De Ontem Em Diante

20 Convite inesperado


Notas iniciais
Na quarta, olha. Explico.

Esse capítulo estava ficando enorme, então decidi dividi-lo, porém, segunda parte não terá o mesmo nome, por motivos de: não gosto disso.

Acabei de revisar, se ainda houver algum erro ortográfico me desculpem.

A segunda parte pode ser postada até domingo, mas isso não é uma promessa. Ok?

Estava esquecendo: Obrigada pela recomendação, Gaby.

Caraca, N9ve recomendações, nunca imaginei chegar a tanto =)

Tony havia chegado à Nova York na quarta-feira à noite, era domingo de manhã e ele ainda estava lá. Pepper já não podia mais reclamar de abandono ou falta de atenção, nos últimos dias ele tinha se dedicado exclusivamente a ela.

Pepper acordou e saiu da cama deixando Tony ainda em sono profundo, seguiu para a cozinha a fim de preparar o café. A luz da janela da sala iluminava a cozinha, fazia sol naquela manhã de domingo, há dias não fazia calor em Nova York, nem parecia verão. Fez tanto frio na noite anterior que Pepper dormira de suéter, o mesmo que ainda vestia. Um suéter com listras horizontais pretas e azuis, terminando caprichosamente na altura das coxas. Ela colocou a cafeteira para processar e voltou ao quarto e, novamente, enfiou-se sob as cobertas junto a Tony. Colocou-se sobre ele, repousando as pernas posicionas de cada lado do seu corpo sobre o colchão. Passou a provocá-lo com beijos no pescoço.

—O que significa isso?— ele perguntou ao acordar.

—Serviço de despertador.— ela sorriu contra o pescoço dele.

—E que horas são?

—Passa das 10h.— ela respondeu —Mas sabe do melhor, sabe o que o que tem lá fora?

—Acho que eu não estou muito interessado em saber.— ele respondeu e tentou levantar de encontro aos lábios rosados dela, porém ela esquivou-se —O que tem lá fora?— resolveu perguntar.

—Sol.— ela respondeu —Sabe há quantos dias não faz sol?

—Aqui também tem sol.— ele respondeu referindo-se a ela.

—Vamos, Tony, levanta, a gente tem que fazer algo hoje.— ela disse saindo da cama.

—Mas...nós saímos todos os dias.

—Eu sei, mas eram dias nublados, acho que eu não via um dia tão bonito desde Malibu.— ela caminhou até a janela e abriu as cortinas. —Olha isso!— exclamou em frente à janela, uma claridade intensa iluminou o quarto.

—É...lindo, fantástico.— disse com malícia, e então ela reparou que eles não se referiam a mesma coisa.

—Tony!— ele o repreendeu puxando o suéter para baixo, tentando cobrir-se como podia.

—O que você quer fazer hoje, Pep?— ele perguntou sentando-se e pegando um travesseiro para se encostar a cabeceira da cama.

—Quero almoçar num daqueles restaurantes do Central Park.— ela sorriu.

—Ontem nós fomos a Broadway, hoje Central Park, não sei se você se lembra, mas nós não estamos de férias. Eu não posso ser reconhecido, o Hammer não pode sonhar que você está aqui.— ele disse.

—Acho que há mais paparazzi em Los Angeles do que em Nova York. E você nem é tão famoso, ninguém te reconheceu até agora.— disse provocando a vaidade dele.

—Também, nos sentamos nos lugares mais escondidos.— ele justificou.

—Acho que fora de Malibu você é só mais um anônimo.— ela o alfinetou.

—Por falar em Malibu, volto para lá depois do almoço.— ele disse,

—Não, fica.— ela pediu manhosa ajoelhando-se sobre a cama.

—Pep, eu preciso voltar, tem as missões e...

—Você não é o único responsável pelo mundo, cadê a tal legião de heróis que recusou você?— ela perguntou fazendo-o rir. —Mande-os salvar o mundo.

—É Iniciativa Vingadores.— ele ainda ria dela. —E não são só as missões, tem a nossa situação, eu preciso tirar o Hammer do nosso caminho. Além do mais, era para eu ter ido ontem, mas você não deixou.

—Nem precisei usar de força bruta para te fazer ficar.— ela se aproximou mais dele.

