De Volta Para Você
24 Explicações
Notas iniciais
O peso da mentira, caiu sobre mim como a chuva caía lá fora.
E foram elas, as gotículas incessantes de água que banhavam toda a cidade, que me fizeram perceber como eu havia sido uma estúpida.
Mike pediu minha ajuda para montar uma casinha na árvore para os meninos e eu não soube falar não.
Como alguém iria construir uma casinha na árvore com aquele tempo frio e chuvoso?
A raiva cresceu dentro de mim e não soube se era por causa da mentira estúpida ou por ter acreditado em algo tão imbecil.
Apoiando as mãos no balcão, desci do banquinho de madeira e com passos confiantes me dirigi até a ala onde ele estava.
—Senhorita? – um homem alto, magro e bastante elegante se colocou a minha frente.
Meus olhos saíram do tom acobreado do cabelo conhecido e vagaram para ele. Suas roupas formais em cores neutras me informaram que ele trabalhava ali.
—Sim?
—Tem um reserva? – seus olhos negros me estudavam com imparcialidade.
Respirando fundo pensei por breves segundos até negar com a cabeça.
—Não, mas meu namorado está ali e... – ele não permitiu que eu concluísse.
—Sinto muito senhorita, mas se não tem reserva, não pode ir até lá.
Bufei tentando ao menos, quebrar um pouco daquela autoridade que ele impunha.
—Mas meu namorado está ali... Quero falar com ele!
O homem olhou por sobre o ombro, seus olhos varreram todo o espaço onde as elegantes mesas de inox e vidro estavam.
—Muito bem, qual o seu nome?
—Isabela Swan. – minha voz deixou claro como eu estava impaciente.
Ele abaixou a cabeça até o tablet e após longos segundos, me encarou com a mesma face indiferente.
—Seu nome não consta na lista de reservas.
—Isso é bem óbvio, porque eu não fiz uma reserva! – expliquei aumentando a voz.
—Aquela área é restrita aos clientes que fizeram reservas. Se a senhorita não o fez, peço que por gentileza, não force sua passagem.
Rolando os olhos apenas retirei o celular da bolsa. O homem ainda me encarava enquanto eu digitava o número de Edward e segurava o celular contra o ouvido.
—Oi, amor. – ele atendeu rapidamente e aquilo só me deixou mais nervosa, olhando por cima do homem constatei de vez que era mesmo Edward quem estava ali.
—Edward, será que dá para você vir até a frente do restaurante.
Um silencio breve tomou a linha.
—O que... – olhando por cima do homem, eu o vi se virar na cadeira. Seus olhos ficaram estalados e a surpresa era evidente em sua face.
Ainda o olhando, ergui a mão e acenei ironicamente em sua direção. Edward desligou a ligação.
—Ele está vindo. – falei ao homem que sorriu sem emoção.
De braços cruzados, esperei que Edward viesse até nós. Ele se aproximou com um sorriso amarelo no rosto e com uma concentração nervosa no celular.
—Algum problema? – questionou sem jeito.
—Eu que pergunto. Ouve algum problema na construção da casinha na árvore?
Ele respirou fundo e pareceu manter o ar na garganta por um bom tempo.
—Vem, vamos conversar... – Edward apoiou a mão em minhas costas e tentou me guiar para ala das mesas, o homem nos impediu.
—Senhor, não há nenhuma reserva para Isabela Swan em sua mesa, apenas para a...
—Mas é claro que não tem. – Edward o cortou com aflição. —Não há reservas para ninguém, até porque eu não estou esperando ninguém.
Seus olhos e postura estavam tão nervosos quanto sua voz. Uma troca estranha de olhares ocorreu entre os dois.
—Certo. – o homem sorriu com certa malicia. —Sendo assim, fiquem a vontade.
Cerrando os olhos, acompanhei Edward até a mesa onde ele estava. Sentia que havia perdido algo importante daquela conversa.
—O que aconteceu ali? – indaguei a ele que não permitiu que seus olhos se encontrassem com os meus.
—Nada. – foi rápido ao responder. —O que está fazendo em Denver?
Bufando, arqueei minhas sobrancelhas a ele.
—A questão é o que você está fazendo em Denver. – ele pigarreou. —Porque mentiu para mim, Edward?
