Daughter Of Water And Ice
6 Harmoniosa
Notas iniciais
Aliás queria agradecer a Kisally e a Milena Corrêa por terem comentado no capítulo anterior. Obrigada meninas.
Beijos e boa leitura!
Ela corria. Estava correndo para casa, pois sabia o motivo da chuva. Ela estava chorando. Juvia mataria Gray. Como ele poderia fazer algo para uma criança tão frágil como ela, mesmo depois de ter contado o que houve com ela mesma, chorar. A mulher chuva empurrava pessoas para os lados enquanto corria por entre as ruas de Magnolia, sentiu um frio na barriga quando parou em frente a sua casa, e logo percebeu que a chuva diminuia sua intensidade. Porém um ar frio passava por ali. Entrou em casa silenciosamente.
Viu que ninguém estava na sala e nem na cozinha. Partiu para o quarto de Mei e ancontrou-a sobre o peito de Gray dormindo e ele também havia adormecido. Juvia sorriu vendo aquela cena e a imaginou vendo Gray com Yuuki. Lágrimas lhe vieram aos olhos quando lembrou-se da filha que adotou e a salvou no último minuto de um ataque poderoso. Voltou para a cozinha e se segurou em uma cadeira.
A tormenta de dor que penetrava o corpo da maga era tão forte. Será que um dia ela poderia se tornar mãe? Ela já foi sim, mas será que nunca poderá ver seus filhos cresceram e terem uma família. Já que eles morreram. Uma lágrima derramou-se em seu rosto e um soluço seu ecoou na cozinha. Puxou a cadeira, se debruçou na mesa e chorou.
Mei acordou com o som do choro. Gray ainda continuava dormir, tateou pela escova de cabelo e olhou feio para Gray quando ele se mexeu e se deitou na sua cama como se fosse a dele. Saiu do quarto olhando para os lados e seguiu o som do choro. Encontrou Juvia, achou estranho o sentimento que entrou dentro de si, vendo a maga chorar daquela forma. Derrubou a escova sem querer e Juvia levantou a cabeça rapidamente e olhou para Mei com os olhos ainda vermelhos. Mei também estava com os olhos vermelhos, devido a sua choradeira.
Gray havia a envolvido em seus braços e a consolado como uma criança que se machucou pela primeira vez. E adormeceu no seu colo. A menina pôs os olhos na escova que estava no chão e a juntou. Olhou para Juvia com um sorriso e lhe perguntou:
-Pode escovar os meus cabelos? — Juvia riu enquanto limpava as lágrimas com as mangas de seu cossaco russo.
-Sim. — respondeu quando pegou a escova da mão dela.
Ambas foram para a sala e lá a dragon slayer sentou-se de joelhos no sofá e Juvia se pôs a escova-lo devagar. Ela adorou fazer aquilo, tocar os cabelos sedosos dela como uma mãe faria em sua criança. Imaginou Mei pequena com oito anos e Juvia penteando seus cabelos em uma manhã de ar puro e ensolarado. Suspirou e sorriu com o pensamento.
Mei ficou de olhos fechados enquanto Juvia escovava seu cabelo. Essa era uma sensação boa que ela nunca sentiu. Sem saber começou a cantarolar uma canção de ninar que ouviu de uma mulher de uma vila próxima da casa de Oceana. E ouviu a voz de Juvia junto com a sua. A menina se balançava enquanto Juvia a puxava para seus braços e cantava a canção, e novamente ela adormeceu.
Dentro da guilda, todos aguardavam a chegada de um casal que no ínicio era extremamente briguento, mas com a chegada de Akemi, eles mudaram e bastante. Algo como um acordo mútuo entre eles para a educação da menina. A família fora passar um tempo fora, tipo umas férias em família, já que passavam bastante tempo um longe do outro.
Chang estava tremendo ao lado de sua mãe que sorria pela gravidez e também porque Levi estava a ajudando com o nome.
-Que tal... Chun. — disse a mulher de cabelos azuis.