—Você pode ser bastante persuasiva sem brutalidade.— ele disse acariciando as pernas dela. Pepper voltou a provocá-lo com pequenas mordidas no lábio inferior —Só que hoje não vai funcionar— ele disse frustrando-a e mostrando um autocontrole incrível —Vamos tomar café, você me ajuda a arrumar as minhas coisas?— ele perguntou.

—Ajudo.— ela respondeu.

—Depois nós saímos e, quando voltarmos no fim da tarde, eu vou embora.— Ele se levantou da cama e seguia para o banheiro quando parou na porta —Sabe uma coisa que não sai da minha cabeça desde quando acordei aqui na quinta-feira?

—O que?— ela mostrou curiosidade.

—Você morou aqui com duas amigas, mas só tem dois quartos.— ele respondeu.

—Por ser a dona do apartamento, Lauren tinha o quarto dela e eu dividia o outro com a Sarah.

—Hum— ele murmurou.

—A Lauren tinha quarto separado porque ela também sempre foi a mais ativa de nós três, se é que você me entende.—ela disse, Tony franziu o cenho. —O que foi?— ela perguntou.

—Estou pensando no quão ativa eu sei que você pode ser.— ele respondeu.

—Eu era bastante devagar na universidade.— tentou amenizar.

—E ainda assim arrumou um noivo.— ele disse enciumado.

—Acho que a gente devia mudar o rumo dessa conversa, vai tomar o seu banho enquanto eu vou terminar o café.— Tony aquiesceu e entrou de vez no banheiro. Pepper seguiu para a cozinha.

Tony demorou no banho e Pepper não esperou por ele para tomar o café, quando ele apareceu na cozinha já parecia pronto para sair. Trajava um jeans de lavagem clássica, camisa social branca dobrada até a altura dos cotovelos e tênis.

—Você está...

—Bonito, eu sei.— ele a cortou. —Você nem me esperou para tomar café.

—Você sabe que é lindo, mas eu ia dizer diferente e, juro que tentei te esperar, mas você demorou demais, agora toma o seu café sozinho enquanto eu vou para o banho.— ela disse ao passar por ele e dar-lhe um beijo na bochecha.

Pepper tomou banhou-se tranquila e calmamente, ao sair, escolheu um vestido verde, seu corte lembrava uma camisa masculina, terminava um pouco acima dos joelhos, um fino cinto de couro adornava a peça e marcava a cintura. Arrumou os cabelos, prendendo a metade dos fios, fez uma maquiagem simples, e calçou sapatilhas pretas.

—Estou pronta, Sr Stark.— ela disse ao encontrá-lo esperando por ela sentando ao sofá.

—O Morrison mora aqui e Nova York, não mora?— ele perguntou sem que ela entendesse o motivo.

—Por que isso agora, Tony?

—Eu estava pensando enquanto você se arrumava. Você não encontrou com ele, assim, por acaso?— a pergunta dele a fez revirar os olhos.

—Ele mora sim, e não, eu não encontrei com ele.

—Você me diria se encontrasse?

—Tony, essa conversa não tem sentido, esse ciúme não faz sentido.

—Se você encontrar com ele, você vai me contar?— ele insistiu.

—Eu vou contar, mas, se eu o encontrar não vai significar nada. Ele será só mais uma das pessoas com quem eu esbarro todos os dias.— ela respondeu —Por que você tocou nesse assunto?— ela sentou-se ao lado dele.

—Não sei, eu só...fiquei pensando nessa possibilidade.— ele respondeu.

—Se você for ficar pensando bobagens enquanto eu estou ausente, eu serei obrigada a largar tudo aqui e voltar para a Califórnia com você. É isso o que você quer?— perguntou segurando o rosto dele.

—É isso o que eu quero, mas primeiro, tenho que garantir a sua segurança, então pode ficar aqui.— ele respondeu.

—Então, chega de insegurança e vamos sair por que eu tenho só mais algumas horas com você. Ok.— ela disse levantando-se do sofá.

—Eu não sou inseguro.— ele disse colocando-se de pé.

—Não estava me referindo a você, meu amor, estava falando de mim.— ela ironizou.

—Sarcasmo não faz o seu gênero, Srta Potts.

