De Ontem Em Diante

28 Ninguém disse que seria fácil


Notas iniciais
Oi, chuchus =)
Eu disse em alguns cometários que talvez viesse hoje, né? Cá estou.

Então, acabei de acabar e três músicas me ajudaram muito, cada uma numa parte do capítulo, são elas: Rehab da Rihanna/ One More Night do Maroon 5 e a outra a citada no meio do capítulo.

Mais de 4500 palavras de ciúme, provocação, declarações e reconciliação. Dsclp.

Esse capítulo tem hot scene Pepperony, a última da história. ~tô avisando pra vc que é pequena e não pode ler essas saliências, fechar os olhos quando chegar a hora~ Hahahahahaha

Enjoy

Pepper tinha imaginado uma porção de coisas a caminho da mansão, mas nunca pensou em encontrar uma mulher bonita na sala dele, usando uma camisa dele, a lembrança que ela tinha de cenas como essa não era agradável, mas, pelo menos, a moça estava completamente vestida. Um alívio. Mesmo assim, foi um balde de água fria. Instintivamente levantou a guarda.

A Agente Hill não entendia o desconforto, só estava usando uma camisa emprestada, trazia a outra suja nas mãos. Pepper não deixava transparecer, mas estava mexida com a presença dela, Tony fez questão de esclarecer.

—Ela é uma agente da SHIELD.— explicou —Agente Maria Hill, essa é Virginia Potts, a minha...presidente...ex-presidente da minha empresa.— disse enfim, sorriram uma para a outra, Pepper media a agente dos pés à cabeça.

—Eu sei quem é ela, só não a conhecia— disse a agente. —Muito prazer, Srta Potts.— Pepper disparou outro sorriso amarelo. —Acho que está na minha hora. Sr Stark, entraremos em contato.— informou.

—Diga ao Fury para me procurar se for caso de vida ou morte, se o planeta estiver em risco ele pode bater na minha porta. Do contrário, nada feito, e avise antes de mandar alguém novamente.— Tony disse, a agente aquiesceu e deixou o local, então ele voltou sua atenção para Pepper —Ela manchou a camisa com café e por isso...

—Já entendi— o cortou adentrando a sala —Aliás, a situação foi bastante constrangedora, não pra mim, que já vi coisas piores nessa sala, mas para a pobre moça, que não entendeu nada.— disse tentando mostrar indiferença, porém bastante enciumada.

—Você pediu que eu me explicasse...

—Por que você se enrolou todo, mas não me deve satisfação alguma. Achei divertido o seu desconforto, por isso incentivei.— justificou-se.

—Não queria que você ficasse pensando...

—Do que importa o que eu ficaria pensando? Nós não temos mais nada. E você não seria cafajeste de marcar comigo às 5h sabendo que estaria no meio e um encontro. Seria?— arqueou uma sobrancelha.

—Que encontro? Eu não tenho um encontro há meses.— deixou claro —A moça estava aqui a trabalho e não sei por que a SHIELD a mandou, eu nem a conhecia.— disse exasperado.

—Não estou aqui para falar sobre a sua vida de super-herói, Sr Stark, vamos aos negócios?— mostrou-se impassível batendo na grande pasta que trazia.

—Pep, se você for ficar assim hostil a noite toda, nós não vamos nos entender.

—A noite toda? Eu vou te apresentar o projeto, você dirá o que achou e eu irei embora, levarão umas duas horas no máximo.— informou —Sabia que você tinha outras intenções quando marcou aqui, mas...

—Que inferno, Pepper, vamos logo com isso, já que não vai haver um meio de, pelo menos, baixar a tensão. Onde você que me mostrar isso?— mostrou-se impaciente.

—Trouxe o projeto digital, na oficina é melhor.— respondeu.

Seguiram para a oficina, Pepper não disse mais nada, ao chegarem, solicitou Jarvis e foi bastante doce com o programa de inteligência artificial, o que deixou Tony mais ressentido. Abriu sobre a mesa de projetos uma placa de borracha maleável que continha pequenos eletrodos, Tony mantinha-se o lado dela observando os comandos que ela dava a Jarvis.

