Notas iniciais
O primeiro e segundo capítulos são pequenininhos, mas era só pra introduzir as meninas. Pretendo demorar mais e fazer capítulos maiores e espero eu, melhores. Então... Britt, Quinn...

Quinn chegou em casa calada, elas não trocaram uma palavra nos 3 quarteirões que tiveram que andar. A mãe das meninas estava na cozinha acabando de levar as panelas para a mesa. Que inclusive cheirava muito bem, se tem uma coisa que todas as Fabray aprendem desde cedo é a serem boas cozinheiras. Quase todas as Fabray, Q uinn nem chegava perto de um fogão e Brittany só o fazia para assar bolos e biscoitos.

– Hey, vocês chegaram, nem as ouvi entrando.

Judy comentou calorosa e Quinn apenas deu de ombro se sentando na cadeira de sempre.

– A minha professora ficou doente e Brittany foi dispensada da aula dela porque machucou a mão jogando vôlei no intervalo. Resolvemos vim mais cedo.

Judy olhou feio pra filha, não era a primeira vez e com certeza não seria a ultima que nossa Britt-Britt vai praticar esportes e acaba tendo contusões e perde as lições praticas.

– Deus proteja os pobres coitados que caírem nas mãos dessa cirurgiã desastrada.

Ela ficou esperando uma resposta vindo de sua filha mais rebelde e doce, mas nada parecido com um protesto foi ouvido e sim uma pergunta desinteressada.

– Mamãe lembra da foto que a tia Shelby mostrou pra gente da ultima vez que fomos visitá-la? Porque ela não fala mais com a filha?

Brittany perguntou sentando-se ao lado da irmã e olhando pra ela com uma carinha de dó. Judy as olhou estranha enquanto ocupava o lugar em frete a Quinn. Shelby era sua irmã, não irmã irmã, mas o pai dela era primo do pai de Judy e quando um acidente levou os responsáveis pela menina morena, aqueles Fabray’s cuidaram dela, as duas foram criadas juntas.

– Lembro, mas não sei exatamente como anda a convivência delas. Acho que não são próximas, mas o que tem isso?

Quinn se serviu, comendo muito pouco já que tinha que manter a forma para continuar na equipe de torcida da faculdade, que não gostava nada de participar e só estava lá porque a Sue insistiu muito depois que sabe-se lá como a treinadora conseguiu montar um esse grupo em uma faculdade de medicina.

– É que achamos que vimos a filha dela hoje. Não é Quinnie?

– Não me meta nisso.

Respondeu olhando pra comida e mal humorada. Judy estava confusa, fazia muitos anos que a irmã não tinha contato com a pequena que teve que colocar para adoção devido à tradicionalidade da família, não havia chances de suas filhas a terem encontrado assim casualmente.

– Deixa de ser chata Quinn, você bem que gostou da visão, não finja e não desconte em mim por ter gostado.

A loira de olhos azul ficou assustada quando depois de seu comentário sua irmã engasgou com um pedaço de batata que acabará de pôr na boca. A sua mãe levantou e deu tapinhas nas costas da filha até que a bendita porção de legume saísse de sua garganta. Quinn tomou um gole de água e limpou os olhos que saíram lagrimas. Ainda tossindo pigarreou para passar o mal estar.

– Acho que perdi a fome. Vou estudar no meu quarto, quando o papai chegar me chamem.

Desajeitada como só ela poderia ser, tropeçou nos próprios pés quando saia da mesa e quase bateu o queixo no canto da pia, mas antes que seu corpo fosse ao chão eu segurou nas bordas da mesa e apoiou o seu peso, ficando de pé, juntando o resto de seu orgulho, ajeitando o cabelo e dizendo:

– Eu estou bem.

Avisou para a mãe e irmã que levantaram-se da mesa para conferir o estado da loira.

–Como essa criatura pode ser a líder das Cheerios?

