De Volta Para Você
30 Lar
Notas iniciais
Londres, será que tem no mundo, alguma cidade tão linda?
Eu duvidava seriamente daquilo.
Talvez não fosse a arquitetura contemporânea, a paisagem cinzenta ou os pontos turísticos. Talvez fosse a companhia que deixasse tudo mais lindo.
Edward era a companhia perfeita e estando ao lado dele, nada ficava ruim.
—Apreciando a vista? – a voz aveludada chegou até meus ouvidos causando uma onda de arrepios.
Sorri emitindo um suspiro quando os braços fortes passaram por minha cintura, seu corpo colou em minhas costas e o rosto infiltrou na volta do meu pescoço.
—Uhum. – concordei baixo. —Aqui é lindo.
E era mesmo.
Nosso hotel, o The Connaught, tinha uma vista incrível. Lá de cima, nós podíamos ver o Big Ben, a Tower Bridge, a National Gallery, o Museu de Cera Madame Tussaud, as luxuosas lojas de grife na Oxford Street, o Hyde Park, o Rio Tamisa, o Wembley Stadium e dezenas de outros endereços.
—Você é linda. – frisou beijando a pele sensível do meu pescoço. O sorriso aumentou em meu rosto quando suas mãos pousaram sobre minha barriga. —É por isso que o nosso filho tem que se parecer com você.
Suas palavras me fizeram rir. Girando o corpo, fiquei de frente para ele.
Era incrível, mas mesmo o conhecendo há mais de uma década, mesmo estando dormindo e acordando ao seu lado há meses, ainda me encantava com sua beleza.
Ele era lindo demais. Seus olhos além de terem o tom de verde mais incomum, eram grandes, vívidos e ainda eram delineados por longos cílios ruivos. Sua pele tinha a brancura exata, uniforme e ao redor de seu nariz reto, existiam pequenas sardas, que pareciam ter sido feitas à mão. Sua boca era desenhada, cheia e rosada. E ainda havia suas covinhas fofas, nas bochechas e no queixo, que o deixavam com o aspecto mais jovem.
Isso sem falar de seu cabelo ruivo, fascinante e único.
Passando os braços por seu pescoço, respirei fundo.
É, eu nunca me acostumaria com sua beleza, porque ela era grande demais para se encaixar e passar batido, para virar algo monótono. Sua beleza era para ser notada e admirada.
—Não, não. – neguei erguendo o queixo. —Nosso filho vai ser idêntico a você. – sorrindo com o canto dos lábios, Edward me observou em silencio. —Ele ou ela, tem que ter os seus olhos, a sua boca, seu cabelo.... Ou seja, ser a sua cópia perfeita.
—Nada disso, senhora Cullen. – me interrompeu erguendo meu corpo para nos deixar da mesma altura. —Ele ou ela, tem que ser como você.
—Ainda não sou a senhora Cullen. – o corrigi antes de beijar seu queixo.
—Mas vai ser em breve. – rebateu com um sorriso ainda maior.
—Em breve. – concordei sentindo o coração pulsar com mais força. —Antes do nosso bebê nascer e nós dois vermos como ele é parecido com você. – Edward riu com vontade ajustando os braços em volta de mim.
—Você não desiste, não é? – tocando o seu rosto com a mão, neguei com a cabeça. —Mas eu também não e nosso bebê será parecido com você.
Aquela vez fui eu quem riu alto.
Desde o momento em que contei a Edward sobre a gravidez que estávamos tendo essa “discussão”. Ele querendo que o bebê fosse parecido comigo e eu, querendo exatamente o contrário.
Não era apenas uma brincadeira boba, não para mim pelo menos.
Eu queria mesmo, queria do fundo do coração que o bebê tivesse os traços de Edward. Não por eu ser muito comum e sem graça, mas por amar incondicionalmente, cada detalhe dele.
Ainda me lembrava de como ficara assustada assim que encarei as duas listras no teste de gravides. Senti um medo absurdo, uma ansiedade fora do comum.
Não havíamos planejado, talvez o momento não fosse o mais apropriado, afinal, Edward e eu tínhamos acabo de reatar e ainda havia várias pontas soltas entre nós dois, mas ele mais uma vez me mostrou como era um cara incrível.
