De Ontem Em Diante
9 Sob pressão
Notas iniciais
Obrigada, mesmo.
*Cês não têm ideia de quantas vezes eu mudei o nome desse capítulo e continuei não gostando. Às vezes me arrependo de ter começado a dar nome aos capítulos.
Mas vamos lá, boa leitura.
—Quando você vai voltar a dormir na mansão, Pep?— Tony perguntou enquanto esperava Pepper terminar de se arrumar para o trabalho.
—Quando você voltar a dormir lá também, Tony, o que não tem acontecido muito nos últimos dias.— ela respondeu.
—Pepper, eu não tenho culpa que os bandidos preferem trabalhar à noite.— ele disse desanimado.
—Eu sei, mas se for pra ficar sozinha prefiro ficar aqui. Você poder vir pra cá quando quiser.— ela disse andando em direção ao sofá onde ele estava.
Há semanas Tony não tinha sossego, a mesma coisa acontecia com Pepper, seus horários nunca batiam, eles precisavam de tempo para desfrutar da companhia um do outro.
—Venha aqui— ele disse a pegando pela mão, ela se sentou ao lado dele, e Tony a puxou para junto de seu corpo, fazendo com que ela deitasse a cabeça sobre seu peito. —Tenho sido um péssimo namorado?— ele perguntou acariciando os cabelos dela.
—Não, Tony, você tem sido ótimo.— ela disse levantando a cabeça para olhá-lo —Quando temos tempo um para o outro é perfeito— ele deu-lhe um beijo casto.
—Essa noite eu ficarei em casa, não importa o que aconteça— ele disse.
—Como se você conseguisse, e eu não quero que você deixe a sua função de super-herói por mim. Além do mais, essa noite eu tenho um jantar de negócios— ela entortou a boca —Mas acho que você pode ir, afinal, a empresa é sua.
—E aí jantamos juntos sem ficarmos juntos?— ele perguntou.
—Seja mais específico— ela pediu confusa.
—Porque para todos os efeitos a nossa relação ainda é apenas profissional— ele disse com pesar.
—Isso— ela sentou-se —Mas depois do jantar, seremos apenas nós.— ela o beijou, um beijo calmo e ainda assim intenso. —Agora preciso ir, estou atrasada— ela disse depois que seus lábios se desuniram.
—Onde será o tal jantar?
—Na mansão do Sr. Gilmore. Você vai ou não?— ela perguntou.
—Vou, você foi bastante persuasiva— ele respondeu.
—Ótimo, me arrumarei na mansão então, acho que não tem nada demais em chegarmos juntos, uma espécie de carona solidária— ela piscou para ele. —E você não precisava ter acordado, podia ter ficado dormindo e sair quando quisesse— ela disse.
—Que graça tem ficar aqui na sua casa sem você, Pep?
—Tá vendo? É a mesma coisa que eu penso sobre ficar na mansão quando você não está— ela o beijou despedindo-se, Tony foi para a mansão, Pepper para a empresa.
Na empresa, Blake havia chegado cedo. Ele era prestativo, sempre um dos primeiros a chegar, um dos últimos a sair. Porém, por mais simpatia que Pepper tivesse, ela via a atitude de Blake como o comportamento comum de um novo funcionário. Ele ainda estava em seu primeiro mês de trabalho, mas em pouco tempo Blake já tinha afinidade com outros funcionários.
—Bom dia, Srta Parker— Blake disse para Miranda quando chegou.
—Bom dia, Sr Esteves, pode me chamar de Miranda.
—Então pedirei para que me chame de Blake, Srta...quer dizer, Miranda.
Miranda era uma funcionária antiga, mas não sabiam se era casada, ou se tinha filhos, ela era reservada, tinha uma postura séria em seus tailleurs bem alinhados, com seus cabelos sempre presos e seus óculos de grau, ela aparentava ter uns 40 anos. Nunca foi de muita conversa com ninguém, mas Blake estava transpondo essa barreira, sempre conversavam. Afinal, quando Blake não estava acompanhando Pepper estava em sua mesa ao lado da dela.
—A agenda da Srta Potts esteve cheia nos últimos dias, não é Blake?
—Um pouco— ele respondeu vagamente.
