De Repente, Amor
4 Capítulo 4
Edward's POV
Uma hora depois eu estava de volta ao grande salão do andar de baixo. Eram 23:40h e ainda havia muitos homens com mulheres dançando e se acariciando. Tanya parecia um pouco preocupada quando veio ao meu encontro, perto do bar.
– Edward, querido! Estive te procurando! Então, como foi?
– Não se preocupe, Tanya. Sua novata é muito boa.
Vi uma expressão de alívio inconfundível em seu rosto.
– Ah, é o que dizem. Fico feliz que tenha ficado satisfeito.
– Bom, acho melhor ir pra casa. Amanhã acordo cedo.
– Não quer experimentar outras? Ainda está tão cedo!
– Não essa noite, Tanya. Amanhã eu volto.
Despedi-me dela e fui embora. Entrei no Volvo rumo à minha casa, enquanto dirigia um pouco distraído.
Afinal, eu havia tido o que queria. Tirei um atraso considerável com a mais nova garota da Casa, e ela era boa. Muito boa com a boca, principalmente. O que eu não esperava era conseguir gozar cinco vezes em uma hora. É claro que eu deveria atribuir esse fato ao meu atraso, mas eu já tinha passado por isso antes. E nunca, NUNCA tive tantos orgasmos em uma única hora.
A garota era mesmo boa.
Lembrei-me então dos hematomas espalhados por seu corpo. Aquilo explicava sua maneira de se vestir, que não deixava à mostra quase parte alguma dela. De fato, ela era muito clara. Devia ser fácil criar manchas em sua pele, ainda mais porque Isabella parecia ser incrivelmente macia e delicada.
E ela era macia. Muito macia. E perfumada. Um perfume diferente, mais suave que os das demais garotas. Lembrava amêndoas, o que, num misto de loucura e confusão de sentidos, combinava perfeitamente com seus olhos de chocolate líquido. Tudo combinava estranhamente naquela garota, e a combinação dava água na boca.
Chegando em casa, tomei um banho prolongado e fui me deitar. Lembrei-me dos acontecimentos da noite. De como foi bom ter um corpo novo para explorar, e de como aquele corpo havia me dado prazer. Lembrei-me de como Isabella era realmente clara, de suas sardas no peito e no rosto que a faziam ter um ar de inocência e graciosidade. De como os hematomas me assustaram quando os vi em toda a extensão dela, contrastando fortemente com o fato de todas as cores dela estarem entre o bege e o rosa claro.
Linda. Uma puta linda. Embora eu não tivesse notado isso ao primeiro olhar, depois constatei que a beleza dela aumentava com o nível de intimidade que nós compartilhávamos.
Sorri ao lembrar de sua arrogância dizendo que ela me deixaria satisfeito, e que não aceitaria sexo anal. Sorri porque ela era teimosa, como nenhuma das outras eram. Todas eram submissas e estavam sempre sorrindo quando eu pedia algo grosseiro. Assentiam e faziam, sem contestar. Ela, no entanto, ditava suas próprias regras.
– Uma gatinha braba. — Falei baixo comigo mesmo. E já estava pensando em como seria a próxima noite.
E pensando na próxima noite, adormeci.
...
O dia passou como os outros: Sem objetivos, sem ânimo, sem distrações. Cuidei dos negócios como me cabia cuidar, dando ordens e assinando papéis. Foram doze horas de puro ócio e vazio, até o relógio marcar 20h e eu sair da empresa deixando alguns papéis ainda por assinar.
Dei partida no Volvo e fui direto para a Casa de Tanya, onde mais uma noite me esperava.
– Tive medo que você fosse desaparecer por mais três semanas. — Tanya veio me recepcionar assim que entrei no lugar. Como na noite anterior, a iluminação fraca e a decoração em madeira davam ao ambiente o mistério e o calor que eu buscava.
– Tenho que quitar o prejuízo que lhe dei durante esse tempo, não é? — Sorri, pegando minha dose de whisky que acabara de pedir no bar.
– Eu não ia exigir nada, mas se sua consciência diz para fazer isso... — Ela retribuiu o sorriso. — Então, quem quer hoje?
– Estava pensando na garota de ontem, Isabella. Ela está livre? — Olhei em volta à sua procura.
– Vou procurá-la pra você, querido. — E saiu.
Fiquei no bar, observando novamente os homens e as putas em seus colos. Sentia um pouco de vergonha por fazer parte daquilo, por agir também daquela forma. Mas eu já havia tentando ser direito, ser correto. E uma vadia resolveu partir o meu coração...
– Edward?
Me virei e vi Isabella, vestindo uma blusa comprida de gola alta vermelha, um short curto, meia-calça preta e sapato baixo. Ela definitivamente não parecia uma puta.
