De Um Momento Para Outro Tudo Muda!
4 Capítulo 4 - Nova casa... Novas pessoas. Nova VIDA
Notas iniciais
Leiam a fic pleaseee ;)
Saímos do avião, os meus pais já estavam a tratar das malas, o tal rapaz estava também a fazer o mesmo, íamos a andar em direcção ao aeroporto e ouço alguém a afastar-se e a gritar “eu sou o Christian, prazer”. Para mim deu-me uma vontade muito grande de rir, achei piada á situação. Tinha acabado de chegar a Atlanta e já começava a ser divertido, o ritmo das pessoas, as pessoas eram muito simpáticas, casas lindas, jardins fantásticos. Entramos num bairro e todas as casas eram lindas, o meu pai parou o carro e apontou para uma casa e sorriu, retribuí-lhe o sorriso, assim ele disse que era aquela, fiquei um bocado a avalia-la por fora, era linda, o meu pai disse para eu entrar e eu assim o fiz, dirigi-me a casa e fiquei deslumbrada, os meus pais conseguiam sempre surpreender-me, era enorme com um estilo moderno e lindo. Agradeci aos meus pais por fazerem tudo por mim, acho que sem a ajuda deles isto não seria possível, subi ao meu quarto, e ainda mais deslumbrada fiquei, era exactamente o meu estilo, tudo o que eu amava, uma parede do meu quarto pintada de azul-bebé, umas mobílias lindas em tons de branco, decoração azul tal como a parede, a cor que eu mais gostava. Pousei as minhas malas grandes no chão e avaliei o resto da casa, cada canto da casa eu mais gostava, estava simplesmente encantada. Voltei ao meu quarto e comecei a arrumar as coisas, tirei as roupas e arrumei-as por cores como sempre me habituei a fazer, guardei as minhas fotos nuns álbuns e arrumei os álbuns na cómoda. Desci e os meus pais disseram-me que tínhamos que ir cumprimentar os vizinhos do lado como era tradição, não fazia a mínima ideia que isso se utilizava em Atlanta, mas concordei, mudei de roupa e lá fui eu com os meus pais á casa do lado. Saímos e fomos em direcção á tal casa, tocamos a campainha e nesse instando alguém abre a porta, uma mulher com um lindo sorriso, convidou-nos a entrar uma casa estilo a minha, as casas do bairro eram muito parecidas, os meus pais começaram logo a falar com essa senhora e entretanto chegou um senhor e supus que fosse o seu marido, os meus pais ficaram a conversa com esse casal e eu estava muito calada, nunca disse nada porque estava com vergonha e era a primeira vez que estava ali, é sempre normal.
A senhora com o seu sorriso contagiante convidou-me a ir lá em cima ter com os seus filhos, eu hesitei muito, fiquei ainda mais nervosa e subi até ao primeiro quarto, bati a porta e ouço uma voz de uma rapariga a convidar-me a entrar, entrei receosa e envergonhada até que vejo um rapaz de costas e a rapariga aproximava-se de mim para me cumprimentar, eu imediatamente recuei e tremi, ela deu conta e perguntou-me se estava tudo bem, eu respondi nervosa que sim até que o rapaz se vira e olha para mim, os nossos olhares se cruzaram e logo reparei que era o rapaz do avião, esbocei um pequeno sorriso e ele sorrio para mim
- Olá, és a rapariga bonita do avião
Esbocei um pequeno sorriso e respondi
- Sim sou, e tu és o Christian – Respondi eu já mais a vontade
- Pois sou, prazer.
Ficamos uns breves segundos calados, estava a olhar fixamente para ele e ele também, ele não me veio abraçar o que foi bom, eu não conseguia abraçar ninguém muito menos alguém desconhecido, depois do que se passou ninguém me pode tocar, começo a tremer e não sinto forças, fiquei muito mal depois daquilo que aconteceu e fiquei aliviada por ele simplesmente não me abraçar.
Ficamos a conversa os três, estava a gostar de falar com eles, a irmã que se chamava Caitlin era muito simpática, tínhamos muitas coisas em comum, e tínhamos as duas 17 anos, ele tinha um longo e bonito cabelo comprido castanho, alta, morena e com um sorriso lindo, o Christian, um rapaz mais baixo que a irmã, dois anos mais novo que nós, muito simpático, com uns olhos lindos esverdeados e com um sorriso contagiante, aí logo percebi que saíra a sua mãe. Os meus pais chamaram e eu despedi-me deles com simples adeus e saí do quarto a correr. Eles ficaram um pouco admirados com a minha atitude, mas assim foi, corri para baixo e despedi-me também dos novos vizinhos, regressamos a casa e fui direita para o quarto descansar pois já era tarde.