Ele coçou a cabeça com aflição.
—Eu não menti amor...
—Ah, não? Então o que houve? Mike desistiu de construir a casinha na árvore?
—Exatamente! – exclamou. —O mal tempo, sabe... Nos impediu de construir a casinha... – sua voz se perdeu um pouco entre a frase.
Cerrei os olhos.
—Sério? Porque quando você me ligou e avisou que iriam construir a casinha na árvore, o tempo já estava péssimo.
—Nós pensamos que iria melhorar. – dessa vez, ele soou mais confiante. —Sabe, achamos que ia dar para fazer a casinha, mas não deu.
Um sentimento ruim me fez remexer na cadeira. Algo me dizia que ele estava mentindo.
—Pode ligar para a Jéssica e perguntar. Ela vai te dizer se eu estou mentindo.
Suas palavras me deixaram ainda mais na dúvida. Jéssica jamais mentiria para mim se ele realmente não estivesse dizendo a verdade.
Mordendo o canto da boca, ponderei.
Talvez, Edward estivesse falando a verdade...
Erguendo os olhos para ele, o vi acenar com a cabeça para algo atrás de mim. Com um movimento rápido, me virei na cadeira a tempo de ver um vulto feminino se afastar com o homem antipático que me atendera.
—Quem era? – o questionei.
—Não sei. – negou abaixando o olhar. —O que está fazendo em Denver? – ele mudou de assunto antes que eu pudesse contestá-lo novamente.
Diante da falta de provas que poderiam me confirmar se ele estava mentindo, resolvi deixar o ocorrido de lado.
Edward não iria fazer nada demais. Ele me amava, era um homem incrível e eu sabia que ele não seria capaz de me magoar.
Tentei me convencer daquilo todo o resto da tarde e por mais que eu pensasse nos mil e um motivos que eu tinha para confiar nele, aquele resquício de dúvida caía sobre mim.
Ele não havia mentido, mas sua ração no restaurante fora super estranha.
Suas explicações foram vagas e passaram longe de ser confiantes. Seus olhos evitaram os meus a todo custo. Isso, sem contar sua postura nervosa e aflita.
Maneei a cabeça sendo puxada de volta para a realidade com os gritinhos risonhos de Mia. Ela ria alto no colo de Edward que fazia caras e bocas para manter toda a alegria dela.
Foi impossível não sorrir diante a cena.
Ele estava sentado no sofá e tinha Mia sobre suas pernas, suas mãos, sustentavam a cabecinha delicada que naquela noite, exibiam uma linda faixa branca e dourada.
—Eu vou morder seu queixinho, hein. – mudando o tom da voz, ele a ameaçou novamente. Erguendo os bracinhos, ela soltou um gritinho de resposta.
Edward abaixou um pouco a cabeça e ela riu suavemente.
—Para de ser fofa ou eu vou morder você, menina. – ameaçou novamente e recebeu um risinho sapeca em resposta.
Então, ele se abaixou e começou a distribuir beijos por todo o queixo e bochechas dela. Mia que se contorcia no colo de Edward, ria com vontade.
Sua rizada, era um dos meus sons favoritos.
Tão espontânea e verdadeira...
—Ah, que delícia! – Edward exclamou acompanhando as risadas da bebê. —Minha princesinha.
Segurando em baixo dos bracinhos curtos, Edward a ergueu sustentando-a de pé em seu colo.
Bebericando meu vinho, aproveitei para admirar suas roupinhas.
Ela usava uma adorável blusa de magas com modelo peplum, o cetim dourado se destacava por conta da calça preta de couro e das sapatinhas negras e elegantes.
Ela estava adorável.
Era incrível como Alice sempre a vestia como uma mocinha.
—Uma princesinha, ela é. – Emmet murmurou com os olhos no irmão. —Agora ser sua, já é outra história.
Edward rolou os olhos.
—Você está com inveja porque ela só ri assim para mim. – Edward acusou antes de beijar demoradamente a bochecha esquerda de Mia.
—Também com essa sua cara de palhaço, como ela não vai rir?
A resposta de Emmet me fez rir, Edward bufou alto.
—Tenho razão não tenho, Bella?
—Total. – concordei acenando com a cabeça. Emmet riu me lançando uma piscadela.
