Levanto da cama, e tento acordar Bela, mas ela não acorda. Sei que esta viva, bom, pelo menos espero. Achei melhor ir procurar minha mãe e tia Mandy. Saio do quarto onde estou os corredores estão vazios, não consigo ver nenhum sinal de vida por aqui.

- Mãaaaaae, tia Maaaaandy. – então resolvo gritar.

Ninguém responde. Escuto um barulho no andar de baixo. Parece que algo muito pesado caiu. Desço as escadas sem fazer nenhum barulho, alias não sei o que pode ter lá em baixo. Esta muito escuro aqui em baixo, não consigo ver nada. Subi as escadas, para procurar quem sabe uma lanterna. Sei que não vou achar, mas o que custa tentar. Primeiro vou no quarto ver se Bela acordou, admito que estou com um pouco de medo de ir lá em baixo sozinha. Quando chego no quarto não encontro Bela na cama. Onde será que essa menina foi parar?

- Ai meu Deus, você está aqui. Estava desesperada. Cadê minha mãe? Cadê sua mãe? – Era Bela saindo do banheiro.

- Bela, não sei. Já as procurei pelo corredor, mas está tudo vazio. E no andar de baixo não tem luz. Mas você esta bem?

- Eu estou bem sim, mas o que aconteceu você sabe? – ela fala tão rápido, que acho que a menina vai ter um ataque.

- Calma Bela, não sei o que aconteceu. Não encontrei ninguém ainda, somente você. Precisamos achar uma lanterna para ir no andar de baixo, escutei um barulho lá quando estava procurando Mandy e minha mãe.

- Ir no andar de baixo? Tá maluca? Eu morro de medo de escuro. – meu deus que menina medrosa.

- Mas você não vai sozinha, você vai comigo. Precisamos achar elas. – Bela apenas concorda sem questionar mais nada.

Saímos do quarto e ainda não tinha ninguém entre os corredores, ás portas dos quartos todas abertas e sem ninguém dentro. Descemos a metade da escada, porque ao chegar ao final, tinha varias mesas, madeiras fechando a escada.

- Ué, você não disse que estava tudo escuro aqui? Mas está tudo fechado. – diz bela.

- Quando eu cheguei aqui, não tinha essas madeiras e mesas. Então significa que tem alguém aqui. Vamos no andar de cima para vermos se encontramos alguém.

- Isso tá muito estranho lilo – meu apelido é lilo, não sei por que, mas, resolveram me dar esse apelido.

Achamos um taco de beisebol, como assim um taco em um hospital?

- Melhor pegar isso aqui de precaução. – diz bela.

- Como assim de precaução?

- Não sabemos o que tem aqui, não encontramos ninguém nesse hospital, andar desarmada é pedi para morrer não acha?

- Mas o que você acha que tem aqui? — digo

- não sei, e não quero tentar adivinhar.

Subimos novamente a escada, e chegamos no andar em que estávamos, sem nenhum sinal de vida. Subimos novamente as escadas, para outro o terceiro andar, no qual eu ainda não tinha subido. Quando estávamos subindo a escada ouvimos um barulho, alguém murmurando. – não tem sinal aqui, meu deus o que esta acontecendo. – seja quem for não devemos provocar. Aproximamo-nos da onde essa pessoa estava.

- Oi, tudo bem? – Bela diz.

- Quem são vocês? O que estão fazendo aqui? Vocês são humanas? – como assim humanas? Essa mulher ficou doida.

- Eu acho que sou sim humana. – falei ironicamente.

- O que esta acontecendo? Cadê todo mundo? – pergunta bela.

- Não sei o que esta acontecendo, de repente, uns animais estranhos começaram a atacar todo mundo pela cidade, isso começou logo de manhã. Aqui é um dos únicos lugares seguros da cidade. Não sei onde está todo mundo. – ela começou a chorar, estava bem desesperada. Animais como assim?

- Calma tudo vai ficar bem. – digo, tentando acalma-la

- Mas você não encontrou mais ninguém nesse hospital? – pergunta bela.

- No segundo andar, tá cheio desses bichos. Fechei a entrada para eles não entrarem.

- então foi você? Eu fui lá mais cedo e estava aberta, resolvi voltar para tentar acordar Bela, e quando voltamos já estava fechado. – digo.

- Vocês não abriram lá? Abriram? – diz ela irritada.

- Não, não mexemos lá se acalme. – Bela diz.