– Boa noite, Isabella. Está muito bonita hoje. — Seus cabelos castanhos estavam presos de uma forma despreocupada na nuca, não em um rabo-de-cavalo, mas sim em um coque que deixava soltos vários fios rebeldes, que se moldavam aos seus ombros. Era quase que um bagunçado proposital.
– Boa noite. Tanya disse que queria falar comigo.
– Ah, sim. "Falar" não é o termo apropriado. — Sorri, encarando-a. Como ela permaneceu em silêncio, continuei: — Mas de qualquer forma, devo perguntá-la se você está livre agora.
– Nesse momento? Uhm... Sim, estou livre. — Ela hesitou, olhando para os lados. — Mas Tanya não contou? Há uma nova menina aqui, chegou hoje.
– Mesmo? — Olhei em volta, com pouco interesse.
– Achei que deveria avisar, já que gosta de... — Hesitou novamente, limpando a garganta como se fosse falar algo inapropriado — ...De "descobrir" as mulheres.
– Obrigada por me avisar. Vou tomar nota da nova garota assim que estiver de saída. Tenho certeza que Tanya terá prazer em me apresentar a ela. Mas hoje, quero você. Ainda não me sinto um bom conhecedor do seu corpo.
– Ah... — Ela se limitou a dizer, abaixando a cabeça.
– Então, vai me dar o prazer da sua companhia pelos próximos trinta minutos?
– Tudo bem. Eu vou pro meu quarto... Vou estar esperando lá. Suba em cinco minutos.
– Cinco minutos. — Assenti.
Cinco longos minutos depois eu entrei em seu quarto e encontrei-a exatamente como na noite anterior, com a diferença de que, dessa vez, ela vestia um robe vermelho sangue. Passei pela porta e a tranquei.
– Você fica bem em vermelho. É uma cor bastante atraente.
– Obrigada.
Tirei o dinheiro da carteira para depositá-lo sobre a escrivaninha.
– Não vai discutir sobre sua satisfação e a devolução do dinheiro?
Ela estava mesmo me provocando? Isabella? Me provocando? Ela definitivamente não parecia ser desse tipo.
Sorri com gosto, resolvendo entrar no jogo.
– Ah, não, eu sei do que você é capaz. Mas devo avisá-la que vou ser mais exigente dessa vez. Ontem fui gentil, já que estava te descobrindo.
– Eu consigo lidar com exigências.
Soltei uma risada sonora, e tive a ligeira impressão, embora não estivesse certo, de que o canto dos lábios dela se crispou na tentativa de conter um sorriso tímido.
– Ei, meu tempo já está correndo e você continua aí deitada. Vou querer acréscimos depois.
Ela veio para mim com aqueles olhos de chocolate profundos. Eram olhos muito diferentes dos que eu via nas outras meninas na Casa de Tanya, porque todas elas tinham olhos rasos, como se não tivessem história alguma por trás deles. Isabella tinha olhos tão profundos que faziam com que você quisesse mergulhar neles e descobrir o que quer que fosse que eles teimavam em esconder.
Ela alcançou meu zíper como na noite anterior, mas eu detive suas mãos.
– Não. Quero você nua primeiro dessa vez.
Fui me sentar na beirada da cama, não tirando os olhos dela. Tirei a camisa e apoiei meu corpo em minhas mãos, que repousavam no colchão atrás de mim.
Ela então virou-se de costas para mim e desfez o nó do robe muito lentamente, até que ele deslizou suavemente por seus ombros e caiu em cascata no chão, aos seus pés. Sua lingerie era trabalhada em rendas, de muito bom gosto, onde se misturavam tons de rosa com vermelho. Meus sentidos começaram a se confundir, e eu tive a visão do corpo de Isabella, de uma tonalidade rosa extremamente clara, coberta em calda de cassis. Seu perfume pareceu intensificar-se quando seu robe caiu no chão, levantando uma suave brisa. Seu corpo era lindo, pequeno, com curvas perfeitas.
Aquilo estava me excitando mais, muito mais do que o normal. Ela era só uma puta tirando a roupa para mim, e eu não deveria ficar tão entusiasmado, pegando fogo, tremendo de antecipação.
Mas era isso que acontecia. Eu sentia meu corpo, literalmente, tremer de vontade. E seus movimentos lentos e desconcertantes me faziam querer que aquilo se prolongasse o máximo possível e, ao mesmo tempo, tomá-la de uma vez, no desespero de sentir o gosto de cassis e amêndoas.
Seus hematomas continuavam a contrastar fortemente com o tom bege da sua pele, mas eu já não os via. Em um movimento suave e preciso, ela desprendeu os aros que prendiam seu sutiã às costas. Removendo-o, pude ter a visão de Isabella, apenas de calcinha, de costas para mim, com os cabelos presos no lindo coque que mantinha seus fios perfeitamente desalinhados. Suas costas estavam expostas, e ela agora brincava com a alça da sua calcinha.
