De Ontem Em Diante
17 Eu tento dizer adeus, mas...
Notas iniciais
Então, sempre que eu termino um capítulo já tenho outro na cabeça e tals, mas é difícil formular as ideias durante a semana, sentar e escrever.Porém, fiquei à toa esse fim de semana e, ao ouvir uma música que eu não ouvia há anos, o capítulo fluiu de uma maneira louca. Podia segurar até quinta, afinal, nem respondi aos reviews do capítulo anterior, e não sei se vou conseguir formular um novo capítulo até lá, semana corrida, mais curta e tals, vem carnaval aí, né?
Essa é a música que me fez escrever http://www.youtube.com/watch?v=WEQ0l_m3Xm0
Alerta mimimi para a segunda parte do capítulo. E mesmo assim é um dos meus favoritos. (desculpem qq erro ortográfico e/ou de concordância)
Ah...obrigada IronManLover pela recomendação. Meu Deus, tô me achando. Hahahaha.
Tony nunca gostou de hospitais. Talvez fosse por causa do cheiro, das cores frias e sem vida. Apenas não gostava, não sabia por que, era uma fobia sem explicação aparente. Quem é que gosta de hospitais? Contudo não podia pensar nisso agora, Pepper estava no hospital e ele zelaria o sono dela enquanto fosse preciso.
A pancada contra o vidro do carro rendeu-lhe um galo do lado direto da cabeça, o impacto fez com que ela perdesse os sentidos e ao acordar já na ambulância teve um pequeno ataque de pânico e precisou ser sedada. Por isso, agora dormia profundamente. Tony comunicou Rhodes sobre o atentado e as suas suspeitas, Lauren, a amiga de Pepper, também estava a caminho, ela ligou inúmeras vezes no celular de Pepper até que Tony atendeu.
_Me explica direito essa história?_ disse Rhodes que conversava com Tony do lado de fora do quarto.
_Não há o que explicar, fomos vítimas de uma emboscada. Isso foi coisa do Hammer._ Tony disse visivelmente perturbado.
_Tony não seja paranoico, eu passei o dia na base aérea numa reunião que acabou há pouco, Hammer esteve lá o tempo todo.
_Rhodey você é burro ou é só ingênuo?_ perguntou exaltado _É claro que não seria ele a dirigir o carro, algum capanga, com certeza.
_Acalme-se, Tony, eu só acho que você tem que ser prudente, você não pode sair por aí acusando, Hammer tem álibi.
_Pior, você é o álibi. Ele fez isso de caso pensado. Eu não posso nem imaginar o que teria acontecido se ela estivesse sozinha.
_Você reparou no modelo do carro, na placa?_ Rhodes perguntou.
_Era um carro esportivo, comum, há vários modelos parecidos, não tinha placa, era todo preto. Mas o motor...
_O que tem o motor?
_Alguém mexeu no motor daquele carro, soava diferente, as rotações não eram normais.
_Eu não entendo nada de mecânica, mas se você está dizendo._ disse Rhodes _Mas, hein, qual é o interesse do Hammer na Pepper?
_Não é ela, Rhodey, sou eu e o que ela significa para mim. Aquele cretino vai machucá-la para me atingir, é por isso que eu tenho que deixá-la.
_E deixá-la vai fazer com que você se preocupe menos?_ Rhodes questionou _Agora você quem é o ingênuo. Separados vocês são vulneráveis.
_Separados..._ ele baixou os olhos, pela a primeira vez que ele realmente pensava nessa condição e era difícil aceitar _Longe de mim, ela estará segura, ela vai sair da cidade.
_Por quanto tempo?
_Algumas semanas.
_E você acredita que em algumas semanas tudo irá se resolver?_ Rhodes perguntou.
_Eu não sei, eu só...eu não sei.
Nesse momento Lauren chegou e os cumprimentou interrompendo a conversa.
_O que houve?_ ela quis saber _Eu tinha marcado de me encontrar com ela, no apartamento dela, por isso eu liguei.
_Nós sofremos um acidente, mas nada grave, ela só está em observação._ Tony e Lauren olharam para Pepper através da janela panorâmica do quarto _Mas, encontro, eu não sabia, acho que nem ela se lembrava, nós tínhamos outros planos._ disse Tony.
_Virginia anda terrível ultimamente, ela tem me dado vários bolos._ disse Lauren.
_Não consigo acostumar em ouvir as pessoas a chamando de Virginia._ disse Tony.
_Eu só consigo quando estou brava com ela._ disse Lauren.
