Notas iniciais
oi gente...(desviando de tudo que é imaginavelmente possível) De novo eu sumi... Gomenasai. Eu tive aula até dia 20 desse mês, eu tive que estudar para as provas . Minha inspiração também é tão sapeca que se escondeu de mim e foi muito difícil acha-la.Bem olha, esse era pra ser o ultimo capitulo, mas como estava ficando muito grande( e a primeira ideia que eu tive ficou terrivelmente estranha) eu resolvi dividi-lo em duas ou três partes. Eu espero que perdoem a minha demora absurda! Boa leitura pessoal!

__Ohayo, Kaoru-kun. — perguntou sua oba-chan pondo a mesa do café da manhã.

Sobre a mesa de madeira feita pelo avô do garoto, havia alguns pães e bolos, café,suco de laranja e uma geleia feita pela própria senhora.

O dia era tipico de outono. A floresta começava a mudar de cor e os pequenos passarinhos, cantores da manhã, juntavam suas coisas e partiam para algum lugar longe do inverno que não tardaria a vir.As pessoas juntavam lenha para o inverno e também alguns agasalhos.Era nessa época que seu avô, dava uma boa olhada na casa, reforçava o telhado , trocava alguma janela, concertava alguma porta ou parede, fazia um móvel novo.Tudo para a vinda próxima estação.

O pequeno Ise sentou-se em uma das cadeiras. Ele iria começar a atacar a comida quando sentiu alguém afagando seus cabelos.

__Bom dia Kaoru-kun. Dormiu bem?

__Hai oji-san! — sorriu para senhor que sentou-se em uma das cadeiras para acompanhar o menino.Acabara que concertar uma janela, que a muito já incomodava.

__Nee, onde está Nanao-chan? — perguntou a senhora.

__Ela foi até o vilarejo comprar algumas roupas de frio. Logo chegará o inverno. — respondeu Honey a esposa.

Kaoru, antes ansioso, agora olhava para a comida sem toca-la. Mais uma vez seria inverno. Mais um Ano Novo sem seu outo-san. Era meio chato ver todos os companheiros de travessuras comemorando com seus pais e ele não.Sua mãe falava tão bem dele...queria muito conhece-lo. Mas e se o conhecesse, ele veria de novo oji-chan e baa-chan?

__No que está pensando, Kaoru-kun? — perguntou baa-chan colocando uma jarra de leite sobre a mesa.

__Eu...- abaixou os olhos e disse – Baa-chan quando eu encontrar com oto-san, a gente vai se ver de novo?

A doce senhora arregalou os olhos. Era isso que o incomodava?Seu neto tinha uma imensa vontade de conhecer o pai e achava isso muito bom. Mas ele exagerava as vezes. E sorrindo, respondeu-lhe:

__Hai, nós iremos visitá-lo e você poderá vir nos ver quando quiser – disse a senhora sorrindo.Tocou o ombro do marido com uma das mãos e o olhou gentilmente. Ele conhecia muito bem sua esposa e não demorou a entender o recado.

__Mesmo não sendo de sangue,-direcionou o olhar para o kaoru- você é o nosso neto. E nós te amamos muito. Você e a sua mãe. — com isso um enorme sorriso brotou no rosto do menino- Agora tome o seu café. — falou o senhor ordenando-lhe.

__Hai oji-san! — e comeu alegre naquela manhã de outono.”

O pequeno abria os olhos, despertando de seu sono. A claridade incomodava seus olhos castanhos. Não sabia onde estava, tudo ali era branco, inclusive os lençóis da cama em que se encontrava. Era silencioso e tinha um cheiro esquisito.

Levantou-se ficando sentado sobre a cama. Não demorou muito para que sentisse uma forte dor de cabeça. Como que por instinto, levou uma das mãos a testa massageando-a. Foi quando percebeu que seu outro braço possuía uma faixa que ia dês do pulso até pouco antes do cotovelo.

O vento entrou pela janela o deixando com frio.Só então notou que ali havia uma janela.Resolveu olhar para fora. O dia estava um pouco nublado, o sol praticamente não aparecia, as folhas das árvores dançavam com o vento. Folhas verdes e brilhantes, como as da floresta em que cresceu.

__Baa-chan, oji-chan... eu nunca vou esquece-los! — sorriu lembrando de seu sonho e todos os momentos felizes que tinham passado. Uma lágrima teimosa saiu de seus olhos. Enxugou-a rapidamente, não queria chorar de novo.

