De Ontem Em Diante
13 O avesso do avesso
Notas iniciais
Quero agradecer a recomendação da Helena Marie, fofa, obrigada, mesmo. E, caraca, no capítulo passado a fic passou dos 100 comentários, que feliz, eu sinceramente não imaginava que chegaria a tantos comentários.
Tony caminhou até Pepper, tirou as flores e o cartão das mãos dela jogou-os no chão e a abraçou, então mentalmente começou a praguejar.
—Maldito Hammer, não perdeu tempo, o que ele quer?— Toda a tentativa que Tony tinha bolado para preparar Pepper para a volta de Hammer havia ido pelo ralo. Nos braços de Tony, Pepper tentava manter-se calma, mas era quase impossível, seu corpo tremia involuntariamente, então ela decidiu se afastar dele.
—Co-como o Hammer pode me mandar flores de dentro da prisão?— ela se perguntou em voz alta —Isso é possível?— então se dirigiu a Tony —Ele deve ter fugido, temos que avisar alguém, o Rhodes...— Tony apenas olhava a reação dela sem saber o que dizer, o que fazer— ...Tony?— ela chamou como se o despertasse.
—O Hammer não..., não está mais na prisão, ele está livre...
—Desde quando?— ela o cortou perplexa —Desde quando você sabe disso, quando você iria me contar?— perguntou exaltada.
—Hoje, foi hoje pela manhã, Rhodes veio aqui durante à tarde para avisar.—disse Tony.
—E você com certeza esconderia isso de mim, não é?— ela perguntou.
—Eu ia, quer dizer, não iria esconder, só adiaria o momento de contar, nosso dia não foi fácil, eu não podia jogar essa bomba em cima de você, não hoje.— ele tentou se justificar.
—Pois a sua tentativa de me poupar foi frustrada— ela entortou a boca— Isso é uma amostra de que você não pode me esconder as coisas, Tony.
—Vou ter que dizer novamente que eu não tinha a intenção de esconder nada?— perguntou exaltado —Eu só queria te preservar, por hoje, até porque, não daria pra esconder nada já que...
—Já que, o quê?— ela desabou sentando-se no sofá.
—O advogado que Hammer contratou não perdeu tempo, e entrou com o pedido para ele reaver o controle da empresa.— disse sentando-se ao lado dela.
—O que nós temos a ver com isso?
—Nos seremos intimados, somos testemunhas no processo.— ele disse.
—Poderia ser melhor?— perguntou irônica —Quando será essa audiência, o Rhodes disse?
—Ele ainda não sabe, mas não deve demorar— disse Tony.
—Então, talvez as flores sejam uma tentativa de me coagir— ela deduziu.
—Pode ser, isso te assusta?— ele perguntou.
—Não muito, mas...— suspirou— ...estou sentindo como se hoje fosse um ponto de virada, como se uma nova fase estivesse começando, como se tudo estivesse virando do avesso e, isso me assusta mais que saber que o Hammer esta livre.— ela jogou o corpo para o lado deixando-se cair sobre o sofá.
Tony levantou e estendeu a mão para Pepper —Você não vai se abater, Pep, levanta— ele disse, então ela deu a mão para ele —Nada, nada vai virar do avesso, nada vai mudar e o Hammer não vai chegar perto de você porque eu não vou deixar.— ele segurou o rosto dela com as mãos e encostou a sua testa na dela.
—E o que eu faço com essa sensação ruim?— ela perguntou.
—É por isso que eu não queria contar para você hoje, o que você está sentindo é pressão, aconteceu um monte de coisa hoje— ele a abraçou —Daqui a pouco isso passa, a gente precisa espairecer. Eu vou e jogar essas flores no lixo e...
—E, o quê, Tony, nós acabamos de chegar em casa, você esqueceu?— ela riu do desespero dele —Acho que você foi mais afetado do que eu.