—Consegue ver os pontos na placa, Jarvis?

—Vejo perfeitamente, Srta.— respondeu.

—Escaneie a placa e ilumine-os.

Na extremidade da placa, Pepper passou o dedo indicador formando um padrão de segurança. Linhas azuis foram traçadas. Digitou algumas coisas num teclado projetado, depois, encostou a palma da mão no centro da placa e ao levantá-la foi exibido o holograma 3D da Torre.

—Aí está a Torre Stark.— disse indiferente.

—Você fez isso sozinha?— Tony olhava embasbacado.

—Dei palpites, o mérito é dos engenheiros.— deu de ombros. —Até esse andar, são escritórios e laboratórios.— ela apontou —E a partir daqui é a sua casa.— disse tristemente —Essa plataforma será equipada para que você vista e tire a armadura, da mesma forma que já faz aqui.

Enquanto Pepper movia as mãos para mexer no holograma, Tony reparou que ela não usava a pulseira, ela não daria outra chance para ele, concluiu.

—Está incrível, mas falta uma marca minha. Eu quero um letreiro enorme escrito STARK, bem aqui.— apontou no andar desejado.

—Você é idiota ou o quê?!— ela perdeu o autocontrole —É como apontar uma seta para a sua cabeça. Olhem terroristas, aqui mora um super-herói.— ironizou.

—A Torre Stark, será o primeiro prédio autossuficiente em energia do mundo, Pepper, não tem como manter segredo, todos saberão. Quero o meu nome na fachada.— bateu o pé.

—Você tem noção das besteiras que faz, Tony? Assumir ser um super-herói. Tomar o lugar do piloto numa corrida. Identificar o prédio onde você pretende morar. Você se expõe de depois afasta as pessoas.— disse duramente.

—Você me chamou de Tony.— sorriu largamente.

—É o seu nome, não é?— mostrava-se furiosa.

—Desde o dia em que eu fui ao seu apartamento você está indiferente, evitando dizer o meu nome.

—Eu te dei uma porção de broncas e você só ouviu o que foi conveniente. Está vendo porque não dá certo? Eu posso dizer, fazer o que for, você só fará o que quiser.— baixou os olhos na direção da mesa.

—Pep, eu ouvi, faço uma porção de asneiras, sou mesmo um cretino, e você sempre soube disso.— levou uma mão sobre a dela.

—Sim, eu sempre soube e, depois de ponderar muito, apostei em nós. Porém, você destruiu tudo. Sabe quem foi o vilão do nosso relacionamento?

—Quem?

—Você Tony, não serei injusta em dizer que eu não tive culpa nisso, talvez, por me mostrar tão insegura no começo, você tenha entrado nessa paranoia de que eu sou de açúcar.— observou —Realmente acha que eu não pensei nos riscos que implicam ser namorada de alguém superexposto? Mas, sei lá, você quer me manter numa redoma. Eu sei me virar sozinha, Tony, você sabe disso e mesmo assim insiste no texto batido do ‘Eu preciso te proteger, por que eu te amo e não posso perder você’. Me afastar não me protege e, não sei se você percebe, mas está me perdendo.— tirou a sua mão da dele.


—Eu sei que você é forte, valente, eu vi você batendo naquele rapaz num dia e enfrentando ele no outro. Sei que você poderá fazer coisa semelhante se for necessário, só que nem todas as pessoas que me odeiam terão uma paixão platônica por você.— observou —Ainda assim, você precisa de mim, senão, não teria pedido ao Jarvis para registrar o áudio do seu sequestro.— constatou.





—Alertar você foi um ato falho.— ela disse.



—Eu me preocupo com você, Pepper.— olhou-a docemente.



