Notas iniciais
Gente, essa é uma fanfic que planejo fazer há um tempo. Esse é apenas um capítulo piloto, espero que gostem. (É uma fanfic baseada em Kuroshitsuji, aconselho que você veja o anime, é do caralho!) Desculpe qualquer erro gramatical. Se você já leu essa fanfic em algum outro site, verifique se o nome do autor é BRBean (Meu nome para qualquer site) Se for, sou eu ^^ se não, plmdds me avisa, estão me plagiando. Decidi postar aqui por causa da minha beta. espero que gostem ^^

William’s PoV:

Mais um dia fatídico na SDA (Shinigamis do Departamento de Almas). A próxima turma de shinigamis estagiários chegaria daqui a cinco minutos e eu teria que a supervisionar. Enquanto isso eu não deixava meu tempo vago, sempre tento me ocupar com alguma coisa, nem que seja desprezar meu parceiro de trabalho. Tudo contava como passatempo. Havia um grande movimento nos corredores. Infelizmente, ouvi boatos que já considerava previsíveis. Uma ceifadora seria avaliada, pela primeira vez na sede de Londres. E o que deixava os outros mais intrigados era o fato dela ser estranha... Até mesmo para uma coletora de almas. Tinha uma áurea diferente das dos demais... E atualmente eu era o único daqui que sabia o porquê. Mas jurei a minha vida não revelar isso.

Ser um ceifador é uma sentença e uma sorte. Depende do jeito que você encara o trabalho. Usamos nossas death scythe para coletar os registros cinematográficos, explicando de forma mais popular, são como um filme baseado na vida de quem está prestes a morrer. O ceifador (ou shinigami, os dois são válidos) tem o dever de analisar e definir se o suposto morto deve ou não morrer. Os únicos livrados da morte são aqueles que farão alguma diferença para o mundo, tais como Shakespeare, Albert Einstein, Hitler .etc. (Seja essa diferença boa ou ruim, se ela mudará de alguma forma a história humana, é livrada). Além disso, todos os shinigamis possuem uma alta miopia, então é sempre necessário que usemos óculos para o trabalho.

Eles começaram a se aproximar. Vendo rapidamente parecia um grupo de seis ou cinco pessoas. Mas no meio deles, dois futuros ceifadores me chamam a atenção... Ronald Knox e o nome mais mencionado nos cochichos ultimamente, Emily Feuerschütte. Lembro-me perfeitamente. Baixinha, quase 1,55. Branca como a neve, tinha uma cachoeira de fios lisos e negros – Nos quais ela mantém preso com uma fita vermelha, presente de Grell Sutcliff – Sempre com rosto baixo, era tímida e raramente eu a ouvia falar. Seus olhos, como qualquer outro ceifador, eram verdes... Porém o outro sempre carregava uma tala sobre. Ao questioná-la sobre isso, diz que sofreu um acidente. Todavia nunca revelava o “machucado”. Ronald era completamente o oposto da garota. Alto, extrovertido, fala até quando não é solicitado. Cabelo ruivo e escurecido atrás, pele mais rosada, revelando umas quase invisíveis sardas. Emily tinha um desempenho perfeito, poderia ser chamada de prodígio. Com prática técnica AAA, teste escrito A, ética A, média A. Ronald mantinha-se entre B e C, quase não passando para a próxima etapa do treinamento. Por alguma sorte ele conseguiu.

E os dois estavam destinados à participarem do teste final junto. Esse teste baseia-se em uma dupla de shinigamis estagiários que são ordenados a coletar uma alma... Sozinhos. Os que passarem, são oficialmente coletores de almas ou qualquer área que decidirem seguir (Departamento Administrativo – Elaboração da lista da morte e processamento das almas recolhidas; Departamento de RH – Responsáveis pelos funcionários da Organização; Seção de assuntos gerais – Estoque e manutenção das foices da morte; Funcionários da seção de coleta – Buscam as almas de acordo com a lista da morte; Departamento de ótica – Responsável pela confecção, distribuição e manutenção dos óculos; Central de despacho – Reporta Shinigamis que estão infringindo as regras ou qualquer problema do gênero). Francamente, queria estar presente quando forem postos juntos.

— Estão todos aqui? – perguntei, chamando-os a atenção e voltando-se para mim. Pigarreei e me apresentei – Meu nome é William T. Spears, seu supervisor. Vim aqui fazer a separação de duplas para o teste final. Fiquem à vontade para me fazer perguntas, caso tenham alguma dúvida.

Abri meu caderno e fui citando as duplas em voz alta. Ninguém pareceu surpreso até então, porém a dupla infame foi citada. Feuerschütte e Knox. Todos arregalaram os olhos, inclusive Ronald. A garota não demonstrou emoção. Os cochichos vieram como um jato, mas eu os interrompi com um pigarreado. Não admitiria comportamento como aquele na minha presença. Rapidamente, todos se calaram. Chamei dupla por dupla até mim, lhes entregando a ficha do indivíduo que morreria. De forma geral, todas as “vítimas” morrerão ao longo de um mês, e a dupla terá que analisar dentre esse tempo se a pessoa deve ou não ser livrada disso. Após serem dispensados, observei alguns alunos caçoarem de Emily pelas costas.

— Johnatan Machel e Rodney Kendall – Disse, enquanto arrumava o óculos – Esse comportamento é extremamente inadequado. Espero que não se esqueçam, faço parte da Central de despacho e funcionário da seção de coleta. Mais uma dessas, serão despachados e recomeçarão a segunda fase. Entendido?

Os dois assentiram estáticos. Retiraram-se da sala logo após. Suspirei. Conheço Emily e tenho todos os meus motivos para odiá-la, todavia tenho noção que a culpa não foi dela... E sim daquela monstruosidade. Grell Sutcliff entrou na sala. E ao invés de me assediar ou dizer coias que me irritassem, ele tinha um olhar apreensivo. Parecia preocupado.

— Aquela pirralha já está no exame final? – Perguntou, e eu assenti. Suspiramos. – Não sei o que vai acontecer depois que ela se tornar uma coletora de almas. Se ela acabar encontrando com ele eu...

— Não vai acontecer – Interferi-o, ajeitando os óculos – Não vamos deixar.

— Uh! – Ele exclamou – Está disposto a quebrar algumas regras pela pirralha? Ah! Que incrível! Eu e Will numa aventura! Com romance, onde pétalas caem do céu e compartilhamos um intenso amor... Ah! Que emocionante! Ah!

Seus gemidos e sua imaginação me irritavam, mas não era o suficiente para me tirar completamente do sério. Sinceramente, não entendo o porquê da sua paixão por mim, quanto mais frio sou, mais ele gosta. Deixei-o falando sozinho e fui resolver o que tinha pendente. Não tinha tempo para suas baboseiras.

Notas finais
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