De Tudo ... Um Pouco !
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Este é um capitulo informativo e espero que não tenha ficado cansativo. Faz parte de um contexto para o bom entendimento da fic.
Beijos
Adam estava brincando na sala ao lado com um garoto da mesma idade que usava um aparelho auditivo, sob a supervisão de uma secretária bastante simpática.
Seus pais estavam fechados, conversando com o médico. Ele havia feito inúmeros exames com aparelhos esquisitos parecidos com um túnel, e outros bem gelados.
Eles estiveram com ele o todo todo, e sua mãe mais uma vez parecia triste.
Ele detestava quando ela fazia aquilo. Queria que ela estivesse sempre sorrindo.
Ele pensou em Zoe e no quanto ela iria gostar de estar com ele. Havia uma casinha montada cheia de bolinhas e muitos desenhos para colorir. Flores de tudo quanto era jeito. Ela adorava flores.
O médico estava sentado com uma caneta nas mãos e parecia cuidadoso, conhecia Gilbert e Sara há muito tempo.
Participou de todo o processo difícil por que passaram quando da gravidez.
_Bem … vou ser honesto com vocês …
Grissom segurou a mão de sua mulher e encarou o bom médico !
_A audiometria e a tomografia computadorizada demonstraram características sugestivas de otospongiose. Manifestação rara em uma criança. Existem poucos casos, geralmente o início dos sintomas ocorre entre 30 e 40 anos de idade, talvez porque ele já tenha uma predisposição genética.
Grissom sentiu como se um buraco se abrisse e o tragasse para as profundezas. Sara estava igualmente chocada.
Os dois ficaram sem fala, apenas ouvindo, atentos !
_As opções terapêuticas para a otospongiose incluem medicamentos com fluoreto de sódio, isso pode ajudar a reabsorção óssea.
_Deixa me ver se entendi, os medicamentos podem ajudar ?
_Exatamente, tenho esperanças que o caso clínico não progrida e assim possa ter mais sucesso em uma possível cirurgia. É uma solução mais segura e efetiva
_Cirurgia ? — Sara tremia demais e Grissom achou que ela fosse desmaiar.
_Calma amor, vai ficar tudo bem !
_É seguro, doutor Grant ?
_Sara, querida … aplicaria este procedimento em meu próprio filho, confio nos resultados. Ele é um garoto saudável e vamos realizar alguns testes para que eliminemos uma possível alergia ao medicamento. É uma doença bem rara para a idade dele e altamente grave, posso afirmar que o sucesso vai depender da aplicação de vocês. Ele inspira cuidados e dever ser tratado imediatamente. Três meses seria o suficiente para uma nova avaliação !
Ela enxugou uma lágrima e ouviu com um certo alívio quando seu marido perguntou.
_De uma maneira geral, pode avaliar um nível para este problema ?
_É uma doença bastante ingrata, e como todas, o risco existe, mas eu diria que seria de nível médio. Grave mas com esperanças !
Grissom a abraçou e olhou para o médico. Então havias boas perspectivas !
_Recomendo que acompanhem atentamente o quadro dele. Sugiro que ele relate tudo o que acontece durante o tratamento. Isso é importante, principalmente para uma nova avaliação.
_Ele é um garoto bastante preocupado com a mãe, chegou a me dizer que não queria contar porque não gostava de ver a Sara triste !
O médico sorriu, em todos os anos que clinicava, esta tinha sido a primeira vez que ouvira algo daquela natureza. Imaginou o que diria sua mulher, uma conceituada psicóloga infantil.
_Podemos chamá – lo e explicar a situação, sem esquecer que ele tem apenas seis anos. Acho que tudo vai correr bem.
_Ele é um bom garoto, doutor !
Adam entrou e em silêncio se sentou entre seus pais, logo viu os olhos vermelhos de sua mãe e ficou desesperado.
_Mamãe … o que aconteceu ? Porque está assim ?
Eles se entrelharam, desta vez doutor Grant sentiu na pele o que Grissom dissera.
_Sua mãe está preocupara com você, Adam. Vai fazer um tratamento e precisa contar tudo o que sente a ela, acha que pode fazer isso ? Assim ela vai ficar mais tranquila.
Grissom sentiu uma confiança ainda maior em seu médico e suspirou como se estivesse aliviado.
_Posso sim, eu conto tudo, não precisa chorar, mamãe !
Grissom passou as mãos em seu cabelo e beijou o alto de sua cabeça, muito emocionado.
_Isso garoto ! Olha como a sua mãe e seu pai estão mais felizes ! Não é Sara ?
_Sim … muito feliz.
Seu coração apertado estava querendo sair pela boca. Ele segurava na mão de seu pai e depois encostou a cabeça em seu peito, um pouco tímido.
_Acho que seu pequeno homenzinho vai se sair muito bem, estou bastante animado.
….......
Dentro do carro, o silêncio predominou. Adam parecia preocupado, a testa vincada, os olhos voltados para além do vidro.
_O que foi, Adam ?
_Eu vou tomar remédio ?
_Vai .. para ficar bom !
_Então estou doente ?
Sara se virou para ele tentando parecer mais animada do que na verdade, estava !
_Você sabia que o papai também teve isso, não é querido ?
_É sim, é verdade mamãe.
_Mas eu não lembro …
_Isso foi há muito tempo !
_Onde eu estava ?
Eles se olharam, situação complicada. Sara se lembrou de um programa infantil sobre as perguntas “difíceis” que as crianças faziam.
_Você estava dormindo, esperando que fossemos te buscar.
_Onde ?
Ai meu Deus ! Esta parte ela não se lembrava.
Grissom começou a rir, aquilo estava ficando engraçado. Sara olhou para ele murmurando entre os dentes.
_Você poderia me ajudar aqui !
_Em uma nuvem bem grande, no seu braço estava escrito. Este garoto bonito é da Sara e do Grissom !
Ela abriu aboca incrédula. Mas quando seu filho caiu na risada, eles fizeram o mesmo.
_Isso foi engraçado, papai ! E sei que não é verdade !
_Sabe ?
Ele levantou o braço e mostrou a eles.
_Não tem nada escrito aqui.
Sara estava cada vez mais animada com a conversa, ver seu garoto rindo era a luz de seu dia !
_Era uma plaquinha … azul !
_Hum … está guardada ?
_Não, eles usam para outra pessoa.
_Eles apagam ?
_Sim … sempre que outros pais pedem outras crianças !
Ele pareceu se convencer.
_Isso foi a coisa mais absurda e … ridícula que eu já ouvi na minha vida. — Ela murmurou novamente !
_Bem … surtiu efeito, querida !
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