– Do mesmo modo que você é a primeira da turma de neurocirurgia da Universidade de Los Angeles querida.

Brittany emburrou e cruzou os braços fazendo bico.

– As vezes acho que você me acha burra.

– Oh meu bebê, claro que não. Morro de orgulho de você e de sua irmã.

Ela abraçou a filha mais nova e apertou em seus braços como quando ela era só um bebê. Mania chata que as mães tem que todos odeiam admitir que amam. Mas a gente ama sim.

– Vou subir e falar com a Quinn.

A loira se desvencilhou do abraça reconfortante e subiu as escadas, no topo ela se virou e gritou para que a mãe ouvisse.

– Mãe, será que podemos ir visitar a tia Shelby hoje? Morro de saudades dela.

– Claro meu amor, vamos ver como seu pai chega do trabalho.

Ela bateu na porta de Quinn três vezes e esperou alguma resposta. Mais três batidas e nada. Hesitou um pouco antes de entrar, tinham meio que uma regra, uma não invadia o espaço da outra e ficariam bem. Digamos que elas não eram as irmãs mais unidas do mundo 2 anos atrás antes das duas terem que fazer cursos diferente na mesma faculdade.

Quinn estava deitada de barriga pra cima, observando o teto branco do quarto e com fones de ouvido muito altos. Tão alto que Brittany pode identificar a musica quando chegou mais perto da cama.

– Yeh cara, você esta mesmo ouvindo Avril?

Tirou os fones mostrando sua presença

– Você esta na fase do “All my life I've been good” quando é que chegamos na parte do “but now ah, I'm thinking "what the hell"?

Comentava cantando a parte da musica. Quinn a analisou e abriu espaço pra ela deitar a seu lado.

– Talvez mais cedo do que você imagina.

Jogou as palavras em sussurro, não realmente querendo falar sobre isso, mas talvez ela precisava. Não sei porquê diabos as pessoas tem uma mania de querer falar logo daquilo que menos querem falar... Você me entende?? Deixa pra lá, não estamos aqui para lições de psicologia, que me agradam muito só pra dizer.

– Você já beijou uma menina Q?

– O QUE?

Quinn sentou-se não esperando que sua irmã fosse tão direta. Até parece que não conhece a irmã, sinceramente, a loirinha é uma anta as vezes.

– Eu totalmente já fiz isso, acho que posso dizer com segurança que sou bem resolvida, mas aprecio o modo como as garotas podem ser tão sexy quanto os caras.

Quinn a olhou ainda mais assustada, olhou para os lados como se as paredes tivessem ouvidos e fossem fofocar para seus pais quando ela estivesse dormindo. Ela estava perturbada desde cedo, vê aquelas duas meninas tão confortáveis trocando carinho foi um mega tapa na sua cara. Porque ela não tem coragem de fazer isso? Porque ela tem que se esconder? A loira maior já havia notado o comportamento de Quinn desde que elas começaram a se entender um pouco. E a reação de Quinn àquilo foi o que faltava, ela apenas juntou as peças e viu o que nem Quinn queria admitir.

Um momento para pensar e Quinn já estava imaginando o quão ela iria pro inferno, mas já que ela não tem escolha mesmo, tudo o que poderia fazer era achar um jeito de ficar bem consigo mesma.

– Você não deve ter vergonha Quinnie, é totalmente normal.

Quinn deitou e afundou sua cabeça no travesseiro.

– Não é justo, você esta me tirando do armário B.

As duas se abraçaram, algumas lagrimas quentes atingiram o ombro de Brittany e ela não poderia sentir a sua irmã mais vulnerável. Aos poucos o choro tímido virou soluço cheio de medo e na mesma lentidão voltou a ser apenas um fungar brando.

– Está melhor?

–Yep, só falta coragem pra contar pro papai e pra mamãe.

– Eu estou com você mana.

Notas finais
Não em sinto amada '-' comentem