De Primavera À Inverno
12 Capítulo 12 - A luta final
Notas iniciais
minha vida anda uma loucura então tentei fazer esse capitulo bem grande pra vocês queridos!E Mushroom Tea, eu fiquei tão feliz quando li sua recomendação!Eu fiquei rindo que nem uma retardado aqui em casa rsrs. Arigatô! Muito obrigada a todos por não terem abandonado a fic mesmo eu sendo uma autora baka!
Espero que gostem!
__Kyouraku-taichou? — dirigiu-lhe Kira a palavra, se aproximando do capitão e do Ise.
Algum tempo havia se passado, talvez uma hora ou duas, ninguém sabia ao certo. Um pequeno acampamento tinha sido improvisado para que o esquadrão pudesse atender melhor os feridos.
O sol sumia por entre as montanhas, anunciando o fim de mais um longo dia de serviço do ancião . A floresta parecia que iria engoli-los pouco a pouco com a chegada da noite. Soprava o vento, levando seus segredos consigo.
Deitado no chão estava Kaoru com a feição tranquila e serena. Podia-se dizer facilmente que tinha belos sonhos. Quem sabe brincando com os amigos de infância, companheiros de travessuras?Não.Pelo que lhe parecia, era provável que ele estivesse sonhando com a chegada da mãe.
__ Kyouraku-taichou? — o tenente pousou-lhe a mão no ombro, finalmente ganhando a atenção de Shunsui. O chamava fazia algum tempo, em vão.
__ Gomenasai Kira-kun. — o chapéu de palha era rodado em sua mão, como que para conter o nervosismo e a ansiedade.
__Capitão, os seus ferimentos ainda não cicatrizaram totalmente, precisa descansar.
__Estou bem Kira-kun. Não se preocupe comigo.- pausou. Será que estava tão nervoso a ponto de preocupar os outros do esquadrão?Estava ficando sem prática. Respirou fundo e continuou-Não exagere, hein? — sorriu como sempre
__ Hai. — o fukataichou resolveu não mais insistir. Apesar do sorriso, podia imaginar o que o taichou estava passando. Suspirou e deu meia volta, voltando a cuidar dos que tinham se ferido.
__ Ai...
A cabeça latejava como nunca, parecia que ia explodir.Levou a mão a cabeça massageando-a levemente para tentar diminuir a dor incômoda.Também quem mando usar três kidou daqueles seguidos assim? Um atrás do outro? E dois sem encantamento! Se oka-san estivesse ali ele iria levar uma baita bronca.
__Kaoru?
O pequeno levantou-se, ficando sentado no chão assim que ouviu a voz do mais velho. Ainda tinha a mão na testa massageando-a.
__Hai? — virou e encarou seu outo-san, ele parecia preocupado.
Der repente as lembranças da luta vieram de uma vez. Sentia-se culpado. Muito culpado. Não sabia bem o por que mas.. ainda assim tinha aquela pontada de culpa no seu coraçãozinho. Detestava sentir-se culpado.
Kaoru abriu a boca para falar algo, mas as palavras não vieram. Não conseguia sustentar mais o olhar. Ele não tinha feito nada de errado, não?
__Você está bem, Kaoru? — Shunsui já havia percebido que o garoto estava estranho. Todo aquele silêncio...
Ele virou-se completamente para o capitão que estava sentado, apoiando as costas numa árvore.
__Gomenasai, outo-san. — disse-lhe depois de pensar um pouco.
__Hum?
__Eu não contei pro senhor. — sua voz era um pouco baixa e pesada. Podia ver que ele estava arrependido e não tinha vergonha nenhuma de admitir e pedir desculpas. Era o que mais gostava nele.
__Não se preocupe Kaoru, não estou zangado com você.
__Mas eu...
__Está tudo bem, tudo bem, não se preocupe. — sorria, achava um pouco de graça naquilo tudo.
__Eu... — a voz tinha saído tão baixa quanto um sussurro. Não conseguia olhar para seu velho.
__Que bom que está bem, Kaoru-kun – respirou fundo, dando uma breve pausa – mas confesso que fiquei surpreso. Não esperava que você já soubesse lutar.
__Eu pedi a oka-san pra mim ensinar alguns kidous. Ela não gostou da ideia no início mas acabou me ensinando.
__Kaoru-kun vai ser um grande shinigami um dia. — disse orgulhoso. Nessa parte, ele parecia ter puxado Nanao. Possuía um grande potencial guardado.