—Os acionistas ainda se sentem desconfortáveis com a Srta Potts na presidência?— Miranda perguntou curiosa.
—Há certa animosidade, mas ela é firme. Agora o assunto é o fato de ela ter um assistente— Blake riu.
—E como você se sente?
—Normal— Blake respondeu —É uma função digna como qualquer outra— enquanto conversavam ouviram o barulho dos saltos dos sapatos de Pepper no piso.
—Bom dia, Miranda, Sr Esteves— disse Pepper passando por eles a caminho de sua sala.
—A Srta Potts é uma bela mulher, é uma ótima pessoa— disse Miranda depois que Pepper entrou na sala.
—Sim, ela é uma bela mulher, surpreende-me que seja solteira— disse Blake.
Quando percebeu o interesse de Blake por Pepper, Miranda pensou em falar sobre as rosas vermelhas que ela havia recebido há alguns dias, mas mudou de ideia.
—Acho que o Sr Stark gosta dela, mas ela não caiu na lábia dele, talvez por isso ela esteja aqui há tanto tempo. Até o Sr Stane gostava dela.— disse Miranda
—Sr Stane?— Blake demonstrou curiosidade —Sim, Obadiah Stane, ele era um bom homem, sócio do pai do Sr Stark, morreu num acidente, coitado— Miranda disse tristemente.
—Ninguém fala muito desse Stane por aqui— Blake comentou.
—Deve ser doloroso para o Sr Stark. O Sr Stane era como um pai para ele.
—Um pai?— Blake perguntou intrigado, mas o telefone de sua mesa tocou interrompendo-os, Pepper o solicitava.
—Sim, Srta Potts?— disse Blake quando adentrou a sala de Pepper
—Sr Esteves, por favor, ligue para o escritório do Sr Richard Gilmore, e confirme o meu jantar com ele esta noite, informe também que o Sr Stark estará presente.
—Tudo bem, Srta, mais alguma coisa?— Blake perguntou.
—Como está a minha agenda hoje?— Pepper perguntou.
—Tranquila, Srta, o compromisso mais importante é este com o Sr Gilmore.
—Certo, isso é tudo, obrigada— ela disse, e Blake saía quando Pepper o chamou outra vez —O Sr tem conversado bastante com a Miranda, não é?— ela assuntou.
—A Srta Parker tem me auxiliado bastante— Blake respondeu vagamente.
—Nunca vi Miranda ser tão cordial com ninguém em tão pouco tempo, como você conseguiu essa proeza, qual é o seu segredo, Sr Esteves?— Pepper perguntou com um sorriso, Blake não disse nada, apenas sorriu de volta e saiu.
No início da tarde, na mansão, Tony estava na oficina mexendo no motor de um de seus carros, quando Jarvis o interrompeu.
—Sr, está ocorrendo uma tentativa de assalto ao banco da Avenida Principal no Centro.
—Jarvis, assalto a banco? A polícia resolve isso.— ele falou não dando importância. —Daqui a pouco você vai querer que eu saia por aí salvando gatos em árvores.— ironizou.
—Mas Sr, os bandidos estão usando armas de grande porte.— disse a voz robótica de Jarvis.
—Ok, Jarvis— Tony já colocava a armadura —Espero voltar a tempo de sair com a Pepper— ele disse antes de sair.
Rapidamente o Homem de Ferro chegou à cena do crime, os bandidos armados tentaram enfrentá-lo. Enquanto Tony avançava sobre o bando, eles atiravam. Até que de dentro do banco surgiu um homem empunhando uma espécie de bazuca, ele disparou contra a armadura, com o impacto Tony foi arremessado para o outro lado da rua colidindo contra a vitrine de uma loja.
—Ótimo, mais uma armadura vai pra funilaria— disse antes de se levantar.
Ao perceberem que o Homem de Ferro não se abateu, apesar dos estragos aparentes na armadura, acabaram recuando, porém ele conseguiu interceptar o veículo do bando e capturou o armamento. Jarvis estava certo, além das armas comuns eles tinham em mãos uma arma de grande calibre produzida pelas Indústrias Stark. Nesse momento Tony pensou o quanto seria difícil livrar o mundo de suas armas, ele achava que só grupos terroristas as possuíam. Seria mais difícil do que ele pensava.