-Prefiro Kaori. — disse com o queixo tremendo, Chang.
-Kaori é um belo nome. — falou Lucy.
-Se for menino vai se chamar Hiro. — queixou-se Natsu.
-Por que Hiro? — perguntou a esposa.
-Porque quero. — disse tocando a sua testa com um dedo e a empurrando levemente. Lucy sorriu.
-Tudo bem.
A aliança estava em perfeita harmonia. Todos estavam sorrindo e contando novidades. Chang por sua vez estava com medo. Não por causa de Elfman ou de Evergreen, que estavam chegando, mas sim por causa deAkemi. Desde que aquela menina pôs os olhos em Chang estava o deixando muito louco, ela o agarrava e dizia coisas sobre os dois que nunca existiria.
Sentou-se no chão, por entre as pernas de sua mãe, e juntou os joelhos até o queixo e fixou seus pensamentos na noite anterior. Mei... Como uma garota podia mexer tanto com ele em poucos dias. Achou ele que talvez fosse a ingenuidade dela ou talvez aquele frágil sorriso. Mas pensou que fosse pela docilidade de sua voz e de como voava enquanto caminhava, pela forma como lutou durante a sua vida e por ser poderosa.
Lucy viu a preocupação nos olhos do garoto e pôs as mãos em seus ombros o afagando. Ela viu o quão interessado estava o filho na dragon slayer de água e gelo. Queria ela ser um cúpido para juntar os dois logo. Chang era um filho maravilhoso. Estudioso, competente, esperto, confiante, feliz e bonito. A garota que fisgasse o coração de seu filho seria sortuda, mas ela ficou triste por saber que ele não era nada bom com garotas. Diferente de Seiji, que apenas tem que sorrir para conseguir o que quer.
Sabia ela que seu filho tinha pânico de Akemi por ser grudenta e por dizer coisas que não devia, mas respeita os pais dela. Seu filho merece coisa melhor do que aquela "criança" que se finge de santa na frente dos pais e na verdade é uma diabinha estranhamente qualificada para ir ao inferno e nunca mais voltar. E o pior ela só tem doze anos.
Abraçou o filho para fazer com que ele saiba que ela estava ali para protegê-lo e também, pediu para que Mei viesse para conversarem. Pelo que ela descobriu a menina nada sabe sobre este mundo pervertido que a guilda mais poderosa e bagunceira de Fiore sobrevive. e acha que Juvia não seria a pessoa certa para isto.
Contou os segundos até que as portas da guilda foram abertas e sorriu enquanto olhava para o filho que teve um reação que ela suspeitava. A menina estava linda em sua saia lisa e blusa larga, o cabelo escovado e com o rosto mostrando que dormira a pouco.
-Desculpe Lucy-San. — disse bocejando. — Mas peguei no sono. — e sorriu.
-Não precise se desculpar Mei-Chan. — Lucy nem percebeu que Chang lhe lançava um olhar questionador.
Mei sentiu pela primeira vez seu estômago se contrair quando viu Chang. Se assustou um pouco lembrando da noite passada e do que fizera. Aquele movimento fez suas bochechas ficarem quentes e também formigarem. Queria que ele fizesse novamente — pensou ela e depois balançou a cabeça para esquecê-lo, pois nem sabia o que era aquilo.
Alguém lhe tocou o ombro e encontrou um menina de cabelo escarlate que lhe sorria como se já tivessem se conhecido e eram amigas. Algo dentro de si mesma dizia para vê-la como inimiga, porém o sorriso que brandia aquele rosto a tranquilizava e contava uma história totalmente diferente. Sorriu de volta a ela.
-Olá sou a Flare.
-P-prazer... Mei... É o meu... Nome. — respondeu juntando as pontas dos dedos. Flare riu.
-Eu sei quem é você. Minha mãe ficou impresionada quando soube que Seiji e Laxus, juntos, perderam para você. — disse ela novamente com um sorriso no rosto.
-Ela não me venceu. — rosnou Seiji do outro lado da guilda.