__Sério?!? E-eu po-posso chegar a me tornar um shinigami? Como você e a mamãe? — aproximou-se do taichou com os olhinhos brilhando. Seus pais eram muito fortes, sem dúvida. Porém, não importa quão forte uma pessoa seja, ela não pode fazer tudo sozinha. A Seretei era o maior exemplo disso. Se fosse apenas o comandante para acabar com todos os hollows do mundo real, seria um desastre. Já dizia o ditado: “ a união faz a força”. Kaoru, só queria ser útil e poder protege-los. Apenas isso. Ser um shinigami... era o caminho pra isso.
__Hai. Você tem um grande talento. — completou .
O garoto deixou um largo sorriso escapar. Ouvir aquilo vindo de seu outo-san era muito bom. Ele tinha chances de conseguir, não importava quantas, bastava elas existirem. Ele faria acontecer. Com tais pensamentos, seu sorriso alargava-se.
“ Hum... então ele quer ser um shinigami?” pensou o capitão.
__Parece que o sol se pôs... — falou Shunsui erguendo a cabeça e olhando para o alto. Algumas estrelas já podiam ser vistas, mesmo ainda tendo pequenos rastos de luz do final do por-do-sol. Logo logo, estaria completamente escuro.
Seria mais difícil de encontrar o esconderijo. Era uma ótima oportunidade para recuperar as energias de vez.Por mais que não quisesse admitir estava um pouco cansado. Era imprensão sua ou aquele lugar drenava reiatsu? Pensando bem, um lugar assim existe na Soul Society? Sem ser criado? “Aposto que Kurotsuchi taichou adoraria pesquisar.” Riu com o pensamento. Aquele cara sabia ser uma figura engraçada.
__Outo-san? — perguntou o Ise, tirando Shunsui de seus pensamentos.
__Hai, Kaoru-kun?
__O senhor está bem?
__Não se preocupe comigo. Não foi nada demais.
__Mas à noite, a floresta começa a tirar reiatsu das pessoas. Principalmente, as que tem muita.Por isso oka-san sempre ficava exausta de noite.
__ Então, não era coisa da minha cabeça. — espera ai! Ele não conseguiria fazer kidous tão altos se não tivesse uma reiatsu consideravelmente grande. — Kaoru – disse-lhe preocupado – isso não lhe afeta?
__Lie. Oka-san disse que quando eu era menor isso era um problema. Ela me contou que eu tinha uma reiatsu muito alta e forte. E quando a noite chegava, eu passava mal. Eu me lembro um pouco disso... — ele olhava para o chão com aquelas memórias. Elas não eram nada agradáveis.
__E o que Nanao-chan fez?
__Oka-san... selou minha reiatsu. Eu também – virou o rosto para o lado, envergonhado – não conseguia controlá-la.
__Entendo – respondeu o capitão. Afinal já era de se imaginar sendo filho de quem é não?
Algum tempo se passou. As estrelas reluziam no céu fazendo companhia a lua crescente que brilhava impotente no alto. O céu estava limpo, não havia uma nuvem sequer. O vento, frio. Muito frio.
Uma fogueira, um pouco grande, foi acesa no meio do improvisado acampamento. Alguns shinigamis que não estavam muito feridos sentavam ao redor do fogo e conversavam despreocupados e alegres, esquecendo-se um pouco dos problemas. Esse era o clima característico da Hachi Bandai. Um clima muito agradável, na verdade. Mesmo assim, ainda vigiavam, não poderiam de forma alguma baixar a guarda.
O taichou e o pequeno Ise continuavam um pouco afastados dos demais. E consequentemente mais longe da fogueira.
Foi então que a brisa gélida da noite fez-se presente.
__Acthim! — espirrou Kaoru, encolhendo-se um pouco.
O mais velho retirou rapidamente o haori rosa, o colocando por cima do garoto.
__Prontinho, agora não ficara resfriado, Kaoru-kun – sorriu
__Arigatô, Kyouraku taichou.
__Nanai? Por que você... — foi então que percebeu os olhares sobre si. Apesar do menino não ter virado o rosto para ver, ele tinha deduzido que o seu espirro tinha chamado atenção. “Esperto” pensou. — Não há de que, Kaoru-kun.