O menino então, poi-se a observar melhor o lugar. A sua frente tinha uma cômoda escura com alguns papéis em cima, ao lado dela havia um vaso com uma planta. A cama ficava no meio do quarto. Do lado esquerdo, um pouco longe de si estava a janela com cortinas brancas sendo balançadas pelo vento. Do seu lado direito, estava o soro que ia até o seu braço direito por uma agulha. Uma agulha... apesar de não poder vê-la sabia que estava ali, levando o soro até sua circulação sanguínea.

Congelou.

Kaoru tinha medo de agulhas.

__Só ignore, só ignore, só ignore... — dizia para si com os olhos fechados, o braço esticado com o resto corpo afastado – só ignore, só ignore...

__Hum?Você já acordou? — disse Isane, tenente da Yon Bandai, entrando no quarto.

__Ahhh!!! — gritou o pequeno com o susto. Estava tão concentrado em ignorar o seu medo de agulhas que nem ouviu a porta sendo aberta.

A fukataichou levou um susto com o grito do garoto.Levou uma das mãos ao peito para tentar acalmar o coração. Não esperava tal reação.

__Gomen ne por assustá-lo Kaoru-chan. Eu me chamo Isane.

__Onde... estou? — perguntou um pouco receoso.

__Na Yon Bandai.Junto com Kira-fukataichou, os integrantes da Hachi, e com as pessoas do vilarejo.Também estão aqui Kyouraku-taichou e Ise-fukataichou.

__Como estão Kyouraku-taichou e Ise-fukataichou??? — perguntou tão rápido e desesperado que a tenente teve que se esforçar para entender.

__Eles ainda não acordaram, mas não se preocupe, estão fora de perigo.

Kaoru suspirou aliviado.Finalmente tudo tinha acabado. Sem Memna, nem nada do tipo. Estava feliz.

__Você tem visita Kaoru-chan. — disse Isane

__Visita?

__Eu já vou indo, vou mandá-lo entrar. — a tenente retirou-se silenciosamente, do mesmo jeito que entrara.

O Ise olhava a porta, esperando a tal visita. Quem seria?Não conhecia os amigos de seus pais. Quase não tinha estado na Seretei. Ele só se lembrava de...

Uma cabeleira branca passou pela porta com o haori igualmente branco com o número de sua Bandai nele.

__Como está Kaoru-kun? — perguntou o taichou do décimo terceiro esquadrão sorrindo.

__Ukitake-san! — disse Kaoru, os olhinhos castanhos arregalados pela surpresa. Não esperava que ele o visitasse depois de ter fugido de seu esquadrão.

__Hai? — respondeu o taichou.

__Gomenasai! — disse o menino, curvando-se o quanto podia diante do mais velho.

__Está tudo bem, Kaoru-kun. Você fez o que era certo. — disse Ukitake olhando o garoto. Ele realmente sabia ser formal.

__Mas – levantou um pouco a cabeça para retrucar ao mais velho, porém ele o interrompeu:

__Daijo bu, daijo bu. Não se preocupe com isso. Tudo acabou bem no final.

Bom, isso era verdade, pelo menos Memna tinha sido derrotado. Seus pais estavam sendo tratados e não tardariam a acordar. Tudo tinha acontecido tão rápido...Ei! Como é que o esquadrão tinha conseguido achar o caminho de volta? Ele estava dormindo, não podia mostrar o caminho. Será que tinham decorado? Não, impossivel tão rápido. Então...

__Como eles acharam o caminho de volta Ukitake-san?

__Pelo que eu soube um dos sobreviventes do vilarejo como agradecimento,os trouxe até Rukongai. — respondeu Ukitake sentando-se numa cadeira que não fora vista pelo pequeno. — Como se sente Kaoru?

__Dolorido. — admitiu, nunca tinha ficado tão dolorido em toda a sua vida. — Nee, Ukitake-san, quanto tempo eu dormi?

__Dois dias. — respondeu depois de pensar um pouco.

__Nani? — desesperou-se. Dois dias?!? Nunca tinha dormido tanto em toda a sua vida? Como conseguira essa façanha?

No minuto seguinte a porta foi aberta. Uma mulher com um sorriso gentil no rosto, cabelos repartidos no meio com uma trança e haori branco, entrara no quarto. Pelo visto, ela também era uma capitão como o seu outo-san e o Ukitake-san.