Desci as escadas com calma, segurava com firmeza no corrimão porque minhas pernas não me passavam segurança nenhuma.
Estava tremendo por inteira, o estomago e as mãos geladas eram reflexo de todos os pensamentos atordoantes que residiam em minha mente.
Eram tantas coisas, tantos questionamentos, tantos medos...
E se eu não fosse uma boa mãe? E se eu não soubesse cuidar de um bebê? E se Edward não quisesse um bebê agora?
Engoli o nó que se formou em minha garganta descendo o último degrau da escada, Heron caminhou em minha direção sentando ao lado das minhas pernas e alojou a cabeça sob a palma da minha mão.
Mordendo o lábio inferior eu o olhei. Seus olhos negros e redondos feito dois botões estavam fixos em mim, como se de algum modo, ele entendesse o que estava passando.
Sorri nervosa e afaguei sua cabeça.
—Você é um bom amigo, Her. – minha voz saiu baixa, quase inaudível. Heron apenas entortou a cabeça sem tirar os olhos de mim.
—Amor, sua mãe ligou e.... – ergui a cabeça assim que a voz de Edward se fez presente. Ele se calou ao me encarar fixamente. —Você está bem?
Engolindo seco me mantive quieta. Edward se aproximou de mim com poucos passos.
—Bella, o que você tem? – erguendo as mãos, ele tocou meu rosto. —Você está pálida... – analisou descendo os dedos por meu braço até tocar os meus. —E suando frio. – mordendo a boca observei a preocupação delinear sua face. —Amor você está passando mal?
Respirei fundo e sentindo o ar entrar por meus pulmões, tomei fôlego para enfim poder falar.
—Edward, aconteceu uma coisa inesperada. – minha voz tremeu um pouco. —E... Ai meu Deus! – fechei os olhos buscando qualquer resquício de coragem.
—O que aconteceu, Bella?
—Eu estou grávida. – disse de uma vez. —Estava sentindo umas coisas estranhas, comprei um teste de farmácia e deu positivo. – contei com o timbre trêmulo.
Edward me encarava fixamente, acho que petrificado demais para dizer qualquer coisa.
—Eu estou com tanto medo... – duas lágrimas rolaram por minha bochecha, Edward soltou o ar pela boca subiu a mão para minha nuca e puxou minha cabeça em sua direção para beijar minha testa.
—Você me assustou, sua bobinha. – proferiu me abraçando pelos ombros. Recostando a cabeça em seu peito, deixei que mais lágrimas caíssem por meus olhos. —Hey amor. – chamou após beijar o alto da minha cabeça, suas mãos seguraram meu rosto fazendo-me olhá-lo. —Está com medo porque?
Seus olhos eram tão amorosos que me trouxeram uma calmaria instantânea.
—Porque nós acabamos de nos acertar, não planejamos isso... Nem sei se você quer isso. – minha voz voltou a vacilar.
Edward soltou um riso baixo, abaixando a cabeça recostou a testa na minha. Fechei os olhos por um mero instante sentindo seus beijos em meu rosto.
—É claro que eu quero.... Ter um filho com você é tudo o que eu mais quero, Bella. – funguei enquanto seus dedos limpavam meu rosto. —Não tem porque ter medo, minha linda.
—Mas e se eu não for uma boa mãe? – praticamente sussurrei.
—Você vai ser uma ótima mãe. – ele tinha muita confiança em sua voz. —Eu tenho certeza que vai, meu amor.
Beliscando o interior do meu lábio inferior, permaneci em silencio por um tempo.
—Você me deu a melhor notícia da minha vida, tem noção disso? – sua voz resplandeceu felicidade, o brilho em seus olhos e o sorriso em seu rosto, foi mais do que tranquilizante, foi contagiante.
—Está feliz? – eu já tinha resposta para aquela pergunta, contudo precisava ouvir de sua boca.
Edward rolou os olhos arrumou o corpo e segurou em minha cintura com ambas as mãos.
—É claro que eu estou feliz. – disse mais alto. —Eu te amo, minha linda. – Edward me ergueu tirando meus pés do chão. —Obrigado por isso.
Sorrindo, apoiei a testa na sua, minhas mãos seguravam seu rosto.