—Não mesmo, mas faz o seu, Sr Stark.— ela disse enquanto caminhavam até a porta.

—Acho que nós somos mais parecidos do que podíamos imaginar.— ele disse puxando-a contra seu corpo, segurado-a pela cintura com apenas um dos braços usou a mão livre para afastar os cabelos de Pepper e ter acesso à pele clara e delicada do pescoço.

—Tony.— ela sussurrou ao sentir a barba arranhar a sua pele. Tony a virou abruptamente, seus olhares se encontram. —Não é hora para isso.— ela disse e desvencilhou-se dos braços dele. Abriu a porta e então saíram.

O casal deixou o modesto apartamento no Brooklyn e seguiu para Manhattan, deixando a insegurança e levando apenas a vontade de aproveitar o dia juntos. Dia esse que passou depressa e quando se deram conta, estavam mais uma vez se despedindo e, dessa vez, sem todo o drama da primeira. Ela sabia que, teria só mais uma semana longe dele.

—Eu volto no final de semana.— ele disse a ela.

—Você não vai precisar voltar, eu vou.— ela disse.

—Eu acho que você devia esperar mais um pouco, até eu dar um sinal verde e...

— Não tem isso de esperar— ela o cortou enquanto balançava a cabeça em negação —O nosso acordo era de três semanas.— foi enfática.

—Eu sei disso, mas e se eu não conseguir afastar o Hammer?

—Então nós vamos enfrentá-lo juntos, eu sei que você não me quer por perto porque eu fico histérica,...

—Não é nada disso...

—Mas, se serve de consolo, eventualmente, eu terei que voltar para Nova York, o projeto ainda vai levar bastante tempo, eu só não vou mais ficar escondida.— ela respondeu. —Você vai me querer ao seu lado?

—Nada que eu disser te fará mudar de ideia, não é?— respondeu com outra pergunta.

—Você vai me querer ao seu lado?— repetiu mostrando que não mudaria de ideia.

—Vou.— ele respondeu vencido diante da firmeza dela.

—Então nós nos veremos no final de semana em Malibu.

—Em casa.— ele segurou a rosto dela entre as mãos encostando as suas testas.

—Em casa.— ela sorriu, antes de beijá-lo. O beijo que Tony retornou era impetuoso e devorador, ele levou uma das mãos à base da coluna dela, porém a forma com que ele a segurava era gentil, fazendo-a sentir-se preciosa, amada. Pepper mantinha uma mão no ombro dele e a outra em sua nuca. Separaram-se depois de algum tempo, ambos ofegantes.

—Não importa o que aconteça, por quantos obstáculos nós teremos que passar. Nunca. Nunca duvide do meu amor por você e da minha vontade de querer te proteger. Meus meios não são os mais fáceis, as minhas justificativas não são as mais aceitáveis. Mas saiba que você é a única coisa sem a qual eu não posso viver.

—Eu estava me segurando até agora, você quer me ver chorar?— ela sorriu contendo as lágrimas.

—Não. Eu não quero que você chore.— ele riu —Se cuida, tá?— ele beijou o topo da cabeça dela.

—O mesmo para você.— ela disse, Tony deu um beijo casto em Pepper e embarcou no avião. Ela o viu ir, sem chorar, pois sabia que, em breve estaria com ele.


Pepper voltou ao apartamento no fim da tarde, disposta a tomar um banho e preparar-se para a semana que começaria, afinal, seriam os últimos dias acompanhando de perto o desenvolvimento do projeto da Torre Stark. Havia ainda uma série de documentos a serem levados ao setor de arquitetura e urbanismo de Nova York, e uma série de reuniões para, enfim, implodirem o prédio antigo que daria lugar à Torre, sem impactar os prédios e obstruir as vias no perímetro.



Logo livrou-se das sapatilhas, eram sim confortáveis, mas não mais do que ter os pés no chão. Quando se preparava para se despir, ouviu a campainha e foi ver do que se tratava. Ao olhar pelo olho-mágico viu a sua amiga Lauren.



—Vocês combinaram?— Pepper perguntou ao abrir a porta. —Porque tocar a campainha de um apartamento que é seu?— perguntou enquanto abraçava a amiga.



