Notas iniciais
Oi, desculpe a demora, mas estou com uma fic de zumbis e... Bem, está tomando quase todo o meu tempo ;)

Mellanie

Acordei com um humor incrível, vesti meu habitual vestido preto que descia e para um palmo acima do joelho, era feito de penas negras com correntes prateadas. Coloquei minha sapatilha preta e desci as escadas correndo.

– MÃE! PAI! – gritei.

– Aqui em baixo princesa. – falou meu pai.

Encontrei-os na cozinha onde minha mãe preparava a comida.

– Pai... Lembra que dia é 12 de outubro?

– Claro, o Halloween!

– E...

– O seu aniversário... Eu nunca vou me esquecer.

– Quantos anos vou fazer?

– 16, mas por que tanto interrogatório? – perguntou meu pai.

– Lembra que o senhor disse que quando eu fizesse 16 você me levaria para o mundo real? Para aterrorizar as pessoas?

– Eu prometi isso? – ele olhou para a mamãe. – Prometi?

– Prometeu Jack – disse mamãe.

– HA! O senhor está sem escapatória! – espetei meu dedo no seu terno.

– É mesmo... Quantos dias faltam para o Halloween? – perguntou ele.

– 3 dias. – respondi.

– Bem, o prefeito vai vir aqui para acerta os preparativos para o Halloween, então você pode ir lá para fora.

– Vou falar para o Mummy.

– Você gosta mesmo desse Mummy, não é? – perguntou minha mãe.

– Sim, ele é meu Melhor amigo, então tchau pai, tchau mãe.

– Tchau querida. – falou minha mãe.

– Cuidado, leve Zero com você.

– Zero? Pensei que ele estava no cemitério...

– E está, passe lá e leve ele.

– Está bem.

Sai de casa e dei de cara com o prefeito.

– Bom dia prefeito!

– Mellanie! O Jack está em casa?

– Está, ele está esperando você.

– Obrigado!

E subiu o resto dos degraus.

Encontrei Mummy falando com os vampiros na sombra.

– Oi Mummy.

– Mellanie, esses vampiros tem histórias de sobra para contar.

– Oi vampiros, que pena terei que ouvir depois suas histórias.

– Mellanie! Meu sangue fresco! – falou um vampiro.

– Hã... Papai pediu para pegarmos Zero. – falei para Mummy.

– Cemitério? – ele e eu adorávamos o cemitério.

– Depois olho do Ciclope.

Ele riu.

– O que você está esperando? Vamos!

Ele segurou minha mão e assim fomos correndo para o cemitério. – Chegando lá paramos na tumba de Zero. Me agachei e Zero saiu da tumba feliz.

– Oi Zero, papai pediu para você me acompanhar... Vamos?

Ele latiu e eu passei a mão na cabeça dele.

– Eu não tenho ossos... Desculpe Zero.

– Não é sua culpa... Vamos? – falou Mummy.

– Eu aposto que ganho de você.

– E eu aposto que você nunca vai me ganhar. – ele me jogou no chão e saiu correndo.

Eu me levantei e gritei:

– EI MUMMY! ISSO NÃO VALE! – e sai correndo atrás dele.

– PRINCESA DAS ABOBORAS... VALE TUDO! – gritou ele de volta.

– EU VOU GANHAR MUMMY!

– NÃO VAI NÃO!

Zero estava bem atrás de mim, ele latia feliz, e eu ria e Mummy... Bem, Mummy ria igual a uma múmia. – Estávamos já no campo das aboboras, eu simplesmente achava aquele lugar lindo... E meu pai também, bem ele é o rei das Aboboras então... – Logo cansei e vi que Mummy também.

– Cansou foi princesa?

– Cale a boca...

– Onde estamos? – perguntou subitamente.

– Estamos na Cidade do Halloween... – congelei ao ver que não estávamos na cidade do Halloween, estávamos em uma floresta com árvores cinzas e altas, sem nenhuma folha seca.

Zero latia como quem quer chamar atenção.

– Shh, Zero. – falei e segui Mummy.

– Onde estamos? – perguntou Mummy de novo.

– Não sei... – mais latidos de Zero – Ei Zero cale a boca.

Mas Zero não parava.

Isso já está me irritando

– Zero cale a boca! – ordenei. – Mummy, está com medo o suficiente para cair fora, ou é corajoso?

– Segunda opção.

– Bem então vamos. – comecei a andar mais rápido.

Nós dávamos passos rápidos, quase corríamos, então vi árvores em um círculo. – Quando eu Mummy e Zero entramos no círculo, ergui uma sobrancelha.