—Claro que não esqueci, é que está cedo ainda, a gente pode sair de novo, sei lá. Eu vou jogar essas flores lá fora enquanto você pensa na minha proposta, ok?— ele disse enquanto caminhava até a porta.
No curto espaço de tempo em que ficaram separados enquanto Tony foi jogar as flores fora e Pepper ficou sozinha, eles partilharam do mesmo sentimento. Angústia. Afinal, nenhum dos dois sabia o que esperar de Justin Hammer, ele havia ficado uma longa temporada na prisão por causa deles, e sabe-se lá o que ele havia tramado nesse tempo todo. Além de controlar as próprias emoções, Tony e Pepper ainda tinham que tentar tranquilizar um ao outro.
—Tony, eu estava pensando— ela disse quando ele voltou e sentou-se próximo a ela no sofá —Hammer só quis mandar um recado, dizer que está de volta, ele não seria estúpido a ponto de tentar algo sabendo que assim ele poderia voltar para a prisão, você não acha?— ele concluiu.
—Você está certa, mas de qualquer forma, não custa ficarmos atentos— Tony disse isso para tranquiliza-la, quando na verdade sabia que Hammer seria estúpido o suficiente para tentar qualquer coisa, mas talvez não fizesse nada sem antes reaver o controle de sua empresa. —Então— ele mudou de assunto —Pensou? Vamos sair de novo? Podemos ir a um bar, ao cinema...— ele tentou mostrar entusiasmo.
—Sair?— ela torceu a boca e aproximou-se mais dele —Acho que eu não quero sair.
—O que você quer então?
—Eu quero, hum— ele envolveu os braços nele e apoiou a cabeça em seu ombro —Quero ficar assim, junto de você.— ela sorriu, e então ele fez um movimento pra que pudesse ficar de frente para ela.
—Não sei o que eu faria sem você.— ele disse acariciando o rosto dela.
—Você não vai precisar saber— ela devolveu o carinho e pressionou seus lábios nos dele.
—Já que nós não vamos sair nós podíamos...
—Podíamos?— ela mordeu o lábio inferior.
—Não é isso que você está pensando, Srta Potts— ele riu —Deus, eu criei monstro.— ele ironizou —Podíamos ver um filme e beber um vinho aqui mesmo, e depois faremos o que você quiser.
—A sua sugestão é melhor do que eu podia imaginar, Sr Stark.— ela sorriu.
—Só que para assistirmos o filme temos que ir para a outra sala, eu vou arrumar as coisas e você me espera aqui.— ele disse e ela assentiu.
Quando Tony deixou Pepper ela logo se lembrou da noite em que se rendeu ao que sentia por ele, a cena parecia a mesma. Ele logo voltou para guiá-la a outra sala. A luz era baixa, a lareira estava acesa, havia almofadas espalhadas pelo chão, e sobre a mesa de centro duas taças e uma garrafa de vinho tinto.
—Jarvis, cinema— a voz de Tony ecoou pela sala, e então Jarvis projetou uma tela numa das paredes da sala.
—Você é inacreditável.— ela disse depois que se sentou.
—Eu faço qualquer coisa para te ver bem.— ele disse entregando uma taça de vinho para ela.
—Você não precisa fazer muita, coisa para que eu fique bem, basta você estar bem também e,...— ela sorveu um gole do vinho e foi chegando mais perto dele.
—E...?— ele saboreou um gole do líquido borgonha, e a admirou através da borda da taça.
—...Perto de mim.— ela disse tirando a taça da mão dele.
—Perto assim está bom?— ele levou uma mão entre os cabelos dela, suas bocas estavam separadas por alguns centímetros, suas respirações misturavam-se.
—Pode ficar melhor— ela diz vacilante, seu olhar perdido no dele, Pepper acaricia o rosto de Tony, seu polegar suavemente passando pelo lábio inferior dele. —Por que você tem de ser tão irresistível?— ela perguntou.
