De Tudo ... Um Pouco !
9 Capítulo 9
Notas iniciais
_Adam !
Deitado de barriga para baixo no tapete macio, ele parecia totalmente concentrado em sua miniatura.
Fazia frio e ele estava de agasalho e meias. Adorava andar de meias !
_Adam ....
De novo e ele não ouviu.
Sara estava na sala de jantar, ajeitando um enorme vaso com flores coloridas. Eles se entreolharam.
Mais uma vez, ele aumentou um pouco seu tom de voz.
_Filho !
Adam continuou olhando para a peça em sua mão, falando sozinho.
_Que estranho ... tem alguma coisa errada.
_Adam ...- ele tocou seu ombro e o garoto se assustou.
_Oi papai !
_Você não ouviu o papai te chamar ?
_Não ! — Ele olhou para seu pai, que parecia triste. _Desculpe, acho que estava prestando atenção no avião ...
_Não tem problema, filho ! — Ele ficava alheio quando se tratava de seus pequenos tesouros.
_Isso tá estranho, papai, olhe ... essa peça não se encaixa em lugar nenhum.
Grissom se aproximou e sentou no chão junto com ele, para verificar de perto.
_Tem razão. Espere aqui.
Ele subiu e pegou seu notebook. Pesquisou o modelo e a forma de montagem.
_Este diagrama está errado, olha a diferença.
Adam já havia montado um boa parte, apenas de conhecimento. Ele era seu pequeno geniosinho !
_Termine de acompanhar pelo computador.
Ele olhou para o pai.
_O que disse ?
_O diagrama ... acompanhe pelo computador.
Ele notou que o garoto prestava atenção em sua boca, se lembrou dele próprio há alguns anos atrás.
_Não está ouvindo direito, meu filho ?
_Às vezes ... tenho a impressão que as pessoas estão falando de bem longe ...
_Me explique direito !
_Quando estou fazendo alguma coisa, acho que não consigo prestar atenção em mais nada ...
Era isso ! Ele sentiu um alívio enorme e sorriu. Sara, que prestava atenção de longe também se acalmou.
Em segundos, terminou sua montagem.
_Você sabia que eles vendem painéis também ? Com manche e tudo !
_Sério ... eu adoro painel.
_Também já vi alguma coisa ... — Sara se aproximou e se sentou perto deles, no chão.
_Achei alguma coisa, garotão !
Adam terminou de encaixar os detalhes e subiu no colo de seu pai. com seu mais novo brinquedo.
_Papai ! Olha que lindo !
Ele segurou o monitor e parecia enfeitiçado. Passava o dedo na tela como se tocasse a peça. Como era fissurado naqueles objetos, era impressionante !
_É caro, papai ?
Ele olhou para Sara e sorriu. Era a primeira vez que o filho falava sobre o preço das coisas.
_Por que, querido ?
_Ah ... mamãe, o Jay vive dizendo para a Zoe tomar cuidado com a locomotiva, que era cara e que se ela quebrasse nós estaríamos fritos. Ele fala sempre, tanto que ele fixou a estação inteira na mesa de projetos dele.
O pai deu uma gargalhada alta e depois beijou suas costas com carinho.
_Ele tem razão, Adam. E vocês tomam cuidado ?
_Hãham ...
Na verdade ela era sim, bastante cara, mas ver a alegria do seu garoto, não tinha preço ! Aquele era seu mundo, e eles faziam questão de respeitar.
_Você gostou, filho ?
_Sim ... é mais que impressionante.
_O que você acha de darmos uma olhada ...
_Tem como ?
_Olha ... a loja do shopping tem disponível, podemos olhar de perto.
_Você me leva ?
_Claro ....
_Desta você vai com a gente, mamãe ?
Sara sorriu para ele e bagunçou seu cabelinho.
_Eu adoraria.
….......
Adam andava na frente deles, olhando tudo. Grissom e Sara estavam de mãos dadas, carregando cada um, uma sacola. Era sábado e logo mais à noite teriam o aniversário de Jay.
_Olha amor … comprei uma polo como aquela para o nosso vizinho.
_É bonita. — Ele sorriu de lado, simpático. _Quer sorvete, querida ?
_Quero ! Chame o Adam, vamos nos sentar.
_Filho ?
Ele continuou andando, não havia escutado seu pai.
_Adam ….
Nada.
Sara apertou a sua mão e parou. O coração batendo na garganta.
Grissom resolveu chamá — lo mais uma vez, em outro tom.
_Filho !
Ele se virou e olhou para eles.
_Me chamou papai ?
_Sim …você não ouviu ?
_Parecia bem longe …
_Quantas vezes ouviu ouviu te chamar ?
_Uma …
_Gil ! — Não podia ser … ! — Sara não queria acreditar que pudesse acontecer.
_O que foi, mamãe ?
_Nada meu amor !
Ela não conseguiu disfarçar o pavor. Grissom tentou parecer calmo, mas uma dor aguda lhe atravessou o coração.
Ele não queria, mas fez um teste dolorido, quase insuportável. Tinha a sensação que seu coração explodiria. Olhando para baixo, ele testou seu filho, mais uma vez.
_Quer sorvete ?
O garoto se aproximou dele, percebendo que sua mãe não estava bem.
_Não entendi, papai !
Os olhos dele ardiam, não podia ser … não com seu filho !
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