—Esqueceu que eu deixei as chaves com você?— Lauren respondeu ao soltar a amiga, pegar a sua mala e adentrar o apartamento. —Quem combinou o que?— perguntou confusa, deixando as suas coisas sobre o sofá.



—Você e o Tony parecem ter combinado, ele saiu e você chegou.— Pepper respondeu.


—Tony esteve aqui?

—Esteve por que a surpresa?— perguntou Pepper.

—Não sei, achei que quando ele viesse vocês iriam para um hotel chiquérrimo, sei lá. Em nenhum momento imaginei que vocês fossem ficar aqui.— ela respondeu —Mas que bom que ele veio, já desconfiava, você nem me ligou para se lamentar.

—Eu não ligo para você para me lamentar...

—Então tá, vamos fingir que não.— ironizou —Vocês terem ficado aqui explica esse cheiro que está pairando no ar— disse inspirando profundamente e sentando-se ao sofá.

—Que cheiro?— Pepper perguntou sentando ao lado da amiga

—Perfume masculino e luxúria.— ele respondeu e depois gargalhou.

—Você não presta.— Pepper riu, sentindo-se corar.

—Como está o meu quarto, vocês não ficaram variando os cômodos não, né?— ela perguntou e levantou-se num susto —Vocês não fizeram nada no sofá, fizeram?

—Lauren!— Pepper jogou uma almofada contra a amiga.

—Estou brincando, é divertido te ver sem graça.

—Mas o que você faz aqui?— Pepper mostrou curiosidade —Por que não avisou que vinha?

—Estou na cidade desde a hora do almoço.— respondeu voltando a se sentar —Peguei uns dias de folga no jornal, o que não significa nada, porque se alguma pauta importante surgir com certeza meu celular irá tocar.— ela revirou os olhos. —Passei o dia com a Sarah, o Charlie e o bebê, almocei na casa deles. Matthew também apareceu.

—Saudades da Sarah, só a encontrei quando cheguei, ela nem sabe que eu ainda estou em Nova York.

—Pois é, quando ela souber já sabe o que vai acontecer. Eu não contei porque não sabia se podia, se você queria. E tinha o risco dela contar para o marido, ele contar para o amigo e o Matthew acabar aparecendo aqui.

—Seria péssimo se Matthew soubesse que eu estou aqui.— disse Pepper —Tony sente um ciúme irracional dele.

—Desde quando ciúme é racional, Pepper?

—É, não é, mas o do Tony é sem fundamento algum.

—Faz um pouco de sentido sim. Imagina você se relacionar com alguém e conhecer apenas uma pessoa com que ela já teve algo, e ser justamente um ex-noivo?

—Matthew não foi o meu único namorado, você sabe, e Tony deve imaginar isso.

—Mas foi o único com quem você se comprometeu, é o único que o Tony conheceu. E é o único que vai e volta na sua vida, para te assombrar que nem o Jason.

—Quem é Jason?— Pepper enrugou a testa.

—Aquele cara dos filmes de terror que quando a gente acha que morreu ele volta.— as duas riram com a comparação de Lauren —Acho que a gente tem muito que conversar. Melhor abrir um vinho.— Lauren foi até a cozinha.

—Acho que só tem vinho branco agora, e uísque.— disse Pepper enquanto Lauren pegava as taças.

—Uísque?

—Coisa do Tony.— respondeu Pepper.

Lauren logo voltou com a garrafa de vinho branco e as taças, colocou-as sobre a mesa de centro, depositou o líquido claro nas taças e entregou uma a Pepper. —Um brinde— disse Lauren.

—A quê?

—Não sei, mas dizem que não se deve beber acompanhado sem erguer um brinde.— respondeu Lauren.

—A nós.— Pepper sorriu.

—A nós.— Lauren tocou as taças fazendo-as tilintar —Vi o Tony semana passada num evento beneficente, fui representando o jornal.— ela disse e sorveu um gole de vinho —Eu estava chegando e ele passou por mim, se eu soubesse teria saído com ele porque foi uma chatice.

—Ele não me disse que te viu.— disse Pepper.

—Acho que ele não viu mesmo, passou por mim atordoado.

—Culpa daquela...— Pepper cerrou os dentes.

—Daquela?

—Christine Everhart, uma jornalista medíocre.— respondeu Pepper e bebeu um gole de vinho.