– On-onde estamos? – perguntei. Zero se encolhia nas minhas pernas – Zero...

– Mellanie acho que isso são portas. – falou Mummy.

– Portas...?

– Sim, olhe todas tem uma maçaneta.

Tinha uma porta em forma de galinha, outra em forma de ovo só que rosa, uma com um chapéu, uma com uma abobora e... Uma com uma árvore verde e colorida.

– Você acha que deveríamos abri-las...? – perguntei aproximando da porta com a árvore. Zero se manifestou, latia feito um cachorro louco. – O que é hein Zero?

Ele não parava de latir.

– Quer que saímos daqui? – perguntou Mummy.

Zero latiu.

– Acho que isso é um sim... Mas como nós saímos daqui? – perguntei. – Nem sei como viemos parar aqui...

Zero foi até uma porta com a abobora.

– Quer que entremos ai? – deduzi.

– Acho que sim – falou Mummy. – Então... Primeiro as damas.

– Ótimo... Mas onde vamos parar? – eu já estava com a mão na maçaneta.

– Não faço ideia. – eu abri a porta e pulei.

Como posso dizer qual a sensação de pular para a morte certa? Bem é confuso, porque você não sabe o que lhe espera. – Enquanto eu caia um redemoinho de folhas secas me cercou eu gritei e então... Aterrissei no chão, no cemitério.

– Como pode ser possível...? – murmurei, e vi Mummy – MUMMY! ESTAMOS NO CEMITERIO!

– Eu sei... Mas como...?

– Tenho cara de quem sabe? Vamos! – falei enquanto corria – Preciso contar ao meu pai.

Mummy em pouco tempo já estava do meu lado, correndo.

– Bem, vamos! – e corremos até a cidade o mais rápido que conseguíamos.

Ao chegar na cidade todos olharam para nós: Os Adolescentes da Cidade do Halloween.

– Onde estavam? – perguntavam um.

– O que estavam fazendo?! – brigava outro.

– Vocês são loucos?! – gritava outro.

Então todas as vozes se calaram, quando entrou meu pai...

– Oi pai... – falei com uma voz esganiçada.

– Onde você estava Mellanie?! – brigou ele – Nós deixou com muita preocupação!

– Mas não faz nem duas horas que nós saímos. – falei.

– Mellanie já faz um dia que vocês saíram. – falou meu pai.

Um dia?! Não podia ser tanto assim...

– Onde está Zero? – perguntou meu pai.

Zero latiu.

– Zero... – meu pai abaixou-se para acariciar o cachorro – Obrigado, vamos entrar...

Eu tentei sair de fininho, para que ninguém percebesse.

– Mellanie, você vem comigo. – disse meu pai já andando até em casa.

– Tchau Mummy. – sussurrei.

– Tchau Mel.

E corri para alcançar meu pai. – O seu rosto esquelético mostrava preocupação, uma culpa me invadiu... E minha mãe? Tentando não parecer muito culpada, entrei em casa.

Mamãe logo me abraçou.

– Mellanie... Onde estava? – perguntou – Não faça mais isso Mel... Por favor, eu não aguento...

– Então Mellanie, me dê um boa explicação para não coloca-la de castigo. – falou meu pai.

– Bem eu ontem ia ver com o Mummy como é a parte de trás do olho do Ciclope, mas nós apostamos corrida e acabamos em uma floresta com árvores altas e cinza...

– Ár-árvores? Uma floresta delas?

– Sim... Por quê?

Meu pai parecia assustado, mas só durou um minuto.

– Nada Mel, continue. – falou.

– Bem, então quando ficamos no meio da floresta encontramos árvores em círculos, cada uma com um símbolo entalhado... Elas eram portas. – agora meu pai ficou realmente assustado.

– Vo-vocês entraram... Em alguma porta?

– Só em uma porta com uma abobora entalhada, nós fomos parar lá no cemitério.

– Não faça mais isso. – falou meu pai.

– Mas... Por quê?

– Mel, não faça mais isso, está me ouvindo?

– Sim, papai.

– Bem, eu vou visitar o prefeito, ainda não terminei os preparativos. – e saiu de casa.

Minha mãe estava confusa, ela arqueou uma sobrancelha e perguntou:

– Filha, você irá para o mundo real... Quer um novo vestido?

Jheremy

Na ponta do abismo. Bem eu não estava na ponta do abismo literalmente estava na fila para procurar um emprego. – Estava sentado quieto, então alguém gritou próximo, e o próximo era eu.