Sem responder a pergunta dela, Tony a beijou. Era um beijo sexy, consumidor, possessivo. Ele interrompe o beijo, ofegante. Seus olhos iluminados pelo desejo.—Por que você tem de ser tão docemente irresistível?— ele enfatiza. —Se estivéssemos no cinema seríamos expulsos.
—Ainda bem que não estamos no cinema, então.— ela se recompôs, ao lado dele, pegou de volta a taça e bebeu um gole de vinho —Sabe do que eu me lembrei quando você me deixou na outra sala para vir arrumar aqui?
—Não tenho ideia, do que?
—Da noite que você me convidou para jantar e me seduziu, nesta mesma sala.
—Eu seduzi você, tem certeza?— ele lançou um olhar divertido na direção dela.
—Claro!
—Eu só facilitei as coisas para você, Pep, você estava louca por mim, mas vivia fugindo.
—Que convencido, você é que era louco por mim. Qual foi mesmo a palavra que você usou naquela noite?— tombou a cabeça para um lado em sinal de dúvida —Fixação!
—Eu não era louco por você, você está completamente enganada, eu sou louco por você, Srta Potts.— ele afirmou e beijou-a outra vez.
—Eu também sou louca por você, Sr Stark.— ela sorriu. —Mas afinal, nós viemos aqui para fazermos declarações ou assistir a um filme?— ela mudou de assunto.
—Fazer declarações e assistir o filme.— ele disse enchendo a taça de vinho dos dois.
—E que filme seria esse?— ela perguntou curiosa.
—Cantando na Chuva, mas a gente pode escolher outro se você não...
—Tá brincando— ela o cortou —É um clássico, e eu amo musicais.— ela disse animada.
Então, Tony pediu que Jarvis começasse a projetar o filme e Pepper aconchegou-se a ele, toda a tensão que pairou sobre ela durante aquele dia parecia ter se dissipado, ele suspirou profundamente, sua missão para que ela abstraísse o fato de Hammer estar livre estava cumprida, pelo menos por aquela noite.
A partir da metade do filme, Pepper começou a lutar contra o sono que tomava conta de seu corpo, mesmo tendo dormido boa parte da tarde, era normal que estivesse sonolenta devido à ingestão do vinho.
—Pepper— ele chamou —Acho que é hora de irmos dormir na cama.
—Hum-rum— ela murmurou, e então Tony a pegou nos braços e a levou para o quarto.
Chegando ao quarto Tony colocou Pepper no chão e ela caminhou vagarosamente até o banheiro, depois de alguns minutos ela voltou já sem maquiagem e jogou-se contra a cama.
—Você não pode dormir com essa roupa, Pepper— disse referindo-se ao vestido aparentemente nada confortável que ela usava.
Pepper não deu ouvidos ao que ele disse, encolheu-se na cama com a roupa que estava, os sapatos ela já havia perdido em algum canto da casa. Tony trocou a roupa que vestia por um pijama confortável e pegou uma de suas camisetas para que Pepper vestisse. Com dificuldade ele tirou o vestido dela e colocava a sua camiseta nela.
—O que você pensa que está fazendo, Tony Stark?— ela murmurou meio grogue.
—Trocando a sua roupa— ele respondeu. —Sente-se e levante os braços— ele mandou.
—Você é mesmo muito mandão— ela resmungou, mas mesmo assim fez o que ele pediu —E essa camiseta não é minha— ela disse.
—É minha— ele respondeu deslizando a camiseta pelo corpo dela —Pronto, agora você pode dormir —Tony deu um beijo na testa de Pepper e saiu do quarto.
Tony foi até a oficina —Jarvis, acordado?
—Sempre, Sr— Jarvis prontamente respondeu.
—Eu quero que você pesquise tudo o que você puder sobre a temporada do Hammer na prisão, relatórios sobre o comportamento dele, se ele recebeu alguma visita enquanto estava preso. Quero nome de todos os advogados envolvidos no caso, e qual foi a alegação para a liberdade de Justin Hammer. Não deixe passar nenhuma informação, você entendeu, Jarvis?