Meu Deus, as costas dela me excitavam!
– Tire. — Ofeguei, sem me conter.
Esperava que ela tirasse por baixo, até seus pés, mas só então notei que a calcinha que ela usava tinha fechos muito discretos nas alças laterais. Bastou um simples movimento com os dedos para que a peça caísse no chão entre suas pernas.
E então, ela estava completamente nua.
Linda.
– Vire-se... — Pedi.
Ela virou-se para mim, seu rosto com um misto de vergonha e tensão.
Analisei-a dos pés a cabeça. Seus olhos de chocolate me davam um certo tipo de fome. Seus lábios, muito vermelhos mesmo sem nenhum tipo de maquiagem, contrastavam com sua palidez. Seus dentes da frente, um pouco maiores que os outros, combinavam perfeitamente com o ângulo do pequeno "o" que sua boca entreaberta fazia, deixando-a ainda mais linda. Seu pescoço, cheio de hematomas, era pouco coberto pelos fios de cabelo que teimavam em sair do coque e caíam leves por seus ombros. Algumas sardas claras iam daí até seu peito, em uma trilha provocante. Seus seios eram pequenos e pareciam ter uma consistência mais cremosa que o resto do seu corpo, fazendo com que os bicos parecessem muito claros e rosados. A barriga era perfeita, com algumas poucas sardas remanescentes. Ela estava completamente lisa: Diferente da noite anterior, onde uma fina e clara penugem cobria-lhe um pouco da área da virilha, hoje ela estava tão lisa que sua pele parecia brilhar. Suas coxas eram da medida certa, mas ali os hematomas eram mais visíveis.
Peguei-me ofegando apenas por olhar para aquela criatura.
– Isabella...
– Sim? — Ela respondeu, ainda com a cabeça um pouco baixa.
– Venha aqui. Agora.
Ela se moveu lentamente na minha direção e parou à minha frente, ajoelhando-se no chão. Levou suas mãos ao meu zíper, abrindo-o devagar e puxando minha calça para baixo, juntamente com a boxer azul-marinho.
Eu queria disfarçar, mas meu tremor era violento. Senti-me envergonhado por aquilo, mas ela não pareceu notar. Sem nenhum aviso, Isabella pegou meu pênis e o colocou na boca, chupando-o com muita vontade.
Meus pulsos e cotovelos, antes aguentando meu peso sobre a cama, tremiam demais agora. Como não seria capaz de ficar naquela posição por muito mais tempo, me inclinei para frente, sentando em um ângulo reto, com as mãos em sua cabeça.
Ela não era como as outras, que tinham uma mania estranha de me olharem enquanto chupavam meu pau. A cara de prazer que elas faziam revirando os olhos era tão claramente mentira que aquilo não me excitava em nada. Mas Isabella não olhava para mim. Eu a via concentrada no que estava fazendo. Ela não forçava a barra, simplesmente queria me dar prazer.
– Ahhhhhhh...
– Está gostando? — Ela perguntou em um tom de quem realmente tinha alguma dúvida.
– Você vai me matar de tesão...
Ela continuou chupando meu pau com força, lambendo e mordiscando a cabeça com muita suavidade.
– Ahhhh... Camisinha, bolso esquerdo!
Isabella parou e procurou o preservativo na calça amassada no chão. Rasgou-o e foi rolando pela extensão do meu membro.
– Senta em mim, Isabella.
Ela ficou de pé e colocou os joelhos na cama, um em cada lado do meu corpo. Segurou meu pau em suas mãos e o posicionou em sua entrada, até que foi abaixando lentamente, me envolvendo com seu corpo quente e molhado.
– Ahhh, meu Deus...
O cheiro de cassis e amêndoa se misturava com o perfume do shampoo que ela usava. Sem conseguir raciocinar direito, levei minha boca a um de seus seios e chupei com força. Com as mãos em seus quadris, guiei seu corpo para baixo e para cima, fazendo com que meu pau entrasse e saísse brevemente dela. Ela jogou seus braços em torno do meu pescoço, e eu posicionei meu rosto em seus cabelos e orelha, enquanto a penetrava com delicadeza.
Percebi que não conseguiria entrar totalmente nela se não forçasse, assim como na noite anterior.
– Isabella, preciso te alargar... — Eu respirava com dificuldade. — Fica de quatro pra mim...
Ela obedeceu, levantando-se do meu colo e indo ficar na posição que eu havia lhe pedido. Sem muitas cerimônias, posicionei-me em sua entrada e penetrei-a novamente, sentindo seu corpo, mais uma vez, envolver o meu lentamente. Fechei os olhos e me deixei saborear o momento.
