Dc

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Oie :D Capítulo novo o/

POV Do Contra

–Então é isso Cebola — falei fechando a geladeira, trazendo uma jarra com suco de laranja gelado. — a Mônica está preocupada com essa sua fase rebelde e quer saber quando você vai voltar ao normal.

O encontrei me encarando, balancei a jarra fingindo não notar aquela encarada de "Não te convidei para entrar".

–Copo?

–Prateleira de cima à esquerda.

Fui até onde ele apontou, porém só encontrei pratos. Tive que falar o óbvio:

–Ei Cebola, não tá aqui.

–Ah, me enganei. — Vi um sorrisinho sacana nos seus lábios — Está debaixo do balcão da pia, portinha da esquerda.

E lá fui eu de novo, dessa vez encontrei panelas.

–Opss... hehe

–Que idiota. -suspirei.

–Foi mal, foi mal. Criancice da minha parte. – Se arrumou na cadeira e olhou sério para o móvel, sua voz saiu tão séria quanto o seu semblante — Abre a porta da direita.

Comida, açúcar, bolacha, trigo, arroz, macarrão... nada de copos.

Peguei a jarra e bebi nela mesmo, porém e acabei deixando escorrer um pouco do suco pela lateral da boca.
Ele me observou do início ao fim com "muito" interesse.
Sequei o líquido com a manga da blusa e coloquei o restante na mesa.

Ele pegou a jarra e fez o mesmo, babando tanto quanto eu. Mas o que me surpreendeu foi ele passar a língua entorno dos lábios para limpa-los da mesma forma como as mulheres fazem nos filmes bregas.
Que coisa gay!

Enfim, assim que ele terminou levou a jarra para a pia, pegou a esponja e começou a lavar. "Daria uma ótima esposa", ponderei em pensamento.

De costas mesmo, ele perguntou.

–Isso te incomoda?

–Do que você está falando? — respondi ao sentar à mesa. — Se está se referindo a você me olhando como um pedaço de carne: Sim, tá me incomodando pra caramba!

Falo na lata mesmo porra!

Ele deu um sorrisinho malvado. Que droga! A Mônica teria que usar uma coleção de lingeries inteira e me deixar tirar tudo com a boca para valer essa tarde.

Ele também sentou, ainda rindo da minha cara. Se jogou na cadeira e disse brincando.

–Na verdade, estava referindo ao fato da sua namorada estar preocupada comigo. Mas... — mordeu o lábio inferior, tentando me seduzir (?!). — isso também está valendo.

Que visão do inferno.
Tentei tirar aquilo da cabeça, mas puta merda como era difícil!

–Nem um pouquinho. –acabei por responder.

–Hum, sério? Que chato. -Passou a mão no cabelo, bagunçando-o mais do que já estava bagunçado -Terei que me esforçar mais.

–Como assim? — olhei meio assustado, o que essa peste tá aprontando?

Senti que ele ia responder, mas parou. Por fim disse apenas:

–Você verá.

Ficou um silêncio chato, e isso me deu fome. Levantei-me e fui atrás de um pacote de bolacha que tinha visto ao abrir "por acaso" o armário de compras.

–Você sempre vai na casa dos outros e abusadamente pega suas coisas?

–Hahuam — respondi com a boca cheia.

Ouvi o barulho dele se levantando e vindo na minha direção.

–Lembre-se: minha casa, minhas regras. — Virei-me e fui surpreendido com ele próximo, muito próximo, segurando meu queixo e de repente lambendo umas migalhas de bolacha no cantinho dos meus lábios. — e odeio desperdício.

Ele tentou se aproximar novamente, mas dei um soco na boca do seu estômago e exclamei um:

–Viado!

Ele foi para trás, com a mão segurando a barriga, e começou a gargalhar de forma delirante!

–Do Contra Do Contra, estás perdendo o jeito kkkk.

–Do que você está falando seu merda?!?

–O Toni me respondeu da mesma forma. Igualzinho! Vocês ensaiaram, foi? Kkk

Idiota, ele está insinuando que não sou original??

–Achou que ia te agarrar só para ser diferente do Toni? -ri alto–Contrariando o que você espera de mim eu não vou aceitar que você me agarre. Sou MACHO. Vê se entende!

–kkk Nanana, inventando desculpinhas? Que triste -fingiu uma cara de choro — esperava mais de você...

–Pois não espere nada de mim — Peguei ele pelo colarinho, encarando feio, e falei com bastante ênfase em seguida — Boiola.

Ele colocou a mão na minha camisa, e me puxou para mais perto.

–Oh, por favor DC. ME BATA. -fiquei tentado a ser compreensivo e atender seu pedido.

Ele, em apenas um segundo colocou uma de suas mãos por baixo da minha camisa, e a outra por cima do meu jeans tocando meu pênis.

–Ual, a Mônica fez uma troca excelente.

O joguei no chão, verme idiota!

Sai dali antes que perdesse a calma.

(#)

POV Aninha

Lembra que eu estava toda cheia das dúvidas? Então. Continuo com elas.

Por mais que eu pense, e não venho fazendo outra coisa que não sege pensar, não consigo chegar a uma conclusão.
Está mais difícil que o normal por que não tenho ninguém para me aconselhar, afinal meus conselhos geralmente veem do meu atual problema.

Bom, mas ficar parada esperando Deus aparecer numa luz dizendo o que devo fazer não rola, eu quero essa resposta o quanto antes e por isso, só por isso, fiz a besteira de entrar no campo "inimigo".

–Quer água, café, cerveja, vergonha na cara... quer dizer... suco?

–Não, obrigada.

–Vai dormir aqui?

