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você não esta acreditando no que Isabela? — falo alto e ela tampa minha boca.

- Xiiiiiiiiiiiu. — diz ela sussurrando

- Me diz logo o que é Isabela. — ela adora me deixar curiosa.

- Zombies. — O que? ela só pode esta brincando.

- Zombies? como assim? deixa eu ver. — empurro ela, porém ela não sai.

- Não, não vou deixar. E sim são zombies.

- Você está brincando né? — digo pasma.

- Sim estou brincando. — Ela começa a rir, sim ela estava me zoando e quase acreditei.

- Nossa garota, você não presta. — ela abriu a porta do quartinho e saímos.

- Eu sei disso, mas você acreditou?

- Sim eu acreditei, você sabe que sou fascinada por zombies, você sabe disso, e brinca comigo assim. — estava um pouco estressada admito.

- Acho que você não deveria ser assim.

- Assim como? — ela me assusta, e fala que eu não deveria ser assim? que menina louca.

- Temos uma certa paixão por zombies certo? — concordo apenas. — mas zombies são algo fictício, nós querendo ou não e você sabe disso. — "não eu não sei disso" — o que estou querendo dizer, é que você deveria parar de sonhar com um apocalipse zombie, porque nunca irá acontecer. — sim ela quebrou meu coração, mas em certo ponto concordo com ela.

- Nunca é uma palavra muito forte não acha? — brinco com tudo isso, porém sei que ela tá falando sério.

- Talvez, mas eu tenho certeza que não vai acontecer. — antes que eu possa responder a "queridinha'' professora de português aparece na quadra.

- O que vocês acham que estão fazendo aqui? Que eu saiba não é educação fisica para o 2ª A. — ela veio para escola, para nos ensinar ou para ficar dando brocas? que mulherzinha chata.

- E o que a senhora está fazendo aqui? — bela me cutuca, porque estou dando muitas respostas para ela e eu sei que levarei uma convocação. -

- Garota, não irei falar mais nada. Me acompanhe até a diretoria. E Isabela, você me decepcionou muito. — bela não fala nada, porque ela não liga nem um pouco por ter decepcionado ela ou não.

A professora vai na frente e nós apenas a seguimos. Bela fica me cutucando toda hora, e rindo sem fazer nenhum som, porém eu não consigo rir sem fazer barulho e começo a rir. A professora escuta, mas ignora e sei que por causa disso, estou ainda mais ferrada. Chegamos a diretoria e nos sentamos. Ouvimos por uns 5 minutos a professora acabando com a nossa vida. A diretoria não falou absolutamente nada, apenas ficou com uma cara que significa "acho que vocês estão ferradas". Depois que a professora saiu quase vermelha de tanto falar a diretora resolveu falar conosco.

- E vocês, o que tem a falar sobre tudo isso? — O que nós temos a falar? como assim? você quer que falamos tudo de novo que a professora falou?

- Bom diretoria, ela apenas chegou atrasada na sala e a professora foi super ignorante com ela. Sei que nada irá mudar o fato de eu não leva-la até aqui na diretoria, mas não queria que minha amiga levasse uma bronca por a professora estar de tpm. — eu ri do que ela falou, parei assim quando a diretoria olhou com uma cara bem séria para mim.

- Vocês duas levaram para casa uma convocação. Irei ligar para a mãe de vocês. Vão até a sala e peguem seu material.

Bela não falou mais nada, pois diferente de mim, ela nunca tirou nota baixa, nem ganhou nenhum convocação, ela era digamos o "orgulho da familia".

- Vamos ver pelo lado positivo, nos divertimos bastante. — tentei anima-la.

- Eu me diverti muito, não me arrependo do que fiz. — o que?

- Pensei que você estava triste bela.

- Um pouco, depois lembrei da amiga perfeita que tenho. Espero ficar do seu lado para sempre. — momento broxante, não gosto muito, mas não vou falar apenas "também", não quero magoa-la.

- Também espero ficar do seu lado para sempre, obrigado por hoje. — rimos.

Entramos na sala e todos ficaram em silêncio, olhei para a cara da professora assim que peguei o material e tava saindo, ela estava rindo, igual aquela frase "quem ri por ultimo, ri melhor", porém garanto que ela não vai rir por ultimo. Descemos as escadas e já pude ver minha mãe, que chegou super rapido aqui na escola. Com certeza ela deveria estar tomando um café aqui perto.

- Oi mãe. — dei um sorriso, tentando fazer com que ela retribua, porém ela me ignorou.

- Ela está brava em? — disse bela.

- Brava estará sua mãe, se prepare.

- É eu sei. – estraguei o momento feliz da Bela.

Minha mãe se senta perto de mim.

- Vou esperar a mãe de Bela, quero conversar com ela. – conversar? Como assim?

- O que você conversar com a mãe dela? – perguntei mesmo sabendo que ela não vai me responder.

- Coisas que crianças não devem saber. – agora só o que me faltava. Somos crianças por cabular uma aula chata? Talvez.

A mãe da Bela chega aqui na diretoria, com uma cara nada boa. Ela com certeza estava trabalhando e precisou vir aqui só por causa do que aconteceu.

- Oi Mandy, como está? – perguntou minha mãe para a mãe de Bela.

- Estava bem, mas não estou acreditando ainda que Bela fez isso. – Bela fez tudo isso por causa

de mim, eu tenho que me sentir culpada.

- Bom, também não esperava isso da minha filha, mas precisamos conversar. Você veio de carro? – “você veio de carro?” como assim? Agora só falta minha mãe querer fazer eu e Bela cortamos laços.

- Bom, eu não estou de carro. – respondeu Mandy.

- Então, você teria tempo para uma carona? Depois te levarei até seu trabalho. – Mandy concordou, e fomos todos no carro juntos.

Minha mãe não queria conversar com Mandy perto de nós duas, então resolveu nos levar para casa e depois levar Mandy até seu trabalho. Estava um trânsito outra vez. “que diabos esta acontecendo com esse bairro” – pensei. – mas ninguém fala nada sobre. Passou um cara correndo com o braço mordido, talvez por um animal, mas que animal varia um estrago daquele? Talvez um urso, ou leão, mas um urso ou leão em uma cidade grande?

- Ai meus deus melhor sairmos daqui. – Mandy falou desesperada.

Ninguém se sabe o que esta acontecendo lá na frente. E na verdade não estou interessada em saber. Minha mãe entra na primeira curva que acha, e outro carro entra também. Não consigo ver o que aconteceu. Será que eu morri?

Abro os olhos, onde estou? Um hospital? Olho pro lado da cama e vejo Bela, com vários curativos, mas ainda não acordada. Creio que sofremos um acidente. Mas cadê minha mãe? Cadê Mandy?