– Isso... Isso.
Eu já havia conseguido entrar nela completamente, e poderíamos voltar à posição anterior. Mas ela, daquele jeito, era tão boa...
Me inclinei um pouco para frente e alcancei minha mão direita em seu clitóris, enquanto a esquerda permanecia em seu quadril. Brinquei ali com os dedos, estimulando-a. Ela gemia bem baixo.
– Quero ouvir você gemendo, minha linda...
– Ahhh...
– Isso! Você não sabe como seus gemidos são agradáveis...
E eram. Sua voz, já um pouco rouca, tornava-se ainda mais rouca quando ela gemia.
Esquecendo do fato de que iria machucá-la, penetrei-a com força enquanto ainda brincava em seu clitóris.
– AHHHH!
– Desculpa!
Merda! Eu devia ter lembrado! Ela era pequena!
Fiz menção de me retirar de dentro dela, mas ela moveu seu quadril para trás.
– Não! — Ouvi-a ofegar um pouco.
Permaneci imóvel, um pouco confuso.
– Não o quê?
Silêncio.
– O que você quer, Isabella? Não quero te machucar mais!
Ela parecia lutar com sua consciência, embora eu não entendesse o porquê.
– C-continue... Não... Só continue — Ela disse, abaixando o tom de voz a cada palavra, sem levantar a cabeça.
Será mesmo que eu poderia continuar sem machucá-la?
– Se doer, você me fala!
Ela continuou calada. Comecei a penetrá-la novamente, com força. Na terceira estocada, a mais profunda, ela gritou outra vez.
– Ahhhh!
– Não vou parar até você me dizer que estou te machucando! — Falei, embora eu já estivesse diminuindo o ritmo, com medo de estar machucando-a.
– Ahhhhhhhhh!
Eu não sabia se ela estava gostando ou sentindo dor. Ela levantou um pouco o quadril e se movimentou para trás, em direção ao meu pau.
– Ahhhh, isso! — Ouvi-a gemer baixinho. Me convenci então de que seus gritos eram de prazer.
– Isso, Isabella... Isso. Quer que eu meta mais forte? — E, dizendo isso, sem esperar uma resposta, meti nela com toda força que pude.
– ISSO! — Ela respondeu, talvez inconscientemente.
– Isso... Assim... É gostoso, não é? — Outra estocada.
– Ahhhhh!
– Cansei de conversar, Isabella. Quero meter em você até acabar contigo!
E a partir daí, comecei a penetrá-la com muita força e num ritmo muito acelerado. Ela rebolava, gemia, agarrava-se aos lençóis. Seu coque agora estava totalmente desfeito, e seus cabelos caíam soltos sobre os lençóis embaixo dela.
– Ahhhhh... Ahhhhhhhhh... AHHHHHHH!
Senti seu corpo tremer em espasmos, mas não parei. Meu clímax estava quase chegando, eu precisava gozar agora!
Estoquei nela mais cinco ou seis vezes, e finalmente tive o orgasmo que estava evitando durante toda aquela noite com Isabella.
Apenas seu quadril estava levantado, seguro pelas minhas mãos. Sua cabeça já estava jogada na cama, seu rosto enfiado nos lençóis, ofegante. Os braços estavam também jogados ao lado do corpo.
Abaixei seu quadril, encostando-o na cama, e repousei em cima dela. Estava muito suado, e ela também. Respirei por três ou quatro minutos em seus cabelos, enquanto recuperava o fôlego.
– Você tinha razão. — Falei em seu ouvido. — Você sabe lidar muito bem com exigências.
Ela murmurou algo que não entendi.
– Posso usar o seu banheiro? Preciso de um banho.
– Pode... — Ela respondeu baixinho.
Levantei-me, passando suavemente as mãos pelo seu corpo.
– Isabella?
– Sim.
– Que perfume você usa?
– Não uso perfume...
Como assim não usa perfume?
– Está me dizendo que você cheira naturalmente a cassis e amêndoas?
– Creme pra hematomas... De amêndoas... — Ela respondeu contra o travesseiro, ainda muito baixo, como se estivesse com vergonha de me encarar.
Fitei-a por alguns segundos, sentindo pena daquela garota. Eu não queria vê-la machucada. Não queria vê-la mal. Era estranho, pois só havia estado com ela por duas noites, mas eu sentia que começava a nutrir por Isabella um sentimento de proteção.
– Bem... Seu cheiro é muito bom.
E sem dizer mais nada, entrei no banheiro para uma ducha.
Notas finais
Prometo postar o mais rápido que der, mas o tempo é apertado.
Além disso, acho que se eu postar o próximo capítulo sozinho, vocês vão ficar meio putas. Não é um cap. muito legal pra Bella. :/
Bom, obrigada de novo!
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