—Eu também sempre fico preocupada quando você sai nessa armadura. Eu nunca sei se você vai voltar, Tony. Se você me amasse mesmo aproveitaria o tempo comigo, independente de ameaça, era isso o que eu tentava fazer, aproveitar o tempo, fossem dois dias, ou meses...Eu sabia que não cabia a mim dizer para você não se expor. Aliás, a maioria dos seus problemas não existiria se você não tivesse um ego tão grande. Seu boca aberta.— recriminou-o.


—Boca aberta?— encarou-a sorrindo, ele sabia que, por mais que ela xingasse, ele já estava perdoado.

—’Eu sou o Homem de Ferro’— ironizou —Você é um narcisista.

—Brava você fica mais bonita, como pode?— aproximava-se dela.

—Egocêntrico.— ela cuspiu, olhando-o profundamente.

—Linda.— rebateu, e já estava quase com os lábios nos dela quando ouviram passos.


A nova assistente de Tony adentrou a oficina, e os interrompeu —Desculpe, Sr Stark, mas meu pai...— Tony pigarreou —Digo, o Sr Gilmore, pediu que eu trouxesse esses documentos, não precisa ter pressa ele só precisará deles na quarta-feira.— colocou os papéis sobre a mesa.





—Ok, Srta Gilmore, acho que encerramos o expediente, peça ao Hogan que a leve onde quiser.— a moça aquiesceu, cumprimentou Pepper e deixou a oficina.




—Não sabia que a filha do Gilmore era sua assistente, pelo visto, vocês estão tramando pelas minhas costas há semanas.— observou —Repreendeu a garota por chamar o pai dela de pai?



—Não é profissional, ela tem que saber separar as coisas.— disse seriamente.


—Você falando em separar as coisas? Me chamar pelo apelido também não era profissional e você fazia.

—Nunca te chamei pelo apelido na empresa, ou em assuntos relacionados.

—Claro que sim.— afirmou.

—Que seja, veja onde a falta de profissionalismo nos trouxe.— ele disse.

—Você se arrepende?

—A única coisa que eu me arrependo em relação a você é ter te afastado.— caminhou na direção dela e tentou retomar a aproximação, mas Pepper esquivou-se.

—Não, Tony. Fica longe de mim.— baixou os olhos.

—Pep, eu já percebi que você não quer mais.— olhou para o pulso dela —Só queria que nós ficássemos bem, sem estresse. Amigavelmente.

—Eu não...sabe, eu queria ter esse desprendimento que você tem, querer consertar as coisas como se nada tivesse acontecido, eu não vou conseguir apostar em nós sem...— começou a chorar.

—Porque você está chorando?— perguntou assustado.

—Você ainda pergunta?— limpou o rosto com as costas da mão.

—Tenho certeza que é por minha causa, mas não sei o motivo.

—Você me dá certezas e depois me cobre de dúvidas, diz uma coisa e faz outra. Diz que não vai me abandonar, que precisa de mim, mas eu não posso dormir e você está tramando um jeito de me afastar. Aquela foi a pior semana da minha vida, eu estava exausta. Achei que a partir de então tudo ficaria bem, e você...

Levou os dedos nos lábios dela —Detesto que você chore por minha causa.

—É o que eu mais tenho feito, se fosse esporte, com certeza estaria no alto do pódio.

—Quando foi que você desenvolveu essa ironia?

—Convivência.— passou as mãos pelo rosto —Chega de drama, deixe-me mostrar o restante do projeto, tem as plantas baixas de cada andar e...

—Está aprovado.— a interrompeu pegando suas mãos —Janta comigo?

—Não.— respondeu secamente.

—Por favor, Pepper. Fui idiota o suficiente para perder a namorada não quero perder a amiga também.— deu o seu melhor sorriso.

—Sinto que vou me arrepender...— sabia que jamais daria certo essa história de amizade.

—Vem, prometo me comportar, você quer que eu cozinhe ou peça?— puxava-a pela mão andar acima.

—Melhor pedirmos, não? Você cozinhando é uma catástrofe.— assegurou.

—Sua falta de fé em mim é decepcionante, Srta Potts.— sorriu ao chegarem à sala. —Eu disse pra você que nesses meses descobri que posso fazer muita coisa.