–Posso?

–Não sei, vai largar o Xaveco?

–Não sei.

Me encarou, mãos na cintura.

–Então vai dormir com as galinhas!

Tá, foi um choque. Tudo bem os problemas que tivemos aqui e ali, mas me mandar dormir com as galinha?

–Olha aqui Denise, eu...

Me interrompeu da maneira Denise de ser.

–Pena que eu não tenho um galinheiro. — começou a rir que nem uma retardada. — Vás ter que dormir comigo mesmo kkk, pior que é quase a mesma coisa.

Tá, a piada deve ter tido graça na cabeça dela, pois a mesma não parou de rir. Tive que forçar uma mini gargalhada a acompanhando para não correr o risco de ela lembrar que tem um canil.

–Me ajuda a arrumar meu quarto, aquilo tá uma bagunça.

–Claro, claro. -Acenei com a cabeça, fomos até o quarto e pegamos as roupas de cama e colocamos um colchão no chão para mim. Fazia tempo que eu não dormia na casa de uma das meninas, percebi como sentia saudades das nossas bagunças.
Eu tinha me deixado afastar delas com essa coisa de virar adulta.

–Pensando no que?

Dei umas duas ou três piscadas. Uma Denise com a cara à dois centímetros do meu rosto apertava minhas bochechas, provocando os meus lábios a fazerem bico.

–Iem nadha. -Tentei responder, mas foi frustrante.

–Sei sei. Devia tá pensando no seu novo amorzinho né?

Me olhou de canto. Tudo bem que éramos rivais nesse sentido, mas ver minha amiga chateada foi tenso.

–Você que deixou ele andando por ai, convenhamos.

Sentei na cama, e ela deitou a cabeça no meu colo.

–Grande erro meu.

Denise afirmando que errou com essa seriedade toda? O mundo virou de cabeça para baixo enquanto estava trabalhando?

–Mas deixa para lá, to nem ai. Nem ligo para aquele pervertido mais. -levantou de supetão. -Pode ficar com ele!

–Posso mesmo?

–Pode não. — jogou sua cabeça novamente no meu colo. Eu soltei um risinho que não pude controlar, era muito cômica a situação.

–Para de rir sua bobona.

Passei a mão no cabelo dela, era visível que ela sofria tanto quanto eu.

Se apaixonar é uma merda.

(#)

POV Denise

Não esperava que ela aparecesse, mas por mais estranho que fosse, estou adorando a visita.

Conversamos um pouco sobre o trabalho dela, falei mal de umas gurias e ela escutou fingindo interesse.
Comecei um monólogo sobre como estava a minha vida, e depois ela fez o mesmo. Contei sobre o Cebola, e nesse assunto o interesse era verdadeiro.

–Sério que ele está assim?

–Juro juradinho que sim. — beijei os dedos como prova.

–Hum, sabia que logo depois que ele e a Mônica terminaram ele veio atrás de mim?

–Como assim? Conta tudo gata.

–Então, ele veio com um papinho todo de que precisava experimentar um relacionamento novo e blá blá blá. E o pior! Ele achava que por me dar "a grande chance de sair com ele" eu ia pular de alegria!

– Um retardado! A Mô acostumou ele errado com essa de esperar por ele como um príncipe encantado.

–Concordo.

–E o que você respondeu?? –Pulei na cama, toda animada. Fofoca me faz a cabeça totalmente.

–"Você não faz o meu tipo." Ele ficou com os olhos assim kk. Foi bem engraçado.

Me deu um ataque se risos kk.

–Bem feito pro Ceboiola.

Ela me olhou sem entender nadinha. Meu pai amado, por que ela não lê meu blog de vez enquanto?

–Tá rolando uns boatos...

Ela me cortou: -Que você espalhou...

–Que eu espalhei, de que o Cebola tentou agarrar o Toni.

–Ual, o que eu perdi em!

–Lê a porra do meu blog!

– Vou ler, vou ler. — falou rindo. — agora vê se acalma.

(...) Será que você já conhece o seu porto? Será que você não quer um pouco mais de tempo pra pen(...)

Tocou o dela celular, pelo toque percebi quem era, pois era o mesmo toque dele.

Ela desligou o celular.

–Devias ter atendido, vai que ele se chateia e decide ficar comigo?

–Você ia adorar, não é mesmo?

–Com toda certeza que sim.

Nós rimos.

–Ele nem me liga, — me joguei na cama — nem manda mensagem, nem fala comigo! Mas beijar ele quer!

Depois que falei ficou um silêncio tenso, pensando bem aquilo era estranho. Dizer que fiquei com o garoto que ela está ficando.

–Err, foi mal. -me desculpei.

–Tranquilo.

–Então, o que vocês estão tendo? Tão namorando? Ficando? Algo assim? -me virei na cama, a olhando.

–Complicado. Eu não sei o que a gente tá tendo. — ela se jogou na cama também.

–Então posso beija-lo?

–Nem sonhando! Kk — Eu também ri.

–Ahhh, ele tá beijando bem pra caramba. Kk

–Eu sei, muito bemm.

–Eu quero beija-lo! –fiz birra.

–Sai fora que ele é meu. — ela me bateu com o travesseiro.

–É nada! Kk — Devolvi a travesseirada'.

Ficamos paradas olhando para o teto, por fim eu deixei escapar um: -Que merda heim?

Notas finais
O toque de celular da Aninha e do Xaveco é uma música minha. A gravação tá péssima :/ Mas se quiserem ouvir tá ai o link http://www.mediafire.com/download/za044b69z0w29h9/Avenida.m4a Não esqueçam de comentar :B Beijão!