_Mas o que ela iria fazer no apartamento?_ Tony assuntou.
_Acho que a conversa de você dois vai longe_ Rhodes interrompeu _Eu vou até a cantina tomar um café. Vocês querem algo?
_Não_ respondeu Tony.
_Ah, eu quero. Você poderia me trazer um chocolate?_ perguntou Lauren.
_Chocolate quente?
_Não, aqueles em barra, sabe? Daquelas máquinas de doces.
_Ah, sim._ disse Rhodes.
_Obrigada, capitão._disse Lauren e voltou-se para Tony sem que Rhodes pudesse corrigir a sua patente. Rhodes deixou-os.
_O que vocês iam fazer no apartamento dela?_ Tony retomou a conversa.
_Nós nos encontramos lá às vezes._ ela deu de ombros.
_Pra quê?_ Tony perguntou cismado.
_Nós namoramos escondidas_ ela ironizou _Como pra quê? Para conversarmos, papo de garotas, nada com que você deva se preocupar._ Lauren sorriu e deu-lhe uma piscadela.
_Não me preocupo, ela jamais me trocaria por você._ ele entrou na onda dela.
_Eu não teria tanta certeza, Sr Stark. Tenho lá os meus encantos._ ela disse e pela primeira vez depois do susto que passou Tony se permitiu rir, e então entendeu porque Pepper gosta tanto da amiga.
_Você é bastante convencida, Srta Graham.
_Pepper diz que eu sou uma versão feminina sua._ ela sorriu.
_Ela me disse isso uma vez também._ disse ele.
_Ah, vocês falam de mim?_ ela mostrou curiosidade.
_Porque a surpresa?
_Por que quando nós estamos conversando a maioria das vezes é sobre você. É bom saber que pra você ela fala sobre mim.
_O que ela fala sobre mim?_ Tony assuntou.
_Não vou dizer, você vai contar pra ela e ela ficará furiosa comigo.
_Eu não vou contar._ ele disse.
_Não posso correr o risco. Você já a viu brava?_ ela perguntou.
_Acho que nunca realmente.
_Não queira vê-la brava.Virginia perde toda a doçura, xinga mais que um pirata numa taberna._ ela riu.
_Eu não consigo imaginá-las assim.
_Tá, admito que, na parte dos xingamentos estou exagerando, mas ela deixa de ser doce e fica ardida como pimenta, fazendo jus ao apelido que ela tem.
_Acho que você a conhece mesmo.
_São anos de amizade, dividimos apartamento por anos em Nova York. Por falar nisso_ Lauren começou a mexer na bolsa _Entregue isso para ela.
_Um chaveiro?_ perguntou confuso.
_Sim, do meu apartamento em Nova York.
_Você tem um apartamento em Nova York?
_Tenho, quer dizer, fica no Brooklyn, mas é tudo Nova York._ ela deu de ombros. _Nós moramos lá antes de ela mudar-separa Malibu. Ela me disse que passaria alguns dias em Nova York e não queria ficar em hotel.
_Entendi._ Tony disse meio atônito com a quantidade de informação e com a inquietude de Lauren.
O celular de Lauren começou a tocar e ele a prontamente atendeu conversou por algum tempo e desligou o aparelho voltando a dar atenção a Tony.
_Tony, errr, eu queria mesmo esperar a Pepper acordar, mas surgiu uma pauta e...
_Tudo bem._ ele a cortou.
_Diga a ela que eu estive aqui, e que eu vou ligar?
_Digo sim.
_Cuida dela, tá?_ ela pediu.
_Eu vou cuidar_ ele disse e Lauren ao sair de perto de Tony acabou trombando com Rhodes.
_Calma, moça._ disse Rhodes com Lauren nos braços.
_Desculpe-me_ ela disse sem graça.
_Já vai?_ perguntou Rhodes.
_Sim, e tenho pressa._ ela passou por ele.
_Ei...?_ ele chamou quando ela estava a alguns passos de distância _Seu chocolate._ ele disse e ela voltou para buscar o doce.
_Ah, sim, obrigada, capitão._ disse a bela morena de cabelos cacheados, depois beijou Rhodes no rosto e saiu.
_É coronel_ ele disse e a viu fazer sinal de desculpas de longe _Essa amiga da Pepper é bem maluca.
_Ela é legal, vocês formariam um par bacana._ disse Tony.
_Você virou mesmo um romântico, e agora quer juntar casais._ zombou Rhodes. _Tony, terei que ir agora, você se importa?_ perguntou.
