando Heron pela coleira, fui a primeira a entrar em casa. Alice e Emmet me seguiram em silencio.

—O que aconteceu? – perguntei quando todos nós estávamos sentados. —Falem, pelo amor de Deus!

Já sentia minha garganta se contrair, meus olhos começavam a arder e sentia minhas pernas bambas.

—Um hotel em Denver teve um problema com gás. – Emmet narrou. —Houve uma explosão e depois um desmoronamento.

Prendi o ar na garganta sentindo minha cabeça rodar.

—E o Edward ele... Ele acabou sendo soterrado.

As palavras de Emmet ecoaram longamente dentro da minha cabeça. Fui sentindo meu corpo desfalecer aos poucos.

Eu não podia estar ouvindo aquilo!

Notas finais
O.O Sem comentários :X kkkkkkkkkkkkkkkkk Bels Cullen, obrigada novamente pela recomendação! Meninas, espero que tenham gostado do capítulo :D Nos vemos semana que vem ^^ Fiquem bem, beijos :* P.S.: Finalmente enviei o tão prometido bônus de Único Prazer, mas minha internet estava uma merda, ai eu acabei enviando várias mensagens para uma mesma pessoa ¬¬ Desculpem pela enxurrada de mensagens :)