Dawn Of The Dead
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Depois de ficarmos lá por mais ou menos 20 minutos, Bela se levanta com o rosto bem vermelho. Queria falar algo para conforta-la, mas nada que eu fale irá mudar algo, apenas vou lá e abraço ela, porque sei que agora, eu sou a única que ela pode confiar.
- E sua mãe? Vamos tentar acha-la? – diz Beth.
- Bom, se a Bela conseguir ir... – Bela sorri para mim como um sim. Sei que ela ainda está mal. Ainda cai lagrimas do seu rosto. Perder a mãe é uma das coisas mais difíceis, porém sei que essa dor vai diminuir, pelo menos espero.
- Lilo pega aquele ferro ali. Precisamos de mais coisas para nos defender. Só espero que isso tudo seja mais um sonho meu. – Bela respira fundo e abre a porta. Dessa vez ela que segura o taco, Beth vai ao meio para iluminar e eu vou indo atrás.
O chão cheio de sangue, um péssimo cheiro no ar. Sei que muitas pessoas morreram, me sinto mal por ter desejado isso do fundo do meu coração. Continuamos andando no corredor e não vimos nenhum zombie, bom pelo menos não pretendo ver nenhum, até encontrar minha mãe.
Escutamos um barulho vindo de uma porta no final do corredor e em seguida escutamos um tiro.
- Será que é alguém? – sussurrou Beth. Obviamente era alguém.
- Sim né, mas não sabemos se podemos confiar. – Disse Bela.
- Concordo, mas o que custa tentar? – digo.
Fomos até a porta devagar, nos aproximamos e vimos um garoto, moreno e alto, deve ter a nossa idade ou pode ser um pouco mais velho. Ele estava com uma arma, e assustado apontou para nós.
- Não se mexam. Quem são vocês? O que fazem aqui? Eu encontrei esse lugar primeiro. Saiam. – ele falava em um tom alto, em cada palavra o tom aumentava.
- Calma ai querido, estamos aqui a muito tempo se você não sabe. – diz bela já irritada.
- se acalma Bela. – diz Beth calmamente. – Eu sou Beth, prazer. Essas aqui são Lilo e Bela. Não queremos confusão.
- Se não querem confusão saiam daqui agora. – que garotinho chato em?
- E se não sairmos, você vai ver o que? – digo já irritada também.
- Eu posso usar a minha arma. – diz ele com um sorriso irônico e bem maldoso. Não duvido nada que esse garoto venha querer nos matar. Alias, não vai perder nada nos matando, só as balas da arma.
- Você não vai querer desperdiçar bala em um apocalipse zombie, ou vai? – diz bela rindo da cara dele, porque obviamente ele não vai.
- Porque não entramos em um acordo? – diz Beth. – Como nós chegamos aqui primeiro, nós ficamos com o andar de cima e você com o andar de baixo. O que acha?
- Eu fico com o andar de cima e vocês aqui em baixo. – diz ele.
- Mas tem dois andares lá em cima. Ficamos com o terceiro andar e você com o segundo. – diz Beth.
- Então tá, por mim tudo bem. – diz ele como se não ligasse. – me chamo Pedro, desculpa por agir bem idiota. Não vai acontecer mais.
- Espero que não aconteça. – diz Bela.
- Bom, eu aconselho vocês a subirem comigo, pois aqui está bem perigoso, ainda mais vocês que não estão com nenhuma arma, apenas com taco e um... um... – pedro não sabe o que tem na minha mão pois está bem escuro.
- um ferro. – digo
- Isso mesmo. Bom, são algo que matam os zombies, porém se vierem em uma manada, vocês possivelmente não vão sair com vida. – diz Pedro meio que brincando, pela primeira vez.
- Você é experiente no assunto, deve esta adorando o que aconteceu, estou certa? – digo.
- Em algumas partes sim. Sou experiente porque me preparei a vida inteira para isso, mesmo muitos falando que era bobagem. Mas não estou gostando nem um pouco do que esta acontecendo. Não sei onde estão os meus irmãos, minha mãe. Estou aqui, apenas para descansar, mas logo mais irei sair daqui. Preciso encontra-los. – diz Pedro meio triste.
- Estou procurando minha mãe também, e tenho certeza que ela esta aqui, nesse hospital.
- Porque você tem tanta certeza? – pergunta ele.
- Porque foi ela que me deixou aqui, e ela estava junto com Mandy, e encontramos... – parei quando lembrei que Mandy estava morta, e sei que Bela vai começar a chorar.
- Encontraram ela aqui? Cadê ela? – diz Pedro.