_Claro que não, Rhodey, pode ir.
_Diga a Pepper que eu estive aqui, ok? E pense direito nessa história de se afastarem.
_Não há o que pensar, Rhodey, nós já decidimos.
_Vocês quem sabem_ disse Rhodes e se despediu de Tony.
Tony voltou para o interior do quarto, e sentou-se numa poltrona ao lado do leito de Pepper, ao olha-la viu que o hematoma em sua testa já estava menor, sentiu-se aliviado, ela só precisava acordar. Depois de quase uma hora ela deu os primeiros sinais de despertar.
_Tony?_ ela chamou assustada.
_Shhh, estou aqui, Pep._ ele segurou na mão dela.
_Onde eu estou?_ perguntou com voz baixa.
_Numa clínica, nós batemos o carro, lembra?_ perguntou preocupado.
_Hum-rum, minha cabeça dói._ ela disse levando a mão livre a cabeça.
_Eu vou avisar a médica que você acordou, ela vai poder te dar um remédio para dor_ ele disse e apertou um botão ao lado da cama e não demorou para que a Dra entrasse no quarto.
A Dra Lisa Edelstein era uma bela mulher de uns 40 anos, pele clara, cabelos castanhos e ondulados, e olhos verdes. Vestia um jaleco branco sobre uma saia preta e justa na altura dos joelhos e uma camisa branca.
_Como você está, Srta Potts?_ perguntou a médica de voz rouca.
_Bem, eu acho, com um pouco de dor de cabeça e com fome._ respondeu Pepper.
_Dor de cabeça é normal depois de um trauma, e fome é um bom sinal. Seu quadro não foi grave, mas nós precisávamos monitorá-la, as horas seguintes depois de um acidente como o seu requerem cuidado._ explicou a Dra _Eu vou buscar outra dose de analgésico e preencher o seu prontuário de liberação._ Tony e Pepper suspiraram aliviados.
_Ela está bem mesmo?_ Tony questionou.
_Está, Sr Stark_ a Dra riu _Esse seu namorado é o sujeito mais preocupado que eu já vi.
_Ele é um amor_ disse Pepper _Meu amor_ ela sussurrou para ele.
_O engraçado é que... deixa pra lá._ disse a Dra.
_O que é engraçado?_ Tony mostrou-se curioso.
_Não... nada... é que..._ a Dra ficou sem graça _Eu sempre li sobre você e, tudo o que eu achava que sabia não parece em nada com o que eu vi._ ela disse _Bem, acho que eu falei demais, vou buscar o remédio e assinar a sua liberação.
A Dra deixava o quarto quando Tony a chamou _Ela poderá viajar amanhã? É que nós tínhamos planos._ disse ele.
_Pode sim, mas essa noite ela deve ficar em repouso._ disse a Dra antes de deixar o quarto.
_Rhodes e sua amiga estiveram aqui, Lauren disse que você havia marcado com ela no seu apartamento._ disse cismado.
_Tinha mesmo_ ela torceu o nariz.
_Você estaria em quantos lugares essa noite, só por curiosidade?
_Eu tinha me esquecido da Lauren._ ela respondeu.
_Ela deixou as chaves do apartamento.
_Eu vou ter que devolver.
_Por quê?_ perguntou intrigado.
_Eu não vou mais._ ela disse sentando-se na cama.
_Claro que vai, mais do que nunca você tem que ir. E, a principio eu não gostei dessa ideia de você ficar no apartamento, mas é até melhor você não ter registro em hotel._ ela revirou os olhos.
_Mas Tony, e você?
_Eu sei me cuidar, Pep._ ela respondeu _Mas pra isso eu preciso saber que você está segura.
_Você está bravo porque pediu que eu me acalmasse e eu fiquei histérica, não foi?_ ela perguntou. _Eu sei que o meu desespero não ajuda, eu sei, eu vou tentar me controlar, eu não quero ir, Tony._ ela disse exaltada.
_Pepper, o que você acabou de falar não faz o menor sentido. Eu também me desesperei, você não tem ideia do que eu senti quanto te vi desacordada. Eu não posso perder você, não posso deixar que você...
_Eu não vou morrer_ ela o cortou.
_Nem diga uma coisa dessas._ ele baixou o olhar.
_Eu não vou. Você não vai se livrar de mim, até porque, se eu sair de cena aparecerão várias mulheres. E, agora que você está todo romântico, é capaz de se apaixonar pela primeira que aparecer.
_Para de dizer bobagens, Pepper.
_Não é bobagem, eu vou viver por muito tempo só por maldade._ ela disse.