—Rá, rá, rá. – Edward soltou. —Engraçadinhos.
O barulho dos saltos de Alice anunciaram sua chegada.
—Do que estão rindo? – ela intercalou seus olhos entre nós três.
—Do Edward, como sempre. – Emmet voltou a provocar.
—Vá a merda, Emmet.
Alice rolou os olhos antes de entregar a chupeta de Mia para Edward que logo a colocou a boca da bebê.
—Seu padrinho te deve um dólar, amorzinho. – ela murmurou vendo a filha sugar o bico com força.
Uma careta delineou seus traços delicados.
—É, acho que não dá mais para negar. – ela soou cansada. —Mia chupa o bico do mesmo jeito que a Maggie.
Não controlei a risada, Alice ainda se recusava a ver o obvio. Mia sugava suas chupetas com tanto ímpeto quanto a personagem do seriado.
—Eu disse, amor. – Emmet a abraçou pelos ombros. —Eu disse.
Ela suspirou recebendo o beijo do marido.
—Certo. – soltou arrumando a postura e ficando ainda mais bonita em seu vestido vermelho.
Alice havia ganho belas curvas após o nascimento de Mia, resultado de todo o exercício físico que vinha fazendo para “recuperar” seu corpo de antes.
—Bella, me ajuda a arrumar a mesa? – pediu e prontamente me levantei.
—Claro. – lhe lancei um sorriso arrumando a barra da minha saia em minha perna.
—Não vão falar palavrões perto da minha filha. – Alice ordenou antes de sairmos da cozinha.
Sua sala de jantar estava perfumada e bem arrumada. Tive de retirar o vaso de cristal onde estavam as lindas frésias albas para estender a toalha elegante sobre a mesa.
—E então, está animada para sair amanhã? – perguntei a ela enquanto arrumávamos os pratos e os talheres.
Ela sorriu e o brilho existente em seus olhos, já fora uma resposta e tanto.
—Muito. — suspirando, colocou o cabelo atrás da orelha. —Ainda bem que temos vocês, senão Emmet e eu estaríamos perdidos.
Ri de suas palavras puxando uma das azeitonas da salada e a levanto até a boca.
—Pare de beliscar. – ralhou me fazendo rolar os olhos. —É sempre uma briga entre meus pais e os do Emm, para ver quem vai ficar com a Mia... Isso me deixa maluca.
—Também, é a primeira neta!
—É... Você e Edward precisam mudar isso. – a olhei pelo canto dos olhos. —Sabe, quando tiverem um bebê a disputa por Mia vai cessar bastante.
—Rá, rá. – soltei colocando o jarro no centro da mesa. —Aí quem fica maluca sou eu! – ela soltou um risinho. —Cinthia e Esme são bem normais, já Renée...
O som do seu riso se misturou com os passos de Edward que ainda estava com Mia no colo.
—O que estão falando da minha sogra? – perguntou parando ao meu lado.
Respirando fundo, tentei me manter tão serena quanto estava, contudo o acontecimento de mais cedo ainda remoía dentro de mim.
E a raiva unida a desconfiança, ainda não havia passado.
—Nada demais... Só que ela adoraria ter um neto. – Alice respondeu lançando uma piscadela a ele.
—Ah... – soltou arrumando Mia em seu colo, essa que parecia bastante entretida com os dedos dele. —É, ela vive falando sobre netos... Até nos aconselhou a esquecer a camisinha.
Alice voltou a rir, dessa vez com mais vontade.
—Sério isso? – indagou limpando o canto dos olhos.
—Sim. – concordei com a cabeça. —Minha mãe é totalmente descarada. Me mata de vergonha...
—Renée é ótima. – Alice murmurou com um sorriso. —Onde Emmet se enfiou? – mudando de assunto, ela encarou Edward.
—Ele foi ao banheiro, Mia golfou nele. – respondeu com um risinho satisfeito. —Por falar nisso, preciso de uma fralda.
Alice sorriu ao arrumar a faixa na cabeça da bebê.
—Você pega no quarto dela? – Edward assentiu com a cabeça. —Está no closet, primeira prateleira a esquerda.
—Certo. – Edward concordou.
—Não vá fazer bagunça. – Alice mandou antes que ele saísse da cozinha. —O que está havendo entre vocês dois? – ela foi direta ao me perguntar.