– Bom dia. – falei.

Ela me olhou e jogou um olhar: Como o dia pode ser bom se eu estou aqui? E voltou-se para os papeis.

– Nome. – falou.

– Jheremy Grace.

– Idade.

– 16, mas quase 17.

– Bem Jheremy, tem um emprego em um cemitério... Você tem medo?

– Medo? Claro que não... Eu acho.

– Bem o nome do cemitério é Park of Flowers, você tem que estar sexta-feira, as 5 da manhã... Ah, tente não acordar os mortos. – falou – PRÓXIMO!

Eu sai murmurando:

Nossa, que emocionante! Um cemitério... Yupe!

Quando sai daquele lugar peguei minha bicicleta e fui pedalando até a casa dos meus pais, que fica em um bairro bem confortável de New York. – Quando cheguei, meus pais me encheram de perguntas.

– Então... Conseguiu? – perguntou meu pai: Albert.

– Claro que sim Albert! Ele é o meu filhote! – respondeu minha mãe: Anna.

– Então cabeça de bagre... Arranjou uma namorada? – perguntou minha irmã: Layla.

– Meu irmãozão é incrível! – falou meu irmãozinho: Thobias.

– Hã... Consegui um emprego, não consegui uma namorada e obrigada Thoby. – falei, respondendo todas as perguntas. – Vou subir para o meu quarto... Tá legal? Depois eu desço.

– Sim, sim, mas onde é o emprego? – perguntou minha mãe.

– É em um cemitério. – subi o mais rápido possível, entrei no meu quarto e fechei a porta.

Quando sair eles vão me encher de perguntas...

Mellanie

Faltando 2 dias para o Halloween e meu aniversário, mamãe teve a brilhante ideia de fazer um vestido para mim. – Observei-a fazendo o tal vestido com Seda vinda de aranhas, minha mãe era a pessoa mais incrível do mundo, conseguia fazer um lindo vestido e sapatilhas em poucos minutos. – Nem me dei conta, mamãe já tinha feito meu vestido. Quando olhei para ele comecei a sorrir. Era longo e tinha só uma alça, em estilo grego, e tinha um cinto feito também de seda de aranha só que em vez da cor preta era prateado. Eu não vi nenhuma sapatilha.

– Mãe? Onde está a sapatilha? – perguntei.

– Seu pai me falou que não faz frio lá, então achei melhor assim...

– Mãe você é incrível! – abracei-a.

– Obrigada meu amor, bem quer provar?

– Claro, mas... E o que eu faço com o meu cabelo?

O cabelo era o meu problema, porque bem além de ele ter um tamanho absurdo (Batia dois palmos acima do joelho) era ondulado, e muito difícil de pentear.

– Deixe-me ver... – minha mãe pegou um banquinho de madeira e colocou na frente dela – Sente-se aqui.

Sentei e minha mãe pegou a minha escova e começou a pentear os meus cachos.

– Conte-me, como eram as portas. – pediu.

– Que portas? – perguntei.

– As portas que você encontrou, como eram?

– Ah sim, tinha uma porta com uma galinha...

– Uma galinha?

– É uma galinha, tinha outra que tinha um chapéu verde, tinha uma com um ovo rosa...

– Rosa?

– Sim, e a que mais me encantou... Uma árvore verde com enfeites, era muito brilhante.

– Árvore? – minha mãe perecia um pouco abalada – Por favor filha, não vá até lá mais uma vez, está bem? – falou – Nunca mais...

Fiquei quieta e prometi a mim mesma que nunca mais iria lá. – Minha mãe era incrível, em dois minutos já tinha penteado meu cabelo.

– Vá, prove seu vestido, quero vê-lo em você. – falou e me empurrou de leve para o meu “quarto”.

O meu “quarto” era um cômodo pequeno, mas aconchegante. Tinha nas paredes a cor branca, uma cama, e uma penteadeira. – Entrei no quarto e comecei a me trocar. – Tirei meu vestido habitual de penas e coloquei o novo. – Depois de colocá-lo dei uma boa olhada no espelho e arqueei uma sobrancelha... Eu estava...

– Maravilhosa – falou minha mãe.

– Bem, só estou assim por causa da senhora... Obrigada.

– Eu fiz a roupa de Papai Cruel para o seu pai... Isso, não é nada.

– Bem, isso é muito para mim, obrigada mãe. – dei um abraço nela, afundando o meu rosto no cabelo ruivo dela.

CONTINUA...

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado ;)