A Dra Edelstein voltou ao quarto, medicou Pepper e deu-lhe alta. _Pode trocar de roupa e ir para casa, Srta Potts, mas lembre-se, essa noite repouso absoluto._ Tony e Pepper assentiram.
(...)
A manhã de sábado estava ensolarada como a maioria das manhãs em Malibu. Tony queria ficar na cama ao lado de Pepper, mas já não tinha mais sono, já passava da hora de levantar, mesmo sabendo que ela ainda dormiria por muito tempo. Deu-lhe um beijo nos cabelos e a deixou em seu sono profundo, tomou um banho e desceu para a oficina. Passava do meio dia, Pepper já dormia a mais de 12h e então ela enfim abriu os olhos. Levantou-se da cama e seguiu para o banho.
Na oficina Tony avaliava os estragos em seu carro. _Sr, a Srta Potts despertou há alguns minutos._ disse Jarvis.
_Obrigado, Jarvis._ Tony disse e subiu.
Ao ouvir o barulho do chuveiro ele achou que não havia nada demais em entrar no banheiro._Achei que você não fosse acordar hoje._ ele disse encostando-se na pia.
_Estava com pressa para que eu acordasse. Isso tudo é vontade de me ver pelas costas?_ perguntou rispidamente.
_Você sabe que não é isso._ ele respondeu. _Você está sendo injusta.
_Como você adivinhou que eu havia acordado?
_Pedi ao Jarvis que monitorasse você.
_Hum, então, você já viu que eu acordei e estou bem, pode sair, não precisa ficar vigiando o meu banho._ ela disse friamente.
_Eu não estou vigiando, não dá pra ver nada, olha a quantidade de vapor aqui dentro. Eu só queria conver...
_Não interessa, Tony. Sai, por favor?
_Você está insuportável._ ele disse batendo com a palma da mão contra o vidro do box _Não vai adiantar nada esse mau humor.
_Não estou de mau humor_ ela disse mesmo o contrário estando evidente.
_Você só vai conseguir que briguemos antes de você viajar, é isso o que você quer?_ ele perguntou e, quando ela não respondeu, ele deixou o banheiro.
Após alguns minutos, Pepper saiu de banho e vestiu-se casualmente, ainda tinha que se preocupar com a arrumação das malas. Tirou várias roupas do closet e colocou-as sobre a cama. Roupas para vários climas e ocasiões. Tony voltava ao quarto na tentativa de conversar com ela, mas, parou na porta. Ficou a observando, claro que ela não estava contente, nem ele estava. Ele só queria que ela entendesse.
_Pepper?_ ele chamou e ela voltou a atenção para ele.
_Tem umas malas no quarto de hóspedes, pega pra mim, por favor?_ ela pediu antes que ele pudesse falar qualquer coisa.
Tony voltou com as malas _Eu vou pedir o almoço, você quer escolher?_ ele perguntou e ela deu de ombros. _Pepper a gente precisa conversar.
_Não posso, estou ocupada agora._ ela disse com os olhos presos nas roupas sobre a cama.
_Mas nós vamos conversar, e vai ser agora._ disse num tom autoritário a pegando-a pela mão, sentando-se na cama fazendo-a sentar também. _Eu não sei por que você está agindo assim, Pep. Foi você quem sugeriu isso._ ele disse.
_Mas eu não pensei..._ ela deixou a frase morrer no ar.
_Não pensou no quê?_ ele perguntou.
_No que isso significa, você aqui e eu lá, na verdade, não achei que fossemos precisar chegar a esse ponto.
_Você está agindo como se a nossa relação estivesse acabando. Qual é o seu medo?_ perguntou _Você acha que saindo daqui hoje eu trarei outra mulher para cá amanhã?_ pareceu ofendido.
_Não é isso..._ela engoliu em seco, tentando conter as lágrimas que já represavam em seus olhos _Eu só...
_Nós estamos juntos. JUNTOS_ ele enfatizou _Você me tem nas mãos, Pepper, você ainda não se deu conta disso, mesmo depois desse tempo todo?
_Ah, Tony_ ela chorou sem conseguir formular uma resposta, mas sabia que precisava dizer algo _Eu não quero que você esteja nas minhas mãos, eu nunca quis, eu queria que você me amasse...
_Eu amo...
_Eu quero você ao meu lado._ ela disse.