-Olha essa boca Moleque! Tá achando o quê falando com a minha Aika assim?- perguntou Ryuu se aproximando com passos pesados à mesa onde Seiji estava sentado.
-O que você tem a ver com isso?
-Peça desculpas para a Flare agora! — ordenou o Redfox.
-Me faça. — respondeu Seiji se levantando.
Ambos os garotos estavam com os punhos fechados e prontos para se machucarem quando começaram a sentir um cheiro de queimado no ar. Olharam um para o outro e depois puseram seus olhos para si mesmos e descobriram que estavam ambos queimando. Gritaram por socorro quando o fogo se espalhou por eles e Mei rindo concentrou-se em seus poderes e lançou um jato de água em cada um.
Aquele momento fez a guilda inteira rir.
-Chang-San não devia fazer este tipo de coisa. — disse Flare o olhando pelo canto dos olhos.
-Seria mais engraçado do que apenas gritar para eles pararem. — respondeu se levantando. — Desculpem-me. — disse se curvando na frente dos dois amigos que estavam chamuscados.
-Um dia ainda te eletrecuto. — disse-lhe Seiji.
-Um dia te faço de prego e eu de martelo. — falou Ryuu.
-Esperarei ansiosamente. — com um sorriso de canto ergueu os olhos para os amigos que novamente cerravam os punhos com força.
Chang sempre fora um doce de pessoa, mas quando se tratava de lutas, ele era perito. Nunca conseguira vencer o pai, mas contra todos que já lutou nunca perdeu uma luta se quer. O garoto simplesmente conseguia identificar o que poderia acontecer com ele e com o seu oponente. Chang tinha uma mente que ficava trabalhando a noite inteira mesmo estando dormindo. Era ele quem dizia como terminar cada missão que era dada a um membro da guilda e também se tornara o primeiro mago de classe S depois que o velho Makarov se foi. E se tornou um pouco mais arrogante quando o pai lhe deu o cachecol tão precioso que recebera de Igneel.
Um lado que ninguém conhecia de Mei tentou saltar de dentro dela, mas ela segunrou-a com todas as suas forças. A menina ficara tão pálida que Lucy e Flare viram e perguntaram se estava bem. Ela não respondeu. Ficara tão silenciosa enquanto travava uma batalha dentro dela mesma que parecia estar perdendo. E quando piscou os olhos encontrou uma fila de pessoas a sua frente olhando-a com preocupação.
-Estou bem. — respondeu rapidamente quando ouviu um “tudo bem?”.
-Tem certeza? Você estava pálida a pouco. — disse Wendy segurando Charles nos braços.
-Sim... Isso acontece comigo de vez em quando. — respondeu com um sorriso sincero.
-Que bom. Assim poderemos ir logo começar nossas compras. — disse Lucy.
-Flare-chan vai junto? — perguntou Mei olhando para a menina de cabelos cor de fogo que a olhou com os olhos brilhando.
-Posso ir junto? — perguntou calmamente. Mei olhou para Lucy que não viu nenhuma objeção. Mei a olhou com os olhos felizes e Flare a abraçou. — Posso mostrar a você a minha loja favorita de tortas?
-Adorarei conhecê-la.
As meninas rindo e conversando sobre várias coisas que eram de seus interesses, deixaram todos ali olhando para Mei de maneira estranha. Pensaram eles que Mei era uma garota indefesa e delicada, mas encontraram uma maga poderosamente destruídora. Guildarts pensou em várias possibilidades da menina ser a pessoa que é. Tão forte. Mas algo dentro de si dizia que não fora apenas pelo treinamento que recebeu de dois dragões. Mas de algo que ela consegue esconder muito bem quando está feliz.