—Errr, deixei minha bolsa na oficina, e não fechei o projeto. Espera um minuto, pode pedir o que você quiser.— caminhava de volta.

Pepper não demorou a voltar. Tony decidiu que ele mesmo cozinharia, apostou num filé de salmão grelhado, com arroz branco e legumes. Pepper ficou surpresa por ele ter tais ingredientes em casa, ofereceu-se para ajudá-lo, mas ele não a deixou, serviu uma taça de vinho branco a ela e pediu que esperasse na sala. Depois de tudo pronto, a chamou. Ela havia tirado o blazer, parecia mais a vontade, serviu-os de mais vinho branco, pegou um guardanapo para proteger a camiseta branca. Estavam sentados de frente um para o outro, mais se observavam do que comiam.

—Pare de me olhar como se eu fosse de outro planeta, por favor?— pediu corando.

—Você come pizza com as mãos, mas usa guardanapo para comer legumes, não faz muito sentido.

—Sujar a roupa é que não faz sentido.— sua replica era uma crítica velada.

—Se a sua camiseta sujar te empresto uma.

—Está com roupas sobrando mesmo, uma camisa pra agente, uma camiseta pra mim. Por falar nisso, qual é a dessa SHIELD, eles recrutam as agentes numa agência de modelos?

—Se está se referindo a beleza, acho que você pode mandar um currículo, não está procurando emprego?

—Não faz o meu perfil.— fez uma careta.

—Mas é bom ter opções e você sabe bater bem, fisicamente e com as palavras.— ele provocou.

—De opções você entende, quem sabe não consegue algo quando ela trouxer a sua camisa limpa? Devo ter interrompido.— alfinetou.

—Tentei explicar o que ela veio fazer e você não quis ouvir. Aquela camisa eu não quero mais. No entanto, se você usar uma roupa minha, faço questão que me devolva.— ele sorriu.

—Deixe-me com a minha roupa limpa, não quero ter que usar uma camiseta de banda de rock.— sorriu com o canto da boca.

—Desdenhando? Lembro-me que você adorava dormir com elas.— provocou.

—Podemos mudar de assunto?— perguntou desconfortável.

—Podemos. Para onde a Lauren foi?

—Roma.

—E você?— ele perguntou.

—Eu o quê?— sorveu um gole de vinho

—Vai continuar na cidade, digo, morando?

—Não sei de onde que você tirou essa ideia de que o término do nosso relacionamento me faria fugir da cidade.

—Que bom, terei chance de esbarrar com você por aí. Devia repensar a sua saída da empresa.— sugeriu.

—Não vejo necessidade, parece que você está indo muito bem na função.

—Mas você sempre foi melhor que eu na presidência. Até agora não entendi porque você está saindo.— disse caminhando até ela.

—Tenho que seguir com a minha vida, Tony.— disse simplesmente.

—Mas podia ficar no emprego.— ele puxou o guardanapo dela.

—Sempre soube que, se nós não déssemos certo, era isso o que eu teria que fazer, na verdade, eu devia mesmo mudar de cidade, não vai demorar muito até cruzar com você e outra mulher.— disse olhando-o nos olhos —Eu não vou suportar ver isso, saber que você beija outra, que você dirá o que dizia para mim. Seus beijos eram meus, Tony, o privilégio do seu amor era meu, e você me afastou. Agora quer que eu fique assistindo você deixar de me amar.

—Deixar de te amar? Pelo contrário, estou tentando te convencer a me aceitar de volta, eu pedi um sinal e você não deu. O meu amor é seu.— disse próximo à boca dela —Os meus beijos são seus.— capturou os lábios dela com os seus, a beijou avidamente, depositava toda a paixão que sentia, a necessidade que tinha dela.