__Olha! Uma estrela cadente! — apontou o menino animado, ele nunca tinha visto uma.
__Faça um pedido – disse Shunsui o olhando.
Kaoru fechou os olhos obedecendo e capitão e disse:
__Que no meu próximo aniversário, eu esteja com meu outo-san e minha oka-san.
Mas será que esse desejo se realizaria?
A noite tinha sido tranquila sem nenhum sinal de inimigos. De manhã, com os primeiros raios de sol, o esquadrão levantou-se para continuar a missão.
Depois de comerem, partiram. Kaoru os guiou pela montanha a dentro bravamente. Após uma hora de caminhada eles já podiam ver o esconderijo, que se não fosse cercado pelas árvores, seria um tanto... “chamativo demais”.
__Chegamos.- disse o Ise.
__Arigatô Kaoru-sa – falou Kira – teria sido bem complicado chegar aqui sem a sua ajuda. O pequeno sorriu um pouco sem jeito, mas sorriu contente por ter ajudado.
Mais alguns passos e estariam de frente para a cabana. Estava sendo fácil demais. Aqueles caras eram muito previsíveis. Era bem obvio que estavam escondidos atrás das árvores. Não era preciso sentir reiatsu para isso. Eles fediam, literalmente.
__Esse caras precisam de um banho. Será que já ouviram falar de sabonete? — perguntou Kaoru tampando o nariz com as mãos para amenizar o fedor.
Kira caminhava ao seu lado enquanto o capitão ia na frente com alguns homens. “Dessa vez o garoto tinha percebido o inimigo? Ele tinha razão, fediam muito.” pensou o tenente.
__Como diz o ditado: o porco não sente o seu fedor. — riu abanando um pouco o ar.
__Com certeza, né Kira-san? — a mão ainda no nariz, deixava sua vozinha estranha e engraçada. Alguns soltaram risadas contidas ao escutá-lo.
As folhas moveram-se em todas as direções enquanto o vento rugia forte, enraivecido sabe-se lá de quê.
Uma flecha atravessou o ar, atingindo um subordinado. Ele contorcia-se de dor. Não parava quieto e o veneno se espalhava por ser corpo muito rápido. Desmaiara. Tinha sido uma boa ideia do tenente aumentar a imunidade e resistência do esquadrão. Caso contrário, teriam um companheiro a menos.
__Hado# 58 Tenran!
Poe entre as árvores foi dito em alto e bom som por Kaname, o braço direito de Memna. Tinha chegado a algum tempo, estava recrutando mais homens.
Kaname, apesar da aparência jovem, já fora um shinigami muito antes de Memna.Por que ele deixara a Soul Society? Ninguém sabia.Diziam que ele havia se cansado daquela vida chata em seu esquadrão, outros que ele era louco ou alguma coisa do tipo.Talvez fosse.O que todos tinham certeza era de que ele era muito mais perigoso que Memna.
__Faz tempo que não vejo um esquadrão por aqui, ainda mais a hachi. — passos lentos e firmes foram dados pelo homem de cabelos negros, que iam abaixo da cintura.
Ele não tinha usado muita reiatsu naquele kidou. Nenhum membro da bandai tinha se ferido. Entretanto havia sido uma bela distração. Enquanto protegiam-se como podiam, os cercaram. Flechas pontudas e afiadas eram apontadas aos shinigamis.
__Resolvemos faze uma visita, ele está? — zombou um pouco o Kyouraku. Tinha algo naquilo tudo que o incomodava.
__ Hum... lamento ele está ocupado divertindo-se. Meu nome é Kaname, Takanashi Kaname. Pode deixar que eu digo que esteve aqui, kyouraku taichou.
__Gomenasai, mas prefiro dizer pessoalmente.
__ Que pena taichou, por que você não vai conseguir. — sorriu, virando-se de costas — Mate-os.
E no segundo seguinte, flechas cortaram o ar. Alguns foram atingidos e caíram inconscientes no chão. Kaoru desviava por pouco. Não gostava de flechas. Quando uma vinha certeira em seu ombro, Tatsufusa a parou movendo seu braço rapidamente.
__Vocês não são páreo pra mim! — disse o terceiro oficial.
Logo todas as flechas foram miradas nele e atiradas. Elas não conseguiam atingir o alvo.
__Seus molengas, isso é tudo? Num da nem pro gasto. — nem bem acabou de falar e o shinigami havia sido atingido em cheio por um raio que atravessara seu coração. O terceiro oficial caiu no chão já sem vida.