Olhou de canto para o homem de cabelos escuros, compridos e repicados que sempre estava fechado e com os braços cruzados. Sua esposa de cabelos curtos e azuis segurava uma menina que era a sua cara e normalmente mostrava ter o mesmo gênio que o pai quando queria fazer o que queria. Mesmo tendo seis anos. O mestre conseguiu chamar a atenção do dragon slayer de metal e cochichou algo em seu ouvido. Gajeel assentiu depois que o homem lhe disse o que precisava e voltou-se para a esposa e lhe disse algo, antes de partir puxando um gato preto pelo rabo. (n/a coitado do Lily)
Mei ria cada vez mais e isto de alguma forma poderia aumentar o tamanho do buraco que começou a abrir dentro de seu pequeno coração. Mas ela não deixaria que aquela solidão abatesse-a tão rapidamente. Ryuu já estava em sua volta, pelo fato de Flare estar ali. A garota corava quando ele ficava próximo de mais e quando a observava quando estava longe.
Lucy já estava pronta para ir. Inclinou-se para Natsu e lhe deu um beijo no rosto que Mei vira. Natsu reclamou e a puxou para si e a agarrou no meio da guilda inteira e a beijou ardentemente. Chang olhou para aquilo com os olhos arregalados e disse:
-Vocês não poderiam esperar chegar em casa para fazer isto?
-Meu filho se queria um beijo era só dizer. — começou Natsu brincando. — Vem cá, papai te dá um beijo.
-Nem vem! — gritou o menino rindo e saindo de perto do Dragneel.
-Lucy-san... Posso perguntar u-uma c-coisa? — disse Mei.
-Claro. — respondeu a maga celestial.
-O q-que... V-você acabou d-de f-fazer c-com N-Natsu-San?
-Eh?! — Lucy ficou perplexa devido a menina que nem ao menos sabia o que era um beijo. — A isso é …Um deixa eu ver...Um beijo. Damos beijos em pessoas que gostamos. Mas não em todas. — falou Lucy logo quando Natsu a olhou de maneira estranha.
-Ah! Então Chang-Chan gosta de mim? — o menino que estava tomando água cuspiu tudo em uma gusparada quando Mei falou.
-Você não perde uma. — disse Ryuu rindo.
-E eu que pensava que ele era um lerdo. — falou Seiji segurando a barriga.
Chang corou da raíz das pontas de seu cabelo até a ponta dos dedos. Sua mãe que lançou um olhar constrangedor enquanto Natsu tentava entender a situação. Mei que olhava para tudo aquilo e não entendia, olhou para Flare com um ponto de interrogação nos olhos.
-Mei-Chan, isso significa que ele... Realmente esta afim de você.
-Afim?
-Ele gosta muito de você.
-Defina gostar.
-Ele morreria por você. Faria coisas impossiveis e possíveis para ver um sorriso no seu rosto. — disse ela com um lindo sorriso.
-Não é a mesma coisa que o Ryuu-San faria por você? — e foi a vez da Scarlet corar.
-S-sim. — disse ela erguendo os olhos para o Redfox que ainda estava rindo do amigo. — Mas não quero magoar alguém que gosto. Porque assim magoaria a mim também. Não quero dar a ele uma vida como a que meu pai deu a minha mãe, mesmo eu não sabendo nada sobre ele.
-Flare-Chan... Está tudo bem?
-Sim. Vamos Lucy-Chan? — perguntou a menina com os olhos marejados, mas conseguindo escondê-los. Lucy assentiu e saiu na frente. Quando Flare iria passar por Mei, a menina a parou puxando seu braço.
-Por favor, me conte o que tanto lhe aflige. Pois assim me deixará preocupada e não quero descobrir coisas sobre uma pessoa, que acabo de conhecer,que é tão bondosa com suas palavras e com os outros, ficar triste. Acho eu que deveria, você, contar para alguém o que sente. Assim consiga tirar quem sabe um peso de suas costas.
-Mei-Chan... Claro... Mas antes vamos passear.
-Não quis dizer para mim.
-Mas você em poucos segundos se tornou uma pessoa que merece ter a minha confiança. E espero nunca a quebra-la. Pois a confiança é como a amizade. Muito poderosa, mas quando se parte se torna algo drasticamente frágil.
Notas finais
Não deixem me de me contar.
Beijos.
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