Pepper estava sentada no banco alto junto à bancada onde jantavam, Tony colocou-se entre as pernas dela, levou as mãos nas coxas. Ela levou as mãos entre os cabelos dele. A sensação de ter a sua boca na dela outra vez, e poder sentir o seu gosto era incrível. Afastaram-se, estavam ofegantes os olhos dela refletiam nos dele, Tony levou uma das mãos entre os cabelos ruivos, puxou-a para ele novamente, aprofundou o beijo, ela gemeu contra a boca dele, alternou pequenas mordidas e sucção no lábio inferior dela, como se beijá-la não fosse suficiente, queria devorá-la.

Ela sabia que devia afastá-lo, que tinha continuar lutando contra essa conexão por pura autopreservação, mas seu corpo o queria e, por instinto, envolveu os braços nos ombros másculos trazendo-o mais perto, era isso o que ele fazia, a deixava fora de controle. O consumiu por muito tempo até se afastar. Olhava-o fixamente enquanto retomava o controle da própria respiração, por vezes abria a boca para dizer algo, mas não dizia. Tony ficou parado, espreitando o silêncio angustiante que vinda dela.

—Que saudade de você.— levou a mão ao rosto dela —Quero recuperar o nosso tempo, quero voltar pra você, quero poder te beijar sempre. Dê outra chance pra nós?

—Eu amo você, Tony.— segurou o rosto dele entre as mãos —Sinto a sua falta, eu quero, realmente quero, mas só de pensar na possibilidade de te perder novamente...Eu não sei se aguento.

—Você não vai me perder.

—Você já disse isso, no entanto, se separou de mim, me obrigou a tentar te esquecer.

—Você está aqui agora, eu estou. Eu amo você, quero ficar com você.

—Eu também, mas...

—Porque você sempre tem que ter um ‘mas’?— mostrou-se impaciente —Pare de se torturar, Pepper.

—O que você quer dizer com isso?

—Você quer voltar, eu sei, mas fica ponderando, analisando, siga os seus instintos.

—Por seguir meus instintos eu cheguei antes de NY e você me mandou embora. Segui meus instintos, fiquei ao seu lado por cinco dias e, quando você estava bem, me mandou embora. Então, me desculpa se eu não me joguei nos teus braços, quando você resolveu bater na minha porta, ou se eu não estou te dando o que você quer agora. Eu não sou um ioiô, Tony. E não vou mais te dar a chance de me expulsar.— o empurrou para longe, se levantou, caminhou até o sofá, pegou a suas coisas e abriu a porta.

—É você quem está me deixando agora, eu não vou mais atrás de você, mas estarei te esperando se decidir voltar.— disse ainda parado aonde ela deixou, ela o ouviu e saiu.

Pepper chegou ao seu carro cuspindo marimbondos, entrou no veículo e arrancou. No interior da mansão, Tony estava consternado, imaginava tê-la perdido para sempre, mas o que ele disse era definitivo, não a procuraria mais. Afinal, ela foi por conta própria, cabia a ela decidir voltar. Virou o restante do vinho da taça e subiu para sua suíte. Pepper estava na estrada a caminho de seu apartamento, mas já tinha abandonado a razão, não conseguia parar de pensar nele, nos beijos dele, no que sentia. Freou bruscamente.

—Dois meses— disse para si mesma —Dois meses de abstinência dele e você está tendo uma recaída.— encostou a testa no volante, pensou um pouco e decidiu retornar. Voltou à mansão, a entrada dela não foi anunciada, sempre teve passagem livre. A sala estava escura, colocou a sua bolsa e seu blazer sobre o sofá —Jarvis, onde está o Sr Stark?

—No quarto, Srta.— respondeu.


Ela tirou os sapatos para não fazer barulho, e subiu em direção à suíte, ao entrar ouviu o barulho do chuveiro sendo ligado, caminhou até o banheiro, a porta estava aberta. Tony estava de costas, usava apenas uma cueca boxer, perecia regular a temperatura da água. Sem dizer nada Pepper adentrou o box, despertando a atenção dele.



—Mas o que...?




—Shhh— ela levou os dedos a boca dele depois o beijou vorazmente.



—Você quer me enlouquecer?— perguntou ao afastar seus lábios dos dela.