—Eu também te amo e não precisa agradecer. – Edward riu suavemente antes de me beijar e mesmo ainda estando assustada, me deixei ser contagiada por toda sua euforia.
Nós íamos ter nosso primeiro filho... Nós estávamos formando a nossa família.
Com um suspiro satisfeito continuei a secar meu cabelo com a toalha enquanto saía do banheiro, Edward já estava envolto no roupão negro e sentado sobre a cama, segurava o celular contra a orelha.
—Ela acabou de sair do banho. – contou me fazendo estreitar os olhos.
—Quem é? – indaguei deixando a toalha sobre o divã aos pés da cama.
—Sua mãe. – respondeu com um sorriso. —Sim, está tudo bem. – confirmou. —Certo, vou passar para ela. – caminhando até a cama, me sentei ao lado de Edward. —Ok, fique bem também Renée, até mais. – ele pousou a mão livre em minha perna ao me estender o celular.
Respirando fundo, peguei o iPhone.
—Oi mãe. – cumprimentei sorridente.
—Olá meu anjo. – sua voz doce soou pela linha. —Como você está?
—Bem e a senhora?
—Estou bem. – respondeu rápido. —Mas não vamos falar de mim. – disse deixando explicito em qual assunto ela entraria. —Quero saber se está se cuidando direitinho, comendo, dormindo, tomando as vitaminas...
—Pode ficar tranquila mãe, estou fazendo tudo certo. – olhando rapidamente para Edward, percebi que tinha sua atenção. Suspirando, recostei a cabeça em seu peito.
—Uh, bom mesmo. – murmurou satisfeita. —Meu neto está bem?
—Perfeitamente bem. – Edward beijou o topo da minha cabeça, entrelaçando seus dedos nos meus.
—Graças a Deus! Filha, você precisa ver o que eu comprei para o bebê.... Cada sapatinho lindo, cada macacão...
—Mãe, você ainda nem sabe o que é o bebê.... – tentei contê-la, mas não era um trabalho fácil.
—Exatamente por isso que eu comprei tudo em tom neutro. – podia apostar que ela estava rolando os olhos.
Renée surtara desde o momento em que eu lhe disse que ela finalmente seria avó, desde então, vinha comprando coisas e mais coisas, planejando desde o chá de bebê à festa de dezesseis anos, e exibindo a todo mundo sua ansiedade para a chegada do primeiro neto.
Era até divertido relembrar daquela tarde animada em que Edward e eu, contamos a toda nossa família a grande novidade.
Já estavam todos ali.
Charlie e Renée, Carlisle e Esme, Emmet, Alice e Mia.
Todos reunidos ao redor da mesa de jantar, nos encarando ansiosos e cheios de expectativas.
Uma semana havia se passado desde que Edward e eu descobrimos a gravidez, ainda estava assustada, ainda tinha muitos medos, mas não podia esconder como estava feliz.
A simples ideia de ter um filho de Edward me deixava fascinada e já não parava de imaginar uma figurinha de nós dois.
Juntos, nós combinamos e planejamos o melhor momento para que toda nossa família soubesse do acontecimento e então, marcamos um almoço na casa de Edward —que já era minha também.
—Vocês estão fazendo tanto mistério... – Alice murmurou nos lançando olhares desconfiados.
—Espero que seja uma notícia boa. – Carlisle brincou sustentando Mia em um braço e o pequeno chacoalho em outro.
Sorrindo, observei Mia por um momento.
Ela estava uma graça usando um vestido de renda rosa e cetim, seu cabelo sustentava duas chuquinhas com pequenos lacinhos, esses que também enfeitavam a sapatilha delicada.
Era incrível como ela só ficava mais linda e encantadora com o tempo. Seus olhões, só ficavam mais azuis. A boca, mais vermelha e cheia. O cabelo brilhoso tinha lindos cachinhos e uma franja fofa caída na testa.
Suspirei.
Logo, logo, ela faria um aninho.
—Diante do sorriso na cara dos dois, aposto que é coisa boa. – Charlie proferiu levando a lata de cerveja a boca.
—É uma boa notícia sim. – Edward confirmou afagando as costas da minha mão com os dedos.
—Quanto suspense... – dessa vez foi Emmet quem disse entregando alguns petiscos a Heron.
