Notas iniciais
Okaay... Demorei muito pra escrever esse capítulo, eu sei, não me matem!! Desculpe demorar tanto e desculpe por não ter uma desculpa!!

Koi se afastou e eu demorei um pouco para retomar a consciência.

- Mizu, escute. Eu... Eu não posso ficar aqui.

Suas palavras me chocaram. Eu pensei... Eu pensei que finalmente poderíamos ficar juntos. Despois de tanto tempo, eu...

- E eu quero que você saia daqui. Aquele pirralho, ele... É por causa dele que estamos aqui. Agora. É por isso que sofremos tanto. A rainha me mandou queimar a Mansão e como ele sobreviveu, você--

Parei de ouvir. Não queria ouvir. A realidade me atingiu como um tapa e empurrei Koi pra longe. Ele havia matado os pais de Ciel. Por causa dele, Ciel era frio, cheio de ódio, por isso ele sofreu tanto. Se não fosse por Koi ele teria uma vida normal e feliz, como qualquer garoto de treze anos!

- Você... Não se aproxime de mim.

Koi pareceu espantado.

- Mizu, eu--

- Cale a boca. — segurei o choro o máximo que pude, a boca tremendo e o coração apertado. — Por favor, cale a boca.

Abaixei a cabeça e apertei os olhos com as mãos. Eu sentia por Koi a mesma coisa que por Ciel, apesar do pouquíssimo tempo que passei com ele. Parecia que foi anos atrás quando fui atropelada por sua carruagem e falamos sobre amor a primeira vista. Acho que amor não é tão ridículo quanto eu pensava. Mas Ciel... Ciel me via como uma amiga. Não sei se ele seria capaz de amar alguém depois de tudo que aconteceu.

Não.

Eu não queria que ele me amasse. Eu tinha medo. Apesar das palavras dele, quando Echo apareceu ela estava calma. Se as circunstâncias fossem outras, eu teria me tornado algo verdadeiramente assustador. Se isso acontecesse, eu podia acabar machucando Ciel e essa era a última coisa que eu queria.

- O pirralho significa tanto assim pra você?

Assenti com a cabeça e Koi suspirou.

- Não vou dizer que entendo, porquê não faço a mínima idéia do que está acontecendo. Mas... Se você quiser que eu me afaste, eu vou, mas porque me importo com você. Me importo demais, Mizu. Mais do que deveria. Mas não pense que vou desistir fácil assim de você. Eu vou voltar, ok? Tente não, sei lá, se casar com aquele pirralho enquanto eu não estiver aqui.

Koi beijou minha testa e voltou para dentro. Nesse momento, Ciel estava saíndo e Koi olhou para ele com uma cara de vou-te-matar-se-tocas-nela e voltou para o salão. Ciel não viu ou fingiu que não viu, pois não pareceu afetado pelo olhar de Koi.

- Mizu! — ele sorriu — Que droga, ainda não me acostumei a te chamar pelo primeiro nome.

Fiquei vermelha.

- B-baka! Pode me chamar de Tsuna, então.

- Por que está agindo assim?

- D-do que está falando, baka?! — fiquei ainda mais vermelha e empurrei ele de leve.

Ele abaixou a cabeça, sorriu, envergonhado e sussurou:

- Você pode me chamar de idiota o quanto quiser.

Fiquei parecendo um tomate.

- B-baka. N-não diga c-coisas assim, b-baka...

Ele sorriu, alegre.

- Agora sei dizer quando está nervosa, gatinha! — ele apontou na minha cabeça.

Olhei para cima e vi minhas orelhas.

- NYAAAAH!!!