Entrei no quarto, olhei para o telemóvel e vi uma chamada não atendida era a minha melhor amiga, liguei de volta, não fazendo a mínima ideia de que horas seriam lá, ela atendeu e estivemos muito tempo a falar, nem dei pelo tempo passar ficamos a falar sobre tudo, sobre a minha mudança, como estavam as coisas por lá, as saudades que já apertavam, contei aquele episodio engraçado do Christian no aeroporto que depois acabei por descobrir que é meu vizinho e que têm uma irmã muito simpática e querida. Nesse momento sinto-a ficar triste, conhecia-a melhor que ninguém, eu sabia logo quando ela estava mal, quando algo a preocupava ou mesmo quando ela me escondia alguma coisa, aí senti a voz dela fraca e a pronunciar um simples “hum ok” aí percebi que ela deve ter ficado triste a pensar que eu alguma vez me vou esquecer dela, mas claro que isso é impossível porque ela é uma das pessoas mais importantes da minha vida. Tentei anima-la um pouco e ela começava a ficar melhor, demos risadas ao telefone que já sentia falta desde que vim para Atlanta, já tinha saudades daqueles telefonemas de madrugada só para me dizer que o rapaz que ela gostava tinha uma foto nova ou simplesmente para me dizer que me amava, são estes momentos que vêm sempre comigo e que nunca esquecei, este telefonema fez-me recordar esses bons momentos, tínhamos que desligar e foi a parte pior, ter de desligar, começaram a correr lágrimas que de repente se contagiavam para o lado de lá do telefone, ficamos uns momentos caladas e só ouvíamos a respiração uma da outra, aí eu digo “nunca te esqueças de mim ♥ falamos amanha” desliguei o telemóvel para ser menos difícil. Pousei o telemóvel em cima da mesa-de-cabeceira e deitei-me, fiquei a pensar no dia cansativo que tinha sido, e na visita que fizemos aos vizinhos, assim adormeci, muito cansada.
Assim acordei com o som da campainha de minha casa a tocar, como os meus pais estavam em casa nem me dei ao trabalho de me levantar, sim o dia anterior tinha sido muito cansativo, ouvi umas vozes pensei que fossem os vizinhos, desci e ainda estava de pijama, fiquei surpreendida (ou não) em ver o Christian também, mal me viu sorriu e eu retribui-lhe também. Bem parece que o almoço já estava destinado, íamos os seis almoçar a um restaurante, seis porque a Caitlin não pode vir. Falamos um bocadinho e subi até ao meu quarto com o Christian, ia tomar banho para irmos almoçar. Estávamos num silêncio constrangedor, até que o Christian interrompe
- Então como estas?
- Bem… vai-se andando!
- Sabes que podes confiar em mim?
- Para ser sincera, agora não. Mas talvez um dia possamos ser bons amigos – esbocei um pequeno sorriso
- Claro, tu é que sabes, mas depois do almoço vou-te levar a um sítio.
- Hum tudo bem, até porque não conheço nada aqui.
Ele ia-me dar um beijo na cara, mas eu logo me afastei o mais possível dele, tremi muito e fiquei nervosa, logo assim mudei de conversa, fui tomar banho e vesti-me, quando voltei para o quarto ele estava com uma cara esquisita, de como quem não tinha percebido o meu gesto, mas também ninguém ia perceber….
Descemos os dois a conversar, e os nossos pais começavam a mandar boquinhas, nós sorrimos os dois, pois levávamos na brincadeira. Fomos em direcção aos dois carros, para irmos ao tal restaurante que os pais do Christian tanto falavam. Chegamos ao destino, não fazia a mínima ideia aonde estava, era tudo desconhecido, para mim já estava perdida. Saí do carro e via um restaurante com uma decoração fantástica, algo me dizia que era muito caro, sentamo-nos numa mesa reservada por um nome de Beadles. Estávamos a conversa muito animados, os senhores Beadles eram muito simpáticos e amáveis, foram eles que nos sugeriram um prato para o nosso almoço, confiamos no bom gosto deles e provamos, era delicioso, sem palavras. Eu e o Christian conversávamos os dois, ele era muito divertido e tinha muito jeito para encantar alguém, tinha um sorriso contagiante e uns olhos brilhantes. O Christian sussurrou algo ao ouvido da mãe e pediu licença para sair levando-me com ele. Começamos a andar por um caminho cheio de folhas no chão, estava frio, era Outono, estava um céu clarinho e um fundo castanho claro, era lindo aquele sítio, era mágico, sentia-me bem ali, era um lugar relaxante, calmo, tranquilo e muito bom para por as ideias nos lugares certos. Ficamos a conversar, deitamo-nos sobre uma pedra, até que ele me diz “fecha os olhos” assim fiz o que ele mandou, alguns segundos depois ele manda-me abri-los a assim o fiz, quando arregalo os olhos devido a luz vejo um ramo de flores á minha frente e o Chritian diz “para que agora possas confiar em mim” esbocei um sorriso enorme e deu-me um ramo de rosas lindas e abraçou-me de seguida.
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