Erguendo a cabeça eu a encarei.
—Hm?
—Vocês estão estranhos... O que aconteceu?
Tomando fôlego pela boca, apoiei o corpo na cadeira.
—Aconteceu uma coisa, no mínimo, estranha hoje. – contei. —Edward me ligou e disse que não poderia ir almoçar comigo porque ia construir uma casinha na árvore com Mike... – fiz uma breve pausa. —Tive que ir a Denver resolver aquele assunto da casa dos Hough e o encontrei em uma lanchonete.
—E? – Alice indagou.
—E que ele mentiu para mim. Deu umas explicações nervosas que não me convenceram muito. Fora que nada me tira da cabeça que ele estava esperando alguém.
Alice respirou fundo, abaixando os olhos algumas vezes antes de começar a falar.
—Quais foram as explicações dele?
—Sobretudo o mal tempo. – resumi. —Mas sabe, não é os motivos que me incomodam e sim o jeito que ele estava. – Alice assentiu com a cabeça. —Ele estava nervoso, me evitando.
—Bella. – Alice murmurou meu nome com mais firmeza. —Não acho que tenha motivos para ficar assim. Edward te ama. É bem nítido, sabe? – mordendo a ponta da unha, permaneci quieta. —Você tem que confiar nele e amiga, não pode deixar o passado ficar influenciando o presente.
—Mas eu não...
—Bella, te conheço muito bem. – ela me interrompeu e não contestei.
Alice tinha razão. Tudo o que —não— havia acontecido a dez anos atrás estava me perturbando e muito.
No fundo, tinha medo que as coisas acontecessem de novo. Ou melhor, que elas realmente acontecessem.
—É, talvez eu esteja traumatizada. – murmurei com um suspiro. —Vendo coisas onde não tem... – ela sorriu ao concordar com a cabeça. —Obrigada por me ouvir. – segurei sua mão abrindo um sorriso a ela.
Alice apenas me puxou para um abraço, o qual retribuí com toda a força e vontade.
Eu a amava demais, contudo, mesmo depois da nossa conversa ainda me sentia estranha.
O acontecimento de mais cedo, ainda me deixava aflita.
Nosso jantar, por outro lado, fora bem descontraído. Emmet fazia piadas, Edward as rebatia, Alice ralhava pelos palavrões soltos e eu me reservava a babar em Mia que era de longe, a bebê mais fofa do mundo.
—Vai ficar emburrada o resto da noite? – Edward perguntou enquanto fazia o trajeto até nossas casas.
—Não estou emburrada. – neguei de olhos nas ruas vazias.
—Eu te conheço Bella, sei quando está bem e quando não está. – o olhei rapidamente, Edward não parecia nem um pouco à vontade.
Meus dedos tamborilaram em meu colo.
—Sei também que está assim por causa do que aconteceu, que está desconfiando de mim. – ele continuou com a atenção no asfalto. —Mas já te expliquei mil vezes...
—Eu sei, Edward. – o interrompi. —Eu sei. – tomei fôlego retirando o cabelo do rosto. —Não quero desconfiar de você. Só que... Sei lá, eu tenho medo que as coisas se repitam, que a gente se afaste de novo... – bufei esfregando as mãos no rosto. —Eu tenho... Tenho medo de perder você.
Ele se manteve quieto e o silencio que surgiu entre nós dois foi no mínimo constrangedor. Sentia que tinha dito mais do que devia, e odiava aquilo.
Não morávamos longe de Alice, contudo o caminho de volta me pareceu a eternidade.
Edward parou o carro rente ao meio fio, não trocamos nenhuma palavra quando descemos do carro.
Segui em silencio para minha casa, o chuvisco gelado bateu contra mim.
Eu sabia que ele estava me seguindo, uma vez que a porta de entrada não bateu quando a empurrei.
Com um nó amarrando minha garganta, fui até a cozinha. Precisava de água. Precisava limpar minha garganta e ao menos tentar livrá-la do sufocamento.
Deixei o copo sobre a pia e quando me virei, o encontrei. Ele estava apoiado na parede, de braços cruzados sobre o peito. Não estava sorrindo, mas havia uma intenção boa em seu rosto.