—Sim, Sr, mas uma pesquisa desse porte vai levar algum tempo.
—Eu já imaginava. Amanhã eu venho buscar os resultados. Boa noite, Jarvis.— Tony deixou a oficina e voltou ao quarto.
Na manhã seguinte Pepper acordou e sentiu a respiração quente de Tony em sua nuca, suas pernas entrelaçadas às dele, e um braço dele envolvia sua cintura. Ela tinha receio de se mover, pois sabia que, com certeza, ele acordaria. E ela não quer isso, Tony não dormiu bem, esteve inquieto toda a noite. E ali naquela situação, a mente de Pepper vagueia sobre os eventos do dia anterior e, sobre o que estaria por vir, uma nuvem negra sobrevoava a calmaria que vinha sendo o relacionamento deles nos últimos meses.
Ainda dormindo, Tony pareceu enfim relaxar, Pepper conseguiu se desvencilhar dele e levantar da cama sem acordá-lo. Seguiu para o banheiro sem entender muito bem porque usava uma das camisetas dele. Depois de um longo banho voltou ao quarto cantarolando.
—Singing in the rain, Srta Potts?— Tony perguntou ainda sonolento.
—Acordei com essa música na cabeça, aliás, eu vestia uma camiseta sua e, sinceramente, não sei por quê.— ela disse e então Tony sentou-se na cama a admirando intrigado —O que foi?
—Você precisa ser estudada, é sério, às vezes você perde a memória enquanto dorme.— ele afirmou.
—Claro que não.— ela disse secando os cabelos com uma toalha.
—Agora que me dei conta, isso acontece desde a primeira vez que dormimos juntos.— ele observou.
—Então o problema deve ser você— ela ironizou —Acho que devemos parar de dormir juntos, vai que um dia eu acordo e não me lembro de quem eu sou.
—Se um dia você se esquecer de quem é, eu vou ter que fazer você recuperar a memória, oras.— ele disse —Do que você se lembra?
—Das flores e, do Hammer, da nossa conversa sobre o assunto,... ah, do filme...
—Você dormiu na metade do filme.— ele a cortou.
—Tinha vinho também, eu bebi demais?
—Depende do que você considera demais, eu acho que não, mas tive que carregá-la até aqui.
—Eu não devia ter bebido ontem, ainda mais depois de ter tomado antialérgico durante a tarde. Com certeza foi isso— ela concluiu.
—Talvez— ele entortou a boca.
—Tá, mas e a camiseta?— ela perguntou e ele riu, era divertido vê-la confusa.
—Você se jogou na cama e se recusou a trocar de roupa, e eu fui obrigado a trocar você.
—É surpreendente a naturalidade com a qual você fala que trocou a minha roupa para que eu dormisse.
—Por que não seria natural? Tá certo que na maioria das vezes eu tiro sua roupa quando você está acordada, e você fica um bom tempo acordada— ele gracejou.
—Tá bom, Tony, já entendi— ela o cortou —Agora eu me lembro de tudo.— ela sorriu.
—Claro, depois que eu contei fica fácil lembrar.— zombou dela levantando-se da cama e caminhando para o banheiro. —Você é desmemoriada, mas até que canta bonitinho, sabia?— ele disse antes de fechar a porta.
Pepper tranquilamente tomava café sentada à bancada da cozinha quando Tony surgiu, então sentando-se de frente para ela, eles terminaram a refeição juntos.
—Errr...eu vou passar o dia na oficina trabalhando, tudo bem?
—Algum projeto secreto?— ela arqueou uma sobrancelha.
—Se fosse secreto eu não teria dito nada a você, porque eu sei que você não sossegaria até descobrir.
—Você está insinuando que eu sou xereta?
—Claro que não, estou te chamando de curiosa, mesmo.— ele riu e ela franziu o cenho —É só uma pesquisa complexa, Pep. Eu levarei um tempo analisando os resultados, e não poderei te dar atenção.
—Hum, tudo bem então, eu vou ligar para a Lauren e saber se ela não quer almoçar comigo.— ela disse.