__Dai-senpai! – disse o taichou

__Olá Ukitake – sorriu para o capitão, depois levou o olhar para o menino que a observava – Isane me disse que tinha acordado Kaoru-chan. Meu nome é Unohana Retsu.

__É- é um prazer conhece-la, Unohana-san! — curvou-se rapidamente em respeito a capitã.

__Não se preocupe, não precisa ser tão formal Kaoru-chan.

__Hai! — levantou-se rápido, arranco risadas dos dois taichous.

__Eu disse que ele era fofo, Retsu.

__Realmente, Ukitake.

Os dois olhavam para o pequeno que corara com o comentário. Todo mundo dizia isso, mas nunca conseguiria se acostumar.

__Unohana-san, será que eu poderia ver Ise-fukataichou e Kyouraku-taichou? — perguntou triste, olhava para os lençóis como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

__Hai, Kaoru-chan.

O garoto não tinha sofrido danos muito graves, só que a quantidade de reiatsu que ele teve que gastar foi demais para uma criança. Ele só precisava descansar e não deu outra: dormiu por dois dias inteiros! Nem das outras vezes que teve que pedir ajuda a Kagezenashi dormiu tanto!

Levantou-se com a ajuda do capitão de cabelos brancos e seguiu Unohana até um outro quarto.Não entendeu porque tinha ficado sozinho. Depois de passarem por algumas portas daquele imenso corredor absurdamente branco, finalmente chegaram.

__Vou deixar você um pouco sozinho com eles. Até logo, Kaoru-chan – disse a capitã co o seu sorriso gentil no rosto virando-se caminhando pelo longo corredor e virar a direita, fazendo o pequeno a perder de vista.

Kaoru queria abrir a porta, mas estava com medo. Não sabia de quê, apenas... estava com medo. Também estava assustado, mas ora por quê? Por que todo aquele medo, todo aquele receio de abrir uma simples porta? Não sabia, ou talvez só não queria admitir para si. Ele nunca gostou de ver sua mãe doente e sempre ansiava e cuidava dela pra que melhorasse logo.Sentiu-se da mesma forma quando o bicho de estimação de Memna perfurou o seu pai com os seus rabos. Ele não os encontraria em boas condições se abrisse aquela porta e o pior de tudo, era não poder fazer nada para que melhorassem mais rápido. Seu medo...era o de não poder fazer nada.

O Ise encarava a porta com o olhar triste. Ele queria e ao mesmo tempo não queria abrir a porta. Mas ele chegara até ali para vê-los, não seria certo não entrar. Reuniu toda a coragem que tinha e girou a maçaneta.

Empurrou levemente a porta, tentando fazer o minimo de barulho possível e entrou fechando-a atrás de si. O quarto era bem parecido com o que ele estava, a diferença é que havia dois pacientes, seus pais.

Perto da janela estava sua mãe e perto dele seu pai.Ambos enfaixados e inconscientes com o soro ligado ao braço.Por um momento, lhes pareceu que eles estavam apenas dormindo e que a qualquer momento, acordariam sorrindo para ele.

Nanao tinha ataduras por quase todo o corpo, principalmente nos braços e nas pernas, enquanto as do capitão encontravam-se no abdômen e no ombro esquerdo. Seus rostos estavam pálidos, os cabelos negros de sua mãe que antes tinham brilho, perderam a vida.

Kaoru encontrava-se no espaço entre as duas camas. Não era muito grande, apenas o suficiente para ele alcançar os dois erguendo as mão. Seu coração apertava, ele não podia fazer nada. Por que eles tinham que ter se machucado tanto? Por que eles e não ele? Por quê? Por que...

As lágrimas simplesmente escorriam pelo seu pequeno rosto e caíam no chão. Com cada uma de suas mãos tocou as deles. Geladas, geladas como a neve. Se não estivesse vendo que respiravam podia jurar que estavam...mortos.Seu coraçãozinho doeu, não conseguia nem imaginar-se sem ver aqueles dois.

Soluçava baixo tentando mandar toda aquela dor embora. Era pra isso que as lágrimas serviam não? Mandar o que não cabe dentro do nosso coração pra fora, tristeza, felicidade...dor. Estava doendo vê-los assim, uma ferida que não podia ser vista mas estava ali, cravada em seu peito.