—Falem logo, estão me deixando ansiosa! – Esme pediu com certa aflição.
—Diante toda essa demora, ou eles vão contar que foram para Vegas e se casaram lá, ou que estão grávidos... – Renée jogou com um riso baixo.
Erguendo o rosto, encarei Edward. Ele sorriu antes de beijar meu rosto e então, confirmar as suspeitas de mamãe.
—Ficamos com a segunda opção. – o sorriso em seu rosto ficou gigante.
—Estou grávida. – completei para instalar a euforia na sala de jantar.
Alice foi a primeira a saltitar em nossa direção e nos prendeu em um abraço apertado. Esme, Carlisle, Emmet e Charlie a seguiram, todos sem poupar palavras ao falarem como estavam felizes.
Quando o mar de abraços se esvaiu, notei que Renée ainda estava sentada em frente à mesa. Parecia petrificada, o semblante quase sem expressão nenhuma.
—Mãe? – chamei ao me aproximar. —Você está bem? – tocando seu ombro, não deixei de me preocupar, esperava qualquer reação dela, menos aquela.
Renée virou o rosto em minha direção como se estivesse no modo de câmera lenta, seus olhos estavam embargados.
—Eu vou ser avó? – quase não pude ouvir sua voz.
Sorrindo, assenti com a cabeça.
—Sim, você vai ser avó! – ela engoliu seco e então, duas lágrimas caíram por seu rosto.
Esticando os braços a puxei para abraçá-la.
—Oh, meu Deus! – soltou beijando meu rosto. —Não acredito nisso! – se afastando um pouco, ela segurou meu rosto com as mãos. —Minha menina vai ser mamãe.
Erguendo a mão, sequei seu rosto.
—Vou sim. – concordei com um suspiro.
Renée enlanguesceu o sorriso, abaixando as mãos, tocou minha barriga ainda reta.
—Meu netinho está a caminho... – afagou meu abdômen antes de voltar a me abraçar. —Ai filha, obrigada por isso!
Afagando seu cabelo, engoli o choro que apertava minha garganta. Andava bem mais emotiva ultimamente.
Beijei seu rosto e me mantive em silencio, no fundo, sabia que quem tinha que agradecer era eu, afinal, não seria nada sem ela.
Soltando o ar pela boca, maneei a cabeça deixando as lembranças voltarem para o funda da minha mente.
—Porque a senhorita está tão quieta? – puxando meu corpo, Edward me fez deitar na cama, sorrindo permiti que ele deitasse sobre mim.
—Estava pensando em umas coisas... – contei passando os braços por seu pescoço.
—Hmm.... Que coisas, posso saber? – indagou curioso.
Erguendo o rosto, beijei seu queixo.
—Você, no bebê, nossa família... – narrei sentindo os arrepios subirem por meu corpo diante as mordidas que ele deixava em meu pescoço.
—Sabe, ainda não acredito que isso tudo é real. – proferiu roçando o nariz no meu, antes de me encarar. —Não acredito que vamos ter um filho, que logo estaremos casados....
Sorrindo, afaguei seu rosto.
—Porque não acredita? – minha voz saiu mais baixa.
—Porque isso é tudo o que eu sempre quis. – sua voz saiu sincera. —Desde que eu te vi pela primeira vez. Casar, ter filhos, passar a vida inteira juntos... – completou fazendo meu coração bater mais forte. —Às vezes, eu fico te admirando, quietinho, no meu canto, e você nem percebe. – abaixando os olhos, ele sorriu com o canto dos lábios. —Eu te olho e fico sorrindo como um bobo, é… Você é tudo que eu sempre quis.
Encantada, ergui o rosto para beijá-lo rapidamente.
—Eu te amo demais. – voltou a falar com os olhos nos meus. —Acho que eu nunca vou encontrar palavras suficientes para demonstrar isso.
—Eu também...
—Shii, amor. – ele me calou com um beijo. —Me deixe terminar. – pediu carinhoso. —Do mesmo jeito que eu nunca vou encontrar palavras suficientes para me desculpar por todo o sofrimento que causei. – engolindo seco, deixei que ele continuasse. —Errei bastante com você, menti e nos fiz perder vários anos, mas eu juro que vou fazer por merecer, juro que vou recompensar cada dia perdido e...