- Bom, vamos tentar achar mais alguém Bela? – Tento chamar Bela para ficarmos longe dessa mulher maluca.

- Vamos sim. – bela entende o que eu quis dizer.

- Depois voltamos aqui, se você ainda estiver aqui. – digo para essa mulher no qual não sei o nome e nem pretendo saber.

- Vocês vão me deixar sozinha aqui? – ela perguntou. Oras, só o que faltava agora.

- Se você quiser vir conosco. Mas por favor, sem gritos. – Bela diz. Ela concorda e descemos o terceiro andar.

- Vocês querem ir ao segundo andar? Tem certeza? – diz a mulher meio que chocada.

- Queremos, mas antes, temos que pegar algumas coisas para nos defendermos. – diz bela.

Procuramos algumas coisas, e achamos algumas tesouras e seringas, talvez as tesouras ajudassem em algo. Mas precisamos de algo grande e pesado. No chão tinha uns ferros pesados, porém não conseguiríamos usa-los.

- Vamos assim mesmo, apenas com essas tesouras e esse taco. – digo para bela. – alias, qual o seu nome? – pergunto para essa tal mulher estranha e louca.

- Me chamo Elizabeth. Podem me chamar de Beth, se quiserem claro. – ela diz.

- Tudo bem então Beth. – diz bela, rindo. – vamos ver o que tem lá em baixo? Estão prontas?

- Estou pronta, sempre pronta. – digo.

- Não estou pronta, esses animais são algo assustador. – diz Beth.

- Nos diga como eles são, e que tipos de animais são? – pergunta Bela.

- Não consegui diferenciar que tipo eles são. Mas eles são grandes, e vi um deles comendo a enfermeira. Estava tudo escuro, não consegui ver muito bem, apenas ouvir gritos horríveis. – diz Beth.

- Nunca vi animais causarem tanto assim. Tem certezas que são animais? – pergunto.

- Não tenho certeza, mas o que pode ser? – diz Beth. No mesmo momento olhei para Bela e Bela olhou para mim.

- Será? – bela me perguntou. – será que são isso que estamos pensando?

- Não, acho que não. Você mesma disse hoje que é algo impossível de acontecer, lembra? – digo para Bela.

- O que vocês estão pensando? Vocês sabem o que são? – pergunta Beth.

- Melhor deixarmos para lá, vamos logo ver o que tem nesse segundo andar. – digo.

- Você é mais forte lilo, pegue aqui esse taco. – Bela me entrega o taco.

Descemos as escadas e estamos prontas para abrirmos a passagem pro segundo andar.

- Estão preparadas? – pergunto.

- Sinceramente? Não muito. – Bela diz.

- Eu não estou nem um pouco preparada, mas seja lá o que for, vamos juntas. – diz Beth.

- Um... dois... três... e... já. – digo.

Chutei a porta o mais forte que consegui. Não adiantou muito, então chutei novamente e se abriu. Estava tudo escuro. Esquecemos as lanternas na qual não tem aqui.

- Esquecemos algo muito importante. – digo

- A lanterna? – pergunta Beth. – vocês esqueceram, eu não.

Beth foi na frente iluminando tudo. No momento não tinha nada e nem ninguém. Continuamos andando, até que escutamos um barulho vindo de um quarto.

- Querem ir lá ver o que é? – sussurro.

- Vamos. – dize Bela.

Continuamos a andar, encontramos vários corpos cheios de sangue e mordidos. Meu deus, será que o que eu mais queria esta acontecendo? Não pensa bobagem, deve ser algum animal mesmo. Beth fica do meu lado iluminando e eu chuto a porta. Sim, o que eu mais desejava está acontecendo. Um apocalipse zombie. Um zombie em cima de Mandy, terminando de come-la. Bela não acredita. Se desespera. Pega o taco da minha mão, e bate com toda a força na cabeça do zombie. Ela está chorando, chorando muito. É o que ela sonhou comigo durante anos acontecendo e matando logo a mãe dela.

- Bela, calma, por favor, calma. – não sei porque estou tentando acalma-la, sei que não tem o porque de acalma-la.

Ela chora e muito. Não consigo ver minha amiga assim. Beth fecha a porta para não atrair mais zombies. Bela esta deitada sobre o corpo de sua mãe. Mas já é tarde demais. E minha mãe? Será que ainda esta viva? Não quero pensar no pior.