—Você quer me enlouquecer.— afirmou, com o olhar perdido no dele.

—Pep, você está vestida. Estamos no chuveiro, você está...

—Estou seguindo a minha intuição, não deixe que eu me arrependa novamente.— ela pediu.

Encostou-o contra a parede, o jato de água molhava as costas dela. Tony beijou-a, enquanto a suas mãos vagavam pelo corpo dela, e as dela pelo dele. O beijo foi se tornando mais intenso, as respirações se acelerando, uma das mãos dele foi parar na nuca dela, entre os fios de cabelo, a outra sob a camiseta encharcada, acariciando as costas lentamente, um toque suave apesar do beijo quente.

A todo o momento ele a afastava, olhava-a por inteiro como se não acreditasse que ela estava ali, e a tomava outra vez. A camiseta molhada, antes grudada ao corpo não demorou a ir ao chão, expondo a lingerie branca com detalhes em renda preta. Tony alternava beijos no pescoço e nos ombros, com leves mordidas, enquanto ouvia a respiração sôfrega dela entre os respingos d’água.

Os lábios de Pepper buscaram os dele com urgência, suas mãos possessivas exploravam o corpo másculo. Ela precisava senti-lo, precisava dele, não só agora, ou hoje, mas para sempre. Escorregou as mãos pelo torso forte, até chegar à cueca boxer, sem cerimônia a invadiu, tocou-o, olhou para Tony intensamente, nunca esteve tão lasciva. Com a mão livre desceu a única peça que ele usava, para que pudesse estimulá-lo livremente, passou a mover a mão por toda a extensão do membro dele, o ouvia gemer rouco, à medida que a respiração dele acelerava ela fazia o mesmo com os movimentos, sentindo-o cada vez mais rijo em sua mão. Enquanto ela dava prazer a ele, Tony retribuía com beijos ávidos e mordidas no lóbulo da orelha.

—Você está me matando, Pepper.— disse com dificuldade. Ela sorriu satisfeita e cessou os movimentos. Pepper beijou os lábios dele castamente, mordeu o queixo, e correu beijos até o pescoço, clavícula, ao redor do reator, deslizava o corpo contra do dele enquanto beijava cada parte, estava disposta mesmo a matá-lo, mas ele sabia o que ela pretendia e quando ela chegou à altura do umbigo ele a impediu, ela enviou-lhe um olhar em reprovação. Tony livrou-se de sua cueca de vez, encurralou-a contra a parede, segurando as mãos dela acima da cabeça. —Você está muito vestida, ninguém toma banho assim, precisamos dar um jeito nisso.— ele disse.

Correu beijos do canto dos lábios de Pepper até o queixo, ela levantou a cabeça, dando-lhe acesso ao pescoço, depois ele seguiu para o colo, com os dentes, abriu o fecho frontal do sutiã, abocanhou um seio.

—A-aah, Tony.— gemeu com a deliciosa sensação de ser provada, saboreada, logo ele passou a dar atenção ao outro seio. Com a mão livre alcançou o botão do jeans dela, abriu-o, com dificuldade introduziu a mão até chegar ao sexo. Pepper gemeu alto quando passou a ser estimulada pelos dedos hábeis dele. —Meu Deus, Tony.— sibilou entre os dentes cerrados, sentindo os movimentos dos dedos dele sincronizados com a boca em seus seios. —Tony, por favor.— suplicou. Ele não cessou os movimentos, mas soltou as mãos dela, livrou-se do sutiã aberto, e logo segurou nos ombros dele, arranhando-o. Tony percorreu com a boca o caminho entre os seios dela, ajoelhou-se, beijou seu ventre, livrou-a do jeans, junto com a calcinha, afastou as pernas dela. —Não, você na...— não pode terminar, quando sentiu a boca dele contra a sua intimidade, a língua dele correndo o seu sexo. Apoio-se contra a parede, manteve uma perna firme ao chão, enquanto a outra foi puxada sobre o ombro dele, deixando-a mais exposta. Pepper segurava firme nos cabelos de Tony, mas ele não interrompia com aquela invasão.