Deixou os joelhos caírem no chão. Estava tão triste que não conseguia manter-se de pé. Queria poder parar de chorar, sua mãe odiava vê-lo triste, seu pai também não gostava pelo que tinha reparado da outra vez, quando se conheceram. Mas não conseguia, era mais forte que ele. Apertou as mãos de ambos e disse:

__Por favor...melhorem logo...onegai...

Da porta, os dois taichous viram tudo. Kaoru não os tinha visto. Em todos os anos na área médica, Unohana nunca tinha ficado tão triste ao ver uma cena daquele tipo. Já Ukitake só conseguia olha-lo sem dizer uma palavra.

Passado algum tempo, as lágrimas do menino iam diminuindo. De alguma forma a dor ia embora com elas. Ou talvez, ele apenas estava se acostumando com aquilo. Secou as lágrimas que ainda insistiam em cair, soltando finalmente as mãos de seus pais.

__Eu sei que estão aí, Unohana-san, Ukitake-san. — disse o Ise levantando-se sem olhar para eles. Não gostava de chorar na frente das pessoas.

__Kaoru-chan – falou a capitã

Ele então virou-se para ela esperando que continuasse. Por um momento, Unohana perdera o sorriso. Os olhos inchados e vermelhos de tanto chorar, a encaravam com as bochechas um pouco molhadas.

__Não se preocupe, eles ficarão bem. — continuou em fim.

O pequeno olhou para o chão ainda triste, pensando. Respirou fundo e disse:

__Tem razão Unohana-san! Oka-san e Outo-san são fortes, eles vão ficar bem logo! — ele sorria com as mãos atrás da cabeça, tentando convencer a si mesmo.

__Você precisa voltar, tem que descansar um pouco, Kaoru-chan. — falou a taichou da Yon Bandai.

__Mas eu me sinto tão bem... — era verdade, seu corpo já não doía mais.

__Vá descansar, Kaoru-chan – nesse momento o pequeno não entendeu bem mas podia jurar que tinha uma aura negra ao redor da capitã.Nem mesmo seu sorriso era capaz de acabar com aquela sensação.

__Ha-hai – respondeu

Os três estavam novamente naquele imenso corredor.O garoto não conseguia se acostumar com tantas portas. Era porta pra tudo quanto é lado! Como é que não se perdiam?

Passaram por mais algumas portas, até chegar ao quarto onde Kaoru ficava. Deitou-se rapidamente com medo de que aquela aura negra voltasse para a capitã da Yon.

__Amanhã você poderá ir, Kaoru-chan.

__Ir? Mas pra onde? — perguntou preocupado. Como assim ir?

__Não se preocupe, você pode ficar comigo Kaoru-kun. — falou Ukitake.

__Hai.

__Eu já vou indo, tenho que voltar pra Bandai.Saionará, Kaoru-hun, Dai-senpai.

Não demorou muito para a capitã também sair. Mas e agora? Não tinha o minimo sono. O que ficaria fazendo até amanhã de manhã? Poxa, devia ser umas duas da tarde!

Kaoru então fechou os olhos na esperança de poder dormir. Não tardou a vir e ele conseguiu Unohana-taichou estava certa, pelo visto ele precisaria dormir, mesmo que já o tivesse feito por dois dias inteiros.

Em algum lugar da floresta...

Kaname encontrava-se em frente ao antigo esconderijo, agora totalmente abandonado. A fachada tinha sido tomada pelas folhas secas. As marcas da batalha ainda encontravam-se lá. A hachi tinha feito um belo estrago.

O vento balançava os longos cabelos negros de Kaname. O céu estava ficando mais escura a cada momento. Uma “bela” tempestade viria.

O morena olhava o vazio com as mãos em punho. Apertava-a com tanta força que sua mão começava a sangrar. Ele nunca gostou muito de Memna, e apesar de acha-lo um idiota, não achava estranho ele querer vingança.

Dês que tinha ido para a Seretei, perdera tudo. Amigos, família...tudo. Era menosprezado, constantemente humilhado. Para quê? Eis a questão. Pelo visto não era o único. Fugiu para longe onde encontrou outros querendo dar um basta nos shinigamis. Incrível como todos tinham histórias parecidas. Eram subestimados, mas seria por pouco tempo.

Virou-se, indo em direção a floresta.

__Não se preocupe Memna, a Seretei irá cair.

E então, um trovão soou, seguido por raio que rasgou os céus, atingindo em cheio a velha cabana.

__Parece que vou me divertir – virou-se desaparecendo completamente na mata.

Notas finais
comentários? Feliz Natal pessoal e Feliz Ano Novo!!