De Um Momento Para Outro Tudo Muda!

5 Capítulo 5- Vocês precisam de se divertir um pouco


Notas iniciais
Espero que gostem! (:

- Estás aí?

- Bem eu tenho que ir, adeus!

Corri o máximo possível, para me tentar afastar rápido dali, até que cheguei ao meu bairro. Aposto que ele ficou a pensar que eu era maluca e provavelmente nem quer conversar mais comigo, mas a realidade é que isto é muito estranho, ninguém sabe o que sofri com isto e quando alguém me abraça, se chega mais perto de mim ou também me tenta dar um beijo, tenho umas sensações estranhas e não deixo que ninguém se aproxime, só mesmo os meus pais e mesmo assim ainda não consigo, e agora… chego ao Canadá, conheço o meu vizinho e ele me abraça.

Entro em casa, os meus pais não estavam, de certeza que foram as compras depois do almoço, sentei-me no sofá a ver um filme, para ser sincera não estava a prestar a mínima atenção ao filme eu focava a minha atenção nos meus problemas e nas minhas indecisões. Estava mais preocupada a pensar no que verdadeiramente a ver o filme, então fiquei assim a tarde toda, em casa a ver filmes, bons filmes. Fui para o quarto arrumar algumas coisas que ainda não estavam no lugar certo, tirei um livro da minha mala, Nicholas Sparks, o meu escritor favorito, sentei-me a beira da cama e li um pouco do livro, adorava aqueles livros, dos melhores que eu já li, acabei por ler o livro todo, cativa-me sempre tanto aqueles livros, parece que não consigo parar de ler.

Entretanto, com isto tudo, os meus pais chegaram a casa e fui diretamente ter com eles, realmente eu acertei eles tinham ido as compras porque não tínhamos praticamente nada em casa, estive a ajuda-los a arrumar as compras até que a minha mãe questiona

- Porque é que o Christian chegou ao pé de nós tão triste?

- Oh mãe e achas que eu sei… não sou bruxa — faço um pequeno sorriso forçado

- Bem podias saber, deves ter sido a única a estar com ele – Diz o meu pai

- Pois não sei, mesmo!

Ficamos a conversar sobre o nosso dia enquanto arrumávamos o resto das compras, estávamos muito divertidos, eu adoro passar os momentos únicos com os meus pais, divertimo-nos tanto, eu e o meu pai só fazíamos palhaçadas juntos e a minha mãe só se ria, veio a conversa também que íamos jantar a casa dos vizinhos, mas eu agora fazia uma pergunta… “agora passamos a vida em casa dos vizinhos” não comentei nada, simplesmente pensei nisso, não que eu me importasse porque eles eram mesmo muito simpáticos, mas era só uma questão de confiança, não percebia essa confiança com os vizinhos os meus pais nem costumam dar muita confiança logo às pessoas. Acabamos de arrumar as coisas, fui para o meu quarto ligar a melhor amiga, não atendeu porque provavelmente estaria a dormir ou assim, então fui tomar um banho mesmo quente para por as “ideias” no lugar, soube-me muito bem aquele duche, visto-me e vejo que recebo uma chamada, era ela, atendi e ficamos tempos e tempos ao telemóvel, ah claro como ela não me consegue esconder rigorosamente nada descobri que rapaz de quem ela gosta, também gosta dela, mas como ela é a pessoa mais tímida que existe não consegue dar o chamado “primeiro passo” espero que seja ele a ceder, ficamos a conversar, era interessante como tínhamos sempre um tema de conversa e quando não tínhamos bastavam as nossas respirações para nos começarmos a rir, as nossas conversas nunca acabavam vinham sempre umas em cima das outras, a minha mãe veio me chamar para ir a casa dos vizinhos, mas eu continuei ao telefone com ela, pois digamos, que estávamos a meio de uma conversa, preparamo-nos para sair de casa e eu só dava altas risadas com ela, era ela que me conseguia animar sempre.