Dessa vez, fui eu quem o calou.
Pousando o dedo sobre sua boca, ajustei meu corpo abaixo do seu.
—Nós dois erramos muito. Eu não deveria ter me afastado por tanto tempo, não deveria ter sido tão omissa... – respirando fundo, afaguei seu rosto. —Mas se foi desse jeito, se passaram todos esses anos, é porque deveria ter sido assim. – beijei seu queixo antes de continuar. —Nós temos um passado trágico, mas temos tudo para ter um futuro mágico. Eu, você e o nosso filho. – o sorriso em seu rosto voltou a aparecer. —E eu também te amo demais.
Edward me beijou antes de ajoelhar na cama e abrir meu roupão. Senti minha pele se arrepiar aos poucos diante seu olhar sedutor. Ele lubrificou os lábios quando encarou minha boceta e meus olhos acompanharam a pele que ia se revelando, conforme ele tirava seu roupão — peitoral largo, umbigo, quadris, barriga...
Ele tinha um corpo capaz de me deixar sem palavras.
Mas ainda não tinha chegado na melhor parte. Edward segurou a boxer a tirou. Foi rápido e eu quis gritar em triunfo. Seu delicioso pau apontou em minha direção, rijo e belo como sempre.
—Edward...
Ouvi o som do nome dele sair da minha boca, mas não me lembrava de ter pensado em dizê-lo.
Eu estava realmente ardendo. Bem devagar, ele percorreu com os lábios a distância entre meu umbigo e um seio. Sua língua cobriu meu mamilo todo e então, ele o chupou com força.
Me puxou para dentro de sua boca e acariciou a parte de baixo com os dedos.
Me contrai debaixo da sua língua e, para ser justa, adorei quando ele deu a mesma consideração ao outro par.
Deitada ali, diante dos seus olhos, estava tão entregue.
Fechando os olhos, tentei me controlar.
Precisava tanto dele, que tremi na hora em que seus olhos se fixaram em mim. Ele parecia admirado e aquilo me deixou tão excitada que fez minha boceta queimar. Só para ele.
Edward se abaixou na cama, de joelhos, parecendo perdido sobre onde ir primeiro. Eu era era um banquete, espalhada ali, com as pernas ligeiramente dobradas, para revelar o que ele queria ver.
—Abre e me mostra. Quero ver o que é meu. – seu tom foi tão autoritário que me deixou ainda mais molhada.
Devagar, eu deslizei os pés no colchão, dobrando os joelhos. Edward prendeu a respiração quando mexi uma perna, depois a outra.
Só isso.
Fiz o que ele tinha pedido. Submissão perfeita, numa manobra graciosa que fez correr uma onda de desejo por seus olhos verdes, só pelo pequeno show que eu fizera. Mas Edward parecia estar longe de estar satisfeito.
—Coloca as mãos pra cima e segura na cabeceira. – os olhos dele brilharam de leve e focalizaram na minha boca. —Confia em mim. Vai ser muito gostoso para você, minha linda. Me deixa fazer do meu jeito.
Devagar, levantei os braços para trás da cabeça, cruzei-os na altura dos punhos e agarrei a extremidade do colchão.
Edward voltou para meus mamilos, chupando e apertando a carne sensível, adorando me ver contorcendo abaixo de sua boca. Nós nos encaixamos no mesmo ritmo.
Com os dedos, ele segurou um dos mamilos e apertou um pouco, antes de puxá-lo um pouquinho para cima, com um beliscão. Gemi e me arqueei na cama, mas mantive os braços para trás. Edward apertou o outro e não me contive, mexi um pouco os quadris, abrindo mais as pernas e ficando ainda mais aberta para Edward.
—Você fica tão bonita assim – falou, os lábios encostados em minha barriga, enquanto beijava o caminho até o lugar que tanto queria estar em sua boca.
Primeiro, beijei. Tremi com o seu toque. Passou a língua nos pequenos lábios, fazendo com que eu me abrisse ainda mais.
Contraí os músculos e gemi baixinho.
—Você é tão linda, amor... – murmurou, enterrado em mim.
