Dc

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Oi gentem, o cap ainda não estava como eu queria... Mas meu niver é dia 15 e tenho certeza que além da Facul mais e mais compromissos irão surgir e eu ia demorar para postar. Então decidi que ia deixar assim (não tá tãooo ruim, kkk então leiam :'p)

Fechei a porta que o OTÁRIO do Cascão deixou aberta quando saiu, voltei para cama e vi a Mônica em choque. Sim, a cara dela tava realmente estranha e por algum estante imaginei que ela ia começar a chorar ou sair pelada por ai para dar uma boa surra nele.

–Tudo bem?

Ela não respondeu, tive que continuar. O que não foi fácil, pois eu NÂO TINHA A MINIMA IDEIA DO QUE FALAR PARA A MINHA NAMORADA DEPOIS DE UM CARA PEGAR A GENTE TRANSANDO. Então decidi por:

–Vamos continuar de onde paramos?

COMOÉQUEÉ???? – ela saiu do choque, então já era um avanço.

–Ele viu, sim chato. Mas fazer o que? Não tem como apagar a memória dele...

–Tava pensando em usar o Sansão até ele perder a memória, ou talvez a cabeça. — Alguma coisa me dizia que ela estava falando sério, talvez a expressão pensativa dela ou o fato dela estas quase furando a mão com a própria unha.

Meu Deus, o Cascão tá morto.

–Deixa isso para lá. Já foi... – A abracei, e ela retribuiu o abraço. – Que tal você almoçar aqui antes de irmos para a escola? Vou preparar o almoço para a gente!

–Simmmm!! Quer dizer, nãoooo!

–Por que não?

–Você sabe cozinhar? –respondi que sim com a cabeça- Tem certeza?

–Vamos ver!

Puxei ela pela mão e fomos para a cozinha, coloquei minha bandana para conter alguns cabelos que teimavam em cair nos olhos (revoltados, assim que eu gosto), e com isso arranquei boas risadas da minha brabinha predileta. Peguei um frango congelado e o cortei em cubinhos, coloquei na panela junto com alguns temperos e arroz. Logo nosso almoço estava pronto.

–SOPA?!

–Que foi, vai dizer que não gosta? – olhei com o canto do olho, depois de tanto trabalho ai dela que não coma tudo e lamba os beiços.

–Gosto, — vi seus olhos brilharem- mas é algo tão normal! Tava com medo que você viesse com um monte de salada! Tipo, eca!

– KKK eu gosto de salada, mas to com vontade de comer sopa. –apontei para a cadeira- Senta, vamos almoçar.

Ela sentou, e foi rápida para em provar minha culinária, queimando a boca. Levantei e dei um selinho para sarar, como se cuidasse de uma criança. Almoçamos, sempre brincando um com o outro e posso dizer que foi uma das melhores sopas que já fiz.

____________________________________________________________________________________________

O relógio marcava 12:33h e a aula começava a 13h, isso significa uns 27 minutos sobrando e eu ia aproveitar todo esse tempo para tentar entender o que eu estava fazendo enquanto traçava meu trajeto até a Escola do Limoeiro.
Ficando com a Aninha?! Eu to louco só pode!

Botei meu fone de ouvido e me pus a pensar.

Além de não ser compreensível por sermos amigos e por ela ser uma gata que poderia ficar com qualquer um e realmente nenhum de nós estávamos “apaixonados” um pelo outro, tinha um detalhe que me fazia tremer as pernas. Meu amigo e ex namorado ciumento com musculatura desumana da Aninha.O Titi.
Tenho certeza que ele arrancaria minha cabeça se pensasse que algo assim podia estar acontecendo.

A princípio só tínhamos as minhas “aulas” dentro de casa, antes ou depois do trabalho dela. Só que depois de alguns dias começamos a nos descuidar e ficar por ai! Na rua, na praça, no cinema, na cantina e agradeço aos céus todos os dias por ninguém em especial ter nos notado.
Mas como dizer “melhor não beijar agora” quando uma garota gostosa, legal, incrível quer te beijar? Fala sério.

E mais, depois que isso começou a Denise veio me procurar, mandando mensagem e tentando puxar papo. E eu (obedecendo a prof Aninha) a estou ignorando.

Dias atrás eu riria se alguém me falassem que a Dê iria correr atrás de mim, iria gargalhar se me falassem que eu iria ignorar ela! E era o que estava fazendo. Dificilmente respondo e quando respondo sou bem direto, com um sim ou não.