—Sei quem é. Sabe da vida de quase todo mundo. Era ela aquele dia na boate, né?— perguntou.

—Isso. Dorme com quase todo mundo.— Pepper disse com desprezo.

—E você tem raiva dela porque o Tony já dormiu com ela.— afirmou Lauren.

—Também, mas parece que ela não supera, sabe? Não perde a oportunidade de alfinetar a mim e ao Tony toda vez que nos vê. Parece torcer para o fracasso da nossa relação.

—Amiga, sinceramente, acho que todas as mulheres que já dormiram com o Tony torcem pelo fim da sua relação. Elas devem pensar: Por que ela e não eu?— Lauren ironizou fazendo voz sofrida. —Você deve ser uma das mulheres mais invejadas de Malibu, se não for a mais invejada.

—Que exagero.— disse Pepper.

—Exagero? Eu mesma posso apontar umas três que sonharam em se tornar a Sra Stark, Christine é uma delas. Mas todos sabem que será você.

—Essa história de que todos falam da duração da minha relação, Tony me veio com essa também.

—Sim, as pessoas falam, principalmente na imprensa. Por isso que eu não deixo ninguém saber que eu a conheço.

—Por que você nunca me disse nada?— Pepper perguntou.

—Você queria que eu chegasse para você e dissesse: Olha, coração, as pessoas acham que eu seu relacionamento não vai dar em nada— disse Lauren —Jamais diria nada que estragasse a sua felicidade. Mas ninguém acreditava que pudesse durar tanto tempo. Acho que nem você, por isso mantém seu apartamento impecável, como se estivesse sempre prestes a voltar para lá.

—Sete meses.— Pepper suspirou —Não imaginava mesmo, dei até uma surtada.

—Você pensou em terminar?— Lauren mostrou surpresa.

—Pensei.— Pepper deu outro gole no vinho —Por causa da pressão, da falta de contato, da minha insegurança, da inconstância dele. Mas agora estamos bem. Eu o amo demais para deixar a minha incerteza destruir o que temos. Mas acho pesado isso de ser a Sra Stark, e um tanto precipitado.

—Isso é só uma consequência de um relacionamento sério, não quer dizer que vai acontecer amanhã, daqui um mês ou um ano. E, te conheço o suficiente para afirmar que você já pensou nisso.— disse Lauren.

—Eu já, mas e ele?

—Eu não posso falar por ele, mas sabemos que, Tony Stark também nunca tinha pensado em se relacionar com ninguém até assumir esse romance com você.— a observação de Lauren fez Pepper suspirar pesadamente.

—Vocês que fogem de relacionamento sabem mais do que eu, vivem me surpreendendo. Primeiro o Tony, agora você.— sorriu Pepper.



(...)



Malibu



Quando Tony chegou à mansão, a noite já havia caído. Ele foi direto para a oficina, precisava falar com Jarvis, quase não leu os relatórios mandados enquanto esteve fora.


—Jarvis, está aí?— perguntou ao adentrar a oficina.


—Onde mais eu estaria, Sr?— disse em resposta.



—Até você me responde com sarcasmo agora, Jarvis? Como se não bastasse a Pepper.— Tony riu.



—Por falar na Srta Potts, Sr, acho que o meu sistema de reconhecimento de voz sente falta dela.— disse Jarvis fazendo Tony revirar os olhos.

—Você não é capaz de sentir falta de ninguém, Jarvis.— Tony respondeu ríspido, e depois se achou ridículo por deixar-se enciumar por um comentário de um sistema de AI. —Mas ela está bem, Jarvis.— controlou-se —Alguma novidade?

—As empresas Hammer começaram a produção de uma nova linha de Hammertrônics, esses serão controlados por humanos e não por comandos externos.

—Hammertrônics com piloto? As forças armadas sabem disso?— Tony surpreendeu-se.

—Sim, Sr, parece que esse era o projeto inicial. Oficiais trajando armaduras.

—Ele está dando aos oficiais o que eu não quis dar.— disse. Tony ficou por horas analisando dados e outros projetos que julgou relevantes —Nada além disso, Jarvis?— perguntou.

—Ah...sim.— respondeu Jarvis como se processasse informações —Ao meu ver, Justin Hammer possui uma propriedade há alguns metros de sua mansão. Distância de um quarteirão entre os imóveis.