Pepper não tinha controle sobre seu corpo ou suas palavras. Senti-lo tomando-a com tamanha devoção depois de tanto tempo de privação era o que ela a precisava, a liberação de toda a tensão era quase insuportável. Uma combinação devastadora, viciante, havia certa reverência no ato, como se para ele, extrair prazer dela fosse essencial. Ritmadamente, Tony estimulava o ponto mais sensível dela com a ponta da língua. Sentiu o corpo contrair, chegava ao seu limite, gemeu alto, entregou-se ao deleite, suas pernas fraquejaram, ele a segurou e percorreu o caminho de beijos de volta até ter seu olhar na altura do dela novamente.

Estavam longe de acabar, Tony pegou-a nos braços, por instinto, Pepper envolveu as pernas ao redor dele, ele segurou o traseiro dela e, com um movimento preciso colocava-se dentro dela. Com cuidado, tomava conta de seu corpo, centímetro por centímetro, até ser acolhido por inteiro.

—Minha.— disse com adoração —Eu nem posso acreditar.

—Sempre.— ela o beijou —Para sempre.

Tony movia-se com investidas lentas, cautelosas. As mãos dela explorando os músculos das costas, por vezes arranhando-o, o fizeram mover-se mais rápido, implacável, acelerando mais as suas respirações.

Respiração descompassada, gemidos, a água morna do chuveiro, o som do corpo dele de encontro ao dela, das costas dela chocando-se contra a parede, era uma sinfonia alucinante. Pepper olhou para ele, e então para baixo, pode ver a luz do reator refletida em sua pele, sempre gostou de se ver assim, pareciam ser um só, fechou os olhos e só pensou no sentimento que havia entre eles.

—Abra os olhos.— ele pediu e ela o fez, seus olhares presos um no outro, azul no castanho, o desejo dele era frenético, mexendo os quadris com agilidade, Tony chegou ao orgasmo chamando por ela, trazendo-a consigo. Ela o beijou com reverência. Permaneceram atrelados, encostados a parede, retomavam o controle de suas respirações.

—Meu...

Ele encostou a sua testa na dela, e a beijou castamente interrompendo-a —Deve ser pecado falar de Deus depois de uma sessão de luxúria dessas.

—Eu estava falando de você.— roçou seu nariz ao dele —Meu.

—Irrevogavelmente.— ele afirmou, ela sorriu.

—Nunca pensei que entrar no banho de roupa seria tão bom. Agora me põe no chão, que nós já gastamos água demais.— Tony fez o que ela pediu, Pepper não demorou a sair do banho. Vestiu um roupão que estava pendurado, Tony desligou o chuveiro e fez o mesmo. Na suíte, Pepper corria o olhar por cada canto.

—O que foi?

—É estranho estar aqui...na sua casa...no seu quarto.

—Não há nada estranho, nossa casa, nosso quarto.— afirma, e envolve os braços na cintura dela e a beija na testa.

—Estou com fome. O restaurante no qual você pediu o jantar mandou só duas porções ou mais?— perguntou ao se desvencilhar dele.

—Que restaurante? Eu fiz o jantar.

—Ah, meu amor, acha mesmo que eu acreditei, só porque você sujou algumas louças? Ninguém faz nada tão elaborado em tão pouco tempo.— sorriu caminhando para fora do quarto.

—Admito, você me pegou.— confessou indo no encalço dela.

—Eu acredito que você tenha aprendido a cozinhar, mas não no nível apresentado, talvez um macarrão.— ela disse ao chegarem ao andar de baixo. —Fico me perguntando o que mais você tramou?

—Tinha uma última cartada.— a segurou e começou a dançar com ela —Jarvis, aquela música que combinamos.— imediatamenteThe Scientistdo Coldplay ressoa pela sala.

—Você joga baixíssimo, Sr Stark.— disse enquanto era guiada por ele numa dança lenta —Essa banda nem faz o seu estilo.

