Daytime Nightmares
8 Am I Still Dreaming?
Notas iniciais
Obrigada por continuarem lendo!!
–Ciel... Acho que eu te amo...
No momento em que percebi o que falei, levantei e tratei de concertar o que disse.
– Estou brincando, ok?! A-apenas queria ver sua reação! Não é como se eu gostasse de você!
Ele riu um pouco.
– Do que está rindo?! Eu falei que era uma brincadeira!
– Tudo bem, Mizu, acredito em você. Mas é que você... — ele corou um pouco. — Admito que você fica bem fofa com essas orelhas.
Empurrei ele, que cambaleou.
– Baka!! — gritei.
Quando estava quase saindo, a porta abriu, muito rápido e bateu na minha cara.
– SEBASTIAAN-SAN!!!! — Mey-Rin gritou.
Ela viu que tinha batido a porta na minha cara e soltou um som estranho, " GYAAAAAH ", eu acho. Esfreguei meu nariz e pedi para ela não se preocupar.
Sebastian olhou para ela, seus olhos estavam assustadores.
– O que foi?
– Uma carta!! — ela disse, se esquecendo de mim.
– Pra que tanto escândalo por causa de uma carta? — Ciel perguntou
– Veja você mesmo! — Mey-Rin entregou a carta para ele.
Ciel tomou a carta de sua mão e eu tomei a liberdade de espiar.
A carta dizia que Alois Trancy estaria vindo para o almoço e chegaria por volta de meio-dia e meio. Eram meio dia e treze. Sebastian tinha alguns minutos para organizar um almoço para quatro pessoas, incluindo eu, já que os Trancy haviam contratado um assistente de cozinheiro, e Alois queria que ele aprendesse com Sebastian.
Quando Sebastian passou os olhos pela carta, praticamente voou em direção a cozinha e começou a preparar o almoço. Ciel pegou a mão e corremos até o corredor do andar de cima, onde ficava seu quarto e, o lado do dele, o meu. Ele sabia que eu podia fazer aparecer a roupa que quisesse e me pediu para me vestir de acordo com a ocasião.
Entrei em meu quarto e Finnian foi ajudar Ciel a trocar suas roupas.
Fiz aparecer um vestido preto. Um corselete envolta da cintura, de um modo que lembrava um vestido pirata. As mangas eram divididas em duas partes: alças sobre os ombros e soltas que apenas começavam um pouco abaixo da axila. A saia do vestido ia até o joelho. O resto era das pernas estavam cobertas por uma meia-calça, também preta.
Depois de algum tempo, Sebastian nos chamou para o salão. Quando descemos a escada, Ciel alguns degraus à frente, havia um garoto loiro de olhos azuis e um homem alto ao seu lado, provavelmente seu mordomo.
De trás do mordomo, saiu um homem alto, cabelos castanho escuros, olhos verdes e... Koi! Koi estava parado a apenas poucos degraus de distância. Quando ele me viu, arregalou os olhos. Então pois o dedo na frente da boca, me pedindo para não falar nada.
~ Koi's Pov ~
Quando chegamos na mansão do amigo de Alois, em cima das escadas, em um lindo vestido preto, estava ela. A alguns passos dedistância estava Mizu. Mi-chan...E pensar que nos encontramos por coincidência.
No entanto, não queria causar confusão e eu provavelmente seria punido se fizesse algo além do esperado.
Seguimos para a sala de jantar, onde a mesa estava organizada impecavelmente. Tsc. Aquele pirralho pirou se estava achando que eu iria fazer algo assim.
Falando em pirralho, lá estava ele. O motivo pelo qual Mizu acabou envolvida nisso tudo. A criança em que eu falhei ao tentar matar. Ciel Phantomhive. O que mais me irritava sobre ele era que eu sempre o pegava olhando para Mizu. MINHA Mizu. Sim, eu estava com ciúmes.
Quando terminamos, Alois foi conversar com o Phnantomhive e eu aproveitei para falar com Mizu.
~ Mizu's Pov ~
Estava distraída pensando no por quê de Koi está ali, quando senti uma mão me puxando e me levando para o jardim. Quando me virei era ele. Koi.
– Oi. — ele disse.
Fiquei sem reação por alguns minutos. Então meus olhos se encheram de lágrimas e eu comecei a bater com força em seu peito.
– Baka, baka, BAKA!! Você some por tanto tempo e quando te encontro você só diz "oi" ?
Ele me abraçou forte.
– Também senti sua falta.
Ficamos poucos minutos ali. Parados.
– Mizu. Eu... Vou ter que ir de novo.
Soltei ele.
– O que? Você não pode!! Eu finalmente te encontrei! Eu estive te procurando todo esse tempo, você não pode ir agora!
Ele ficou surpreso e então sorriu, gentilmente.
– Você... — seu sorriso murchou — Tem alguém me procurando. Se me acharem, vão me levar para longe pra sempre. Mi-chan... — ele me abraçou. — Não vou aguentar mais nenhum segundo longe de você. Por isso vou ficar algum tempo com Alois até a poeira abaixar, ok?
– Tudo bem. Mas... — olhei pra ele, que limpou minhas lágrimas — Promete que vem me visitar?
Ele me puxou para perto.
– Prometo.
Não aguentava ficar longe dele. Seu abraço, estar em seus braços, simplesmente parecia certo. Estranhamente, meus sentimentos por Koi, eram tão fortes quanto os que eu tinha por Ciel. E todos esses sentimentos eram muito confusos.
Mas Koi voltou. Ele estava ali. Ele era real. Seus olhos encontraram os meus e meu olhar desceu para seus lábios, que foram se aproximando pouco à pouco. Até que se juntaram aos meus em um beijo, um beijo esperado e desejado. Por todo esse tempo.
Fale com o autor