Ao fim do dia Pepper chegou à mansão e encontrou Tony largado no sofá com uma compressa de gelo no ombro, enquanto bebia um copo de uísque. Ao aproximar-se dele ela tirou o copo de suas mãos e colocou sobre a mesa de centro, sentando-se ao seu lado.
—Tony, se você está com dor deveria tomar remédio e não uísque— repreendeu-o.
—Remédio vicia, Pepper— ele respondeu.
—Álcool tudo bem, remédio não?— ela perguntou.
—Já sou viciado em uísque, Pepper, não quero viciar em remédio também. E se eu tomar remédio, não poderei beber, então— desencostou do sofá tentando alcançar o copo sobre a mesa, mas Pepper foi mais rápida que ele.
—Não, Tony!— ela levantou-se e pegou o copo —Vou buscar um analgésico.
—Já que você quer brincar de enfermeira, a gente podia tornar isso mais interessante— ele disse maliciosamente.
—Não estou afim de brincadeira— entregou o remédio e um copo com água para Tony e sentou-se ao seu lado novamente.
—É uma pena— ele engoliu o comprimido — Mas a gente podia— correu os dedos sobre a pernas dela.
—A gente não podia nada— ela disse afastando a mão dele. —Que história é essa de armas da Stark nas mãos de bandidos comuns?— ela mudou de assunto.
—Não existe bandido comum, Pepper. Bandido é bandido. Mas como você soube?
—Vi na tv, a minha tarde não foi tão agitada quanto a sua— ela respondeu.
—A imprensa não dá um tempo, sinceramente, não sei como eles não montam plantão aqui na porta da mansão. Nunca veio ninguém até aqui.
—Não em busca de notícia— ela torceu o nariz, e ele entendeu o que ela quis dizer.
—Acho que nunca vou conseguir resgatar todas as armas produzidas por mim.— ele disse ressentido voltando ao assunto.
—Você vai sim, pode demorar um pouco, mas você vai.— ela disse acariciando o rosto dele.
—Pelo jeito vou ter que viajar o mundo inteiro. Por você tudo bem?— perguntou segurando as mãos dela.
—Com tanto que você volte pra mim, inteiro— ela respondeu.
—Você é muito compreensiva, Srta Potts.— ele disse beijando as costas das mãos de Pepper.
—A compreensiva aqui precisa tomar banho agora, você ainda vai ao jantar?— perguntou levantando-se do sofá.
—Vou, inclusive preciso tomar banho também e...
—Tomaremos banho separados, porque não podemos demorar.— ela disse firme.
—Quem é que precisa de banho depois desse balde de água fria?— ironizou levantando-se do sofá e subindo em direção a sua suíte.
Após o banho Pepper como sempre seguiu para o quarto de hóspedes para trocar-se, mas ao abrir o guarda-roupa não encontrou nenhuma de suas coisas, voltou ao quarto de Tony.
—O Sr por um acaso saberia dizer onde estão as minhas roupas?— ela parou próximo dele com as mãos na cintura.
Tony, que vestia a camisa, virou para dar atenção a ela e não pôde deixar de reparar que o corpo de Pepper ainda estava úmido, gotículas de água descansavam sobre o pescoço dela, sentiu seu corpo aquecer ao perceber que ela só tinha aquele fino hobby sobre sua pele.
—Se a Srta me disser o que está usando por baixo desse hobby a gente pode conversar— respondeu provocante.
Tony havia escolhido um terno grafite e uma camisa azul para vestir, ele havia feito a barba e, após o banho o cheiro de seu perfume masculino e sua loção pós-barba ainda pairavam no ar. Era inebriante, e por mais que quisesse, Pepper não podia se deixar levar pelo olhar sedutor e pela provocação de Tony.
—É sério, Tony. Onde estão?
—Estão no meu closet.— ele respondeu. —Coisas de hóspedes ficam no quarto de hóspedes, e você já não é mais uma visita nesta casa, Pepper— ele disse num tom carinhoso.
—Você existe?— ela perguntou com um grande sorriso — Às vezes fico me perguntando se isso é real.
—Encoste em mim e verá que eu sou bem real— ele disse com um sorriso sexy.
—Se eu encostar em você agora, nós não iremos a jantar nenhum— ela retribuiu o sorriso sexy —Agora saia, preciso me vestir.