__ Tatsufusa-san! — gritou o menino.
Alguns homens com espadas e cajados nas mãos saíram da mata em direção ao esquadrão. Eles eram muito e não lutavam mau. Até o Ise ajudava com algum kidou ao lado de Kira.
Encurralados. Essa era a situação do oitavo esquadrão.Não importava onde se olhasse, a única fuga seria entrar no esconderijo. Entretanto, geralmente caras como Memna não costumam forçar a entrada.
__Kyouraku-taichou — chamou-lhe Kira ao deferir um golpe fatal no seu oponente.
__Já percebi, Kira-kun.
Uma armadilha bem óbvia. Só pra dar mais trabalho. Fazer o que, precisava recuperar as pessoas do vilarejo e sua Nanao-chan. Teria que ir de qualquer jeito.
Kaname tinha mantido-se escondido num dos galhos de uma árvore por muito tempo, já estava ficando bastante entediado. Fora tão divertido atacar aquele vilarejo estúpido, tão fácil... senão fosse pelos gritos daquela gente teria sido muito chato.
Enquanto ele observava a tuta escondido, notava o pequeno garoto que lutava. Uma criança no meio de um bando de shinigamis. Chegava a ser um pouco patético. Era provavelmente um habitante da vila.
__ Hum... não posso deixa-lo assim não? — disse Kaname – É, o jeito é leva-lo também.
Ainda em seu esconderijo, mirou bem onde o garoto estava e disse:
__ Hadou # 54: Haien! — uma pequena e destrutiva bola de energia seguiu em direção a Kaoru. Ele nem percebeu que um kidou seguia em sua direçã. Estava concentrado demais nos inimigos a sua volta. Iria acerta-lo em cheio, senão fosse pelo capitão que rinha usado o shunpo para tirá-lo de lá.
__Outo-san?
__Você está bem, Kaoru-kun? — perguntou o taichou
__Hai.
Kaname os via sorrindo, pelo visto ainda não o tinha notado.
__Mova-os, Redisupesu! — sussurrou – espero que aproveite o meu presentinho Memna.
Antes que o capitão ou o Ise pudessem fazer alguma coisa, duas argolas de energia passavam por eles, uma em acima da cabeça e a outra em baixo, do chão.. Quando ambas encontraram-se elas retrocederam.Porém, não estavam mais junto do esquadrão.
__Outo-san onde estamos? — perguntou Kaoru.
__Não sei parece uma espécie de galpão...
Não havia janelas, o que fazia o local ficar abafado pela falta de ventilação. Tinha um cheiro podre de cadáveres e sangue por tolo o lugar. Do lado esquerdo, gaiolas com algumas pessoas, que apesar de machucadas pareciam estar respirando. Do lado diretito, ao fundo , uma grande máquina. Fios estendiam-se dela e passavam por quase todas as paredes daquele lugar indo em direção a …
__Oka-kan... — disse Kaoru-kun com os olhos fixos a sua frente, chamando a atenção de Shunsui. Ele observava o lugar.
A frente deles, Mena os olhava com um sorriso no rosto, divertido. Um pouco atrás, Nanao encontrava-se sobre uma espécie de maca de metal acorrentada. Os ferimento s infeccionados e as roupas sujas de seu próprio sangue, partiam o coração do menino.Os fios terminavam ali. O local, antes tão pouco iluminado, tornou-se um pouco mais claro depois que Memna bateu palmas, acendendo assim as luzes quando percebeu que finalmente o tinham visto.
__É um prazer revê-lo, Kyouraku-taickou.
Não podia acreditar no que estava vendo. Sua Nanao...precisava tirar ela dali senão, talvez sua amada não resistisse. Aos ferimentos.
O taichou respirou fundo, poi-se na frente do garoto e disse?
__Esconda-se Kaoru.
__Hai-hai – respondeu o menino correndo para trás de algumas caixas, presentes perto das gaiolas.
__Já faz algum tempo não é, taichou? — Debochou. Estava adorando ver o rosto de Shunsui. Ele estava sério e paria bastante inquieto. Mesmo naquela situação não parecia com raiva. “Será divertido.”
O capitão da Hachi, desembainhou suas espadas zanpakutou já na forma de shinkai, rapidamente e partiu pra cima de Memna com um shunpo. Porém, o ex-shinigami já esperava e defendeu-se do golpe.