—Mas eu sei que você gosta, e essa letra é perfeita.— ele disse —Pep, alguma vez nesses meses longe, você me odiou por ter te mandado embora?— perguntou.

—Nem um dia, seria tão mais fácil te esquecer se eu conseguisse te odiar— respondeu —Quantas vidas você tem?— ela perguntou.

—Por quê?

—Eu tentei matar você mil vezes ao suprimir o que eu sinto, mas você nunca morreu em mim.— encostou a cabeça ao ombro dele.

—Não sei quantas vidas eu tenho, mas pretendo viver bastante.— ele sorriu contra o cabelo dela. —Casa comigo?

—O quê?!— ela deu um passo longe dele.

—Casa co...

—Tony...— ela o interrompeu —Vamos devagar, tá? Isso não é um não, mas ainda é cedo. E um pedido desses não pode ser feito assim, por impulso.

—Me desculpa, foi precipitado. Vamos estabilizar as nossas vidas primeiro.— mostrou-se sensato.

—Não precisa pedir desculpas, e não precisava fazer um pedido desses pra que eu acreditasse em você.— ela o beijou —Não me caso com ninguém que não seja você.


Depois de comerem, Pepper deu um jeito em suas roupas jogadas pelo banheiro, agora estavam na cama conversando, Tony deitado apoiando a cabeça sobre o travesseiro, e Pepper aconchegada ao peito dele. A iluminação é baixa, e ela baila com os dedos entre o feixe de luz do reator como sempre fazia.





—Saudades disso.— ela murmura —Ter você assim, acordado. Tive vontade de te bater lá na oficina, sabia? Sugerir que fossemos amigos? Jamais daria certo, depois que nós...você sabe, por tantas vezes.







—Por quê? Sempre nos demos tão bem, a nossa afinidade vai além do sexo, Pep.





—Eu prefiro a gente como casal.


—Isso sem dúvida. E, com certeza você não conseguiria ficar perto de mim sem querer me ver nu.— ele se gabou.

—Olha quem fala? Você me despe com os olhos.— ela disse.

—E tem outra razão.— ele diz —Sente-se.— ele senta e ela faz o mesmo, ficando de frente para ela com as suas pernas entrelaçadas, estão próximos, nariz com nariz. Tony baixa um pouco o roupão de Pepper na altura dos ombros, abre o próprio roupão. —Vê isso?— ele olha para baixo —Eu refletindo em você, aqui.— a toca entre os seios —É como se você fosse uma continuação minha, eu não sei onde começo e você termina. Desde a nossa primeira vez eu vi que era você, sempre foi você.— Ouvir isso dele a faz enxergar todos os últimos meses, com ele e sem ele, passaram por muita coisa e agora estavam juntos, lágrimas brotam em seus olhos e ela não as represa. —Porque você está chorando agora?— a voz dele é preocupada, afetuosa.

—Eu te amo tanto.— ela responde.

—Eu também amo você, meu amor, muito.— ele a abraça. Ficam abraçados por muito tempo —Ah, Srta Potts o que eu faria sem você?

—Não sei.— ela responde. Ele a puxa mais para junto de seu corpo, trazendo-a para seu colo, os braços dela estão em volta do pescoço dele, as pernas ao redor do seu tronco, as mãos dele estão firmes na cintura dela, ela o beija. Um beijo profundo e apaixonado, quase uma súplica —Não me deixe nunca mais.— ela pede.

Ele não responde de imediato, retribui o beijo com reverência, quando ela se da conta, está com as costas sobre o colchão, o corpo dele sobre o seu —Estou preso a você, não vê? Nunca foi a minha intenção deixá-la.— ele afirma, não demora estão perdidos um no outro.

Notas finais
Acho que se eu montar um ranking com 5 capítulos favoritos esse com certeza estará entre eles.

Não queiram me matar pela Pep não ter aceitado o pedido do Tony, não era o capítulo pra isso.

Eita, faltam só 2 agora. Semana que vem a gente começa o capítulo em Malibu e termina em Nova York.

Té mais
Beijos ;)