—Deixe-me ficar, prometo me comportar— ele pediu em vão.
Enquanto ficou sozinha no quarto escolhendo o que vestir, Pepper pensava no quanto a relação com Tony havia evoluído em pouco tempo, no quanto ele tinha mudado e, no quanto ela estava completa com esse relacionamento. Passou muito tempo imaginando como seria um dia ter algo com ele, mas ela não tinha ideia que poderia ser assim.
Pepper escolheu um vestido preto na altura dos joelhos, com mangas compridas e rendadas, tinha um raso decote nas costas. A temperatura havia caído um pouco então Pepper decidiu usar meias finas, pretas como o vestido. Maquiou-se de um jeito diferente do que costumava, ressaltou seus olhos azuis com um delineador preto e optou por um batom discreto. Fez um coque nos cabelos e escolheu joias simples.
—Preciso pegar o meu blazer, posso entrar agora?— Tony disse ao bater na porta.
—Entre— ela respondeu enquanto calçava os sapatos pretos como o resto da roupa que escolhera.
Tony entrou e literalmente ficou boquiaberto com a beleza de Pepper: —Você está linda— ele disse com seus grandes olhos brilhantes —O que você está querendo, Pepper, seduzir o Gilmore? Ele é casado, você sabia?— disse brincando causando riso nela.
—Não estou querendo nada, quer dizer, quero que você me ajude a fechar o zíper do vestido, porque eu não alcanço.
Ele prontamente caminhou até ela, Tony aproveitou a proximidade para provocar Pepper, antes de fechar o zíper, percorreu as costas nuas dela com as mãos, provocando arrepios nela.
—Tony, o zíper.— ela disse vacilante.
—Calma, Pep, eu vou fechar— ele disse com a voz rouca próximo ao ouvido dela. —Você está muito cheirosa, sabia?— o hálito quente de Tony próximo ao pescoço de Pepper a fez estremecer.
—Tony, por favor— ela disse ofegante. Tony voltou a dar atenção ao zíper do vestido de Pepper, antes de fechá-lo depositou um beijo na pele clara dela acima do fecho de sua lingerie, fazendo-a arfar. —Obrigada— ela disse tentando afastar-se dele quando foi impedida.
Sobre o tecido do vestido Tony deslizava as mãos pelo corpo de Pepper, a lateral dos seios, cintura, quadris, coxas, parando na barra do vestido. Ele sabia o eu estava fazendo, sabia as sensações que seu toque provocava nela. Mas Pepper mantinha-se firme na medida do possível, apesar da sua respiração irregular.
—Tony, nós vamos nos atrasar— ela disse num sussurro.
—Acho que devíamos ficar— ele disse.
—É indelicadeza, confirmar presença e não comparecer— ela respondeu.
—Mande umas flores e um cartão de desculpas— Tony disse.
—Pepper, você está usando meias e cinta-liga— ele disse acariciando as coxas dela sob o vestido —Eu só penso em tirar isso de você— a respiração de Tony era descompassada.
—Eu deixo você tirar, quando voltarmos, mas, por favor, pare de me torturar— ela disse respirando com dificuldade, enquanto Tony mantinha as mãos firmes em suas coxas.
—Isso é uma promessa, Srta Potts?— perguntou com a voz rouca.
—Hum-rum— foi o que ela conseguiu responder.
—Terei prazer em cobrá-la— ele disse ajeitando o vestido dela e liberando-a —Vamos logo para esse jantar, não vejo a hora dele acabar. Antes tenho que tomar um uísque para relaxar, você não tem noção do que faz comigo, Pepper— ele disse saindo do quarto.
—O blazer— Pepper disse quando ele passou pela porta.
—Traga-o para mim, por favor, agora eu preciso mesmo desse uísque.— ele disse descendo as escadas.
Pepper deixou escapar um suspiro, ela ama e deseja esse homem, e sabe que ele sente o mesmo por ela, não existia sensação mais deliciosa que essa, ela pensava. Adoração, mútua e irrestrita.
Depois do agradável jantar na mansão de Richard Gilmore ele fez questão de convidar Pepper e Tony para um drinque, seguiram então para a sala de estar. O Sr Gilmore estava acompanhado da esposa e da filha.