- Ela está morta. – diz Bela, e começa a chorar.
- Sinto muito. – Pedro sussurra. – acho melhor subirmos logo.
Abraço Bela de lado. E vamos até o segundo andar juntas. Não largo ela por nada. Beth vai iluminando tudo e Pedro vai na frente. Encontramos um zombie no caminho, Pedro pegou o taco e bateu na cabeça dele, até morrer. Subimos as escadas e chegamos ao segundo andar. Tem sangue no chão, sinal que os zombies, subiram até aqui. Pedro decide fechar a escada que da acesso do primeiro ao segundo andar. Enquanto ele fecha lá, eu, Beth e Bela vamos matando os zombies que subiram ao segundo e terceiro andar. Ao todo foram 5. Pedro conseguiu fazer meio que uma porta, para que possamos sair do segundo andar sem quebrar nada.
- Agora são oito horas mais ou menos. Acho que já vou dormir. Mas antes, vocês mataram todos os zombies mesmo? – pergunta ele sem confiança alguma.
- Matamos sim, pode checar. – diz Beth.
- Bom, vou confiar. Amanhã acordo cedo para achar suprimentos. Minha perna está machucada, até ela se recuperar, irei ficar aqui uns 3 dias. E alias, podem ficar com os dois andares. – diz Pedro.
- Tudo bem, eu pretendo sair daqui amanhã. Não aguento mais esse cheiro de hospital. – digo.
- Também não aguento mais. Vou dormir também, não estou aguentando ficar mais em pé. – diz Bela. Sei que ela não esta com sono, e sim muito triste. Ela quer apenas um tempo para pensar, entendo muito bem.
Sou a única que não pretendo dormir, vou lá em cima verificar tudo. Acho curativos, até demais. Procuro por suprimentos porém não encontro nada. Fui até a janela de um quarto do terceiro andar. Pela primeira vez consigo ver a cidade. Esta tudo vazio, tem muito sangue no chão, e corpos. A porta do hospital esta aberta, zombies podem entrar no primeiro andar a hora que quiser. Parece até uma brincadeira ou até mesmo um sonho. Fico imaginando varias coisas, sei que tudo que vivi até agora não vai voltar mais. Até mesmo a escola, que não aguentava mais ir, irei sentir falta. Nada vai voltar do jeito que era antes. Disso eu tenho certeza. Esse vírus deve ter vindo de uma cidade maior e chegou até aqui. Se chegou até aqui, bem longe da cidade grande, já deve estar espalhado pelo pais inteiro. Milhões de pessoas mortas. Poucas vivas, e a maioria não sabem se defender. Tenho certeza que essas pessoas que morreram, foram as que não acreditaram no apocalipse. Mas agora, só penso em encontrar minha mãe. Espero que ela esteja bem. Bom, pelo menos, quando brincava sobre apocalipse zombie, dava dicas para ela se defender. E tenho certeza que ela deve ter gravado, de tanto que eu falei. Amanhã irei acordar e verificar todo o primeiro andar. Se não achar o corpo dela lá, tenho esperanças. Minha mãe é tudo para mim. Vou procurar ela até o fim do mundo. Meus pensamentos estão indo a cada momento, mas já estou com muito sono. Fiquei pensando em varias coisas durante 1 ou 2 horas. Preciso dormir. Vou até a escada e começo a desce-la, mas algo me impede. Um barulho vindo do primeiro andar. Desço a escada correndo. Pedro já está de pé.
- O que você fez? – diz ele, meio que fora de si. Acordou agora e não tem noção nem de onde está.
- Eu não fiz nada, como você pode ver, eu estava lá em cima, e o barulho veio do primeiro andar. – digo tentando explicar.
- Que barulho foi esse? – pergunta Beth, saindo do quarto e Bela saindo logo em seguida. Seus olhos estão vermelhos, ela não estava dormindo e sim chorando. Chorando por 1 hora.
- Não sabemos ainda, mas acho melhor pegarem seu taco, ferro e lanterna. – Diz Pedro pegando sua arma.
Pedro vai à frente descendo as escadas. O barulho só aumenta. E quando chegamos perto da porta que Pedro criou entre o primeiro e segundo andar, ouvimos mãos se batendo na porta. Mãos de pessoas querendo entrar, ou vamos dizer, zombies. E não é apenas 2 ou 3. São vários. O tiro que Pedro deu logo mais cedo, atraiu vários zombies para perto. E aquela manada que ele disse logo mais cedo que nós não sobreviveríamos, ela esta aqui. Daqui a uns 20 minutos eles conseguem derrubar essa porta e todos nós estaremos mortos definitivamente.
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