—Vocês podiam almoçar aqui mesmo.— ele sugeriu.
—Porque aqui?
—É mais seguro— ele disse e ela revirou os olhos.
—Não foi você quem disse que eu precisava espairecer?— ela perguntou e ele não teve o que responder —Melhor almoçar fora, até porque, você não vai me manter para sempre dentro de casa, e o Hammer não tentará nada contra mim, já conversamos sobre isso.
—Ok— ele se deu por vencido —Mas vá com o Happy, tudo bem?
—Tony?— ela protestou.
—Por favor, Pep, eu ficarei mais tranquilo.
—Tudo bem— rendeu-se —Você está se revelando um maníaco por controle.— ela o criticou.
—O que você chama de controle eu chamo de cuidado.— ele se levantou da cadeira, foi até ela deu-lhe um beijo suave na bochecha e saía quando ela chamou sua atenção.
—Beijo na bochecha, quantos anos eu tenho?— ela perguntou evidentemente criticando-o, então ele voltou e capturou os lábios dela com um beijo profundo, calmo no início e depois intenso. —Melhor assim— ela diz tomando ar depois de separar os lábios dos dele.
—Você é terrível— ele diz com o olhar fixado ao dela —Terrível.— ele enfatiza e some descendo as escadas rumo à oficina.
Quando Pepper ligou para Lauren ela prontamente aceitou o convite para almoçarem. Na hora do almoço Pepper saiu na companhia de Hogan para encontrar com Lauren. Ela ficou horas fora, pois há tempos não via a amiga, por isso, tinham muito assunto para pôr em dia. Ao cair da tarde, quando Pepper retornou à mansão, Tony ainda estava na oficina, ela decidiu não incomodá-lo, sabia que Jarvis avisaria que ela havia voltado.
Pepper pegou o notebook para verificar se havia recebido alguma mensagem importante da empresa, afinal, no dia anterior a saída dela tinha sido um tanto intempestiva. Não havia nada além de um e-mail de Blake, mais uma vez se lamentando pela confusão causada. Já era tarde, e Tony não voltava da oficina, Pepper então decidiu ver o que estava acontecendo, mas antes passou pela cozinha e preparou um lanche para Tony, pois tinha certeza que ele ficou o dia inteiro na oficina sem nem ao menos alimentar-se.
—Então, basicamente, Hammer foi solto por bom comportamento, e todos os advogados contratados por ele possuem ficha limpa?
—Isso mesmo, Sr— disse Jarvis.
—Ele só não foi solto antes porque tinha que cumprir no mínimo seis meses de prisão, para poder recorrer em liberdade devido a gravidade da ocorrência na feira?
—Sim, Sr— Jarvis respondia mesmo sabendo que Tony estava pensando alto.
—Ainda custo a acreditar nisso tudo, a justiça é mesmo muito falha.— disse indignado —Agora eu preciso saber se a escolha desse tal Matthew foi ao acaso, ou se o Hammer fez isso por descobrir a ligação dele com a Pepper. Ou talvez esse Matthew tenha procurado o Hammer, quem sabe ele pretenda algo, mas depois de tanto tempo?— Tony confabulava.
—O que Matthew tem a ver com Hammer?— Pepper perguntou intrigada ao ouvir o final do monólogo de Tony.
—Seu ex-noivo é o advogado que tirou o Hammer da prisão.— ele disse —Não que ele seja fantástico por causa disso. Você acha que o seu ex-noivo teria algum interesse particular no caso?— Tony perguntou.
—Foi isso que você ficou fazendo o dia todo, pesquisando por quais motivos o Hammer foi solto?— ela perguntou confusa.
—Você não respondeu a minha pergunta— ela disse.
—Por que diabos o meu ex-noivo, como você parece fazer questão de enfatizar, teria interesse no caso do Hammer?!
—Eu sinceramente não sei, mas queria muito descobrir, aliás, você nunca disse que ele é advogado.