—Você é muito boba. – havia calor em seus olhos verdes. —O que eu tenho que fazer para você perceber que eu sou maluco por você? – sua expressão estava coberta de perigo, e era sexy. Muito sexy. —Entende de uma vez por todas: Eu amo você. – ele descruzou os braços e caminhou, bem devagar, na minha direção.
Sua postura era tão forte e impotente que me sentia a frente de um leão, que vagueava à espreita. Seu jeito me incendiava e podia sentir o mundo girar sob meus pés.
Edward parou a minha frente. Não disse uma palavra, apenas se curvou, me tomou nos braços e me carregou para a sala.
Sua boca encontrou a minha quando ele sentou no sofá me mantendo em seu colo. Suas mãos explorando minhas curvas com possessividade.
Meus dedos subiram para seu cabelo puxando-o com veemência. Edward mordeu meu lábio antes de suga-lo.
Droga, eu amava quando ele fazia aquilo.
—Eu te amo, Bella. – murmurou ofegante, seus olhos penetraram os meus durante vários segundos intensos, ele me olhava como se não pudesse ver nada além de mim. E eu não pudesse ver nada além dele. —Você jamais vai me perder, porque eu se quer considero a hipótese de viver sem você.
Naquele momento, pareceu que estávamos completamente sozinhos no mundo, consumidos inteiramente um pelo outro. Nada mais existia. E eu amava as coisas daquela maneira. Somente eu e ele. E mais ninguém.
Ele ergueu o rosto e me beijou de novo.
Não foi um beijo explicitamente voraz, mas havia algo sob a superfície que incendiava o meu corpo por dentro. Era como se ele estivesse tentando absorver algo da minha alma, como se estivesse arrebatando mais do que apenas a parte física.
Com habilidade, Edward abriu o zíper lateral da minha saia e esfregou uma das mãos na minha barriga nua. Um arrepio subiu pelas minhas pernas e aqueceu minha vagina.
Um vulcão de lava quente parecia entrar em ebulição sob a minha pele sempre que ele estava por perto.
Passando o braço em volta do meu corpo, ele me levantou e tirou minha saia e minha calcinha. Em total silêncio os abandonou no chão.
Mantendo o contato visual, Edward recuou um pouco e abriu o zíper da calça. Não consegui deixar de olhar para baixo e admirar sua absoluta perfeição.
Com dedos confiantes, estendi o braço e agarrei sua membro grosso, acariciando todo o pau sedoso e enrijecido.
Quando o ouvi gemer, olhei para baixo e vi brotar uma gota brilhante. Instantaneamente, lambi meus lábios.
Deslizei o corpo no sofá até meus joelhos encontrarem o chão frio, me curvei para a frente e encostei a língua na pontinha, para lamber a gota de líquido. Depois continuei a lambê-lo, enquanto o segurava com firmeza.
Fechei os lábios em volta de seu pau e senti os dedos de Edward embrenharem em meu cabelo.
Ele gemeu alto quando o lambi e suguei, de cima para baixo e dos lados, segurando suas bolas e tocando-as com os lábios e com a língua.
Então Edward me puxou e me beijou, enfiando a língua na minha boca, sentindo seu próprio gosto na minha saliva.
Ele agarrou meu quadril com vontade e me ergueu, até me colocar sentada, de pernas abertas, em cima dele.
Com um movimento impetuoso, flexionou os quadris, me forçou para baixo e me penetrou.
Não consegui conter o grito de prazer que saiu da minha boca. Era como se ele tivesse brotado de algum lugar profundo. Sem minha ordem ou consentimento.
Minhas mãos voltaram para o cabelo de Edward e sua boca tomou a minha quando comecei a cavalgar em seu pau.
Nossas respirações ofegantes se misturando em meio ao beijo selvagem.
Soltei um gemido quando ele afastou a boca da minha para mordiscar a minha orelha.
—Eu amo você. – ele disse roucamente. Um arrepio subiu por minha coluna.
Não tive de chances de responder, um gemido me calou quando ele levantou a minha blusa de seda e mordeu meu mamilo, por cima do sutiã.
—Só você. – sussurrou sugando meu lóbulo.
Ele não precisava me dizer que estava pensando só em mim, que eu era tudo o que ele tinha na mente.
Podia ver isso no seu rosto, sentir isso no seu beijo.
Edward era todo meu. E eu, toda dele.