Bem batemos a porta dos senhores Beadles visto que era ao lado da nossa casa, quem veio abrir a porta foi o Christian que mal me vi fizeram um sorriso e eu retribui-lho também, tive que desligar a chama porque parecia um bocadinho mal, então assim o fiz. Entramos, fomos directos para a sala onde se encontravam os pais dele, cumprimentamo-los, mais propriamente os meus pais, ficamos a conversar durante muito tempo, até que o Christian vai a cozinha e eu vou com ele para conversarmos um bocadinho, e pedir-lhe desculpa pelas atitudes de ultimamente, mas tive-lhe a explicar que não é nada fácil mudar de Cidade e não conhecer ninguém e aquele stress todo também. Ele compreendeu muito bem, era um rapaz excelente e tinha um pressentimento que nos íamos dar bem, possivelmente. Voltamos para a sala e ficamos os seis a conversar, muito divertidos. Os meus pais realmente pareciam conhecer os pais do Christian mas podia ser só impressão minha, falavam com um a vontade enorme. De seguida almoçamos, estava tudo óptimo e para mais os pais do Christian tratavam-nos lindamente. Os seus pais disseram que tinham uma surpresa para nós os dois, para mim e para o Christian e percebi perfeitamente que ele ficou tão surpreendido e entusiasmado quanto eu!

Estávamos os dois a olhar para os nossos pais para nos dizerem o que íamos fazer, estávamos em pulgas para saber, os nossos pais não nos disseram logo, aguardaram mais uns minutos, até que a minha mãe faz um sorriso, como só ela sabe fazer e diz “ vamos a um parque de diversões”, logo a seguir diz o meu pai “sim, vocês precisam de se divertir um pouco” formou-se um sorriso muito grande na minha cara, porque nunca pensei que esta viagem me fizesse tão bem, fiquei muito contente porque íamos passar um dia animado, sem preocupações.

Assim se passou o resto do dia, tranquilo, sem problemas, só eu e os meus pais, nada melhor que isso, conversei longas horas com a minha melhor amiga, as saudades eram imensas, fui ao computador actualizar-me, ver as novidades, ouvir um pouco de música e acabei um livro extremamente bom. Assim se passou mais um dia, deitei-me sobre a cama a ouvir música e a reflectir sobre estes dias, que por um lado ainda me atormenta saber que anda um louco a solta e ter medo de voltar a deparar-me com ele, nos meus pensamentos adormeci.

Novo dia, acordo muito bem-disposta sabendo que este dia vai valer a pena, acordei com o despertador pois nós queríamos aproveitar bem o tempo, dou um salto da cama e dirijo-me para a casa de banho, tomo um banho rápido, visto uma roupa confortável, esta: http://weheartit.com/entry/16972591/via/sarabotelho e desci para ir ter com os meus pais, tomamos o pequeno almoço descansados e conversar, fui buscar a carteira lá a cima como a minha também fez, saímos de casa e fomos a casa dos Beadles (eu adoro chamar isto) cumprimentei todos com um simples “olá” e um sorriso bastante grande, estivemos algum tempo a conversar e fomos para o carro, tivemos que ir em dois carros, mas para não haver problemas com o caminho o Christian veio no nosso carro, eu e ele íamos a cantar, e os meus pais estavam a gostar de nos ouvir, estava a ser muito divertido, o Christian só fazia palhaçadas e nós só nos conseguíamos rir. Foi uma viagem longa, era longe o parque mas assim chegamos e estacionamos os carros, um ao lado do outro, o Christian pediu-me para o tratar só por Chris, que era como os amigos o tratavam e eu levei isso como um elogio. Eu e o Chris avistamos ao longe uma espécie de roda gigante, ficamos logo entusiasmados e bastávamos olhar um para o outro para sabermos para onde íamos. Os nossos pais ficavam a tirar-nos muitas fotografias, estava-me realmente a divertir muito, aquele parque era enorme e muito bonito, tinha uma zona de piquenique muito bonita, os nossos pais ficaram numa esplanada e eu e o Chris fomos dar uma volta a explorar a zona.

Conversamos muito, estávamos animados, ele era sem duvida uma boa companhia, até que eu tinha de tirar uma dúvida com ele e… dei-lhe um abraço, precisava de saber o que sinto quando o abraço, dei-lhe um abraço reconfortante e senti-me bem, quer dizer, por momentos senti apenas uma abraço de um amigo e não receio de ser abraçada, fiquei com um sorriso ainda maior na cara por saber que já conseguia abraçar alguém e não ter medo de o fazer, mas depois disto, uma coisa se esperava, o Chris estava com uma expressão na cara de confuso como de quem não percebeu nada, estávamos numa zona linda do parque: http://weheartit.com/entry/2281251/via/sarabotelho peguei na mão dele e corri para um banco, sentamo-nos num dos bancos que havia e olhei fixamente para os olhos dele, agora sim reparei na beleza dos seus olhos e de cada traço da sua cara, fiquei em silêncio a pensar bem no que ia fazer, mas eu sentia que o Chris já era um bom amigo.