_Vem aqui?_ ele bateu nas pernas pedindo que ela sentasse em seu colo _Vai ser difícil, mas é necessário._ disse afagando o rosto dela e então a beijou _Para de chorar_ ele murmurou contra a boca dela _Vai lavar o rosto e vamos almoçar._ ela se levantou e seguiu para o banheiro.
Por volta das 4h da tarde, eles já haviam almoçado, as malas dela já estavam prontas. Dois carros deixaram a mansão, o carro com Happy na direção saiu primeiro, se alguém tivesse que ser seguido, que fosse ele. Minutos depois Tony saiu com Pepper em direção ao hangar onde ficava o jatinho de Tony. Pepper continuava triste e quieta. Chegaram ao aeroporto e as malas dele foram embarcadas. Tony parou o carro a alguns metros da aeronave.
_Isso é temporário, tá?_ ele disse ao pegar a mão dela para que descesse do veículo. _Não faz essa cara, não fica assim, você está tão linda com essa roupa._ ele tentou animá-la. Pepper usava um jeans clássico, uma blusa vermelha com bolinhas brancas, presa ao pescoço com um laço, e uma jaqueta feminina preta de couro. _Usando sapatilhas_ ele sorriu _Quase não a vejo sem seus saltos._ ele a agarrou pela cintura. _Pep, são só três semanas, eu vou visitar você._ ele disse.
Não fosse toda a história com Hammer, Pepper poderia ir e vir de Nova York a hora em que quisesse, a viagem durava apenas alguns minutos. Talvez por isso ela estivesse tão triste, mesmo sendo a própria a ter sugerido que ficasse em Nova York por três semanas.
_Eu estou sentindo que, quando eu voltar vai ser tudo diferente._ ela disse cabisbaixa.
_Claro que vai, estará tudo resolvido, e nós seremos apenas nós de novo._ ele mostrou confiança.
_Não, Tony, não vai, eu sei...eu sinto que não vai._ e então ela chorou de novo, Tony abraçou-a.
_Não chora, Pepper, você me destrói assim._ ele disse com a voz calma enquanto afagava os cabelos dela.
_Eu nunca entrei nesse avião sem você, e a única vez que você voou sem mim você demorou três meses pra voltar._ ela soluçava no ombro dele.
_Eu entrei uma vez aí sem você. Lembra? Lembra-se do nosso começo de relacionamento?_ ele se afastou para fitá-la, seus olhos apesar de marejados estavam mais azuis do que nunca _Eu fui até Nova York atrás de você, quando eu me dei conta de que você tinha que ser minha._ ele colocou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha.
Pepper viu a tristeza nos olhos castanhos dele e suspirou pesadamente tentando conter as lágrimas que teimavam em cair. Angústia, medo, insegurança, esses e outros sentimentos tomavam conta dela agora. Não importava o que Tony dissesse, ir embora transformaria para o bem ou para o mal, tudo o que eles construíram.
_Você precisa ir agora._ ele disse _Está ficando tarde, o clima em Nova York é diferente daqui, pode ser complicado pousar._ mostrou-se preocupado _Me liga quando chegar._ Pepper aquiesceu.
Tony beijou a testa de Pepper, depois percorreu o caminho feito pelas lágrimas, beijou-a na bochecha e por fim juntou os seus lábios com os dela, num beijo calmo, suave, agridoce, por causa do gosto das lágrimas. Afastou-se segurando o rosto dela entre as mãos, enxugou uma lágrima com o polegar. _Chega de chorar._ ele disse aproximando-se outra vez.
Ele mordiscou o lábio inferior dela algumas vezes e a beijou novamente. Pepper levou uma mão aos fios de cabelos castanhos de Tony, segurando-os entre os dedos. Sentindo os lábios dele sobre os seus cada vez mais quentes, aprofundando o beijo. Estava tudo ali, palpável. A força dele, a paixão dela, o desejo dele, o amor dela. As mãos de Tony percorriam as costas dela. Quando o ar tornou-se necessário afastaram-se, arfantes. Abraçaram-se e, com o rosto afundado na curva do pescoço um do outro, desfrutavam do perfume que ficariam por dias sem sentir, enquanto retomavam o controle de suas respirações.
Ela se afastou dele e, sem dizer mais nada, caminhou para o avião. Tudo que precisavam dizer foi dito antes, e há alguns minutos através do beijo intenso. Antes da porta do avião fechar atrás de si, Pepper olhou para trás e viu Tony colocar os óculos escuros e se apoiar em seu carro. Separar-se doía nele tanto quanto nela.
Notas finais
Prometo que no próximo ninguém vai sofrer, eu acho.
Beijos ;)
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