—Fiquei contente e surpreso quando o assistente da Srta Potts informou que você estaria presente no nosso jantar, Tony. Acho que posso chamá-lo assim, não é?— Richard perguntou— Afinal eu o conheço há anos e apesar de estarmos falando de negócios não estamos na empresa.
—Claro que pode, Richard— disse Tony, ele achou-se no direito de tratá-lo pelo primeiro nome também.
—Para ser sincera também fiquei surpresa, Sr Stark, você nunca pareceu comprometido com a empresa— disparou a Sra. Gilmore.
—Emily, querida, seja cordial com o convidado.— Gilmore repreendeu a esposa —Desculpe, Tony.
—Não tem importância, a minha fama não é das melhores mesmo— Tony respondeu com um sorriso amarelo.
—Srta Potts, como é administrar e empresa enquanto o Sr Stark se diverte?— a Sra. Gilmore perguntou para Pepper e novamente foi censurada.
—Não sei a que a Sra. se refere quando fala em diversão mas, o Sr Stark tem trabalhado muito, tanto a favor da empresa, quanto em seus próprios projetos— Pepper foi incisiva.
—Mas antes ele era omisso e descompromissado— disse a Sra. Gilmore.
—Antes não era eu quem administrava a empresa— Pepper disse séria.
—Tony está mesmo diferente, talvez o mérito seja influência da Srta Potts.— Pepper e Tony ficaram desconfortáveis com a observação, mas não se pronunciaram —Parece que você encontrou alguém que não se dobra diante de seus comentários ácidos, não é meu bem?— Richard disse divertido para a esposa.
—Sim, ela é direta e segura como uma mulher de negócios deve ser, ainda mais vivendo no meio de homens ambiciosos como alguns acionistas da Stark— observou a Sra. Gilmore —Sabe, Srta Potts, eu gostei de você, agora entendo o motivo do Richard lhe elogiar tanto.
—Virginia é muito competente, Sra. Gilmore, por essa razão eu a escolhi para dirigir a empresa.— Tony disse trocando um discreto olhar com Pepper, que achou estranho ouvi-lo a chamar pelo nome e não pelo costumeiro Srta Potts.
—Lorelai está sendo preparada para um dia me substituir na empresa— disse o Sr Gilmore referindo-se a filha —Espero prepará-la pra que um dia ela seja tão segura de seu lugar quanto a Srta Potts. Aliás, se eu soubesse antes Lorelai poderia ter sido uma ótima opção para o cargo de assistente, seria um bom jeito de aprender.
—A vaga ficou aberta por pouquíssimo tempo, mas Lorelai pode me visitar no trabalho e me acompanhar quando quiser— Pepper disse simpática.
—Mas o seu assistente ainda está em período de experiência, não é?— Tony perguntou.
—Sim, mas tem se revelado um ótimo funcionário, e eu não tenho motivos para dispensá-lo, Sr Stark— disse Pepper.
—O Sr Esteves é um bom rapaz, prestativo, e mesmo em pouco tempo ele parece gostar muito de trabalhar ao seu lado, Srta Potts— disse Richard.
—Espero que ele não se anime demais— Tony disse antes de sorver um gole de uísque.
—O que você disse senhor Stark?— Lorelai perguntou.
—Nada, eu não disse nada— Tony desconversou.
—Estranho, pareço tê-lo ouvido murmurar algo— Lorelai disse se divertindo.
—Pare de fazer intriga, Lorelai— Richard repreendeu a filha. —Vamos voltar a falar de negócios.
—Quanto à empresa, fico contente em saber que é está ao nosso lado a respeito das novas diretrizes, Sr Gilmore.— disse Pepper.
—A princípio fui contrário, não gostava da ideia de parar a produção de armas, mas agora entendo os motivos de Tony. Estarei ao lado de vocês par convencer os outros acionistas.— disse o Sr Gilmore.
—Obrigado pelo apoio Richard, é muito importante para nós e para a empresa— disse Tony.
—Vocês formam um belo casal— Lorelai manifestou-se, Richard e Emily ficaram desconfortáveis e Pepper e Tony engasgaram com suas bebidas.
—Nós não...