—Como assim, ao seu ver, Jarvis?— Tony perguntou cismado.

—O imóvel não está registrado no nome do Sr Hammer, porém, analisando a planta do bairro, constatei que há uma ligação subterrânea entre as propriedades.

—Isso é no mínimo estranho.— Tony arqueou uma sobrancelha.

—O local está ocupado, Jarvis?

—Não, Sr, quer dizer, não posso lhe dar certeza, não há como visualizar o interior com o sistema de satélite, mas não constatei nenhum movimento suspeito desde que passei a monitorá-lo.

—Entendo, Jarvis. O Hammer deve usar o tal túnel subterrâneo para circular entre as casas. E, com certeza usa a outra mansão para negócios escusos, encontros com prostitutas, mas é bom ficarmos de olho. Dê-me o endereço.— ele disse. —Parece que avançamos, melhor descobrir isso do que nada.— pensou alto.

—Desculpe-me, Sr?

—Não é nada Jarvis. Obrigado pela ajuda.— disse animado.

—Sempre a postos, Sr.— respondeu Jarvis.

Tony deixou a oficina passou pela sala, pegou as suas malas e seguiu para o quarto, estava confiante com o que descobrira, mesmo que não significasse muito, já era algo. Não saber nada como antes, era o que o deixava aflito. Ao chegar à suíte deixou as malas no chão, foi para o banheiro livrou-se das roupas que vestia e enfiou-se sob o relaxante jato de água morna do chuveiro. Perdeu a noção do tempo que ficou no banho. Ao sair, enxugou o corpo malhado e os cabelos, vestiu apenas uma boxer preta e jogou-se sobre a cama. Trazendo o lençol na altura da cintura, colocou o braço sob a cabeça, pediu que Jarvis diminuísse as luzes, um feixe de luz saía de seu reator. Sorriu com a lembrança de Pepper dançando com os dedos pela luz azul sempre que aguardava o sono chegar. Era incrível, mas o perfume dela parecia estar impregnado nele, ou talvez fosse no travesseiro ao seu lado. Depois mais ou menos uma hora com as recordações de seu fim de semana, e ouvindo as ondas arrebentarem nas rochas no exterior da mansão, acabou caindo no sono.

Na segunda-feira Tony acordou entusiasmando, saiu da cama, foi ao banheiro e fez a sua higiene pessoal. Não demorou a seguir para o andar térreo da mansão. Ao chegar ao fim da escada deu de cara com Rhodes.

—Como você...? Ah, esquece.— disse ele.

—Jarvis me deixou entrar. Como vai Tony?

—Bem, Rhodey. E você?

—Bem também. Como está a Pepper? Recuperou-se bem do susto?

—Está ótima. Está longe e segura.

—Mas vocês ainda estão juntos, não é?

—Claro, Rhodey.— respondeu —Foi bom você aparecer, tinha mesmo que falar contigo.

—Sobre?

—Quero que você me ajude a investigar o Hammer, você tem livre acesso à empresa, monitore-o para mim.

—Nós, estamos sempre de olho, Tony. As forças armadas não deixam que ele faça o que bem quer.

—Ótimo.— disse Tony —Diga-me o que sabe.

—Não posso dizer nada, são dados sigilosos. Posso perder minha patente se algo vazar.

—Qual é, Rhodey? Nem para mim?

—Principalmente para você, Tony.


Enquanto Tony e Rhodes conversavam Hogan adentrou a mansão. —Desculpe interromper, chefe. Mas acabaram de entregar isso.— Happy entregou ao patrão canudo preto com detalhes dourados.



—Aos cuidados de Anthony Stark e Virginia Potts.— Tony leu as letras rebuscadas no objeto. Ao abri-lo tirou um convite impresso em papel envelhecido, lembrava um pergaminho.



—O que significa isso?— perguntou Rhodes.



Tony leu em voz alta:



“Você está cordialmente convidado para o baile de máscaras das Indústrias Hammer.”



Os três homens na sala se entreolharam.



—Você não vai a esse evento, não é?— questionou Rhodes.



Notas finais
Esse Hammer é muito abusado,diz aí.

Tony vai ou não?

Respostas no próximo.

Beijos.