__Gomenasai, sua conversa estava me deixando entediado. Creio que não se importa de irmos ao que interessa.
__Lie.É uma pena. Pensei que ia me divertir um pouco.
__Nani? — perguntou o Kyouraku. Que tipo de diversão ele estava falando exatamente?
__Liberte sua imaginação, Hatsumeisha.
Der repente um monstro esquisito apareceu diante do Taichou. Ele era branco com vários rabos como chicotes, da boca dele a saliva escorria e quando tocava o chão, queimava como se tivesse caído ácido. Além disso, era enorme e parecia ser rápido.
A criatura deu um rugido e partiu em direção a Shunsui. Levantou a pata com garras longas e afiadas em direção a ele. Enquanto isso, usava seus rabos para tentar pegar o shinigami que desviava agilmente.
Shunsui aproveitou que um daqueles rabos vinha diretamente para si e o cortou. O monstro recuara um pouco, mas logo saiu da defensiva quando se regenerou. O capitão, então resolveu aproximar-se um pouco mais. Usando o shunpo, foi para trás do bicho e antes que ele tivesse tempo de defender-se, golpeou-o. Dessa vez não cicatrizou. “Pelo visto, só esses rabos que se curam” pensou o Kyouraku.
__Lindo não é, Kyouraku-taichou? — disse-lhe Memna enquanto andava olhando para o seu bichinho de estimação.
__Um tanto...diferente eu diria. Os outros eram escuros.
__Verdade, mas esse aqui, fiz especialmente ara a ocasião. — respirou fundo dando uma pausa e depois disse – você devia olhar atrás de você.
__Eu não vou cair nes- não teve tempo de terminar a frase. Enquanto conversavam, um dos rabos daquela coisa tinha perfurado o chão.
__Desculpe, o que disse, taichou? — zombou – Não deveria tentar apressar as coisas. Sabe ele tem ao todo 14 rabos. Não acha que está faltando algum? Um está com você, mas só tem 1, 2, 3 … — contava com um imenso sorriso no rosto — ...11, 12! Onde será que está o que falta?Que tal atrás daquela criança?
Por um momento o seu cérebro parou. Shunsui estava preso com os braços junto ao corpo. Não podia fazer nada para salva-lo. Tentava com todas as forças mas não conseguia. Da mesma forma que não conseguiu proteger Nanao naquele dia. Agora pelo visto não iria conseguir proteger seu filho também.
Kaoru tinha uma boa visão da área, conseguia ver praticamente tudo dali. Parece que o taichou deixou-se levar pelas palavras de seu inimigo. Não era ele quem estava em perigo, que havia derrotado o seu monstro predileto, que estava acorrentado sobre uma maca de ferro! Memna queria vingar-se dos capitães tirando-lhes algo precioso. Por que ele iria atacar uma criança qualquer primeiro, se tinha um refém que foi capaz de vencer seu querido Onizaki? Pelo visto, teria que fazer alguma coisa.
__Hadou #4: Byakurai – um raio saiu do dedo de Kaoru e cortou o rabo que prendia seu outo-san. “Um já foi” pensou o pequeno. — Hadou# 20: Shoutenkyu! — uma espera azul saiu das mãos do Ise, direto na cauda que estava perto da máquina.Assim que explodiu ela o paralisou.
__Parece que o pequeno é – antes que pudesse terminar Shunsui o cortou, arrancando fora o seu braço esquerdo.
__Desgraçado! — gritou Memna possesso pela raiva.
O monstro mirou seus rabos em direção ao capitão. Ele estava muito perto, talvez não desse tempo de escapar.
__Hdou # 49: gakirekkou! Um grande circulo de energia verde formou-se na frente de Kaoru rapidamente. Dezenas de filetes de reiatsu em forma de uma espécie de luz cortante foram em direção as caudas daquele bicho destruindo-as.
Enraivecido, o monstro correu em direção ao garoto. Cara , já era o segundo que fazia isso. Por que eles gostavam tanto dele?
__Hadou#63: Raikohou! — disse o menino. Ok, aquilo estava começando a ficar complicado. Mais uns dois daquele e já era.
O kidou acertara bem na testa. Estranho, aquela coisa estava um pouco... tonta? Se ali era seu ponto fraco então...