—Você se lembra de qual foi a resposta que eu te dei quando você me perguntou porque eu nunca tinha falado que tive um noivo?
—Algo como: Matthew é passado, nunca falei porque não valia a pena.— ele disse.
—Então, não vale a pena falar do passado, Tony. Do que adiantava você saber a profissão dele? O tempo só anda para frente, os ponteiros do relógio só andam para frente.— ela disse impaciente.
—Parece que tem alguém mexendo nos ponteiros desse relógio, porque está tudo voltando, primeiro o Hammer agora esse Matthew.— ele disse com sarcasmo.
—Acredito que a liberdade do Hammer seja condicional, e ele não fará nada que o leve de volta a prisão, agora, quanto ao Matthew, acho que ele só está fazendo o trabalho dele.— ela disse visivelmente irritada.
—Eu não tenho essa mesma certeza.— ele disse.
—Essa sua obcessão por controle não é normal, Tony, não pode ser. Além de não ser saudável.— ela disse.
—Não é controle, é instinto, eu preciso proteger você.
—Me proteger do que?!
—Do Hammer e de qualquer outra ameaça.— ele respondeu.
—Tony, você não vai conseguir prever as atitudes do Hammer com base numa pesquisa feita pelo Jarvis. —ela disse e subiu as escadas.
A conversa não terminaria daquela maneira, Tony foi atrás de Pepper, ela havia seguido em direção ao quarto, encontrou-a na varanda de sua suíte, apoiada no parapeito ela olhava o mar bater nas rochas com o olhar perdido.
—Pepper?
—Agora não, Tony.
—Por favor?— ele pediu e então ela virou-se para ele.
—Tony— ela suspirou —Eu entendo que você queira me proteger, entendo até esse seu ciúme, porque, essa cena sobre o advogado do Hammer com certeza tem uma pitada de ciúme. Mas você não vai conseguir me manter numa bolha, alheia a tudo. E essa nossa discussão é uma amostra disso.
—O que você está querendo dizer com isso?
—Estou dizendo que, desde ontem, você está fazendo uma força incrível para me poupar. Você me levou para jantar e o tempo todo disfarçou a tensão que sentia, e depois do baque da noite passada, você fez de tudo para que eu parasse de pensar no que aconteceu. E, deu certo, eu parei de pensar. Então eu chego, e você começa a me fazer um monte de perguntas que eu não posso responder.
—Eu estraguei tudo— ele baixou a cabeça.
—Não, você não estragou, porque, como eu já disse, entendo o seu esforço. Só que isso te desgasta, me desgasta e, por fim, desgastará a nossa relação, eu não quero que isso aconteça.
—Eu também não quero.— ele disse e a puxou para os seus braços.
—Então para de tentar prever o futuro, super-herói, por que esse não é o seu super poder. E para de achar que eu vou quebrar por qualquer coisa, eu posso até me abater, mas sou mais forte do que você pensa.— ela disse com a cabeça encostada ao peito dele.
—Tudo bem— ele disse e beijou os cabelos dela. —Estamos bem?
—Estamos bem— ela afirmou. —Agora vamos entrar, preparei um lanche para você e depois desse tempo todo ele já deve estar frio.
—Você cozinhou pra mim?— ele perguntou caminhando abraçado a ela.
—Por que a surpresa, só você que pode fazer as coisas pra mim?— respondeu a pergunta com outra.
Depois de voltarem para o interior da mansão, conversavam até serem interrompidos por Jarvis
—Sr, bandidos fortemente armados estão invadin...
—Já entendi, Jarvis.— Tony, despediu-se de Pepper, foi até a oficina, colocou sua armadura e seguiu para o lugar da ocorrência, o Homem de Ferro estava de volta a ativa depois de algumas noites de folga.
Notas finais
Acho que tô "meique" perdendo a mão na personalidade do Tony, sei lá.
Ah...citei cantando na chuva, pq amo musicais, e esse é clássico =)
Beijos, até o próximo ;)
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