Absorvida pela sua paixão, pelo seu olhar, pelo seu toque, perdi a noção da realidade quando o meu corpo sucumbiu às convulsões do orgasmo. A única coisa de que tinha ciência era da respiração de Edward na minha orelha e a sensação dele gozando junto comigo.
A cada movimento, sentia o calor jorrando em mim, intensificando o meu prazer.
Estava sem fôlego, meus braços e pernas se mantiveram enroscados firmemente em volta do corpo dele. Edward estava arquejando no meu pescoço, as suas mãos espalmadas em minha bunda, fazendo seu pau ir mais fundo em mim.
Eu poderia ficar assim para sempre.
Eu queria que Edward fosse o meu “para sempre”.
Seus braços se firmaram ao meu redor, como se ele soubesse o que estava pensando. Suspirei no seu pescoço e torcendo para que ele desejasse o mesmo.
—Não pense mais essas bobagens, amor. – ele pediu beijando meu ombro. —Confie em mim. Jamais faria você sofrer de novo.
Erguendo a cabeça, segurei seu rosto com ambas as mãos. Eu queria confiar, queria com todas as minhas forças para de pensar tudo aquilo, mas algo me incomodava. Me deixava aflita.
Não lhe respondi com palavras, apenas o beijei profundamente. Edward se levantou do sofá e me levou para o quarto.
Ele me deitou sobre a cama e terminou de nos despir, ali, nós voltamos a desfrutar do mais intenso dos prazeres.
Sexo com ele era o melhor.
—Sabe, eu estou com fome. – murmurei com a cabeça recostada em seu peito que vibrou quando ele riu.
—Hm, que tal uns brownies? – Edward sugeriu correndo os dedos por minhas costas. Erguendo a cabeça, a apoiei no braço para olhá-lo.
—Vou adorar. – murmurei e me abaixei para beijá-lo. —Vamos...
—Não. – ele me interrompeu e rolou por cima de mim quando ameacei sentar na cama. —Eu vou fazer e você vai ficar aqui. – seu nariz roçou no meu. —Me esperando.
Sorrindo, passei os braços por seu pescoço.
—Desde quando você sabe fazer brownie? – arqueando as sobrancelhas, o desafiei.
—Desde que eu passei a morar sozinho. – respondeu beijando meu queixo. —Aprendi a cozinhar de tudo. E com muito talento, devo dizer.
Ele mordeu meu lábio inferior antes de se levantar. Rindo, me sentei na cama vendo-o vestir a boxer branca e tampar sua bunda gostosa.
—Exibido. – acusei. Edward riu, veio até mim e me beijou com vontade.
—Linda. – me lançou uma piscadela antes de se afastar.
Mordi os lábios ao vê-lo caminhar para fora do quarto só de cueca. Suas costa ficavam ainda mais largas quando ele estava seminu.
Na verdade, ele ficava mais gostoso também.
Voltando a deitar na cama, encarei o teto de gesso.
Edward era lindo demais e eu sabia que ele atraia olhares por onde passava.
Com a boca amarga, esfreguei as mãos no rosto me lembrando com aflição de mais cedo.
As questões ainda rondavam minha cabeça e mesmo não querendo, me sentia preocupada. Edward havia sido vago demais ao me dar suas explicações. E mesmo depois de tudo, ainda sentia o mal estar dentro de mim.
—Amor, onde está a farinha? – sua pergunta veio da cozinha. Sentando no colchão, puxei o lençol para cobrir meus seios.
—No armário. – aumentei a voz ao responder.
—Onde?
Rolei os olhos.
—Estou indo. – com certa preguiça, me levantei da cama. Meus dedos tatearam as peças de roupas jogadas no chão até encontrarem a camisa de Edward.
Bocejando eu a ergui e vi um pequeno cartão branco, cair no chão.
—Bella! – Edward voltou a chamar.
—Já vou. – respondi me abaixando para pegar o papel e então, meus olhos captaram os números desenhados com elegância acima do nome que me fez prender a respiração.
Gianna.
O ar estacionou em minha garganta e o ciúme inflou meu peito.
Praticamente marchei até a cozinha.
Estava enraivecida. Enciumada e temerosa.
E Edward ia me dar novas explicações. Ah, se ia!
Fale com o autor