__Hadou #31: Shakkahou! — Bingo! Tinha acertado bem na testa e lá estava o monstro cambaleando.
Shunsui não estava contente por Kaoru estar enfrentando aquele bicho. Queria ir poder ajudar, mas tinha um ex-shinigami raivoso o golpeando com fervor.As lâminas das duas( ou seriam três?) zanpakutous chocavam-se com força. O capitão usou o shunpo, aparecendo por trás de Memna e o golpeou nas costas, fazendo um pouco de sangue cair no chão.
__Hadou #34: Kongoubaku! — Na ponta da arma de Memna, formou-se uma grande bola aparentemente de fogo. Ele movimentou-se para atira-la em Shunsui que desviou facilmente. Assim que ela explodiu, o ex-shinigami usou o shunpo, aparecendo na frente do capitão, acertando em cheio em seu abdômen, causando um corte um pouco profundo.Nada que pudesse ser comparado aos ferimento do vilão.
Já em outra parte do local, a coisa já estava ficando feia.Aquela aberração não morria e aqueles rabos sempre se regeneravam! Se continuasse desse jeito...
O garoto tinha as mãos sobre o joelho enquanto puxava ar com os pulmões. O monstro ainda estava tentando recuperar o equilíbrio. Porém, sem que Kaoru pudesse reagir, a criatura virou batendo todos os rabos com força no pequeno. Kaoru voou até chocar-se com a parede, deixando um buraco relativamente grande nela.
Shunsui virou-se assustado na direção do estrondo e odiou a cena que viu. O garoto tentava se levantar, pelo visto tinha quebrado um dos braços. Tinha alguns arranhões no corpo e cuspia sangue. Já aquela coisa agarrou-o com um de seus rabos e o chocou contra a parede mais uma vez.
__Kaoru! — gritou o capitão, desaparecendo com o shunpo.
Quando o monstro ia chocar o garoto contra a parede de novo, ele virou-se e prendeu o capitão, o batendo com força no chão.
__ Você não devia abandonar um inimigo assim, Kyouraku taichou. Me senti ignorado.
__Outo-san...- sussurrou com dificuldade. Ainda não sabia como, mas estava consciente. A cabeça sangrava um pouco.
__ “Outo-san?” — disse Memna – Ele é seu filho? Interessante! Por acaso a mãe seria aquela tenente estúpida? Ow, veio salvar sua mulher! Que bonitinho. — gargalhava olhando para o taichou. Só podia ter ganhado na loteria – Uma pena mas você não vai conseguir.
Todos os rabos do bicho, que estavam livre, tornaram-se mais afiados na ponta, foram apontados para o capitão.
__Um, — e o primeiro atravessou o ombro do taichou.
__Não... — sussurrou Kaoru. Ele assistia a cena com um pesar no coração.
Então acabaria assim? Perderia a todos que amava na sua frente? Sentia-se um inútil. Não queria perder mais ninguém. Será que era errado desejar que fossem felizes em paz? Depois de tudo o que passaram, não podia acabar assim...
__Dois – ria Memna ao ver o segundo perfurar o capitão, quebrando uma de suas costelas.
O pequeno fechou os olhos, concentrou-se e em pensamento, disse?
“Kagezenashi-san...”-chamou sem resposta — “ Onegai, Kagezenashi-san...”
“Que é moleque? O que foi? — ecoou uma voz feminina em sua mente. Ela não estava de bom humor.
“ Eu preciso de ajuda, eu não quero ver os meus pais mortos! Não quero que aconteça com eles o mesmo que aconteceu com baa-chan e oji-chan...”
“Moleque...- ela agora estava mais calma. Por fazer parte dele, conseguia sentir o que o garoto sentia muito bem naquele momento. — Se lembra do que aconteceu nas outras vezes?Você não aguenta por muito tempo. Você também não está em boas condições. Se eu for, isso poderá matá-lo.
__Três.. — disse Memna ao fundo. Apesar de sua conversa com Kagezenashi, podia ouvir o chão embaixo de seu pai rachar e ele tossir.
“Eu não tenho outra escolha, Kagezenashi-san. Outo-san não vai aguentar por muito tempo e oka-san está inconsciente. Não sei por quanto tempo vão aguentar...” — ele estava desesperado. Suplicava. Aquela era sua única esperança. — “Onegai! Onegai...”
__ “Está bem Você já sabe o que fazer. Apenas aguente até eu terminar.”
Respirou fundo, agora era a hora. Só tinha que fazer certo daquela vez. Faltava tão pouco... logo tudo aquilo acabaria e voltaria pra casa com seus pais.Bastava aguentar firme.