—Ah, vocês sim— disse a Srta Gilmore interrompendo Pepper —Tudo denuncia vocês. Acha que ninguém reparou no jeito que você o defendeu, Srta Potts? E você, Sr Stark? ‘Virginia é muito competente’— Lauren ironizou a fala de Tony —Sem falar do ciúme que você está sentindo por ela ter um assistente. Se vocês não são um casal estão perdendo tempo, deveriam ser.
—Lorelai Gilmore, chega!— Richard recriminou a moça.
Tony e Pepper ficaram sem reação. Quem diria que Tony Stark, o rei da piada fora de hora, com toda a sua vivência ficaria imóvel diante de uma garota que acabara de sair da universidade?
—Todo mundo pensa que nós temos uma relação antiga, nós realmente somos muito próximos, eu conheço o Tony há anos, e...
—Não precisa responder Srta Potts— interrompeu a Sra. Gilmore —Independente de toda a especulação, isso diz respeito apenas a vocês.
—Acho que está um pouco tarde— Tony disse olhando o relógio.
—Está mesmo— disse Pepper, colocando a taça com a bebida quase intocada sobre a mesa de centro.
O jantar que havia começado agradável acabou de forma desconfortável, Richard Gilmore desculpou-se inúmeras vezes pela indiscrição da filha. Mas talvez fosse aquele jantar o empurrão que faltava para que Tony e Pepper expusessem seu romance.
Da residência dos Gilmore até a mansão Stark não foi dita uma única palavra pelo casal. Ao entrar na mansão, Tony foi direto ao bar, colocou um copo sobre o balcão e despejava uísque, enquanto encarava Pepper.
—Se você não prestar atenção no que está fazendo, vai derramar bebida fora do copo— ela disse.
—Eu falei para nós expormos a nossa relação, pouparia esse tipo de situação constrangedora— ele disse.
—Você tocou nesse assunto uma vez, apenas porque estava desconfortável por eu ter contratado um assistente— ela rebateu.
—Sabe o que eu acho? É você quem tem problema em assumir as coisas, e fica arrumando desculpas— Tony a criticou.
—É mesmo, por que você acha isso?— ela perguntou o encarando.
—Era você quem fugia para não ficar comigo, é você que agora hesita para não assumir o nosso relacionamento— ele disse num tom mais alto que o normal. —Eu quero sair com você, Pepper, jantar fora, pegar na sua mão em público, essas coisas.— ele esperava a reação dela, mas ela não disse nada.
Pepper queria sim tornar público o relacionamento, mas ele sabia que quando o fizesse as coisas poderiam mudar, não seriam apenas eles dois. Assumir o romance envolveria uma série de outros fatores dos quais ela tentava se proteger.
—Eu quero tudo isso que você quer, Tony— Pepper suspirou —Mas eu sei que a nossa relação pode mudar quando todos souberem.
—Nada vai mudar— ele disse.
—Você não pode garantir isso— ela rebateu.
—Talvez eu não possa, mas farei o possível— disse Tony.
Pepper começou a rir sem motivo aparente —Do que você está rindo?— Tony perguntou.
—Do jantar, não fosse isso não estaríamos tendo essa conversa. Culpa da filha do Gilmore— Pepper respondeu.
—Graças à filha do Sr Gilmore, você quer dizer— Tony disse. — A culpa foi sua, não precisava me defender daquele jeito.
—E você não precisava demonstrar ciúme— Pepper aproximou-se de Tony e pressionou os lábios dele com os seus. —Me chamar de Virginia?— ela riu.
—Mas é o seu nome— ele sorriu com o canto da boca.
—Mas você não me chama assim, Tony, é sempre Srta Potts.
—Ou Pepper, ou Pep, ou...
—Ou nada, você fala demais, Sr Stark— ela o calou com a ponta dos dedos. — Essa conversa me deixou exausta, vou subir— deu as costas para Tony.
—Não durma, você tem que cumprir a promessa que me fez, Srta Potts— ele disse num tom sexy e autoritário.
—Então deixe esse uísque, porque você não vai me encontrar dentro desse copo, Sr Stark— ela disse e continuou subindo as escadas.
Tony segurava o copo próximo à boca, mas acabou não bebendo, deixou-o sobre o balcão e foi ao encontro de Pepper.
Notas finais
Beijos e até a semana que vem ;)
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