Eu já gostei dela. Foi minha paixonite por muito tempo, aquele jeito louco me deixava admirado! Não tinha vergonha de ser quem era, falava o que quisesse e não tava nem ai para o que os outros pensavam. Eu sempre fui o oposto, calculando o que falava para tentar me aproximar da turma e quando vi já tinha sido colocado como o “amigo faz tudo”. Aquele que quebra o galho na hora que precisam e que nunca é chamado para a festinha no fim de semana.

Mas como eu disse, eu gostei dela.
No momento eu não sabia dizer o que sentia. Ela continuava sendo aquela mesma garota... Então tenho a impressão de que talvez “eu” tenha mudado. Nem que seja um pouquinho, mas algo estava diferente e eu não a via como a pessoa mais incrível do mundo, afinal meu amor próprio estava florescendo e com isso eu comecei a perceber como ela me tratava EXATAMENTE como os outros. Me deixando de lado... E não se importando nem um pouco comigo.

–SEU GAY!!!!! – Alguém gritou no meu ouvido, após tirar o meu fone.

–Que droga. Quer me deixar surdo?– coloquei a mão no ouvido. – O que foi que deu em você heim?

–Nadinha – disse ela sorrindo. A quem eu queria enganar? Eu amava aquele sorriso. – Pensando na vida bofe? Eu gritei hORRORES e tu não me ouviu.

–Foi mal, a música tava alta.

–Haham, claro. Vai dizer que você não estava me ignorando... Agora! – Me olhou de cara feia, apontando. – Só para avisar, eu NÃO TO GOSTANDO NADA DISSO! Sou linda e perfeita demais para ser ignorada!

Fiquei paralisado. Ela percebeu? O que eu faço agora?!
Fica calmo, se eu negar ela não vai dizer nada.

–Quando que eu te ignorei? – Voltei a caminhar, afinal o colégio estava próximo.

–Deixa eu ver se me lembro bem, — começou a olhar para cima, como se estivesse pensando. Usou os dedos para contar – Na segunda você não quis fazer o trabalho comigo, na terça você me deixou plantada te esperando na frente da cantina...

–Mas a gente não combinou nad...

–Calado! Eu te mandei um sms dizendo que a gente ia comer juntos.

–Mas eu não cheguei a respon...

–Shhiiii, to falando. Quarta você fingiu que eu não existia. Não me responde SMS, nem curte minhas fotos do enstagram. Não sei se algum dia vou conseguir te perdoar.

–Eu não cheguei a pedir desculpas, mas ok. Você tem razão. Foi mal, pisei na bola.

–Não foi o suficiente gato! – Ela me puxou e me beijou, foi um beijo rápido, sem língua nem nada. – Agora sim!

–Até parece. –Eu a peguei pela cintura, e a puxei. Quer me provocar? Que faça direito! Agora sim estávamos nos beijando de verdade, língua, falta de ar, contato e sim. Era muito bom! Eu esperei muito por esse beijo, e ele não iria parar enquanto “eu” não quisesse.

Posso não saber de muita coisa, mas beijar eu sabia com toda a certeza. Foram muitas e muitas aulas com a Aninha (o que não foi nem um pouco chato), no inicio ela parava o beijo para explicar o que eu devia fazer para melhorar, mas depois de algumas aulas ela se esquecia totalmente de parar e nós apenas nos “beijávamos”, nos últimos beijos não conseguíamos parar até perder o fôlego. Ofegantes, e até mesmo já tínhamos nos passado um pouco... Peitoss.

A lembrança fez com que eu fizesse o mesmo ali, com a Denise. Os dela eram um pouco menor mas eram gostosos, minha mão estava por baixo do sutiã, minha boca em seu pescoço quando senti meu celular vibrar, o fone que restava na minha orelha denunciou que alguém estava me ligando e esse alguém não deveria ser ignorado. Aninha.

Larguei a Denise sem pensar direito, afinal eu não sabia o que tinha com a Ana, mas alguma coisa eu tinha e beijar outra não era certo. Dei dois passos e atendi o telefone, continuei o caminho para a escola enquanto conversávamos.

...

Notas finais
~~incrivelmente hoje não tenho nada para falar, mas deixar isso aqui vazio me dá uma pena e sim vocês tão lendo algo que não interessa a minima, mas como eu disse eu sou zuera o sol é amarelo e a neve fria~~