—Você é que faz eu me sentir assim – respondi baixinho, me abrindo um pouco mais para Edward.
—Isso mesmo... Se entrega para mim, minha linda – beijou os lábios da minha boceta exatamente como faria com os da minha boca. —Vou te fazer gozar com tanta força que você só vai pensar em mim.
Suas palavras me deixaram desconexas. Amava quando ele falava daquele jeito.
—Por favor, faz, sim...
—A coisa mais sexy do mundo é te fazer gozar só com a minha língua. O jeito que você se mexe. O gosto que você tem. O barulho que você faz quando goza...
Grunhi, com sentindo sua boca deslizar por minha vagina.
—Ah! – gemi me mexendo embaixo dele. E então, Edward começou a chupar para valer enquanto eu gritava, arqueando os quadris para me aproximar da sua boca.
Edward me segurou bem aberta e me devorou, firme e gostoso. Não conseguia controlar e não conseguiria.
Seus lábios dentro da minha boceta, sua língua entrando mim, era tudo que me importava. Continuou em cima do meu clitóris, até que a explodi.
—Meu Deus, Edward! – choraminguei quase que sem voz, com o corpo tremendo, deixei o orgasmo tomar conta.
—Hm. – gemeu apenas. —Agora você vai fazer isso de novo.
Veio para cima de mim, nossos corpos alinhados em seu pau duro. Estremeci quando ele encostou na minha boceta, como se uma carga de eletricidade percorresse todo o meu corpo. Nossos olhos se encontraram e os meus se arregalaram, um instante antes de Edward meter bem lá dentro.
Enterrou seu pau de uma vez só, num impulso único. Edward deu o gemido mais sexy que eu já tinha ouvido, quando se afundou nela.
Eu o engolia, apertando-o e esquentando-o, meus músculos internos ainda estavam no frenesi do orgasmo. Era uma coisa tão boa que me assustei ao compreender o poder que ele tinha sobre mim.
Edward me prendeu, como sempre fizera, mas naquele momento fora diferente, fora mais intenso...
Ele se mexeu junto comigo, eu aceitava cada bombada, como se precisasse delas para viver.
—Vou te foder até você ter gozar de novo! – sussurrou contra meu ouvido, me deixando ainda mais perdida.
E ele o fez. Eu aguentei tudo, cada golpe do seu pênis em minha boceta, o som de nossos corpos se encontrando, trazendo-nos para mais perto do clímax.
Seu rosto ficou acima do meu, seus olhos me encarando enquanto ele possuía o que já era dele.
Vi apenas Edward. Senti apenas Edward. Ouvi apenas Edward.
Fiquei tensa por dentro, rolei os olhos para trás e abri a boca.
Seus lábios cobriram os meus e empurrou a língua para dentro da minha boca. Edward engoliu meu grito quando comecei a gozar e ele me deu o seu.
Isso era imenso: um sentimento inexplicável, um prazer que vinha de dentro de mim e não podia ser descrito em palavras.
Só o que tinha a fazer era me perder nele e aproveitar, enquanto caía quase inconsciente com a explosão.
Seu corpo foi desacelerando e continuou enterrado dentro de mim, ainda latejando. Não queria que ele saísse nunca.
O tempo acalmou e a gente só respirava. A simples tarefa de absorver oxigênio já era cansativa demais. Podia sentir o coração dele batendo sobre meu peito e os últimos espasmos de prazer em seu pau duro ainda dentro da minha boceta. Bom para caralho!
Com um suspiro satisfeito, deixei que Edward nos girasse na cama. Ele beijou meu rosto e minha testa, sua mão tocou minha barriga que já começava a se moldar para alojar nosso bebê.
Acomodei a cabeça contra seu peito e passei a ouvir a sinfonia mais bonita de todas. As batidas de seu coração.
Ainda havia todo um passado entre nós dois, muitas pontas soltas e várias cicatrizes, mas no fundo eu sabia que tudo ia ficar bem, que nós dois iríamos passar por cima de tudo, porque era assim que tinha de ser. Reparando, concertando e amando. Era incrível, era uma coisa de outra mundo, mas mesmo estando muito longe de Louisville, eu me sentia em casa.
Porque não importava o lugar, só queria estar ao lado dele, porque Edward era o meu lar.
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