__Apareça e acabe com o mau... — sussurrou – Kagezenashi!
__Quatro.. — antes que ele chegasse a atingir o taichou uma espada cortou a cauda. Sozinha, cortou as que já tinha perfurado Shunsui.
Os dois ficaram olhando a espada cortando os rabos sem entender nada. Até que ela cortou a pata esquerda da criatura, que deu um rugido de dor e soltou Kaoru.
__Mas o que – não conseguiu terminar, ela cortara o seu peitoral.Um corte profundo.
O bicho tinha tombado ao perder a pata esquerda. Enfurecido, levantou como pode a direita para cortar Kaoru e desceu com toda a força que possuía.
__Não! — gritou o capitão. Estava no chão, tentando se levantar entretanto os ferimentos eram bem feios.
O menino fechou os olhos esperando pela dor, mas não veio. A espada impedia as garras da criatura de o alcançarem com facilidade.
Aos poucos, uma mulher de ruiva de longos cabelos lisos, que iam até seu joelho, com uma espécie de bandana também vermelha na cabeça surgia segurando a espada. Alias, ela estava toda de vermelho, apenas os tons variavam.Ela vestia curiosamente uma camiseta, um short que ia até a metade da coxa, um coturno e uma meia calça rasgada.
Sem nenhuma dificuldade, ela colocou um pouco mais de força, acabando com o contato entre ela e a pata do monstro. E assim, ele perdera mais uma, caindo vez no chão sem as patas dianteiras.
__Gomenasai – sorriu – mas não posso deixar você ferir mais ninguém. — disse a ruiva.
__Kagezenashi-san... — disse Kaoru sentado no chão.
__Hai. Já entendi, só não desmaie até eu terminar.
Com uma velocidade impressionante, ela cortava as caudas do monstro que tentavam impedi-la de ir até Memna. E por falar nele...
__Esse garoto... — pelo visto seria um empecilho. Teria que acabar com a criança também.
Mesmo com certa dificuldade, usou o shunpo para chegar até o garoto. Kaoru estava sentado lutando contra a dor e o cansaço para não desmaiar. Ter controle suficiente para mante-la aqui, esmo que sua zanpakutou fizesse praticamente todo o trabalho, era difícil. Com as mãos no chão, arfava, lutando para conseguir ar. Era doloroso respirar. Não conseguia se mover e Memna estava na sua frente.
O ex-shinigami levantou sua zanpakutou para golpear o garoto, mas antes que pudesse fazê-lo, Shunsui já estava na sua frente perfurando-o no estômago.
Kagezenashi lutava bravamente contra aquele bicho. Mesmo assim não conseguia não prestar atenção no que acontecia com Kaoru e o capitão.
O menino estava aguentando bem mas já era hora de acabar com aquilo. Segurou firme a espada em suas mãos e concentrou-se. Der repente ela mudara de forma. Tornou-se mais longa e afiada e completamente: vermelha. Havia havia algumas palavras gravada na lâmina em dourado.
__Apague o mal. — disse a ruiva cortando o monstro ao meio, que desapareceu logo em seguida.
Virou-se para olhar a situação do capitão. A zanpakutou ainda cravada era enterrada ainda mais até que Memna largou a espada. Ele estava prestes a fazer um kidou.
__Hadou – ele mais uma vez perdeu a fala. Talvez seja por isso que encontrava-se naquela situação. Kaoru não tinha mais forças. Kagezenashi estava desaparecendo por causa disso, mas antes ela lançou a zanpakutou em Memna o atingindo-o em cheio. Depois, sumiu, quando o Ise finalmente não aguentara mais e desmaiara.
O taichou retirou sua zanpakutou para dar o golpe final.
__Desculpe decepciona-lo, mas eu não cheguei tão longe para morrer agora.
__Mal-dito.. — disse o ex-shinigami caindo no chão j´asem vida.
Shunsui tinha perdido muito sangue. Em toda a sua vida nunca teve medo de morrer, até aquele momento.Ou apenas nunca quis tanto viver na sua vida.Por mais que tentasse manter-se de pé, tudo estava ficando escuro. Não se perdoaria se morresse agora.
__Nanao-chan...Kaoru... — foram as únicas palavras que conseguiu dizer antes de cair inconsciente no chão.
A luta tinha finalmente acabado mas... será que o capitão realmente vencera?
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